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Editorial: somos reféns da palavra

Por Nill Júnior

Da visão de quem acompanhou em um de perto e outro, pelas redes sociais os episódios narrados desde a live da Chácara Vitóriah, fica a reflexão de que, dado o momento da pandemia, não há outra opção a não ser evitar aglomerações como as flagradas nas imagens que correram o estado.

Tenho como testemunhar que houve um hiato entre a intenção da organização do evento – de convidar patrocinadores para prestigiar – e o resultado final. Não deixa de ser uma espécie de laboratório da vida, mostrando o quanto as retomadas de algumas atividades são complexas. Ficou a lição e como a própria Chácara relatou em nota, “está totalmente ciente que erros aconteceram e que serão todos reavaliados nos próximos eventos”.

A outra questão recai sobre pessoas públicas, que cobram o uso de máscaras, e foram flagradas no evento, como o promotor Lúcio Luiz de Almeida Neto, Madalena Brito, da Vigilância Sanitária e mais cedo, o Secretário Arthur Amorim em um evento social, também se permitindo fotografar sem máscara.

Essa situação me reforçou a tese de que não importam as circunstâncias, protocolos, orientações, temos que, como pessoas públicas, manter a vigilância pelo exemplo. Claro, não se pode exigir de nenhum ser humano em 100% do tempo o uso da máscara. Mas figuras públicas sempre que possível tem que passar essa imagem para opinião pública,  por convicção e como formadores de opinião.

No que me cabe, individualmente, por condição clínica como presença de comorbidade pré existente, me policiei no evento não apenas pela imagem que isso poderia passar, mas pelo risco que corremos. Não é só para ser exemplo. É por medo da Covid mesmo. Assim, à exceção dos momentos a frente das câmeras, não só me mantive a distância regulamentar da movimentação como sempre com máscara, fato excessivamente mostrado nas redes. De tão preocupado, deixei o evento ao concluir a missão para qual honrosamente fui contratado.

Sou refém da minha palavra. Quando ela é lançada, colocada, externada, não é apenas minha boca que a expele, é o corpo todo, incluindo minha consciência. Se digo “se beber não dirija”, como posso me permitir ser flagrado alcoolizado? Se cobro que se combata a corrupção, que condição moral eu tenho se me tornar um corrupto? Da mesma forma se digo, continue usando máscara e saindo apenas ao estritamente necessário, ao trabalho, como vou trair esse raciocínio, essa convicção?

Na dúvida, esse exemplo deve ser seguido também por quem ocupa espaço de protagonismo  na luta contra a Covid. Isso deve perdurar pelo menos até a chegada de uma imunização que dê a todos, ricos e pobres, negros e brancos, homens e mulheres, a mesma oportunidade. A vida continua valendo mais.

Por fim, não estamos no tribunal da inquisição. Todos certamente tiraram lições disso. O erro é humano e ensina, a dor amadurece, as lições fortalecem. Cada um certamente sairá melhor de tudo isso.

Outras Notícias

Afogados: projeto de municipalização do trânsito será enviado em até 15 dias para a Câmara, diz prefeito

O prefeito de Afogados da Ingazeira, Sandrinho Palmeira, acaba de informar no Debate das Dez da Rádio Pajeú que enviará à Câmara de Vereadores o projeto de municipalização do trânsito. “Foram várias reuniões com técnicos, pessoas de DETRAN e CETRAN para discutir o processo do trânsito. O processo terá primeiro a parte educativa”. O Maio […]

O prefeito de Afogados da Ingazeira, Sandrinho Palmeira, acaba de informar no Debate das Dez da Rádio Pajeú que enviará à Câmara de Vereadores o projeto de municipalização do trânsito.

“Foram várias reuniões com técnicos, pessoas de DETRAN e CETRAN para discutir o processo do trânsito. O processo terá primeiro a parte educativa”.

O Maio Amarelo marcará o início do processo. Serão instaladas placas para sinalização vertical e horizontal, passagens elevadas nas áreas escolares com faixas de pedestres, novos semáforos retirando os antigos, análise de um arquiteto de trânsito, curso para entregadores, mototaxistas, fardamento, capacitação.

Ainda anunciou a mudança de nomenclatura da pasta comandada por Flaviana Rosa para Secretaria de Transportes e Trânsito. “Enviaremos o Projeto de Lei em até 15 dias com compromisso da aprovação. Nos comprometemos em acabar com o lixão, com ajustes que precisa ser feitos, Procon, concurso púbico e municipalização do trânsito. Vamos honrar esses compromissos”, disse.

Sandrinho Palmeira também informou que está firmando convênio com a Polícia Militar para dar suporte às ações. “Temos um trânsito complexo, com 5 mil veículos flutuantes, mais de 250 vans. Teremos um receptivo para as vans perto da rodoviária com dois pontos de desembarque, orçado em R$ 330 mil. Ainda vamos retirar a feira de frutas e verduras do local atual e levá-la para o pátio novo. Ainda entregaremos a ponte São Francisco-São Cristóvão”.

Ele antecipou que está discutindo a quantidade de se agentes de transito. “O concurso público já vai contemplar. Não sei de três, quatro ou seis. Eles tem que ser concursados. Podemos usar guardas municipais”. Outra estratégia, segundo ele, é da instalação de câmeras de monitoramento.

Enilton Cristóvão assume presidência do PSDB em Sertânia

Enilton Cristóvão, pai do vereador Niltinho Sousa, assumiu a presidência do PSDB em Sertânia. A decisão reforça a presença da família na política do município e amplia o espaço de articulação do grupo. Com a liderança do pai no partido, Niltinho passa a contar com mais influência na definição dos rumos políticos locais. O movimento […]

Enilton Cristóvão, pai do vereador Niltinho Sousa, assumiu a presidência do PSDB em Sertânia.

A decisão reforça a presença da família na política do município e amplia o espaço de articulação do grupo.

Com a liderança do pai no partido, Niltinho passa a contar com mais influência na definição dos rumos políticos locais.

O movimento também fortalece sua atuação na Câmara Municipal e o consolida como uma das principais referências de sua geração no cenário político sertaniense.

Pela CNM, José Patriota debate recursos hídricos e desafios do saneamento em audiência no Senado

Em audiência virtual do Senado Federal sobre o Plano Nacional de Recursos Hídricos e o desafio de expansão dos serviços de saneamento básico no Brasil, a Confederação Nacional de Municípios (CNM) apontou, entre as medidas necessárias, a regulação da atuação do Estado Brasileiro e a estratégia de regionalização. A reunião remota foi promovida pela Comissão de Desenvolvimento […]

Em audiência virtual do Senado Federal sobre o Plano Nacional de Recursos Hídricos e o desafio de expansão dos serviços de saneamento básico no Brasil, a Confederação Nacional de Municípios (CNM) apontou, entre as medidas necessárias, a regulação da atuação do Estado Brasileiro e a estratégia de regionalização. A reunião remota foi promovida pela Comissão de Desenvolvimento Regional e Turismo (CDR) na noite desta segunda-feira, 28 de junho.

O primeiro secretário da CNM e presidente da Associação Municipalista de Pernambuco (Amupe), José Patriota, apontou que é fundamental levar em consideração todas as diferentes realidades do país, que possui 5.568 municípios. Por isso, ele lembrou que a Confederação pondera que a atuação não pode se limitar a atrair a iniciativa privada. “O privado se interessa muito, naturalmente, por aquilo que é viável economicamente. Isso, com certeza, excluirá os pequenos Municípios. Logo, a estratégia de regionalização precisa considerar efetivamente um custo mais unitário e acessível para a população, especialmente as mais pobres”, resumiu.

Presidente da comissão, o senador Fernando Collor (Pros-AL) apresentou dados do Diagnóstico dos Serviços de Água e Esgotos (SNIS). Os números indicam um cenário ainda mais preocupante e discrepante nas regiões Norte e Nordeste em comparação com as demais. “Esses números nos entristecem, mas não surpreendem (…). O saneamento precisa ser entendido como a base do sistema de saúde do país”, comentou. A audiência foi requisitada pelo senador Izalci Lucas (PSDB-DF), que levantou questionamentos aos participantes sobre o que já foi feito na área de recursos hídricos em relação a metas anteriores e quanto à efetividade de universalizar os serviços até o fim de 2033, como prevê o novo Marco do Saneamento.

Coordenador de Gestão Integrada da Coordenação de Planejamento e Regulação do Ministério do Desenvolvimento Regional (MDR), Alfredo de Carvalho, defendeu que o prazo é possível na visão da pasta federal. “O Marco do Saneamento cria as condições para aumento da eficiência na prestação de serviços e a segurança jurídica para que novos investimentos sejam aportados no setor”, opinou.

A desigualdade regional nos serviços também foi destacada pelo presidente da Associação Brasileira das Empresas Estaduais de Saneamento (Aesbe), Marcos Vinicius Fernandes Neves, que citou pontos que não estão bem resolvidos no novo Marco do Saneamento (Lei 14.026/2020). “Os pequenos Municípios que não estiverem regionalizados ficarão entregues a qualquer sorte, porque não terão condições de fechar essa equação. Sabemos que o semiárido nordestino sofre mais com a falta de abastecimento e o Marco não abarca [essa questão]”, exemplificou. “A gente precisa entender as peculiaridades, as realidades distintas do país. Nem o público nem o privado resolvem sozinho, nem o antagonismo, mas, sim, a junção de esforços”, avaliou Neves sobre os desafios para expandir os serviços de saneamento no Brasil.

Com novas atribuições estipuladas pelo novo Marco do Saneamento à Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA), a autarquia também participou do debate. Segundo explicou o especialista em Regulação de Recursos Hídricos e Saneamento Básico da ANA, Carlos Motta Nunes, a agência tentará integrar a política de recursos hídricos com a política de saneamento. “Podemos fazer medição e arbitragem voluntária, quando houver conflitos, por exemplo, entre agências reguladoras e prestadores de serviços, e também estudos técnicos para o setor”, detalhou sobre a atuação da ANA.

Jessica Caitano é homenageada no Sertão Alternativo

Jéssica Caitano, da Radiola Serra Alta, trio que nasceu em Triunfo misturando elementos da música eletrônica e da cultura sertaneja, foi homenageada ontem a noite no Festival Sertão Alternativo, organizado por coletivos de cultura regionais e que esse ano ampliou e muito sua programação. A cantora, que no seu trabalho mistura vários elementos de nossa […]

Jéssica Caitano, da Radiola Serra Alta, trio que nasceu em Triunfo misturando elementos da música eletrônica e da cultura sertaneja, foi homenageada ontem a noite no Festival Sertão Alternativo, organizado por coletivos de cultura regionais e que esse ano ampliou e muito sua programação.

A cantora, que no seu trabalho mistura vários elementos de nossa cultura, como na arte dos cantadores, emboladores, forrozeiros, com uma pegada pra lá de original, recebeu o prêmio das mãos de Laeiguea Bezerra e Aderval Viana,da organização. Ela se disse emocionada com  a homenagem, que antecedeu sua apresentação.

A noite de ontem ainda teve Carla Alves, Boemia Alternativa, Homenagem à Boate Marquise com Dj W. Rocha, Performance poética: “Mormaço” com Elizeu Braga e Recital com Luna Vitrolira, Jéssica Caitano e outros nomes.

Na programação de hoje, 18h,  Mesa de glosas com as Poetas do Pajeú: Milene Augusto, Elenilda Amaral, Erivoneide Amaral e Francisca Araújo. Às 20h, As Poetas do Pajeú. Às 20h30min,  Shows na Rua Professor Vera Cruz com Coco Negros e Negras do Leitão da Carapuça, Batucada feminista do Sertão, Mayra Clara, Vinícius Barros e Fernandes e Lucas Torres. Performance com “STOP 2m + g” com Letícia Barbosa.

Também Recital com  o  Grupo Feminino de Declamação Celeste Vidal (Thaynnara Queiroz, Uilma Queiroz, Natália Oliveira, Carla Santana). Depois, After com Roda de poesia: Giuseppe Macena, Renato de Aracaju, Thaynnara Queiroz , Carla Santana, Danilo Leite e convidados.

Nste sábado,  Roda de diálogo “Produção cultural do Cais ao Sertão: quem protagoniza esse rolê?”com nomes como Paulo André Pires (Abril Pro Rock), AquaMaya (Aqualtune Produções), Carla Alves, Paulo Henrique Morais (Coletivo Mangaio, Fundação Cultural Ambrosino Martins, Radiola Serra Alta), Lucas Lima (Cientista Político do Coletivo Vendaval) e Odília Nunes (Atriz, palhaça e agente cultural – é gestora do projeto “No meu terreiro tem arte”).

Nos shows a noite na Professor Vera Cruz, Ednardo Dali e Eduardo Dali, A Revolta Social, Dani Carmesim, Verdes e Valterianos, Rayssa Dias, a Performance “Ser ou não ser: the gay clow” com Allana The Queen e Recital com Priscila Ferraz e Cla Solar.

Em Serra Talhada, grande público marca a estreia do palco nacional da festa de Setembro

Serra Talhada viveu na noite desta quinta-feira (04) o ápice das festividades de Nossa Senhora da Penha, até o momento. No Palco Cultura Viva na Praça Dr. Sérgio Magalhães o público se divertiu com o Teatro de Bonecos – com Miro de Carpina. Também se emocionou com as atrações da Caravana Cultura Viva da Secretaria […]

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Serra Talhada viveu na noite desta quinta-feira (04) o ápice das festividades de Nossa Senhora da Penha, até o momento. No Palco Cultura Viva na Praça Dr. Sérgio Magalhães o público se divertiu com o Teatro de Bonecos – com Miro de Carpina. Também se emocionou com as atrações da Caravana Cultura Viva da Secretaria de Cultura e Turismo, entre elas o coral Anita Vilarim que foi ovacionado.

Para fechar a sétima noite de festejo (Polo Cultura Viva) subiu ao palco Bira Marcolino. O filho do poeta Zé Marcolino que fez um grande show de cultura e poesia., levando adiante o legado deixado pelo pai e mestre.

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Ao término das atrações no Palco Cultura Viva, teve início a primeira noite de atrações do Palco Nacional montado na Lagoa Maria Timóteo. Uma grande multidão compareceu para curtir o forró de vaquejada de João Neto e Fabinho, além da poesia de Dorgival Dantas e a pegada diferente de Toca do Vale.

Todo o pátio destinado ao público assim como os camarotes estiveram lotados para acompanhar a noite de estreia. E a Festa continua nesta sexta-feira (05) com mais diversão. No Palco Cultura Viva tem apresentação do Grupo de Xaxado Cabras de Lampião e o forró de Expresso Pau de Arara. Na Lagoa Maria Timóteo tem Roger e Adriano, Geraldinho Lins e Tayrone Cigano. Confira abaixo as atrações que ainda passarão pelos dois polos até o dia 08.