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Documentos da Precisa para Saúde foram fraudados, diz fabricante da Covaxin

Por André Luis
Foto: Arun SANKAR / AFP

O laboratório indiano Bharat Biotech, fabricante da vacina Covaxin, negou a autenticidade de dois documentos enviados pela Precisa Medicamentos para o Ministério da Saúde, com carimbo da Bharat Biotech, assinatura de um suposto diretor-executivo e papel timbrado. A farmacêutica indiana também anunciou a extinção imediata do acordo com a Precisa Medicamentos.

“Recentemente, fomos informados de que certas cartas (conforme anexo), supostamente assinadas por executivos da empresa, estão sendo distribuídas online. Gostaríamos de ressaltar, enfaticamente, que esses documentos não foram emitidos pela empresa ou por seus executivos e, portanto, negamos veementemente os mesmos”, diz nota divulgada hoje pelo laboratório indiano.

Procurada, a Precisa disse que “jamais praticou qualquer ilegalidade”. Sobre o rompimento do acordo com a Bharat Biotech, a empresa brasileira disse que foi uma decisão “precipitada”, “consequência direta do caos político que se tornou o debate sobre a pandemia”.

O UOL confirmou que as duas cartas de autenticidade contestada pela Bharat Biotech constam nas 1.008 páginas do processo de compra da Covaxin, enviadas pelo Ministério da Saúde para a CPI da Covid no Senado. Na sexta-feira (16), a CBN publicou matéria apontando que havia indícios de irregularidades nas cartas.

Ambas são datadas de 19 de fevereiro deste ano, seis dias antes da assinatura do contrato entre o Ministério da Saúde e a Precisa para fornecimento de 20 milhões de doses da Covaxin. O valor de cada dose, US$ 15, foi o mais alto contratado pelo Brasil, totalizando um compromisso de pagamento de R$ 1,6 bilhão. Após a instauração da CPI, o contrato foi suspenso. As informações são do UOL.

Outras Notícias

Damares anuncia diagnóstico de câncer em sessão no Senado

A senadora Damares Alves (Republicanos-DF) anunciou, nesta quarta-feira (27), que está com câncer. A senadora não especificou o tipo, mas o Metrópoles apurou que se trata de um câncer de mama. “Dado o horário da reunião, e a senadora presidente não está se sentindo muito bem. Inclusive, hoje, na reunião mais cedo, eu fiz um […]

A senadora Damares Alves (Republicanos-DF) anunciou, nesta quarta-feira (27), que está com câncer. A senadora não especificou o tipo, mas o Metrópoles apurou que se trata de um câncer de mama.

“Dado o horário da reunião, e a senadora presidente não está se sentindo muito bem. Inclusive, hoje, na reunião mais cedo, eu fiz um anúncio público na outra comissão e acho justo eu fazer esse anúncio aqui também. Há um mês, eu fui diagnosticada com câncer. Eu estou no enfrentamento da doença. Estou tomando a coragem de fazer este anúncio público. Requer muita coragem”, disse. 

O anúncio foi feito durante a Comissão de Direitos Humanos do Senado. A senadora pediu para encerrar a sessão, porque, segundo ela, estava em seu “limite físico”.

Mais cedo, a senadora falou na Comissão de Assuntos Sociais, quando fez a primeira fala sobre o assunto. Ela diz que foi diagnosticada com a doença em 18 de julho. Contou que fez todos os exames em 18 dias e conseguiu fazer uma cirurgia. Com cinco dias de operada, já estava trabalhando.

“Há um mês eu fui diagnosticada com câncer no dia 18 de julho. Eu fiz, senador Hiran, todos os exames. Em 18 dias, eu consegui fazer biópsias, ressonâncias, todos os exames, e, em 18 dias, eu consegui fazer a cirurgia. Com cinco dias, eu estava trabalhando. Em cinco dias, eu estava aqui no Senado trabalhando, depois da cirurgia. Com dor, com um pouquinho de dor, todos os cuidados. Só foi difícil não abraçar os colegas nesse período. Mas o diagnóstico precoce foi fundamental para eu estar como estou. Segunda-feira eu começo a radioterapia, mas já estou declarando vitória, já estou declarando que estou curada”, disse. As informações são do Metrópoles.

Nely defende adesão a Dinca e desistência de agravo pela Câmara

Eu, Maria Nelly Sampaio, venho a público esclarecer pontos controvertidos que ficaram pelo caminho da política Tabirense na última semana. Fui, ao longo desses dias, acusada incansavelmente pelos meus adversários  por ter coragem de tomar decisões, por ter vontade de mudar Tabira pra melhor e, principalmente, por ter coragem de recuar quando foi necessário. Contudo, […]

Eu, Maria Nelly Sampaio, venho a público esclarecer pontos controvertidos que ficaram pelo caminho da política Tabirense na última semana.

Fui, ao longo desses dias, acusada incansavelmente pelos meus adversários  por ter coragem de tomar decisões, por ter vontade de mudar Tabira pra melhor e, principalmente, por ter coragem de recuar quando foi necessário. Contudo, sou uma mulher em ambientes feitos por homens e para homens e, por isso, aprendi a não temer.

É necessário repisar que a adesão à campanha do candidato Dinca Brandino objetiva uma união política pelo bem de Tabira e não se confunde com a minha atuação enquanto Presidente da Câmara dos Vereadores.

Sei que as nossas ideias e decisões políticas sempre são utilizadas pelos nossos adversários para atingir um fim eleitoral e na última semana não foi diferente. Mas também sei, e todos os tabirenses sabem, que tenho uma vida pública transparente e limpa e posso, por isso, tomar decisões sem medo e pautadas sempre no interesse público.

Contudo, também por ser uma mulher pública, sei das minhas obrigações e responsabilidades com o povo.

Foi publicado em blogs da região críticas à decisão interna da Câmara dos Vereadores de Tabira de desistência de peça processual específica. No entanto, é necessário destacar que a minha atitude, enquanto presidente da Casa Legislativa, tem amparo legal, uma vez que estratégias processuais são decisões técnicas reservadas ao demandado.

Logo, não se pode proferir juízos de valor pautadas em fundamentos leigos. Mas saliento que, como mulher da política e atenta ao interesse público, encaminhei todas as explicações necessárias ao Ministério Público e estarei sempre disponível para isso. No entanto, repudio qualquer uso midiático ou eleitoreiro dessa questão.

Também não poderia deixar de repudiar a crítica infundada ao nome da Advogada Hérica Nunes. Em nota, o blogueiro Nill Júnior afirma, sem citar nomes que: “Advogados também questionam como a advogada que assina o pedido, Hérica de Cassia Nunes, a mesma defendida pela OAB quando questionada por Evandro Valadares, se sujeitou a esse constrangimento ao assinar desistência.”

Independente da política, sou também profissional, e não poderia deixar de defendê-la dessas acusações ocorridas pelo simples exercício de sua profissão, após manifesta vontade do seu cliente.

Preciso afirmar que a exposição do seu nome, envolvendo grupos políticos e acontecimentos distintos, causou grave dano à sua imagem e sério constrangimento e não coaduno com esse tipo de conduta.

Concluo reafirmando meu posicionamento claro e transparente enquanto mulher, e não menina, profissional e vereadora. Não temo e nunca temerei críticas, não temo e nunca temerei o poder instituído ou qualquer outro tipo de perseguição. E, sim, defenderei sempre minhas ideias políticas, avançarei e recuarei sempre que for preciso, pois tenho um nome construído em trabalho e não em conchavos políticos.

Maria Nelly Sampaio.

Fux manda suspender investigação sobre Queiroz a pedido de Flávio Bolsonaro

G1 O ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF), mandou suspender provisoriamente o procedimento investigatório instaurado pelo Ministério Público do Rio de Janeiro para apurar movimentações financeiras de Fabricio Queiroz consideradas “atípicas” pelo Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf). Vice-presidente do STF e ministro de plantão durante o recesso do Judiciário, Fux atendeu […]

G1

O ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF), mandou suspender provisoriamente o procedimento investigatório instaurado pelo Ministério Público do Rio de Janeiro para apurar movimentações financeiras de Fabricio Queiroz consideradas “atípicas” pelo Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf).

Vice-presidente do STF e ministro de plantão durante o recesso do Judiciário, Fux atendeu a pedido do deputado estadual e senador eleito Flavio Bolsonaro (PSL-RJ), de quem Queiroz foi assessor. O Coaf apontou movimentação de R$ 1,2 milhão em uma conta bancária de Queiroz durante um ano sem que houvesse esclarecimento. Flavio é um dos filhos do presidente Jair Bolsonaro. Ele não é investigado no caso.

Queiroz foi convocado duas vezes a depor pelo Ministério Público do Rio, mas não compareceu, sob o argumento de que tem problemas de saúde. Flavio Bolsonaro foi chamado, mas também não foi. Familiares do ex-assessor também não compareceram. A decisão de Fux foi assinada nesta quarta-feira (16). O relator do caso, por sorteio, é o ministro Marco Aurélio Mello, mas, em razão do recesso do Judiciário, Fux, ministro de plantão, decidiu. Luiz Fux determinou a suspensão da investigação temporariamente, até que Marco Aurélio Mello tome uma decisão, após o recesso, que termina no próximo dia 31.

O ministro entendeu que, como Flávio Bolsonaro passará a ter foro privilegiado em fevereiro, quando tomará posse como senador, caberá ao relator no STF decidir sobre a continuidade da investigação. Em maio do ano passado, o STF restringiu o foro privilegiado aos atos cometidos durante o mandato e em razão do cargo, mas também decidiu que cabe ao Supremo analisar o que fica no tribunal e o que vai para instâncias inferiores.

O procurador-geral de Justiça do Rio de Janeiro, Eduardo Gussem, chegou a dizer que poderia apresentar denúncia mesmo sem os depoimentos de Queiroz e Flavio Bolsonaro. Com a decisão de Fux, isso não pode mais ser feito. Flavio Bolsonaro também pediu que as investigações do caso fiquem sob responsabilidade do STF e que as provas coletadas até aqui sejam anuladas. Esses dois pedidos serão decididos por Marco Aurélio.

Diogo Morais participa de evento socialista em Iguaracy

O deputado estadual Diogo Moraes (PSB) participou, na noite da última quarta-feira (22), de ato político em apoio ao candidato José Torres, o Zeinha (PSB), em Iguaraci, no Sertão do Pajeú. O evento do grupo político formado pela coligação Juntos Somos Mais Fortes foi realizado no bairro de São Sebastião, segundo nota ao blog. O […]

thumbnail_img_1287O deputado estadual Diogo Moraes (PSB) participou, na noite da última quarta-feira (22), de ato político em apoio ao candidato José Torres, o Zeinha (PSB), em Iguaraci, no Sertão do Pajeú. O evento do grupo político formado pela coligação Juntos Somos Mais Fortes foi realizado no bairro de São Sebastião, segundo nota ao blog.

O deputado Diogo Moraes reafirmou em seu discurso a forte parceria para dar suporte à gestão do candidato à prefeitura. “Nós temos o legislativo, os governos estadual e federal para buscar apoio para atender às demandas de Iguaraci”, afirmou o parlamentar.

“É preciso cuidar do povo de Iguaraci. Retomar as festas tradicionais da cidade, dar atenção à juventude, oferecer saúde e educação de qualidade. Por isso, peço a vocês que levem a mensagem da paz, da liberdade, da dignidade, para que vocês tenham dias muitos melhores”, finalizou Diogo.

 

O fiscal oculto: tecnologia, inteligência e o caso de Paulista

No cenário atual dos concursos públicos, o crescimento das fraudes em todo o país deixou de ser episódico e passou a representar um desafio estrutural. Grupos organizados atuam de forma cada vez mais sofisticada, utilizando dispositivos eletrônicos miniaturizados, comunicação remota, sinais invisíveis ao olho humano e estratégias cuidadosamente planejadas para burlar protocolos tradicionais de fiscalização. […]

No cenário atual dos concursos públicos, o crescimento das fraudes em todo o país deixou de ser episódico e passou a representar um desafio estrutural. Grupos organizados atuam de forma cada vez mais sofisticada, utilizando dispositivos eletrônicos miniaturizados, comunicação remota, sinais invisíveis ao olho humano e estratégias cuidadosamente planejadas para burlar protocolos tradicionais de fiscalização.

Essa sofisticação ficou evidente em diversos certames recentes e exige das bancas uma mudança de postura: segurança não pode ser estática. O improviso foi substituído, do lado criminoso, por organização, investimento financeiro e estudo prévio dos editais. Do lado das instituições sérias, a resposta precisa ser técnica, integrada e inovadora.

Nesse contexto, o caso do Município do Paulista tornou-se um marco. O concurso público realizado ontem (11) contou com um esquema especial de segurança e integração entre órgãos municipais e estaduais, resultando na prisão em flagrante de quatro pessoas por tentativa de fraude nos cargos de Guarda Civil Municipal e Agente Municipal de Trânsito. 

A atuação conjunta da Secretaria de Segurança Cidadã, da Comissão do Concurso e da Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (DRACO) permitiu identificar e deter os envolvidos ainda durante a aplicação das provas, em diferentes unidades de ensino da região.

O êxito da operação esteve diretamente ligado aos protocolos e ao modelo de segurança adotados pela banca organizadora, o Instituto IGEDUC. Além dos procedimentos clássicos, como detectores de metais, revistas rigorosas e inspeções visuais, o Instituto incorporou soluções que elevam o padrão de fiscalização.

Entre elas destaca-se o K68, equipamento trazido da China que vai além da detecção metálica tradicional. O K68 é capaz de identificar sinais infravermelhos, tecnologia amplamente utilizada em pontos eletrônicos e dispositivos de comunicação clandestinos empregados por quadrilhas especializadas. Essa ferramenta amplia significativamente a capacidade de localizar fraudes invisíveis aos métodos convencionais.

Somando tecnologia e estratégia humana, o IGEDUC implantou a figura do fiscal oculto. São profissionais posicionados discretamente em sala de aula, sem identificação ostensiva, que acompanham o comportamento dos candidatos sem que estes saibam que estão sendo observados. Essa metodologia rompe a previsibilidade da fiscalização tradicional, dificulta a atuação dos fraudadores e permite intervenções precisas no momento adequado.

A combinação entre K68 e fiscal oculto representa um verdadeiro contra-ataque institucional às fraudes modernas. O caso de Paulista demonstra que, quando há planejamento, inteligência preventiva e inovação contínua, é possível neutralizar esquemas criminosos e preservar a lisura dos certames. 

Hoje, esse modelo coloca o IGEDUC como referência nacional em segurança de concursos públicos, reafirmando que mérito, igualdade e confiança pública só se sustentam quando a integridade é tratada como prioridade absoluta.