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Encontro de prefeitos do PSB discute desafios da gestão pública

Por Nill Júnior

Organizado pela Fundação João Mangabeira e o PSB Nacional, o Seminário de Prefeitos e Vice-prefeitos do Partido Socialista Brasileiro (2017-2020) reuniu, nesta segunda-feira (24), em Brasília, gestores da legenda em Pernambuco, além de representantes da Executiva estadual.

Com o tema Cidades das Pessoas: a construção do ambiente sustentável no Brasil, o evento teve o objetivo de discutir com os prefeitos eleitos o desafio da gestão pública nos municípios. O presidente estadual do PSB, Sileno Guedes, também participou do evento, que teve 63 inscritos de Pernambuco.

O encontro abordou temas como a Responsabilidade Fiscal e Responsabilidade Social – Experiências de Prefeitos Socialistas; Transparência Pública, Serviços Online e Fiscalização dos Atos Pela Comunidade. Em todos os painéis, houve destaque para a importância da participação popular nas administrações municipais como forma de alinhar a gestão às necessidades da população.

Um dos principais momentos do encontro foi o discurso do presidente nacional do PSB, Carlos Siqueira, que destacou que o Brasil vive a maior crise econômica, política e social de sua história. Ele ponderou que apesar da situação, existe esperança pois o Brasil está entre as dez maiores economias do planeta e que possui uma das dez maiores empresas de petróleo do mundo.

Siqueira usou o exemplo da França, onde dois candidatos foram escolhidos para disputar o segundo turno das eleições, para enfatizar que o mundo vive uma onda conservadora. “Nós vivemos uma onda perigosíssima que é o recrudescimento do conservadorismo”. Siqueira defendeu ainda que o PSB não renuncie aos seus ideais e se posicione contra a Reforma Trabalhista, ele lembrou que existe uma decisão unânime nesse sentido do Congresso do Partido de 2014.

Cerca de 300 socialistas, entre prefeitos, vice-prefeitos, gestores e lideranças de todo o País, participaram do evento, que ainda contou com a presença do senador Fernando Bezerra Coelho, do representante da Fundação João Mangabeira em Pernambuco, Adilson Gomes Filho, e de representantes dos segmentos sociais do PSB-PE.

Outras Notícias

Solidão registra maior índice de atualização do Cadastro Único em Pernambuco

Município alcança 97,6% de Taxa de Atualização Cadastral e se destaca entre os melhores resultados do estado Solidão alcançou um importante reconhecimento estadual ao registrar, em abril de 2026, a maior Taxa de Atualização Cadastral (TAC) de Pernambuco, atingindo o índice de 97,6% no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal. O resultado foi […]

Município alcança 97,6% de Taxa de Atualização Cadastral e se destaca entre os melhores resultados do estado

Solidão alcançou um importante reconhecimento estadual ao registrar, em abril de 2026, a maior Taxa de Atualização Cadastral (TAC) de Pernambuco, atingindo o índice de 97,6% no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal.

O resultado foi divulgado por meio do Relatório de Acompanhamento do Índice de Gestão Descentralizada Municipal (IGD-M), instrumento utilizado pelo Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS) para avaliar a qualidade da gestão do Cadastro Único e do Programa Bolsa Família nos municípios brasileiros.

A Taxa de Atualização Cadastral mede o percentual de famílias cadastradas que mantêm seus dados atualizados dentro do prazo estabelecido pelo Governo Federal. O indicador é considerado um dos principais parâmetros para avaliar a qualidade da gestão do Cadastro Único, garantindo que os benefícios sociais sejam destinados corretamente às famílias que realmente necessitam do atendimento.

Além de assegurar maior confiabilidade das informações, a TAC também compõe o cálculo do Índice de Gestão Descentralizada Municipal (IGD-M), indicador que influencia diretamente na avaliação da gestão local e no recebimento de recursos destinados ao fortalecimento das ações do Cadastro Único e do Programa Bolsa Família.

Os dados demonstram uma evolução constante do município nos últimos anos:

Ano Taxa de Atualização Cadastral (TAC)

2022 82,7%

2023 86,5%

2024 92,2%

2025 97,1%

2026 97,6%

O desempenho coloca Solidão acima da média nacional, atualmente em 88,7%, evidenciando a eficiência das ações desenvolvidas pela Secretaria Municipal de Assistência Social.

O resultado é atribuído ao trabalho técnico realizado pelas equipes do Cadastro Único, às ações de busca ativa junto às famílias, à atualização permanente dos registros, ao acompanhamento contínuo dos beneficiários dos programas sociais e à regularidade dos procedimentos de gestão e prestação de contas.

“Para a gestão municipal, o índice representa mais do que um resultado estatístico. Ele demonstra organização administrativa, eficiência operacional, compromisso com a população e fortalecimento das políticas públicas de assistência social”, diz em nota.

O rádio continua imbatível!

Só pra constar, muito feliz com o primeiro Revista da Cultura, na Cultura FM de Serra Talhada.  Foi mais um exemplo da força do rádio, ainda imbatível e melhor ainda colado às redes sociais. Só ele para explicar o sucesso de um programa cujo projeto foi fechado na quarta, com menos de dois dias de […]

Só pra constar, muito feliz com o primeiro Revista da Cultura, na Cultura FM de Serra Talhada. 

Foi mais um exemplo da força do rádio, ainda imbatível e melhor ainda colado às redes sociais. Só ele para explicar o sucesso de um programa cujo projeto foi fechado na quarta, com menos de dois dias de divulgação até a estreia.

Registre-se, em um sábado na hora do almoço a mobilização foi enorme, com os milhares de ouvintes e algumas centenas que assistiram nas redes sociais. Várias foram as mensagens no WhattsApp e nas outras redes saudando, perguntando, debatendo.

Tanto que o programa continua rendendo em conteúdo com matérias do blog. 

Por perfil editorial, o Revista da Cultura não traz a pauta policial ou temas similares, que costumam agregar audiência a programas e portais. Isso a rádio já faz muito bem com Ranilson Clebson e Tony Alencar.

Na próxima semana, começa outra etapa do projeto com minha participação diária no Sertão Notícias, com os competentes Caren Diniz, Orlando Santos e Tony Alencar.

Obrigado a Maurício Melo (CDL), Chico Morato (Sindicom), João Graciliano (Shopping Serra Talhada) , Eugênio Marinho (Referencial), Marta Cristina, Fred Amâncio, Socorro Amaral, Paulo Dutra, Henrique Brandão, Padre Josenildo Nunes e à família Cultura!

Consórcio Progresso/Logo ganhou licitação para transporte intermunicipal no Sertão, mas processo é questionado

O Ministério Público de Pernambuco pediu a suspensão imediata ou anulação da licitação do Sistema de Transporte de Passageiros Intermunicipal, que ganharia concepção e operação novas desde 1º de maio. A iniciativa foi baseada em auditoria do Tribunal de Contas, que constatou uma penca de vícios e irregularidades na licitação realizada em setembro de 2014. […]

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Sertão e parte do Agreste Central pernambucanos (80% do sistema), ficou com um único consórcio: Progresso/Logo, esta última pertencente ao ex-governador João Lyra Neto. Sistema favorece monopólio.

O Ministério Público de Pernambuco pediu a suspensão imediata ou anulação da licitação do Sistema de Transporte de Passageiros Intermunicipal, que ganharia concepção e operação novas desde 1º de maio. A iniciativa foi baseada em auditoria do Tribunal de Contas, que constatou uma penca de vícios e irregularidades na licitação realizada em setembro de 2014. A informação  é de Magno Martins em sua coluna de hoje.

Todo o Estado foi dividido em apenas três áreas, definidas como Mercados de Transporte Intermunicipal (MTI) pela Empresa Pernambucana de Transporte Intermunicipal (EPTI), criada ainda pelo então governador Eduardo Campos para executar a licitação e gerir o sistema.

Entre outros aspectos, a grande reclamação é que a divisão foi desproporcional e ficou na mão de apenas dois consórcios e uma empresa, o que impediu a livre concorrência e, consequentemente, a melhoria do serviço para os 80 mil passageiros transportados diariamente nas 118 linhas.

Uma das áreas, por exemplo, a MTI 1, que envolve todo o Sertão e parte do Agreste Central pernambucanos (80% do sistema), ficou com um único consórcio: Progresso/Logo, esta última uma nova empresa que faz parte do grupo econômico da Caruaruense, pertencente ao ex-governador João Lyra Neto, que não participou da licitação.

O auditor Fernando Rolim afirma que os vícios no processo são tantos que impediram a competitividade e contaminaram todo o processo. E também criticou o fato de a EPTI ter ignorado as alterações recomendadas pelo TCE ainda na época do lançamento do primeiro edital.

No Tribunal de Contas, o relator da auditoria especial é o conselheiro Ranilson Ramos, que não tem falado sobre o assunto. Mas com a entrada do MP no processo dificilmente o Governo do Estado vai conseguir iniciar as operações de transporte interestaduais porque o edital está recheado de graves irregularidades.

Menos da metade da bancada ruralista se reelegeu

Congresso em Foco Fechada desde a semana passada com o candidato a presidente Jair Bolsonaro (PSL), a chamada bancada ruralista passará por reformulação na próxima legislatura. Mais da metade de seus atuais integrantes não renovou o mandato e estará fora do Congresso a partir de fevereiro de 2019. Dos atuais 245 integrantes da Frente Parlamentar […]

Congresso em Foco

Fechada desde a semana passada com o candidato a presidente Jair Bolsonaro (PSL), a chamada bancada ruralista passará por reformulação na próxima legislatura.

Mais da metade de seus atuais integrantes não renovou o mandato e estará fora do Congresso a partir de fevereiro de 2019. Dos atuais 245 integrantes da Frente Parlamentar da Agropecuária, 117 (47,7%) foram reeleitos. A bancada, uma das mais poderosas da Câmara e do Senado, ainda não sabe estimar quantos dos novos parlamentares vão participar de sua composição no próximo ano.

Entre aqueles que não voltarão ao Parlamento estão dois dos principais líderes do grupo no Senado, Ana Amélia (PP-RS), que desistiu da reeleição para concorrer como candidata a vice-presidente de Geraldo Alckmin (PSDB), e Ronaldo Caiado (DEM-GO), eleito governador.

“Perdemos nomes importantes, mas tivemos relativo sucesso pela grande renovação que terá a Casa e principalmente o Senado”, avalia a presidente da frente, deputada Tereza Cristina (DEM-MS). Para ela, o alto índice de renovação na Casa é resultado da “massificação” da mensagem de que o atual Congresso é “muito ruim”.

Entre os ruralistas que fracassaram nas urnas estão os deputados Osmar Serraglio (MDB-PR), Beto Mansur (MDB-SP), Mauro Pereira (MDB-RS), Nelson Marquezelli (PTB-SP) e Valdir Colatto (MDB-SC), além dos senadores Romero Jucá (MDB-RR), Valdir Raupp (MDB-RO), Waldemir Moka (MDB-MS) e Benedito de Lira (PP-AL). Todos perderam a reeleição.

Na Câmara, dos 218 integrantes da frente parlamentar, 100 se reelegeram. No Senado, dos 27 representantes da bancada, 18 seguirão no próximo ano. Entre os parlamentares eleitos domingo que farão parte do grupo estão o ex-ministro da Agricultura Neri Geller (PP-MT), o ex-secretário estadual da Agricultura e Pecuária José Mário Schreiner (DEM-GO) e o deputado estadual Pedro Lupion (DEM-PR), filho do ex-deputado Alberto Lupion (DEM-PR), ex-coordenador da frente.

Leia mais: https://congressoemfoco.uol.com.br/eleicoes/menos-da-metade-da-bancada-ruralista-se-reelegeu/

Afogados: Vigilância admite limitações para lidar com excesso de cães soltos nas ruas

Lesmaniose é realidade, segundo levantamento A participação da equipe da Vigilância Sanitária do Debate das Dez de hoje da Rádio Pajeú trouxe uma constatação: praticamente dois meses depois da promessa de ampliação no controle de cães soltos na cidade diante do aumento confirmado de animais  com leishmaniose, o que se viu foi uma redução da […]

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Lesmaniose é realidade, segundo levantamento

A participação da equipe da Vigilância Sanitária do Debate das Dez de hoje da Rádio Pajeú trouxe uma constatação: praticamente dois meses depois da promessa de ampliação no controle de cães soltos na cidade diante do aumento confirmado de animais  com leishmaniose, o que se viu foi uma redução da estrutura informada. O que houve de fato foi um desdobramento maior de quatro profissionais que já trabalham na entidade na apreensão de cães nas ruas e evolução dos testes rápidos para identificar a doença.

A responsável pelo Setor de Vigilância em Saúde, Madalena Brito, reconheceu as dificuldades, alegando contingenciamento de recursos e atrasos de repasses do Ministério da Saúde. Em março, houve a promessa de reforço na fiscalização de apreensão de cães e controle de zoonoses como a leishmaniose. A informação foi de contatação de quatro técnicos, reforço na equipe com profissionais residentes, um veterinário, aquisição de uma L-200, mais contratação de uma empresa para controle.

Outra ação foi a adaptação de uma área no prédio do antigo matadouro para abrigar cães saudáveis, mas abandonados. Eles serão castrados, receberão tratamento e serão colocados para adoção.

De toda essa ação, não atuam mais os residentes, parceria existente com a Geres, nem a tal empresa de controle. Resultado: apesar da ação merecedora de registro da equipe da Vigilância, que tem se desdobrado para aumentar o controle, a impressão na opinião é de que o trabalho lembra o ato de enxugar gelo. Isso porque a demanda reprimida é enorme. Há anos, Afogados da Ingazeira é casa de muitos animais de rua, problema potencializado com a chegada da leishmaniose, que já causou transmissão para humanos por aqui.

O problema, somado à falta de colaboração de parte da comunidade, potencializa a questão: todos os ouvintes que ligaram para a Rádio Pajeú alertaram que a dificuldade continua. São muitos os grupos de cães soltos. Espaços públicos como o parque infantil da Praça Arruda Câmara, Praça de Alimentação, bairros e áreas comerciais tem registros de inúmeros cães soltos. Muitos com suspeita da doença. Madalena admitiu, por exemplo, que não tem como manter animais apreendidos. Há seis cães no espaço do Matadouro Público. Um canil particular que abrigava parte desses cães praticamente encerrou as atividades. Alegou falta de apoio público e da sociedade.

Em opinião assinada por este blogueiro com base nos relatos de ouvintes, é determinante uma ação emergencial do governo, capitaneada pelo Secretário Arthur Belarmino e pelo prefeito José Patriota para enfrentar o problema, com apoio da população que é parte da questão. Se não, evitar pregar e anunciar mudanças substanciais na política de controle será o melhor caminho.