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Ela Pode chegou à marca de três mil mulheres impactadas em Pernambuco

Por André Luis

No Brasil, nesta mesma semana, os números chegam a 100 mil

Em parceria com a Secretária do Trabalho, Emprego e Qualificação de Pernambuco (SETEQ), o Programa Ela Pode chega esta semana à marca de três mil mulheres capacitadas no Estado, inspirando mulheres para que elas criem suas próprias oportunidades, tornando-as autônomas e confiantes. 

O projeto foi criado pelo Instituto Rede Mulher Empreendedora, com apoio do Google, e também atinge, neste mesmo período, 100 mil mulheres em todo o País.  É uma grande meta para ser comemorada.

Por conta do isolamento social devido à Covid-19,  as oficinas do programa tornaram-se inteiramente on-line. Somente de março até setembro, a SETEQ capacitou 1.722 empreendedoras. 

Muitas mulheres conquistaram a sua independência financeira e o poder de decisão sobre seus negócios e vidas através do Ela Pode. Uma delas foi Amanda Bezerra (foto), 32, moradora de Jaboatão dos Guararapes, casada e mãe de dois filhos. Ela conta que conheceu o programa através da sua irmã. Na época estava, trabalhando no call center, e frisou que as oficinas foram um divisor de águas.

“Participei da minha primeira oficina em maio, que foi um divisor de águas em minha vida. Tive uma ideia, começar a vender bolo no pote e com todas as dicas que a Virgínia e a Lúcia passaram eu entendi que podia ir bem mais longe. Larguei tudo e embarquei nesse sonho e elas sempre me apoiando em tudo”, contou Amanda.

Hoje, Amanda foi em busca do seu sonho, pediu demissão do call center em que trabalhava, iniciou um curso de gastronomia e já tem a sua própria marca “Delícias de Doce Damanda”. 

“Em primeiro lugar gratidão, pois em um contexto em que vivemos, no qual as mulheres são tão desvalorizadas, nós conseguimos encontrar essas mulheres maravilhosas, com histórias incríveis, que nos motiva a cada dia e nos mostra que somos donas da nossa própria história. Chegaremos ao lugar que todas nós merecemos o sucesso”, disse ela animada. 

Para as multiplicadoras do Ela Pode, em Pernambuco, Lúcia Costa, e Virgínia Krauss, foi importante essa oportunidade de multiplicar tantos conhecimentos para as mulheres do nosso Estado e agora também nacionalmente, através das oficinas on-line.

“Os feedbacks delas são energizantes e nos mostram que estamos seguindo no caminho certo, abrindo, com nossa dedicação, as janelas do conhecimento e despertando nelas a vontade de estudar mais, empreender e buscar sua autonomia financeira”, disse Lúcia Costa. “A marca de 100 mil mulheres impactadas no Brasil, neste mês, e três mil no Estado nos enche de alegria, comprovando que as mulheres brasileiras querem e participam, quando uma boa oportunidade se vislumbra no horizonte. Mesmo em tempos de pandemia e tantos desafios, estamos próximas, apoiando-as e expandindo aprendizados.”, acrescentou.

Outras Notícias

Feminicídio: menos da metade dos casos investigados virou processo na Justiça

Da Agência Brasil Desde que foi tipificado como crime hediondo em março de 2015, até 30 de novembro de 2016,  o feminicídio teve 3.213 inquéritos de investigação registrados no país. Desse total, 1.540 tiveram a denúncia oferecida à Justiça (47,93%), 192 foram arquivados, 86 foram desclassificados como feminicídio e 1.395 estão com a investigação em […]

Foto: Elza Fiúza/Agência Brasil
Foto: Elza Fiúza/Agência Brasil

Da Agência Brasil

Desde que foi tipificado como crime hediondo em março de 2015, até 30 de novembro de 2016,  o feminicídio teve 3.213 inquéritos de investigação registrados no país. Desse total, 1.540 tiveram a denúncia oferecida à Justiça (47,93%), 192 foram arquivados, 86 foram desclassificados como feminicídio e 1.395 estão com a investigação em curso.

Os dados foram divulgados na reunião deste mês do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP), que ocorreu no Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ). O tema voltou a ser debatido esta semana no Senado, durante o seminário Mulheres no Poder: Diálogos sobre Empoderamento Político, Econômico e Social e Enfrentamento à Violência.

Dados da Estratégia Nacional de Justiça e Segurança Pública (Enasp), do CNMP, de 2013 mostram que as denúncias de homicídios em geral no país ficam muito abaixo desse percentual. Dos 136,8 mil inquéritos abertos até 2007, em 2012 apenas 10.168 viraram denúncias, o que corresponde a 7,32%. Outros 39.794 foram arquivados.

A coordenadora do Grupo Especial de Combate a Homicídios de Mulheres (Gecohm), promotora de Justiça Lúcia Iloizio, explica que o objetivo da reunião foi discutir a meta do Ministério Público de combate ao feminicídio, instituída quando a tipificação do crime foi criada. O objetivo é oferecer a denúncia de todos os inquéritos à Justiça, para reduzir o número desse tipo de crime, meta da Enasp para 2016.

“A meta [de combate] do feminicídio previa concluir o oferecimento de denúncias pelo Ministério Público dos inquéritos policiais que apurassem a conduta, lembrando que a Lei do Feminicídio entrou em vigor no dia 10 de março de 2015. Então, a meta era, no primeiro ano de vigência da lei, concluir o máximo possível de inquéritos”.

Até o momento, 47,93% dos casos viraram processos na Justiça. De acordo com a promotora, para 2017 a meta de 100% continua a ser perseguida, já que muitos inquéritos ainda estão em andamento. “Pode acontecer de não ter uma linha de investigação definida, podem faltar os elementos ou provas para oferecer a denúncias e o laudo demorar a chegar. A gente só pode oferecer a denúncia se houver elementos suficientes para isso. Muitos casos ainda podem ter oferecida a denúncia, não foram arquivados. Vamos perseguir essa meta para zerar as investigações”.

Lúcia Iloizio acrescenta que outro objetivo é dar visibilidade ao problema do feminicídio no país e gerar dados estatísticos sobre a violência doméstica e as mortes de mulheres. “É efetivamente em situações de violência doméstica? É em situação de menosprezo? Qual é esse índice, qual esse percentual, qual esse montante? Ela chama a atenção para a questão da violência contra a mulher. O feminicídio é uma das formas extremamente graves da violência doméstica e familiar”.

O feminicídio é o assassinato da mulher pelo fato de ela ser mulher. É caracterizado quanto houver uma das situações de violência doméstica previstas na Lei Maria da Penha ou se for em decorrência de menosprezo à condição da mulher.

Diagnóstico – Dados divulgados em outubro pela Enasp mostram que, na ocasião, eram 3.673 casos registrados em todo o país. Minas Gerais aparece com o maior número, 576, seguido de Rio de Janeiro, com 553, e da Bahia, com 395. Na outra ponta, o Rio Grande do Norte registrou 12 casos de feminicídio desde que a lei foi criada, Roraima, 16, e o Maranhão e Sergipe tiveram 20 casos cada. Alagoas e o Piauí não haviam enviado dados para o balanço.

Uma das coordenadoras da iniciativa Dossiê Feminicídio, Marisa Sanematsu considera positivo o engajamento do Ministério Público na questão e destaca que o órgão é um dos parceiros da campanha Compromisso e Atitude pela Lei Maria da Penha. Mas, para ela, é preciso avançar muito a partir do diagnóstico apresentado.

“Acho importante, porque nós precisamos de dados. Mas a meta é muito mais do que contar número de inquéritos. A meta de redução quer dizer que o Ministério Público está comprometido em apurar os crimes de homicídio, acompanhar as investigações, olhar os assassinatos para ver se são feminicídios, o que quer dizer ter visão de gênero para fazer o trabalho. A meta é implementar estratégias para que de fato se investigue e puna os culpados”.

O Mapa da Violência 2015 – Homicídio de Mulheres no Brasil, lançado pela Faculdade Latino-Americana de Ciências Sociais (Flacso) Brasil, mostra que entre 1980 e 2013 o homicídio de mulheres cresceu, passando de 1.353 em 1980 para 4.762 em 2013, com aumento de 252%. Em 1980, a taxa era de 2,3 vítimas por 100 mil mulheres e passou para 4,8 em 2013, um aumento de 111,1%.

Antes da Lei Maria da Penha, sancionada em 2006, o crescimento da taxa de assassinato de mulheres foi de 2,5% ao ano. Depois da lei, caiu para 1,7% ao ano. O levantamento revela que o Brasil está em quinto lugar no ranking de países que mais matam mulheres, atrás apenas de El Salvador, da Colômbia, Guatemala e Rússia.

Marisa, que é diretora de conteúdo do Instituto Patrícia Galvão, instituição que trabalha com informação e direitos das mulheres, ressalta que boa parte desses assassinatos de mulheres ocorre dentro de casa (27,1%) e é cometida por pessoa conhecida da vítima, o que indica o problema da violência doméstica como fator importante no desfecho trágico. Para ela, é importante que sejam feitas campanhas de esclarecimento sobre o tema e de capacitação dos investigadores para lidar com a questão. A diretora lembra que nem todo assassinato de mulher é caracterizado como feminicídio.

“A gente precisa ver que em todo o processo, desde a investigação até o julgamento, é preciso ter uma visão de gênero. Tentar identificar o que o fato de a vítima ser mulher alterou no sentido dos acontecimentos. No feminicídio íntimo, que ocorre dentro de casa, não é apenas olhar para uma cena de crime e falar que matou por ciúmes. Ninguém está olhando o contexto de violência que precedeu aquele desfecho. Se os investigadores começarem a olhar para as denúncias de violência doméstica com mais atenção, com mais sensibilidade, podemos conseguir evitar muitas mortes, muitos desfechos trágicos”.

De acordo com ela, o coordenador da Enasp, conselheiro Valter Schuenquener, informou no seminário em Brasília que o Cadastro Nacional do CMNP deve ser lançado em março, para fazer o registro dos casos de violência doméstica por estado.

Serra: Museu do Cangaço concorre ao Prêmio do Brasil Criativo

por Bruna Verlene O Museu do Cangaço de Serra Talhada está concorrendo ao Prêmio Brasil Criativo. O Museu que é dirigido pela Fundação Cabras de Lampião concorre a categoria Patrimônio Material, com o projeto São Francisco Submerso. Você pode votar no link: www.premiobrasilcriativo.com.br/voteagora Cada usuário pode votar uma vez por dia até o dia 10 […]

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por Bruna Verlene

O Museu do Cangaço de Serra Talhada está concorrendo ao Prêmio Brasil Criativo. O Museu que é dirigido pela Fundação Cabras de Lampião concorre a categoria Patrimônio Material, com o projeto São Francisco Submerso.

Você pode votar no link: www.premiobrasilcriativo.com.br/voteagora

Cada usuário pode votar uma vez por dia até o dia 10 de Novembro.

Arcoverde: Wellington Maciel envia projeto que reajusta salários dos ACS e ACE

Nesta segunda-feira (15), a Câmara de Vereadores deve apreciar o Projeto de Lei que reajusta os salários dos Agentes Comunitários de Saúde e dos Agentes de Comunitários de Endemias enviado pelo prefeito Wellington Maciel. O anúncio foi feito na última sexta-feira (12), durante encontro com os ACS e ACE, vereadores e a Secretária de Saúde, […]

Nesta segunda-feira (15), a Câmara de Vereadores deve apreciar o Projeto de Lei que reajusta os salários dos Agentes Comunitários de Saúde e dos Agentes de Comunitários de Endemias enviado pelo prefeito Wellington Maciel. O anúncio foi feito na última sexta-feira (12), durante encontro com os ACS e ACE, vereadores e a Secretária de Saúde, Socorro Vidal, em seu gabinete.

“Os ACS e ACE têm um papel muito importante no acolhimento, na busca ativa dos cidadãos e no acesso das pessoas à Atenção Primária. Por serem membros da comunidade em que atuam, os agentes são o elo entre o cidadão e a equipe de saúde. Isso favorece a criação de vínculos e proporciona a aproximação das ações de saúde ao contexto domiciliar, aumentando, assim, a capacidade de enfrentar os problemas de saúde da população”, afirma Wellington Maciel em sua mensagem enviada a Casa James Pacheco.

O Projeto de Lei Complementar visa implementar, no âmbito do Município de Arcoverde, o reajuste do vencimento base dos Agentes Comunitários de Saúde – ACS e Agentes de Combate a Endemias – ACE efetivos estabelecido pela Emenda Constitucional nº 120/202. Ela fixa o piso salarial desses profissionais em R$ 2.424,00 a partir de maio de 2022.

No mesmo PL, o município afirma que em razão dos riscos inerentes às funções desempenhadas, aos servidores ocupantes dos cargos de Agentes Comunitários de Saúde e de Agentes de Combate a Endemias que desenvolvam as funções primárias de forma habitual será concedido o adicional de insalubridade de 20% (vinte por cento) sobre o vencimento base da categoria.

Em caso de aprovação da lei em caráter de urgência na noite desta segunda-feira, a Lei entrará em vigor com efeitos retroativos a 01 de maio de 2022, garantindo assim o pagamento do retroativo aos ACS e ACE.

Enquanto Serra e Afogados mantém bagunça no trânsito, Triunfo inicia municipalização

A Prefeitura de Triunfo é mais uma no Pajeú a dar exemplo de organização no trânsito. Depois de algumas reuniões e debates, a cidade conta com suporte municipal na organização do trânsito, que costuma crescer em períodos de eventos na cidade. Em vários pontos da cidade, guardas municipais orientam motoristas para cumprimento da legislação de […]

Guarda municipal no centro de Triunfo: mais uma à frente de Serra e Afogados
Guarda municipal no centro de Triunfo: mais uma à frente de Serra e Afogados

A Prefeitura de Triunfo é mais uma no Pajeú a dar exemplo de organização no trânsito. Depois de algumas reuniões e debates, a cidade conta com suporte municipal na organização do trânsito, que costuma crescer em períodos de eventos na cidade.

Em vários pontos da cidade, guardas municipais orientam motoristas para cumprimento da legislação de trânsito principalmente nos acessos da cidade. Os debates  foram intensificados em maio, com audiências públicas que debateram o tema. Prefeitura, vereadores, Policia Militar, Guarda Municipal, ACMT, Secretaria de Turismo e outros setores da sociedade participaram das discussões. A população aprovou as mudanças.

Enquanto isso, as maiores cidades da região, Serra Talhada e Afogados da Ingazeira dão show de desorganização. Em Serra Talhada, até foi criada a STTrans (Superintendência de Trânsito e Transportes de Serra Talhada). Mas a Prefeitura diz que espera parceria com o Detran para implementar mudanças.

serra
Trânsito em Serra Talhada; caos na Praça Sérgio Magalhães

O Prefeito Luciano Duque (PT) até chegou a sancionar a lei que institui a zona azul na área urbana, em vão. O trânsito em áreas como a Praça Sérgio Magalhães e outras vias do centro é no mínimo caótico.

Em Afogados da Ingazeira, a população também cobra que o trânsito seja municipalizado. A desorganização é gritante, prevalecendo a lei de quem fala mais alto. Em áreas como a Avenida Manoel Borba, carros disputam espaço com caminhões de carga e descarga e carroças de animais.

Há semáforos que poucos respeitam. A Prefeitura chegou a ensaiar uma campanha de organização do trânsito, mas não fez nada para sua fiscalização. Não foi criada Secretaria ou Autarquia para cuidar da área.

Caminhões de carga e descarga disputam espaço com carros, motos e bicicletas
Afogados: caminhões de carga e descarga disputam espaço com carros, motos e bicicletas na Avenida Manoel Borba

Com pouco mais de 15 mil habitantes, Triunfo tem menos da metade da população de Afogados e cerca de 20% da população de Serra Talhada.

Hoje tem cinema no rádio e live de cinema

O programa Palco Pajeú de hoje vai ser estendido. Ou, pra ficar de acordo com o tema, terá duas sessões. É que o tema do dia é Cinema no Pajeú. À tarde tem programa de rádio e à noite tem uma live com exibição de filmes regionais. A iniciativa é uma parceria da Fundação Cultural […]

O programa Palco Pajeú de hoje vai ser estendido. Ou, pra ficar de acordo com o tema, terá duas sessões. É que o tema do dia é Cinema no Pajeú. À tarde tem programa de rádio e à noite tem uma live com exibição de filmes regionais.

A iniciativa é uma parceria da Fundação Cultural Senhor Bom Jesus dos Remédios com a Secretaria de Educação de Afogados da Ingazeira. Veja a programação:

16h – Programa Palco Pajeú (Rádio Pajeú FM 99,3)

Convidados: Bruna Tavares e William Tenório, realizadores de audiovisual e diretores da Pajeú Filmes.

20h – Live Cinema no Pajeú – Mediação: Claudio Gomes

Convidados: Veratânia Morais, Ana Maria Santos e Wellington Rocha

Filmes: A língua do P, A triste partida, Carta para o futuro, O eu e o outro e A bailarina e a moça

Para assistir basta acessar no youtube: Secretaria de Educação Afogados ou no facebook: Palco Pajeú.