“Estamos tentando salvar vidas”, diz Sebastião Dias sobre endurecimento de medidas
Por André Luis
Por André Luis
Nesta terça-feira (26), o prefeito de Tabira, Sebastião Dias, falou ao programa A Tarde é Sua da Rádio Pajeú FM, sobre o endurecimento das medidas de combate a disseminação do novo coronavírus no município – Na noite da última segunda-feira (25), a Câmara de Vereadores aprovou Projeto de Lei do Executivo, impondo medidas restritivas de circulação de pessoas na cidade das 20h às 04h da manhã.
Segundo Dias, o endurecimento foi necessário visto que parte da população não estava colaborando com o isolamento social.
“Tem medidas que tem que ser tomadas, toleramos muito, explicamos; carro de som toda hora, rádio, redes sociais, visitas, barreiras sanitárias, comitê de combate ao novo coronavírus. Parece que a população não está entendendo bem e agora chegou o momento justamente em parceria com a Câmara Municipal de Vereadores, CDL, Ministério Público Estadual, aqui representado pelo promotor Romero Borja, de todos os seguimentos da sociedade em reuniões, elaboramos esse projeto para atender uma gama de necessidades e demandas que implicam até em punições judiciais.”
“Essa restrição de 20h as 04h é preciso que a população entenda que estamos tentando salvar vidas e não limitando o direito de ninguém.” Destacou.
Sebastião também comentou sobre as multas que serão aplicadas a quem não obedecer à Lei. “Essas multas serão aplicadas pelos agentes delegados, Guarda Municipal, Vigilância Sanitária, Secretaria de Finanças, então tudo isto está deliberado aqui por tanto no projeto.”
O projeto enviado pelo executivo, teve mudanças na Câmara que resolveu dar um prazo de dez dias para que os munícipes se adéquem, só depois desse prazo é que as multas serão aplicadas. Mas Sebastião defendia a aplicação das multas desde que a Lei fosse sancionada.
“Creio que a essa altura do campeonato, não tem mais nenhum brasileiro, por distante que more, não saiba que o coronavírus mata, que isolamento social é a única alternativa que temos, pois, não temos vacina, não temos remédio, não temos cura, o único remédio que temos agora é justamente o isolamento social. A população agora tem que saber que tem que colaborar.” Explicou.
Ele disse que gostariam que não tivesse sido preciso criar uma lei tão dura, mas não viram outra forma. “A população não aderiu ao percentual que esperávamos de 60% ou até mais de isolamento social e agora vai ser obrigada a fazer. Acredito que o povo de Tabira vai chegar à consciência e tomar a decisão de que esse isolamento é para o bem da sociedade, é o para o bem da vida.” Destacou.
Para o prefeito, só quem vai sentir o peso do endurecimento das medidas, são justamente as pessoas que não estavam colaborando.
Sebastião explicou que o horário foi decidido devido a reclamações que foram chegando aos órgãos envolvidos no combate ao novo coronavírus na cidade. E, que, não havendo sucesso na medida, outras medidas mais duras podem ser pensadas e colocadas em prática. “Esse projeto não foi pra multar ninguém, é um projeto para manter a vida.” Ressaltou.
O secretário Estadual de Saúde, Iran Costa, participa, a partir desta quinta-feira (18/02), de uma extensa agenda de atividades no Sertão do Pajeú, onde confere o atendimento nas unidades de Saúde de rede estadual, ouve as demandas e anseios da população e dos profissionais da rede e se reúne com lideranças políticas. A programação tem […]
O secretário Estadual de Saúde, Iran Costa, participa, a partir desta quinta-feira (18/02), de uma extensa agenda de atividades no Sertão do Pajeú, onde confere o atendimento nas unidades de Saúde de rede estadual, ouve as demandas e anseios da população e dos profissionais da rede e se reúne com lideranças políticas.
A programação tem início às 9h, no auditório do Instituto Federal de Ciências e Tecnologia de Pernambuco (IFPE), em Afogados da Ingazeira, com uma reunião com prefeitos e secretários municipais de 20 municípios, que integram o Consórcio de Integração dos Municípios do Pajeú (Cimpajeú).
Na pauta, além das ações de combate ao mosquito Aedes aegypti, responsável pela transmissão da zika, dengue e chikungunya; o secretário vai discutir a assistência materno-infantil na Região e o atendimento às grávidas e crianças com microcefalia.
“A prioridade do Governo de Pernambuco é o combate ao mosquito Aedes aegypti e a garantia da assistência às crianças com microcefalia e suas famílias. Por isso, estamos nos reunindo com os prefeitos da Região para reafirmar o apoio da secretaria para o trabalho de enfrentamento realizado pelos municípios. Também precisamos discutir a assistência com qualidade e regionalizada para as crianças com microcefalia”, ressaltou Iran Costa.
À tarde, ainda em Afogados da Ingazeira, Iran Costa visita o Hospital Regional Emília Câmara, a Unidade Pernambucana de Atenção Especializada (UPAE) do município e a sede da X Gerência Regional de Saúde (Geres).
“Nosso objetivo é ver de perto o funcionamento de cada unidade de saúde, proporcionando o contato direto com funcionários e pacientes, conferindo os serviços ofertados à população e fortalecendo a presença da secretaria estadual de Saúde aqui no Pajeú”, afirma o secretário.
CIR – Fechando a viagem ao sertão pernambucano, o secretário Iran Costa participa, na sexta-feira (19/02), às 8h, no auditório da X Geres, da primeira reunião de 2016 da Comissãode Intergestora Regional (CIR) da X Geres. A CIR é um canal permanente e contínuo de negociação e decisão entre os gestores municipais e o Estado para constituição de uma rede regionalizada.
No encontro, o secretário também irá abordar com os gestores municipais os dados das arboviroses da região. Ainda serão feito informes sobre as novas turmas de residência multiprofissional da região e de curso de atualização em saúde bucal.
Em um movimento para fortalecer a unidade do grupo, Aldo da Clipsi abriu mão de sua candidatura à presidência da Câmara de Vereadores de São José do Egito para apoiar Vicente de Vevéi. O gesto reflete um compromisso de agregar mais apoio entre os parlamentares e consolidar um consenso em torno de um nome capaz […]
Em um movimento para fortalecer a unidade do grupo, Aldo da Clipsi abriu mão de sua candidatura à presidência da Câmara de Vereadores de São José do Egito para apoiar Vicente de Vevéi.
O gesto reflete um compromisso de agregar mais apoio entre os parlamentares e consolidar um consenso em torno de um nome capaz de unir os vereadores, especialmente aqueles que estiveram ao lado de Fredson na última campanha.
Segundo Vicente de Vevéi, o apoio ao seu nome é resultado de intensas articulações. “Fui procurado por Daniel Siqueira, que declarou o voto a mim. O próprio Romerinho Dantas falou pessoalmente comigo, na minha casa, na última quinta-feira, dia 25, declarando também o voto. No mesmo dia, Alberico Tiago e Damião de Carminha, acompanhados de Antônio Andrade, fizeram um aceno para a unidade também”, afirmou Vicente.
Apesar de Romerinho Dantas ter registrado sua candidatura à presidência, Vicente está confiante de que ele manterá sua palavra e apoio, contribuindo para a coesão do grupo. Ele também destacou que Damião de Carminha e Alberico Tiago, por serem fiéis ao grupo, não têm motivos para se alinhar com Paulo Jucá, reforçando o compromisso com a unidade.
Vicente reconhece o papel estratégico de Antônio Andrade nesse processo. “Antônio é uma peça importante para fortalecer a união do grupo. Sua experiência e influência ajudam a consolidar esse consenso”, destacou.
Com o apoio de Aldo da Clipsi, Daniel Siqueira, Romerinho Dantas, Tadeu do Hospital, Gerson Souza, Patrícia de Bacana, Damião de Carminha e Alberico Tiago, Vicente de Vevéi projeta alcançar os 9 votos necessários para sua eleição, incluindo o próprio voto como candidato à presidência.
Esse movimento em busca da união reforça a importância de uma Câmara harmoniosa e alinhada aos interesses da população de São José do Egito. “Estamos construindo um consenso que vai garantir estabilidade e um trabalho sério para a nossa cidade”, concluiu Vicente.
Presidente da Comissão de Saúde da Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe), o deputado estadual Odacy Amorim (PT), recebeu de pacientes e acompanhou na imprensa, notícias sobre a falta de medicamentos para os pacientes transplantados renais no estado. A entrega do medicamento a esses pacientes é um direito garantido por lei. Uma transplantada contou ao parlamentar que […]
Presidente da Comissão de Saúde da Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe), o deputado estadual Odacy Amorim (PT), recebeu de pacientes e acompanhou na imprensa, notícias sobre a falta de medicamentos para os pacientes transplantados renais no estado. A entrega do medicamento a esses pacientes é um direito garantido por lei. Uma transplantada contou ao parlamentar que vive esse drama da falta do remédio há seis meses.
Odacy já manteve contato com o secretário estadual de Saúde, Iran Costa, via mensagem de celular, para falar do problema e solicitar solução, mas até o começo da manhã desta sexta-feira, 28, ainda não havia obtido retorno.
“Quero dizer que como presidente da Comissão de Saúde da Assembleia, estou à disposição dos transplantados. A nossa busca é no sentido que a Secretaria de Saúde resolva essa situação. Não é direcionada a pessoas, mas é uma questão de vida, a importância das pessoas, não é contra a ou b, mas contra a falta de solução para esse problema”, destacou o parlamentar.
Odacy Amorim colocou seu gabinete à disposição dos transplantados para ir em busca do direito ao medicamento. “Não pode faltar os remédios. Vamos procurar a secretaria para que ela se pronuncie e que a gente tenha remédio o mais rápido possível, caso contrário, vamos acionar a justiça, Ministério Público estadual e federal, a MPE PMF, justiça no estado e federal, tudo para garantir o direito das pessoas”, frisa Odacy.
O deputado ressalta que as economias têm que ser feitas naquilo que pode ser economizado. “Não estamos em situação de guerra para ver pessoas morrendo à mingua porque o governo não arrecada, não é bem assim. Se arrecada bastante. Precisamos que mesmo diante da dificuldade que a vida humana, prioridade das prioridades, tenha vez”, concluiu o deputado.
A eleição de 2024 termina com um saldo extremamente positivo para o ministro de Lula, Silvio Costa Filho”, é o que diz em nota a assessoria. O titular de Portos e Aeroportos fez seu partido, o Republicanos, eleger 22 prefeitos, 21 vice-prefeitos e 221 vereadores; e encerrar o pleito como uma das legendas com mais […]
A eleição de 2024 termina com um saldo extremamente positivo para o ministro de Lula, Silvio Costa Filho”, é o que diz em nota a assessoria. O titular de Portos e Aeroportos fez seu partido, o Republicanos, eleger 22 prefeitos, 21 vice-prefeitos e 221 vereadores; e encerrar o pleito como uma das legendas com mais votos nominais para prefeito em todo estado, atingindo mais de 434 mil.
“O Republicanos sai maior destas eleições! Fizemos prefeituras importantes em todo estado e aumentamos de tamanho enquanto partido. Estou muito feliz com o nosso desempenho em todas as regiões. O partido também governará cidade representativas de Pernambuco com nossos vice-prefeitos. Além disso, o desempenho do Republicanos na eleição proporcional foi amplamente satisfatório; fizemos uma grande bancada”, destacou Silvio Costa Filho.
Se for feito um corte por regiões do estado, o cenário para o Republicanos é muito positivo. Na Metropolitana, que concentra dois terços do eleitorado pernambucano, o destaque foi para dois grandes colégios eleitorais onde candidatos da sigla garantiram viradas históricas.
É o caso de Camaragibe, oitava maior cidade de Pernambuco, cuja eleição foi vencida por Diego Cabral, um político jovem e trabalhador. Outra conquista histórica do partido foi em Ipojuca, uma das maiores economias do estado, onde o ex-prefeito Carlos Santana, filiado ao Republicanos, voltará ao poder para seu quinto mandato.
Quando é analisado o cenário de cidades do interior, o Republicanos consolida ainda mais seu crescimento ganhando em municípios representativos da Zona da Mata, Agreste e Sertão com as vitórias importantes de Carrapicho (Tamandaré), Erivaldo Chagas (Lajedo), Cacique Marcos (Pesqueira), Sandra Paes (Canhotinho), Pité (Quipapá), Pedro Pilota (Itaíba), Clebson Peixoto (Jucati), Doutor Elton (Águas Belas), Dimas Natanael (Lagoa de Itaenga), Marcos da Roça (Chã de Alegria), Tirri (Caetés), Arnóbio Gomes (Terezinha), Fredson Brito (São José do Egito), Victor Coelho (Ouricuri), Fabiano Marques (Petrolândia), Rogério Ferreira (Jatobá), Calby Carvalho (Belém do São Francisco), Gilson Bento (Brejinho), Doutor Ismael (Santa Cruz da Baixa Verde) e Marcelo de Alberto (Inajá).
Deputado cita outras situações que segundo ele expõem o modus operandi da ex-deputada. “É o famoso quem te conhece, que te compre”. Duque diz que ainda assim, grupo terá nome na disputa Na tarde desta segunda-feira (3), o deputado estadual Luciano Duque usou a tribuna da Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe) para se pronunciar sobre […]
Deputado cita outras situações que segundo ele expõem o modus operandi da ex-deputada. “É o famoso quem te conhece, que te compre”. Duque diz que ainda assim, grupo terá nome na disputa
Na tarde desta segunda-feira (3), o deputado estadual Luciano Duque usou a tribuna da Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe) para se pronunciar sobre sua pré-candidatura à prefeitura de Serra Talhada.
Em discurso, que narrou sua trajetória política, desde o movimento estudantil até o parlamento, o ex-gestor retirou seu nome do futuro pleito, após ter seu direito tolhido pela vice-presidente nacional do Solidariedade, Marília Arraes.
A ex-deputada declarou seu apoio a sua adversária no município. “Neste fim de semana, ao lado daqueles que a rejeitaram, humilharam e caluniaram, Marília declarou apoio a nossa adversária. Retirando não só o meu direito de disputar a eleição pela prefeitura da minha terra, mas a esperança de milhares de serra-talhadenses, que por onde ando pedem meu retorno para que possamos continuar o trabalho que começamos lá atrás e que sempre, sempre, privilegiou o povo”, disse o parlamentar, lembrando que toda a votação obtida pela ex-candidata a governadora em Serra Talhada até hoje foi fruto do seu apoio. “Foi assim para deputada federal em 2018, quando obteve 11.303 votos, e para governadora em 2022, quando recebeu 16.093 votos no primeiro turno e 21.136 no segundo turno. E nos dois turnos, ela teve como maior opositora quem hoje senta ao seu lado e a quem ela tece elogios”.
Marília alega que o que a fez negar o direito a Duque foi a falta de diálogo e a aproximação do parlamentar com o Governo do Estado em algumas votações na Alepe. “Mas nós deveríamos, então, votar contra aquilo que acreditamos ser o melhor para Pernambuco para simplesmente fazer oposição? Não fui eleito para isso, represento o interesse do povo pernambucano e não vou passar por cima deste compromisso e responsabilidade. Mas esse não pode ser o real motivo, já que quem está ao lado de Marília atualmente fez campanha e caminha de mãos dadas com a atual gestão estadual”, lembrou.
Em conversa com o deputado pelo WhatsApp, a vice-presidente do partido pediu tranquilidade ao serra-talhadense. “Duque, você formou chapas de vereadores em outros partidos e filiado você já está. Então não tem agonia. Tô cuidando de mais de 100 municípios, eu pessoalmente e Juanna, somente. Essas questões mais críticas e que têm prazo vou deixar pra resolver quando tiver menos atribulação”, disse Marília.
“Marília me fez acreditar nela novamente, e por esse motivo, rejeitei vários convites para me filiar em outras legendas, mesmo correndo o risco de perder o mandato de deputado estadual que me foi conferido por 61.411 pernambucanos de mais de 150 municípios. Marília agiu comigo pior do que fizeram em 2011, e do que ela mesmo foi vítima em 2018”, lamentou o parlamentar.
Duque finalizou o seu pronunciamento reforçando seu compromisso com os serra-talhadenses e com o seu grupo político. “Apresentaremos ao povo de Serra Talhada alguém com a nossa paixão, com o nosso amor, com a nossa determinação; apresentaremos alguém com a coragem e a credibilidade necessária para devolver a esperança ao nosso povo; para recuperar a autoestima de cada cidadão; para soerguer a economia; para cuidar de verdade de toda a cidade; para olhar para os mais humildes”, finalizou.
Leia o discurso de Luciano Duque na ALEPE:
Peço licença para subir à tribuna desta casa e tratar de um assunto que é muito caro para mim e que tem movimentado a imprensa e o meio político do estado nos últimos dias, que é a minha pré-candidatura à Prefeitura da minha terra, Serra Talhada.
Escolhi me pronunciar sobre esse tema que é muito específico, mas que diz respeito a minha história, ao livre exercício da democracia e a vontade do povo.
É de conhecimento de muitos que o povo da minha terra tem reiteradas vezes solicitado que eu volte a disputar a eleição municipal. Na esperança de que possa fazer ainda mais do que já fiz nas oportunidades conferidas anteriormente de forma soberana pelo povo.
Por isso, no dia 24 de maio, anunciei a minha pré-candidatura à Prefeitura de Serra Talhada. E ainda durante a coletiva, enquanto conversava com a imprensa, Marília dava entrevista em uma rádio informando que não me daria o direito de disputar a eleição pelo Solidariedade, partido ao qual me filiei, deixando uma bonita e longa trajetória no PT, para seguir e apoiar o seu projeto ao Governo do Estado.
Neste fim de semana, ao lado daqueles que a rejeitaram, humilharam e caluniaram, Marília declarou apoio à reeleição da atual prefeita. Retirando não só o meu direito de disputar a eleição pela prefeitura da minha terra, mas a esperança de milhares de serra-talhadenses, que por onde ando pedem meu retorno para que possamos continuar o trabalho que começamos lá atrás e que sempre, sempre, privilegiou o povo.
Assim como muitos pernambucanos, estou tentado entender o motivo pelo qual Marília me negou à mão na única vez que pedi. Eu que sempre estive com ela, quando muito viraram as costas.
Toda a votação obtida por Marília em Serra Talhada até hoje foi fruto do meu apoio. Foi assim para deputada federal em 2018, quando obteve 11.303 votos, e para governadora em 2022, quando recebeu 16.093 votos no primeiro turno e 21.136 no segundo turno. E nos dois turnos, ela teve como maior opositora quem hoje senta ao seu lado e a quem ela tece elogios.
A ex-deputada alega que me nega o direito pelo fato de estarmos alinhados ao Governo Estadual em algumas pautas votadas nessa Casa. Mas nós deveríamos, então, votar contra aquilo que acreditamos ser o melhor para Pernambuco para simplesmente fazer oposição? Não fui eleito para isso, represento o interesse do povo pernambucano e não vou passar por cima deste compromisso e responsabilidade.
Mas esse não pode ser o real motivo, já que quem está ao lado de Marília atualmente fez campanha e caminha de mãos dadas com a atual gestão estadual.
Um comentário que li em uma rede social hoje explica precisamente o que a fez agir assim. A internauta diz o seguinte: Marília sendo Marília. Ou seja, abandonando seus aliados.
Isso já é histórico e tem feito novamente algumas vítimas. A exemplo da liderança Manuella Mattos, pré-candidata à prefeitura de Itambé, petista, discordou do partido em 2022 e decidiu seguir com Marília Arraes ao Governo de Pernambuco. Este ano, o PT decidiu expulsá-la justamente pelo apoio dado a Marília lá atrás. Sem legenda, esperava-se uma ação de Marília a Manoela, o que não aconteceu. Ela terminou se filiando ao PDT. Outra vítima foi a vereadora Fany Bernal da cidade de Garanhuns também escanteada por Marília. É o famoso, “quem te conhece, que te compre”. Pois é, parece que eu não conhecia.
Tenho uma longa e respeitada história na política. Fui candidato a prefeito pela primeira vez em 1988, uma experiência que me engrandeceu enquanto político, liderado por Miguel Arraes e, enquanto ser humano, que aprendeu que para ser um vencedor é preciso saber conviver com as dificuldades e compreender que tudo vem no tempo certo, determinado por Deus.
Em 2004, tive a honra de exercer o cargo de vice-prefeito por dois mandatos, ganhando credibilidade e a confiança do meu povo.
Em 2011, fui escolhido para representar o nosso grupo e disputar, mais uma vez, uma eleição na condição de candidato a prefeito. Dormi candidato por um partido e acordei com a notícia de que as forças mais poderosas da política de Pernambuco se juntaram para tomar toda e qualquer legenda que pudesse nos acolher, impedindo que pudéssemos disputar o pleito e governar a nossa terra.
Por pouco não conseguiram!
Foi quando recorremos, eu e todo o grupo político que me acompanhava, ao Partido dos Trabalhadores, a quem sou muito grato. Foi pelas mãos dos inesquecíveis deputados Manoel Santos e Pedro Eugênio, a quem rendo as minhas eternas homenagens, que cheguei ao PT em 2011, para ser eleito prefeito de Serra Talhada em 2012 e reeleito em 2016.
Mas, para cumprir essa missão que me foi dada, por Deus e pelos serra-talhadenses, enfrentei muitas adversidades, incluindo tentativas antidemocráticas e autoritárias que, por vezes, se fazendo valer da arbitrariedade e do abuso de poder, quiseram me impedir de seguir o nosso caminho.
Como é natural no Partido dos Trabalhadores, tivemos muitos debates calorosos, mas sempre mantendo o respeito e o companheirismo. Sempre preservando a construção partidária.
Em 2017, abraçamos e lançamos um projeto ousado que contagiou a maioria do PT e agitou Pernambuco, quando apresentamos a pré-candidatura de Marília Arraes a governadora do estado, em um grande ato em Serra Talhada.
A partir do empenho do grupo, Marília cresceu e chegou próxima às eleições com condições reais de vencer a disputa. Mas, o partido optou por uma intervenção que foi de encontro a vontade da maioria da militância, e Marília teve o seu direito tolhido e o partido marchou em outra direção.
Naquela ocasião, nos rebelamos em solidariedade a Marília e contrariamos a cúpula partidária em relação a eleição para governador. Mas mantendo o nosso compromisso com o partido e ajudando na eleição para o Senado e para a Câmara Federal.
Trabalhamos dia e noite e fizemos de Marília Arraes a segunda deputada federal mais votada na eleição de 2018, com quase 200 mil votos. Uma grande vitória que mexeu com o cenário político pernambucano.
Em 2020, ano que encerrava o meu segundo mandato e no meio de uma disputa na minha terra para fazermos a sucessão municipal, ainda criamos as condições para ajudar a campanha de Marília. Sobretudo no segundo turno, quando entramos de corpo e alma em busca da vitória e de fazê-la prefeita do Recife.
A partir de 2021, já sem mandato, segui minha caminhada e fui me preparar para disputar a eleição para deputado estadual, em busca da cadeira que ocupo hoje nessa casa.
Firme no PT, estava com uma pré-campanha estabilizada, relativamente tranquila e confiante que teria uma eleição exitosa, considerando os apoios que tínhamos de militantes do partido, de movimentos sociais e pela própria construção da chapa, que, junto com os demais partidos da federação, viabilizou uma grande bancada nesta casa.
Quando tudo parecia encaminhado e resolvido, a então deputada Marília Arraes rompe com o PT, filiando-se ao Solidariedade e se lança candidata a governadora.
Mesmo querendo, mais uma vez, votar em Marília e me dedicar ao seu projeto, deixar o partido que me acolheu quando eu precisei não estava nos planos.
Todavia, no último dia de filiação a deputada Marília Arraes acampou em Serra Talhada, bateu na porta da minha casa, e junto com outras pessoas próximas a mim, me convenceu de embarcar na sua campanha. Não sendo obstáculo para mim subir no mesmo palanque, junto com adversários históricos por compreender que a chapa majoritária era importante para o projeto político.
Com o coração partido deixei o PT, perdi apoios importantes e simbólicos, desorganizei uma campanha já estruturada, mas segui comprometido com Marília e fui, junto com ela, para o Solidariedade, onde estou líder da nossa bancada aqui na ALEPE.
Acontece que na política a gente vive glórias, alegrias e, infelizmente, decepções e traições.
Iniciei meu pronunciamento falando da vontade do povo da minha terra para que eu voltasse a disputar uma eleição para prefeito e pudesse, se assim fosse da vontade de Deus e da maioria da população, governar Serra Talhada mais uma vez.
No entanto, passado o prazo de filiação e após ouvir de Marília, que tem o comando do Solidariedade em Pernambuco, que ficasse tranquilo que discutiríamos a minha candidatura após o período mais conturbado de filiações e organização partidária para novatos, fui surpreendido com mais um golpe vindo de alguém em quem sempre confiei, e que agora me impede de atender ao chamado do meu povo e colocar, mais uma vez, meu nome à disposição dos serra-talhadenses.
Marília me fez acreditar nela novamente, e por esse motivo, rejeitei vários convites para me filiar em outras legendas, mesmo correndo o risco de perder o mandato de deputado estadual que me foi conferido por 61.411 pernambucanos de mais de 150 municípios. Marília agiu comigo pior do que fizeram em 2011, e do que ela mesmo foi vítima em 2018.
Nas duas ocasiões que cito acima havia tempo para mudar de partido, o que não ocorre na situação que vivencio hoje.
Lamento profundamente que Marília aja com quem sempre lhe estendeu a mão de maneira tão cínica e traiçoeira. Dela eu esperava lealdade, respeito e grandeza. Mesmo que me negasse a legenda, mas não me enganasse e me prendesse no seu cartório, me impedindo de exercer um direito democrático e legítimo.
Deus sabe de todas as coisas e sabe o que há no coração de cada um dos seus filhos. Não guardarei mágoas e nem alimentarei sentimentos mesquinhos que envergonham a política e as pessoas de boa fé. A Marília eu só dei apoio. De Marília eu recebi uma punhalada que vai demorar a cicatrizar.
Se não bastasse o que fez, ainda escalou pessoas sem credibilidade e sem nenhuma construção política para atacar a minha honra e a minha história. Isso gerou uma enorme indignação perante o povo de Serra Talhada, que me conhece, sabe da minha luta, do meu legado e de tudo que fiz para elevar o nome de Marília Arraes desde 2017.
O povo da minha terra me julgou nas urnas e, nas urnas, me credenciou como o deputado mais votado da história do nosso município, com 21.389 votos.
De costas para o povo de Serra Talhada, Marília preferiu se render a acordos escusos e se abraçar com quem a rejeitou, humilhou e caluniou, fatos amplamente divulgados pela imprensa.
Mas, como tudo é da vontade de Deus, que assim seja. Apresentaremos ao povo de Serra Talhada alguém com a nossa paixão, com o nosso amor, com a nossa determinação; apresentaremos alguém com a coragem e a credibilidade necessária para devolver a esperança ao nosso povo; para recuperar a autoestima de cada cidadão; para soerguer a economia; para cuidar de verdade de toda a cidade; para olhar para os mais humildes.
Quem acha que vai nos parar, se engana. A nossa aliança é com cada pessoa que espera em nós a força capaz de mudar a dura realidade que abate a nossa gente; a nossa aliança é com quem clama por saúde, por educação, por emprego, por desenvolvimento, por futuro. A nossa aliança é com quem não se entrega diante das dificuldades e não vende a sua dignidade. A nossa aliança é com o povo altivo de Serra Talhada, que mais uma vez vai dar um grito de liberdade e refutar aqueles que só enxergam o poder pelo poder.
Serra Talhada, conte sempre comigo. Um novo amanhã irá florescer!
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