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Duque ataca Marilia na ALEPE e diz que ela agiu de forma traiçoeira

Por Nill Júnior

Deputado cita outras situações que segundo ele expõem o modus operandi da ex-deputada. “É o famoso quem te conhece, que te compre”. Duque diz que ainda assim, grupo terá nome na disputa

Na tarde desta segunda-feira (3), o deputado estadual Luciano Duque usou a tribuna da Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe) para se pronunciar sobre sua pré-candidatura à prefeitura de Serra Talhada.

Em discurso, que narrou sua trajetória política, desde o movimento estudantil até o parlamento, o ex-gestor retirou seu nome do futuro pleito, após ter seu direito tolhido pela vice-presidente nacional do Solidariedade, Marília Arraes.

A ex-deputada declarou seu apoio a sua adversária no município. “Neste fim de semana, ao lado daqueles que a rejeitaram, humilharam e caluniaram, Marília declarou apoio a nossa adversária. Retirando não só o meu direito de disputar a eleição pela prefeitura da minha terra, mas a esperança de milhares de serra-talhadenses, que por onde ando pedem meu retorno para que possamos continuar o trabalho que começamos lá atrás e que sempre, sempre, privilegiou o povo”, disse o parlamentar, lembrando que toda a votação obtida pela ex-candidata a governadora em Serra Talhada até hoje foi fruto do seu apoio. “Foi assim para deputada federal em 2018, quando obteve 11.303 votos, e para governadora em 2022, quando recebeu 16.093 votos no primeiro turno e 21.136 no segundo turno. E nos dois turnos, ela teve como maior opositora quem hoje senta ao seu lado e a quem ela tece elogios”.

Marília alega que o que a fez negar o direito a Duque foi a falta de diálogo e a aproximação do parlamentar com o Governo do Estado em algumas votações na Alepe. “Mas nós deveríamos, então, votar contra aquilo que acreditamos ser o melhor para Pernambuco para simplesmente fazer oposição? Não fui eleito para isso, represento o interesse do povo pernambucano e não vou passar por cima deste compromisso e responsabilidade. Mas esse não pode ser o real motivo, já que quem está ao lado de Marília atualmente fez campanha e caminha de mãos dadas com a atual gestão estadual”, lembrou.

Em conversa com o deputado pelo WhatsApp, a vice-presidente do partido pediu tranquilidade ao serra-talhadense. “Duque, você formou chapas de vereadores em outros partidos e filiado você já está. Então não tem agonia. Tô cuidando de mais de 100 municípios, eu pessoalmente e Juanna, somente. Essas questões mais críticas e que têm prazo vou deixar pra resolver quando tiver menos atribulação”, disse Marília.

“Marília me fez acreditar nela novamente, e por esse motivo, rejeitei vários convites para me filiar em outras legendas, mesmo correndo o risco de perder o mandato de deputado estadual que me foi conferido por 61.411 pernambucanos de mais de 150 municípios. Marília agiu comigo pior do que fizeram em 2011, e do que ela mesmo foi vítima em 2018”, lamentou o parlamentar.

Duque finalizou o seu pronunciamento reforçando seu compromisso com os serra-talhadenses e com o seu grupo político. “Apresentaremos ao povo de Serra Talhada alguém com a nossa paixão, com o nosso amor, com a nossa determinação; apresentaremos alguém com a coragem e a credibilidade necessária para devolver a esperança ao nosso povo; para recuperar a autoestima de cada cidadão; para soerguer a economia; para cuidar de verdade de toda a cidade; para olhar para os mais humildes”, finalizou.

Leia o discurso de Luciano Duque na ALEPE:

Peço licença para subir à tribuna desta casa e tratar de um assunto que é muito caro para mim e que tem movimentado a imprensa e o meio político do estado nos últimos dias, que é a minha pré-candidatura à Prefeitura da minha terra, Serra Talhada.

Escolhi me pronunciar sobre esse tema que é muito específico, mas que diz respeito a minha história, ao livre exercício da democracia e a vontade do povo.

É de conhecimento de muitos que o povo da minha terra tem reiteradas vezes solicitado que eu volte a disputar a eleição municipal. Na esperança de que possa fazer ainda mais do que já fiz nas oportunidades conferidas anteriormente de forma soberana pelo povo.

Por isso, no dia 24 de maio, anunciei a minha pré-candidatura à Prefeitura de Serra Talhada. E ainda durante a coletiva, enquanto conversava com a imprensa, Marília dava entrevista em uma rádio informando que não me daria o direito de disputar a eleição pelo Solidariedade, partido ao qual me filiei, deixando uma bonita e longa trajetória no PT, para seguir e apoiar o seu projeto ao Governo do Estado.

Neste fim de semana, ao lado daqueles que a rejeitaram, humilharam e caluniaram, Marília declarou apoio à reeleição da atual prefeita. Retirando não só o meu direito de disputar a eleição pela prefeitura da minha terra, mas a esperança de milhares de serra-talhadenses, que por onde ando pedem meu retorno para que possamos continuar o trabalho que começamos lá atrás e que sempre, sempre, privilegiou o povo.

Assim como muitos pernambucanos, estou tentado entender o motivo pelo qual Marília me negou à mão na única vez que pedi. Eu que sempre estive com ela, quando muito viraram as costas.

Toda a votação obtida por Marília em Serra Talhada até hoje foi fruto do meu apoio. Foi assim para deputada federal em 2018, quando obteve 11.303 votos, e para governadora em 2022, quando recebeu 16.093 votos no primeiro turno e 21.136 no segundo turno. E nos dois turnos, ela teve como maior opositora quem hoje senta ao seu lado e a quem ela tece elogios.

A ex-deputada alega que me nega o direito pelo fato de estarmos alinhados ao Governo Estadual em algumas pautas votadas nessa Casa. Mas nós deveríamos, então, votar contra aquilo que acreditamos ser o melhor para Pernambuco para simplesmente fazer oposição? Não fui eleito para isso, represento o interesse do povo pernambucano e não vou passar por cima deste compromisso e responsabilidade.

Mas esse não pode ser o real motivo, já que quem está ao lado de Marília atualmente fez campanha e caminha de mãos dadas com a atual gestão estadual.

Um comentário que li em uma rede social hoje explica precisamente o que a fez agir assim. A internauta diz o seguinte: Marília sendo Marília. Ou seja, abandonando seus aliados.

Isso já é histórico e tem feito novamente algumas vítimas. A exemplo da liderança Manuella Mattos, pré-candidata à prefeitura de Itambé, petista, discordou do partido em 2022 e decidiu seguir com Marília Arraes ao Governo de Pernambuco. Este ano, o PT decidiu expulsá-la justamente pelo apoio dado a Marília lá atrás. Sem legenda, esperava-se uma ação de Marília a Manoela, o que não aconteceu. Ela terminou se filiando ao PDT. Outra vítima foi a vereadora Fany Bernal da cidade de Garanhuns também escanteada por Marília. É o famoso, “quem te conhece, que te compre”. Pois é, parece que eu não conhecia.

Tenho uma longa e respeitada história na política. Fui candidato a prefeito pela primeira vez em 1988, uma experiência que me engrandeceu enquanto político, liderado por Miguel Arraes e, enquanto ser humano, que aprendeu que para ser um vencedor é preciso saber conviver com as dificuldades e compreender que tudo vem no tempo certo, determinado por Deus.

Em 2004, tive a honra de exercer o cargo de vice-prefeito por dois mandatos, ganhando credibilidade e a confiança do meu povo.

Em 2011, fui escolhido para representar o nosso grupo e disputar, mais uma vez, uma eleição na condição de candidato a prefeito. Dormi candidato por um partido e acordei com a notícia de que as forças mais poderosas da política de Pernambuco se juntaram para tomar toda e qualquer legenda que pudesse nos acolher, impedindo que pudéssemos disputar o pleito e governar a nossa terra.

Por pouco não conseguiram!

Foi quando recorremos, eu e todo o grupo político que me acompanhava, ao Partido dos Trabalhadores, a quem sou muito grato. Foi pelas mãos dos inesquecíveis deputados Manoel Santos e Pedro Eugênio, a quem rendo as minhas eternas homenagens, que cheguei ao PT em 2011, para ser eleito prefeito de Serra Talhada em 2012 e reeleito em 2016.

Mas, para cumprir essa missão que me foi dada, por Deus e pelos serra-talhadenses, enfrentei muitas adversidades, incluindo tentativas antidemocráticas e autoritárias que, por vezes, se fazendo valer da arbitrariedade e do abuso de poder, quiseram me impedir de seguir o nosso caminho.

Como é natural no Partido dos Trabalhadores, tivemos muitos debates calorosos, mas sempre mantendo o respeito e o companheirismo. Sempre preservando a construção partidária.

Em 2017, abraçamos e lançamos um projeto ousado que contagiou a maioria do PT e agitou Pernambuco, quando apresentamos a pré-candidatura de Marília Arraes a governadora do estado, em um grande ato em Serra Talhada.

A partir do empenho do grupo, Marília cresceu e chegou próxima às eleições com condições reais de vencer a disputa. Mas, o partido optou por uma intervenção que foi de encontro a vontade da maioria da militância, e Marília teve o seu direito tolhido e o partido marchou em outra direção.

Naquela ocasião, nos rebelamos em solidariedade a Marília e contrariamos a cúpula partidária em relação a eleição para governador. Mas mantendo o nosso compromisso com o partido e ajudando na eleição para o Senado e para a Câmara Federal.

Trabalhamos dia e noite e fizemos de Marília Arraes a segunda deputada federal mais votada na eleição de 2018, com quase 200 mil votos. Uma grande vitória que mexeu com o cenário político pernambucano.

Em 2020, ano que encerrava o meu segundo mandato e no meio de uma disputa na minha terra para fazermos a sucessão municipal, ainda criamos as condições para ajudar a campanha de Marília. Sobretudo no segundo turno, quando entramos de corpo e alma em busca da vitória e de fazê-la prefeita do Recife.

A partir de 2021, já sem mandato, segui minha caminhada e fui me preparar para disputar a eleição para deputado estadual, em busca da cadeira que ocupo hoje nessa casa.

Firme no PT, estava com uma pré-campanha estabilizada, relativamente tranquila e confiante que teria uma eleição exitosa, considerando os apoios que tínhamos de militantes do partido, de movimentos sociais e pela própria construção da chapa, que, junto com os demais partidos da federação, viabilizou uma grande bancada nesta casa.

Quando tudo parecia encaminhado e resolvido, a então deputada Marília Arraes rompe com o PT, filiando-se ao Solidariedade e se lança candidata a governadora.

Mesmo querendo, mais uma vez, votar em Marília e me dedicar ao seu projeto, deixar o partido que me acolheu quando eu precisei não estava nos planos.

Todavia, no último dia de filiação a deputada Marília Arraes acampou em Serra Talhada, bateu na porta da minha casa, e junto com outras pessoas próximas a mim, me convenceu de embarcar na sua campanha. Não sendo obstáculo para mim subir no mesmo palanque, junto com adversários históricos por compreender que a chapa majoritária era importante para o projeto político.

Com o coração partido deixei o PT, perdi apoios importantes e simbólicos, desorganizei uma campanha já estruturada, mas segui comprometido com Marília e fui, junto com ela, para o Solidariedade, onde estou líder da nossa bancada aqui na ALEPE.

Acontece que na política a gente vive glórias, alegrias e, infelizmente, decepções e traições.

Iniciei meu pronunciamento falando da vontade do povo da minha terra para que eu voltasse a disputar uma eleição para prefeito e pudesse, se assim fosse da vontade de Deus e da maioria da população, governar Serra Talhada mais uma vez.

No entanto, passado o prazo de filiação e após ouvir de Marília, que tem o comando do Solidariedade em Pernambuco, que ficasse tranquilo que discutiríamos a minha candidatura após o período mais conturbado de filiações e organização partidária para novatos, fui surpreendido com mais um golpe vindo de alguém em quem sempre confiei, e que agora me impede de atender ao chamado do meu povo e colocar, mais uma vez, meu nome à disposição dos serra-talhadenses.

Marília me fez acreditar nela novamente, e por esse motivo, rejeitei vários convites para me filiar em outras legendas, mesmo correndo o risco de perder o mandato de deputado estadual que me foi conferido por 61.411 pernambucanos de mais de 150 municípios. Marília agiu comigo pior do que fizeram em 2011, e do que ela mesmo foi vítima em 2018. 

Nas duas ocasiões que cito acima havia tempo para mudar de partido, o que não ocorre na situação que vivencio hoje.

Lamento profundamente que Marília aja com quem sempre lhe estendeu a mão de maneira tão cínica e traiçoeira. Dela eu esperava lealdade, respeito e grandeza. Mesmo que me negasse a legenda, mas não me enganasse e me prendesse no seu cartório, me impedindo de exercer um direito democrático e legítimo.

Deus sabe de todas as coisas e sabe o que há no coração de cada um dos seus filhos. Não guardarei mágoas e nem alimentarei sentimentos mesquinhos que envergonham a política e as pessoas de boa fé. A Marília eu só dei apoio. De Marília eu recebi uma punhalada que vai demorar a cicatrizar.

Se não bastasse o que fez, ainda escalou pessoas sem credibilidade e sem nenhuma construção política para atacar a minha honra e a minha história. Isso gerou uma enorme indignação perante o povo de Serra Talhada, que me conhece, sabe da minha luta, do meu legado e de tudo que fiz para elevar o nome de Marília Arraes desde 2017.

O povo da minha terra me julgou nas urnas e, nas urnas, me credenciou como o deputado mais votado da história do nosso município, com 21.389 votos.

De costas para o povo de Serra Talhada, Marília preferiu se render a acordos escusos e se abraçar com quem a rejeitou, humilhou e caluniou, fatos amplamente divulgados pela imprensa.

Mas, como tudo é da vontade de Deus, que assim seja. Apresentaremos ao povo de Serra Talhada alguém com a nossa paixão, com o nosso amor, com a nossa determinação; apresentaremos alguém com a coragem e a credibilidade necessária para devolver a esperança ao nosso povo; para recuperar a autoestima de cada cidadão; para soerguer a economia; para cuidar de verdade de toda a cidade; para olhar para os mais humildes.

Quem acha que vai nos parar, se engana. A nossa aliança é com cada pessoa que espera em nós a força capaz de mudar a dura realidade que abate a nossa gente; a nossa aliança é com quem clama por saúde, por educação, por emprego, por desenvolvimento, por futuro. A nossa aliança é com quem não se entrega diante das dificuldades e não vende a sua dignidade. A nossa aliança é com o povo altivo de Serra Talhada, que mais uma vez vai dar um grito de liberdade e refutar aqueles que só enxergam o poder pelo poder.

Serra Talhada, conte sempre comigo. Um novo amanhã irá florescer!

Outras Notícias

Até a fuga de Flávio Bolsonaro foi uma grande mentira, como toda a sua vida

Em meu comentário para a rádio Itapuama desta quarta-feira (28), analiso a ida do senador Flávio Bolsonaro para os Estados Unidos. Na minha avaliação, até mesmo sua saída do Brasil foi marcada por mentiras e estratégias de desinformação. A chegada de Flávio a Miami aconteceu depois de seus aliados criarem uma cortina de fumaça, afirmando […]

Em meu comentário para a rádio Itapuama desta quarta-feira (28), analiso a ida do senador Flávio Bolsonaro para os Estados Unidos. Na minha avaliação, até mesmo sua saída do Brasil foi marcada por mentiras e estratégias de desinformação.

A chegada de Flávio a Miami aconteceu depois de seus aliados criarem uma cortina de fumaça, afirmando que ele já estaria nos Estados Unidos um dia antes. Estamos falando de um parlamentar que responde a graves acusações no Brasil, envolvendo lavagem de dinheiro, esquemas de rachadinha e ligações com o caso “Dark Horse”, e que deixou o país após perder o foro privilegiado e a validade de seu passaporte.

Flávio Bolsonaro havia afirmado que responderia à Justiça brasileira e que jamais deixaria o país. Mas acabou seguindo por Foz do Iguaçu, atravessando a fronteira com a Argentina e chegando aos Estados Unidos.

O que chama minha atenção é como essa trajetória contraria suas próprias declarações públicas. Desde a negação de vínculos com investigados, passando pelo esquema de rachadinha, até o compromisso de respeitar os resultados eleitorais e permanecer no Brasil, suas atitudes caminham em sentido contrário ao que afirmou.

Também considero que a direita brasileira precisa rever seus conceitos e se desvincular do bolsonarismo se quiser construir uma alternativa política legítima, sem ligação com práticas ilegais e esquemas de enriquecimento ilícito.

Clique no link e acompanhe meu comentário completo.

 

Avião usado por Flávio Bolsonaro para chegar aos EUA é ligado a empresário investigado por lavagem de dinheiro

O avião particular utilizado pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) para deixar a Argentina em direção aos Estados Unidos pertence à Baires Fly, empresa ligada ao empresário Sergio Daniel Mastropietro, investigado por suspeita de lavagem de dinheiro em um esquema de corrupção envolvendo a Agência Nacional de Deficiência (Andis), durante o governo do presidente argentino Javier […]

O avião particular utilizado pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) para deixar a Argentina em direção aos Estados Unidos pertence à Baires Fly, empresa ligada ao empresário Sergio Daniel Mastropietro, investigado por suspeita de lavagem de dinheiro em um esquema de corrupção envolvendo a Agência Nacional de Deficiência (Andis), durante o governo do presidente argentino Javier Milei. A ligação foi destacada em reportagem da jornalista Malu Gaspar, de O Globo, nesta quarta-feira (28).

Mastropietro é apontado pela investigação argentina como participante de operações financeiras destinadas a dar aparência legal a recursos supostamente desviados de contratos públicos para o fornecimento de medicamentos e equipamentos destinados a pessoas com deficiência.

O empresário mantém vínculos comerciais com a Baires Fly, companhia de aviação executiva comandada por Luis Grande. Segundo investigações publicadas pelo jornal argentino La Nación, a empresa aparece em movimentações financeiras consideradas suspeitas pela Justiça daquele país.

A apuração identificou transferências milionárias realizadas por fornecedores da Andis para contas da companhia aérea. Os repasses teriam sido justificados por notas fiscais referentes à contratação de serviços de aviação.

Documentos analisados pela Justiça argentina apontam um prejuízo estimado em mais de 7,8 bilhões de pesos aos cofres públicos, decorrente de suspeitas de superfaturamento na aquisição de medicamentos e insumos. O processo também envolve ex-integrantes da agência e alcançou pessoas próximas ao governo Milei.

Entre os nomes mencionados nas denúncias está Karina Milei, irmã do presidente argentino e secretária-geral da Presidência, citada em acusações relacionadas à cobrança de propinas de empresas farmacêuticas. As suspeitas permanecem submetidas à investigação judicial.

A Baires Fly também possui histórico de prestação de serviços a integrantes do governo argentino. Em novembro de 2023, uma aeronave da companhia foi utilizada por Javier Milei em sua primeira viagem internacional após a vitória nas eleições presidenciais.

O avião relacionado à viagem de Flávio Bolsonaro é um Gulfstream G400, de matrícula LV-JQW. Segundo a Direção Nacional de Migrações da Argentina, o senador atravessou a fronteira brasileira na noite de terça-feira (27), acompanhado da esposa e das duas filhas, e embarcou em um voo privado operado pela empresa.

A aeronave partiu de Puerto Iguazú, fez escala em Guayaquil, no Equador, e pousou na manhã desta quarta-feira (28), em Miami, nos Estados Unidos.

A saída do senador ocorreu após uma determinação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), para a entrega de seus passaportes e a proibição de deixar o território brasileiro, no âmbito de uma investigação sobre suspeitas de lavagem de dinheiro.

Fonte: O Globo
Foto: Reprodução

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Brasil passa a saber quem realmente é Flávio Nantes Bolsonaro

Em meu comentário desta quarta-feira (28), para o Jornal Itapuama, analisei a saída do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) do Brasil em direção aos Estados Unidos, após a derrota na eleição presidencial. A viagem, com passagem pela Argentina e escala no Equador, ocorreu em meio a uma determinação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal […]

Em meu comentário desta quarta-feira (28), para o Jornal Itapuama, analisei a saída do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) do Brasil em direção aos Estados Unidos, após a derrota na eleição presidencial. A viagem, com passagem pela Argentina e escala no Equador, ocorreu em meio a uma determinação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que proibia o parlamentar de deixar o país.

Abordei as circunstâncias dessa saída, as informações desencontradas divulgadas por aliados do senador e os questionamentos que surgem diante do descumprimento da decisão judicial.

Também retomei as investigações e suspeitas que envolvem o nome de Flávio Bolsonaro, incluindo episódios relacionados às chamadas rachadinhas, à aquisição de imóveis com pagamentos em dinheiro e às recentes apurações sobre operações financeiras e possíveis conexões com o grupo do empresário Daniel Vorcaro.

Outro ponto da análise foi a repercussão internacional da viagem, especialmente a relação da família Bolsonaro com setores políticos dos Estados Unidos, o possível acolhimento do senador pelo governo Donald Trump e as consequências desse episódio para a oposição brasileira.

Questionei ainda os efeitos políticos da decisão de Flávio, que havia anunciado a intenção de assumir a liderança da oposição ao presidente Lula, mas deixou o Brasil poucos dias depois do resultado eleitoral.

Mais do que a viagem em si, o episódio levanta questões sobre o comportamento de lideranças políticas diante das instituições, das investigações e das decisões da Justiça.

Clique no link abaixo e confira, em nosso Instagram, meu comentário completo desta quarta-feira no Jornal Itapuama.

Fonte: Jornal Itapuama/Rádio Itapuama FM
Vídeo: Reprodução

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Veja imagens: Flávio Bolsonaro desembarca nos EUA após fugir do Brasil

O senador Flávio Bolsonaro (PL), sua esposa e as filhas do casal chegaram aos Estados Unidos nesta quarta-feira (28) após fuga do Brasil. O avião utilizado pela família aterrissou em um aeroporto de Miami nesta manhã. Em uma operação secreta, Flávio Bolsonaro deixou o Brasil após descumprir uma ordem do Supremo Tribunal Federal (STF) para […]

O senador Flávio Bolsonaro (PL), sua esposa e as filhas do casal chegaram aos Estados Unidos nesta quarta-feira (28) após fuga do Brasil. O avião utilizado pela família aterrissou em um aeroporto de Miami nesta manhã.

Em uma operação secreta, Flávio Bolsonaro deixou o Brasil após descumprir uma ordem do Supremo Tribunal Federal (STF) para entregar seus passaportes à Polícia Federal:

Na noite de terça-feira (27), Flávio entrou na Argentina por terra. O senador então embarcou em um avião particular com destino aos EUA. O trajeto evitou o espaço aéreo brasileiro e incluiu uma escala no Equador.

Flávio e família desembarcaram em Miami, às 10h24. O avião que transportou a família até os Estados Unidos é um jatinho particular Gulfstream G400, aterrisou no aeroporto executivo Opa-locka, em Miami, na Flórida. Ainda não havia informações, até a última atualização desta reportagem, sobre o proprietário da aeronave.

Flávio Bolsonaro também ainda não havia se manifestado. Após a aterrissagem, Flávio e a família entraram em um carro que os aguardava na saída do aeroporto, onde seguiam.

Eduardo Bolsonaro, irmão de Flávio, vive na Flórida, mas o destino da família era desconhecido.

Estratégia de Janones na campanha de Lula inspira grupos de esquerda na França, Espanha e Argentina

A estratégia de mobilização digital utilizada pelo deputado federal André Janones (Rede-MG) durante a campanha de reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) passou a ser adotada por grupos de esquerda em outros países. Segundo reportagem do Correio Braziliense, publicada nesta quarta-feira (28), apoiadores de lideranças políticas da França, Espanha e Argentina criaram […]

A estratégia de mobilização digital utilizada pelo deputado federal André Janones (Rede-MG) durante a campanha de reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) passou a ser adotada por grupos de esquerda em outros países. Segundo reportagem do Correio Braziliense, publicada nesta quarta-feira (28), apoiadores de lideranças políticas da França, Espanha e Argentina criaram comunidades inspiradas no modelo brasileiro.

A principal referência é o canal de WhatsApp Exército do Lula, organizado por Janones durante a disputa presidencial. A comunidade ultrapassou 10 milhões de integrantes e se tornou uma das ferramentas de mobilização dos apoiadores do presidente no segundo turno das eleições.

O funcionamento do grupo envolve a distribuição de tarefas, o compartilhamento de materiais políticos e a realização de ações coordenadas para ampliar o alcance de publicações nas redes sociais.

Na França, simpatizantes de Jean-Luc Mélenchon, uma das principais lideranças da esquerda do país, organizaram uma comunidade chamada Les Soldats Insoumis (Soldados Insubmissos).

Posteriormente, o partido França Insubmissa (LFI) criou um canal oficial, denominado L’équipe de Mélenchon officielle (A equipe oficial de Mélenchon), que também utiliza orientações para mobilizar participantes e ampliar a circulação de conteúdos políticos.

Algumas mensagens são divulgadas em francês e português, com referências diretas à experiência brasileira.

Na Espanha, apoiadores do primeiro-ministro Pedro Sánchez, do Partido Socialista Operário Espanhol (PSOE), organizaram o grupo La fuerza de la gente (A força das pessoas).

A comunidade compartilha discursos, vídeos e imagens do primeiro-ministro. Entre os materiais divulgados estão orientações identificadas como as seis regras da estratégia digital de Janones, adaptadas à mobilização política espanhola.

Já na Argentina, integrantes da ala jovem e de setores mais à esquerda do peronismo criaram o Ejército del Peronismo (Exército do Peronismo), reunindo opositores do presidente Javier Milei.

O grupo utiliza vídeos e publicações da campanha de Lula como referências para organizar ações nas redes sociais. Os participantes recebem tarefas para divulgar a comunidade, compartilhar conteúdos e ampliar a participação de novos integrantes.

A reportagem aponta que as três iniciativas adotaram características semelhantes às utilizadas por Janones no Brasil, embora estejam inseridas em contextos políticos diferentes.

A expansão dessas comunidades ocorre após a vitória de Lula sobre Flávio Bolsonaro (PL), no segundo turno presidencial de domingo (25). A mobilização digital foi uma das estratégias utilizadas pelos apoiadores do petista durante a disputa eleitoral.

Fonte: Correio Braziliense
Foto: Reprodução

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