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Encontro na Secretaria de Transportes discute etapas do Aeroporto Regional de ST

Por Nill Júnior

Acima, a reunião na SETRA. Abaixo, Marcos Oliveira recebe os técnicos que tratam dos detalhes para efetivação do Aeroporto

Os secretários municipais de Governo e Desenvolvimento Econômico de Serra Talhada, Faeca Melo e Marcos Oliveira, respectivamente, participaram de mais uma reunião do Grupo de Trabalho de implantação do Aeroporto Regional de Serra Talhada, na sede da Secretaria Estadual de Transportes – SETRA, na capital pernambucana. A reunião foi coordenada pelo Secretário Sebastião Oliveira.

O GT está atuando para agilizar os trâmites e as pendências existentes para que o Aeroporto Regional, grande empreendimento para o município de Serra Talhada e toda região, comece a funcionar. A previsão do Governo do Estado é que Serra Talhada comece a receber voos comerciais para a capital pernambucana a partir do segundo semestre.

“Foi uma reunião importante onde discutimos questões técnicas que precisam ser resolvidas para que o aeroporto comece a operar, como a construção do terminal de passageiros, que será iniciada em breve”, disse o secretário de Desenvolvimento Econômico, Marcos Oliveira, que recepcionou na manha de hoje (11), em Serra Talhada, a equipe técnica responsável pela construção do terminal.

Outras Notícias

TRE-PE mantém condenação de ex-secretária de Saúde de Pedra por coação eleitoral via WhatsApp

Mensagens comprovaram ameaça de reter salário de servidora que não votasse em candidatos apoiados pelo grupo político do prefeito PRIMEIRA MÃO O Tribunal Regional Eleitoral de Pernambuco (TRE-PE) manteve a condenação de uma ex-secretária municipal de Saúde de Pedra (Agreste) por coação eleitoral, em razão do envio de mensagens de áudio e imagem pelo WhatsApp […]

Mensagens comprovaram ameaça de reter salário de servidora que não votasse em candidatos apoiados pelo grupo político do prefeito

PRIMEIRA MÃO

O Tribunal Regional Eleitoral de Pernambuco (TRE-PE) manteve a condenação de uma ex-secretária municipal de Saúde de Pedra (Agreste) por coação eleitoral, em razão do envio de mensagens de áudio e imagem pelo WhatsApp a uma servidora contratada do município.

O caso foi julgado no Recurso Criminal Eleitoral nº 0600012-36.2022.6.17.0058, interposto contra sentença da 58ª Zona Eleitoral de Pedra, que aplicou pena de detenção e multa com base no artigo 300 do Código Eleitoral.

A decisão colegiada manteve a condenação, mas ajustou a pena para 15 dias de detenção e 60 dias-multa.

Ameaça de corte de salário

De acordo com os autos, no dia 30 de setembro de 2022, a então secretária, valendo-se de sua posição hierárquica, enviou áudios e imagens a uma contratada da Secretaria de Saúde ameaçando-a de não receber seus vencimentos caso não votasse nos candidatos apoiados pelo grupo político do prefeito.

O conjunto de provas incluiu mensagens de voz enviadas pelo número da acusada, cujos conteúdos foram reconhecidos pela vítima e por testemunhas, bem como periciados pela Polícia Federal, que confirmou a autenticidade e a ausência de edições nos arquivos.

A Corte entendeu que o material apresentado demonstra de forma inequívoca a vinculação entre a ameaça e o voto exigido, configurando o crime de coação eleitoral cometido por agente público.

Prova considerada lícita

A defesa havia alegado ilicitude das gravações, argumentando violação ao sigilo das comunicações. O Tribunal rejeitou a tese, enfatizando que não houve gravação ambiental clandestina, mas sim áudios voluntariamente transmitidos pela própria acusada, sem expectativa legítima de privacidade.

O acórdão ressaltou que, segundo a jurisprudência eleitoral, áudios trocados entre interlocutores por aplicativos de mensagem podem ser usados como prova, observando que o risco de divulgação é inerente ao meio digital utilizado.

Fundamentação do voto

No voto condutor, o relator destacou que o laudo pericial da Polícia Federal comprovou a integridade e autenticidade das mídias e que a ameaça feita pela secretária visava coagir uma servidora a apoiar determinado grupo político.

“Ficou demonstrado que a recorrente se valeu da autoridade do cargo para constranger a eleitora, ameaçando reter pagamento de seus vencimentos — conduta que se enquadra no tipo previsto no art. 300 do Código Eleitoral”, descreve o acórdão.

Decisão unânime

Por unanimidade, os membros do TRE-PE conheceram e rejeitaram os embargos de declaração, mantendo o reconhecimento da prática do crime de coação eleitoral e a condenação da ex-secretária, reformando apenas a dosimetria da pena para 15 dias de detenção e 60 dias-multa.

A decisão reforça, segundo a Corte, o entendimento de que o uso de meios tecnológicos, como o WhatsApp, não afasta a responsabilidade penal por práticas de assédio ou coerção no contexto eleitoral, especialmente quando vinculadas à condição funcional do agente público.

Ocupação de UTIs do Pajeú continua alta

A cidade de Serra Talhada tem nesta terça-feira (16) um total de 66 pacientes internados, incluindo pacientes de Serra Talhada e de outras cidades pernambucanas. O Hospital Eduardo Campos está com 92% de ocupação. São quatro pacientes na clínica e 46 na UTI, sendo onze de Serra Talhada. O HOSPAM está com 60% de ocupação. […]

A cidade de Serra Talhada tem nesta terça-feira (16) um total de 66 pacientes internados, incluindo pacientes de Serra Talhada e de outras cidades pernambucanas.

O Hospital Eduardo Campos está com 92% de ocupação. São quatro pacientes na clínica e 46 na UTI, sendo onze de Serra Talhada.

O HOSPAM está com 60% de ocupação. São seis pacientes na UTI, sendo 03 de Serra Talhada. Nos Leitos de Retaguarda do Hospital São José são 10 pacientes internos, todos de Serra Talhada.

A cidade foi marcada pelo falecimento do senhor  Waldir Tenório. Ela tinha 67 anos e era pai do cardiologista Waldir Tenório Júnior  e do suplente de vereador Toninho Tenório. Ele estava hospitalizado na Unidade de Tratamento Intensivo (UTI) da Marinha, e não resistiu.

Já o Hospital Regional Emília Câmara tem 17 pacientes na UTI, ou 85% de sua capacidade. Nos leitos clínicos a ocupação é de 60%.  Em Afogados, a Prefeitura informou que nesta terça (16) foram registrados 15 casos novos para a COVID-19.

São quatro pacientes do sexo feminino, com idades de 28, 35, 45 e 58 anos e 11 pacientes do sexo masculino, com idades de 17, 22, 26, 27, 34, 45, 50, 63, 65, 60 e 79 anos. O município atingiu a marca de 2.949 pessoas (93,94%) recuperadas para covid-19. Atualmente, 155 casos estão ativos. Afogados atingiu a marca de 12.789 pessoas testadas para covid-19, o que representa 34,32% da nossa população.

PIB: Pernambuco registra crescimento da indústria duas vezes superior ao do Brasil, aponta IGPE

O Estado de Pernambuco fechou o último trimestre de 2025 com crescimento de 1,8% do seu Produto Interno Bruto (PIB), igualando o desempenho do Brasil na comparação com os últimos três meses de 2024. O destaque ficou para a indústria pernambucana, que cresceu mais de duas vezes do que a indústria nacional, atingindo uma alta […]

O Estado de Pernambuco fechou o último trimestre de 2025 com crescimento de 1,8% do seu Produto Interno Bruto (PIB), igualando o desempenho do Brasil na comparação com os últimos três meses de 2024. O destaque ficou para a indústria pernambucana, que cresceu mais de duas vezes do que a indústria nacional, atingindo uma alta de 1,4% contra 0,6% do setor no país no mesmo comparativo. Os dados preliminares são do Instituto de Gestão Pública de Pernambuco (IGPE) e foram publicados nesta sexta-feira (27).

“O Governo de Pernambuco tem trabalhado incansavelmente desde o primeiro dia da gestão para solidificar o crescimento econômico, com geração de emprego e renda e atração de empresas e investimentos para o nosso Estado. O resultado é que Pernambuco voltou a crescer em todos os setores, principalmente na indústria, que está fortalecida com grandes players e melhores condições para empreender na nossa terra”, afirmou a governadora Raquel Lyra.

Novamente, a indústria do Estado teve um desempenho acima do registrado pelo país no mesmo setor na comparação entre o último trimestre de 2025 e os últimos três meses de 2024. Ainda segundo o IGPE, que é vinculado à Secretaria de Planejamento, Gestão e Desenvolvimento Regional (Seplag-PE), a indústria de transformação pernambucana puxou esse desempenho, com alta de 1,9% contra queda de 2% do mesmo segmento nacional. A construção civil de Pernambuco também registrou um crescimento superior ao do Brasil, com alta de 1,1% contra -2,9%.

“Pernambuco mantém a sua forte trajetória de crescimento econômico sustentada em parte pelo nível histórico de investimento alcançado pela gestão estadual. Um dos exemplos é o belo desempenho da construção civil, que é um reflexo das várias obras que o Estado vem executando e que significou uma virada de chave na atividade que era bastante impactada pelo baixo investimento encontrado em anos anteriores. Hoje seguimos comemorando os resultados do Estado”, afirmou o secretário de Planejamento, Gestão e Desenvolvimento Regional, Fabrício Marques.

Com crescimento de 2% no mesmo período de 2025, o setor de serviços pernambucano, que representa quase 70% do PIB estadual, registrou o mesmo percentual do setor no país. A atividade de comércio e reparação de veículos automotores e motocicletas no Estado teve grande destaque, crescendo muito acima do Brasil, com alta de 5,8% contra 0,2%. As atividades imobiliárias em Pernambuco cresceram 2,8% contra 1,9% no país.

No Estado, a agropecuária teve uma variação de 0,6% no último trimestre do ano passado na comparação com o mesmo período de 2024, enquanto o Brasil teve alta de 12,1%.

MPPE ajuíza ação contra ex-prefeito de Sertânia Guga Lins

O Ministério Público de Pernambuco (MPPE) ajuizou, no último dia 07 de agosto, uma ação contra o ex-prefeito de Sertânia Gustavo Maciel Lins de Albuquerque. A Ação Civil Pública de improbidade administrativa, de nº 494-02.2018.8.17.3390, se confere por utilização, para outros fins, do dinheiro creditado no Convênio com a Secretaria Estadual de Saúde, que tinha […]

O Ministério Público de Pernambuco (MPPE) ajuizou, no último dia 07 de agosto, uma ação contra o ex-prefeito de Sertânia Gustavo Maciel Lins de Albuquerque.

A Ação Civil Pública de improbidade administrativa, de nº 494-02.2018.8.17.3390, se confere por utilização, para outros fins, do dinheiro creditado no Convênio com a Secretaria Estadual de Saúde, que tinha como objeto a aquisição de aparelho raio-x e digitalizador para o Hospital Municipal.

O promotor de Justiça Dr. Júlio Cesar Cavalcanti Elihimas destaca na ação os prejuízos causados ao erário e à população com o desvio de finalidade dos recursos recebidos, privando os pacientes do serviço público municipal de realização de exames radiológicos.

Segundo o MPPE o ex-prefeito Guga Lins, realizou a compra apenas do aparelho de raio-x, descumprindo o pactuado no convênio, que determinava ainda a compra de um digitalizador. Ao fim do seu mandato, mesmo estando ciente que o convênio já havia expirado, usou o dinheiro da repatriação para repor ilegalmente o débito, dinheiro esse que foi obrigatoriamente devolvido ao Tesouro Estadual.

Fundo de Jucá beneficiaria 60% da base aliada

Folha A proposta apresentada pelo líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), de criar um fundo eleitoral com dinheiro público para financiar as campanhas de 2018 vai reservar mais de 60% da verba para os partidos que atualmente integram a base aliada do presidente Michel Temer. Dos R$ 3,5 bilhões previstos para custear candidaturas, […]

A Comissão de Reforma Política reúne-­se para analisar a proposta que prevê novas eleições se o eleito em cargo majoritário for cassado ou perder o mandato por outro motivo (Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil)

Folha

A proposta apresentada pelo líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), de criar um fundo eleitoral com dinheiro público para financiar as campanhas de 2018 vai reservar mais de 60% da verba para os partidos que atualmente integram a base aliada do presidente Michel Temer.

Dos R$ 3,5 bilhões previstos para custear candidaturas, R$ 2,15 bilhões ficariam com as nove legendas que hoje têm assento na Esplanada dos Ministérios. O dinheiro viria de recurso previsto no Orçamento, 10% de emendas parlamentares em ano eleitoral e da redução de gastos com programas partidários, que seriam suspensos no primeiro semestre do ano da disputa.

Com o valor seria possível, por exemplo, construir quase 12 quilômetros de linhas de metrô, 17,5 mil casas populares ou pagar um mês e meio do Bolsa Família. Segundo Jucá, o montante ainda poderá ser corrigido a cada eleição com base na inflação.

A criação de um fundo eleitoral abastecido com dinheiro público está sendo articulada por dirigentes partidários como alternativa à proibição do financiamento empresarial das campanhas. Pelas regras atuais, apenas pessoas físicas podem doar a candidatos e partidos. A ideia é que a proposta de Jucá seja incorporada na proposta de emenda à Constituição do senador afastado Aécio Neves (PSDB-MG) que trata da reforma política. O texto, já aprovado no Senado, está em discussão na Câmara.

De acordo com a fórmula apresentada para dividir os R$ 3,5 bilhões do novo fundo, 70% seriam partilhados de acordo com a bancada de cada partido na Câmara, 25% considerando as bancadas no Senado e 5% igualmente entre todos os partidos, que hoje são 35.

Diferentemente da divisão do Fundo Partidário, a regra considera a bancada no fim do ano anterior ao pleito e, para 2018, a bancada na data da promulgação de lei.

O acordo por um novo fundo ganhou fôlego após reunião na quinta-feira entre Jucá e presidentes de outros partidos, entre eles o ministro das Comunicações, Gilberto Kassab, presidente licenciado do PSD, Tasso Jereissati (CE), presidente interino do PSDB, e José Agripino Maia (RN), presidente do DEM.

Críticas. Com base nas bancadas atuais, a proposta de Jucá faria com que seu partido recebesse a maior fatia do bolo – cerca de R$ 550 milhões – dos R$ 3,5 bilhões previstos para o fundo eleitoral.

Esse é um dos motivos pelos quais a proposta tem recebido críticas, em especial do PT. O partido da oposição, no entanto, de acordo com a proposta, teria mais recursos do fundo do que o PSDB, aliado do governo Michel Temer. Seriam quase R$ 380 milhões para os petistas, ante cerca de R$ 343 milhões para tucanos.

O líder do PT na Câmara, deputado Carlos Zarattini (SP), criticou a divisão. “A proposta do Jucá quer favorecer o PMDB. O ideal é ter como base o número de votos nas últimas eleições. Do jeito que está, a eleição de um deputado no Acre terá o mesmo peso de um eleito em São Paulo, que precisa de muito mais votos para se eleger”, afirmou o petista.

Zarattini criticou o teto de gasto proposto, de 70% da campanha mais cara na disputa de 2014, quando ainda era permitido o financiamento empresarial. Naquele ano, foram gastos R$ 5,36 bilhões nas campanhas em todo o País, segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

O valor, porém, pode ser menor, pois considera recursos doados entre candidatos que são computados como despesa duas vezes. “É um absurdo você querer financiamento público e colocar limites tão altos como o que se está querendo, com base no financiamento privado. O financiamento público é para igualar gastos”, disse o petista.

Reforma. Para o cientista político e professor da Fundação Getulio Vargas (FGV) Marco Antônio Carvalho Teixeira, apesar de ser necessária uma alternativa à regra atual, que ele trata como “paliativa”, é preciso antes rediscutir o modelo político do País. “Sem mexer na atual estrutura não há como discutir fundo. Antes, é preciso repensar este universo em que há 35 partidos”, afirmou. “A coisa mais difícil é se fazer reforma em meio à crise. É feito de afogadilho, sem um debate”, disse.

O professor da Escola de Ciência Política da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (Unirio) José Paulo Martins Junior afirmou que o problema é o fato de políticos serem responsáveis por definir as “regras do jogo”. “O ideal é que houvesse a participação de grupos da sociedade, que possam debater, discutir de forma aberta as regras do jogo.”