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Documento do STF explica como funciona o “Gabinete do Ódio”

Por André Luis

Produzido pelo juiz Aírton da Veiga, auxiliar do ministro Alexandre de Moraes, manifestação do Supremo Tribunal Federal (STF) detalha como funciona o “Gabinete do Ódio” e quem são os seus financiadores.

A manifestação foi feita para justificar a ação da Polícia Federal que, na semana passada, realizou busca e apreensão na casa de empresários que, em um grupo de WhatsApp, defendiam um golpe de Estado caso o candidato do PT, Luiz Inácio Lula da Silva, viesse a vencer as eleições que acontecerão em outubro. As informações são do Congresso em Foco.

A manifestação, que ao todo tem 121 páginas, faz a conexão entre a operação e o financiamento do que se convencionou chamar de “Gabinete do Ódio”, grupo que, sob as ordens do Palácio do Planalto, espalharia fake news e afirmações agressivas contra adversários do atual governo.

Segundo o juiz, a ação da Polícia Federal “em virtude da presença de fortes indícios e significativas provas apontando para a existência de uma verdadeira ‘organização criminosa’ de forte atuação digital e com núcleos de ‘produção’, de ‘publicação’ de ‘financiamento’ e ‘político’ (…) com a nítida finalidade de atentar contra a Democracia e o Estado de Direito”. Segundo Aírton da Veiga, a operação da PF visava atacar o núcleo de financiamento.

“Carteiro Reaça”

O documento detalha o processo desde o início das investigações, quando o deputado Alexandre Frota (PSDB-SP) prestou depoimento em 17 de dezembro de 2019. Frota disse em depoimento saber da existência de “grupos responsável pela criação e disseminação de notícias falsas, ataques e mensagens de ódio a figuras e instituições públicas”.

Ele seria um dos alvos desses grupos. Frota mencionou um grupo que funcionaria na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp) no gabinete do deputado estadual Douglas Garcia (Republicanos); outro chamado “Carteiro Reaça” organizado pelo deputado estadual Gil Diniz (PL), que foi assessor de imprensa do presidente Jair Bolsonaro quando era deputado federal.  Haveria ainda, segundo Frota, outro grupo chamado “Vapor Waves”, que coordenaria diversas contas nas redes sociais.

Segundo Frota, esses grupos seriam coordenados pelo “Gabinete do Ódio” de que fazem parte José Matheus, Felipe Mateus e Tércio Arnaud, assessores presidenciais que trabalham sob a coordenação Felipe Martins, assessor para Assuntos Internacionais da Presidência da República.

Frota relata que em determinado momento disseminou-se pelas redes sociais a falsa notícia do impeachment do ministro do STF Gilmar Mendes. “Ao que sabe o depoente, esse trabalho coordenado (…) valeu-se especialmente de contas do Twitter não identificadas, sob os nomes fictícios de ‘Lef Dex’, ‘Os Brasileirinhos’ e ‘Leitadas do Loen’”.

Financiadores

De acordo com Alexandre Frota, em uma conversa no Aeroporto de Congonhas, em que estavam Bolsonaro e seus filhos, o vereador Carlos Bolsonaro (Republicanos) e o deputado Eduardo Bolsonaro (PL), ele ouviu Carlos dizer que era necessário fazer impulsionamento de postagens. E o vereador filho do presidente falou, então, no empresário Otávio Fakhoury como fonte desse financiamento. Mais tarde, diz Frota, esse empresário “adquiriu ou financiou” a compra de um portal chamado Crítica Nacional, que passou a atuar como “forte disseminador” de fake news e ataques à reputação de adversários. Uma casa no Lago Sul, que então estava ocupada pelo blogueiro Alan do Santos, do Terça Livre, poderia ser “a sede” da milícia de ataques virtuais.

No mesmo dia 17 de dezembro de 2019, a deputada Joice Hasselmann (PSDB-SP) deu depoimento no mesmo sentido. No dia 5 de fevereiro de 2020, o deputado Heitor Rodrigo Pereira Freire (União-CE) também presta depoimento detalhando a atuação de grupos semelhantes no seu estado, o Ceará.

O documento detalha que, no curso das investigações, foi possível perceber que as ações de ataque eram coordenadas, porque apareciam simultaneamente em diversos sites e perfis.

O juiz que auxilia Alexandre de Moraes aponta, então, os empresários Luciano Hang, Edgar Gomes Corona, Reynaldo Bianchi Junior e Winston Rodrigues Lima como “possíveis responsáveis pelo financiamento de publicações e vídeos com conteúdo difamante e ofensivo” ao STF. Tais empresários integrariam um grupo denominado de “Brasil 200 Empresarial”.

Foram esses indícios que determinaram a ação de busca e apreensão, segundo o juiz. O texto aponta ainda as deputadas Carla Zambelli (PL-SP) e Bia Kicis (PL-DF) como integrantes do “núcleo político” da organização.

Outras Notícias

Meta diz ao TSE que adotou medidas para garantir tratamento igual a Lula e Flávio

A Meta informou nesta terça-feira (20) ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que adotou medidas para assegurar tratamento igualitário às campanhas de Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) no Facebook, Instagram e WhatsApp. A manifestação responde a uma determinação da Justiça Eleitoral para que a empresa comprovasse o cumprimento das medidas impostas pela Corte. Na petição […]

A Meta informou nesta terça-feira (20) ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que adotou medidas para assegurar tratamento igualitário às campanhas de Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) no Facebook, Instagram e WhatsApp. A manifestação responde a uma determinação da Justiça Eleitoral para que a empresa comprovasse o cumprimento das medidas impostas pela Corte.

Na petição enviada ao tribunal, a empresa afirmou que suas equipes estão reunindo a documentação necessária para responder aos 17 pontos estabelecidos pela decisão judicial.

A Meta sustenta que pretende cumprir integralmente as determinações, embora tenha sinalizado que poderá questionar judicialmente pontos específicos por razões técnicas e jurídicas.

Entre as medidas informadas está a aplicação dos mesmos critérios às duas candidaturas na distribuição de conteúdos políticos e eleitorais nas plataformas.

A empresa também afirmou ter criado um procedimento para que eventuais restrições aplicadas automaticamente às contas de anúncios de Lula e Flávio sejam submetidas a revisão humana em até duas horas. A medida deverá permanecer em vigor até domingo (25), data do segundo turno.

Outro ponto abordado envolve a Meta AI. A Justiça Eleitoral havia cobrado informações sobre o funcionamento da ferramenta de inteligência artificial em solicitações relacionadas aos candidatos e à eleição.

A empresa apresentou ainda uma ressalva sobre publicações colaborativas no Instagram. Segundo a Meta, limitações técnicas impedem que um conteúdo publicado em colaboração deixe de ser recomendado no perfil oficial de um candidato e, ao mesmo tempo, continue elegível para recomendação no perfil do outro participante. Por isso, a não recomendação é aplicada à publicação como um todo.

A manifestação ocorre depois de o ministro Marco Aurélio Bellizze determinar que a empresa comprovasse, em 24 horas, o cumprimento das medidas estabelecidas pelo TSE. Caso o tribunal considere que as determinações não foram atendidas integralmente, a multa diária pode chegar a R$ 1 milhão.

A campanha de Lula havia acusado a Meta de descumprir a decisão e prejudicar a candidatura petista. Já a campanha de Flávio também apresentou reclamação ao tribunal, afirmando que o candidato estaria sendo prejudicado pela plataforma devido à circulação de anúncios negativos impulsionados.

A Meta nega favorecer qualquer uma das candidaturas e pediu uma reunião técnica com o gabinete do ministro para apresentar a documentação e esclarecer aspectos das medidas adotadas.

A manifestação da empresa ainda será analisada pela Justiça Eleitoral.

Fonte: Diario de Pernambuco
Foto: Reprodução

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Janones recebe alta após arritmia cardíaca e é recebido por apoiadores em São Paulo

O deputado federal André Janones (Rede-MG) recebeu alta nesta terça-feira (20) do Hospital Vila Nova Star, em São Paulo, após permanecer cerca de 36 horas em observação por causa de uma arritmia cardíaca. Na saída da unidade, o parlamentar encontrou apoiadores ligados ao grupo “Exército do Lula”. Janones havia sido internado na madrugada dessa segunda-feira […]

O deputado federal André Janones (Rede-MG) recebeu alta nesta terça-feira (20) do Hospital Vila Nova Star, em São Paulo, após permanecer cerca de 36 horas em observação por causa de uma arritmia cardíaca. Na saída da unidade, o parlamentar encontrou apoiadores ligados ao grupo “Exército do Lula”.

Janones havia sido internado na madrugada dessa segunda-feira (19), após acompanhar o debate presidencial da Band entre Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL). Ele apresentou arritmia cardíaca e chegou a permanecer na Unidade de Terapia Intensiva (UTI).

Segundo informações divulgadas pela equipe do deputado, o quadro foi estabilizado pelos médicos. Boletim divulgado enquanto ele ainda estava internado apontava evolução clínica favorável e condicionava a alta à manutenção da estabilidade. 

Antes de deixar o hospital, Janones havia anunciado pelas redes sociais que retomaria as atividades políticas ainda nesta terça-feira. Na saída da unidade, reuniu-se com apoiadores do “Exército do Lula”, canal que coordena no WhatsApp e que vem sendo utilizado na mobilização digital da campanha pela reeleição do presidente. 

O parlamentar também comentou a atuação nas redes sociais durante a campanha e afirmou que pretende continuar trabalhando na mobilização de apoiadores nesta reta final do segundo turno. 

Janones, de 42 anos, acompanhou a comitiva de Lula no debate realizado no domingo (18) e, antes da internação, participou das ações digitais relacionadas ao confronto entre os candidatos.

Fonte: UOL
Fotos: Reprodução/ Instagram

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Vereador do Recife propõe tirar nome de Dona Lindu de parque e homenagear mãe de Bolsonaro

O vereador do Recife e deputado federal eleito Thiago Medina (PL) anunciou uma proposta para retirar o nome de Dona Lindu do parque localizado em Boa Viagem e substituir pela denominação em homenagem à mãe do ex-presidente Jair Bolsonaro. A Câmara Municipal informou, porém, que o projeto ainda não havia sido protocolado oficialmente. O Parque […]

O vereador do Recife e deputado federal eleito Thiago Medina (PL) anunciou uma proposta para retirar o nome de Dona Lindu do parque localizado em Boa Viagem e substituir pela denominação em homenagem à mãe do ex-presidente Jair Bolsonaro. A Câmara Municipal informou, porém, que o projeto ainda não havia sido protocolado oficialmente.

O Parque Dona Lindu leva o nome de Eurídice Ferreira de Melo, mãe do presidente Lula (PT). Ao anunciar a iniciativa nesta terça-feira (20), Medina afirmou que a denominação de espaços públicos representa uma escolha sobre as personalidades que uma cidade decide homenagear.

Em nota, o vereador relacionou a proposta às investigações sobre fraudes contra aposentados e pensionistas do INSS e mencionou suspeitas envolvendo Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha. As apurações citadas pelo parlamentar não representam condenação do filho do presidente.

“Acredito que o nome daquela família não deve ser homenagem pública no Recife. É isso que o projeto propõe”, declarou Medina.

 

O parlamentar também relacionou a iniciativa ao ato de campanha de apoiadores de Flávio Bolsonaro (PL) previsto para quinta-feira (22), na Zona Sul do Recife. A programação contará com a participação do deputado federal Nikolas Ferreira e deve terminar nas proximidades do Parque Dona Lindu.

Apesar de Medina ter anunciado a apresentação da proposta, a Câmara Municipal do Recife informou ao Diario de Pernambuco que, até a consulta realizada pelo veículo, nenhum projeto com esse conteúdo havia sido protocolado no Departamento Legislativo.

A matéria também não constava no sistema oficial de proposições da Casa. Caso seja formalizada, a mudança do nome do parque ainda precisará passar pela tramitação legislativa e votação dos vereadores.

Thiago Medina cumpre seu primeiro mandato na Câmara do Recife e foi eleito deputado federal nas eleições deste ano. Ele deverá assumir o novo cargo em fevereiro de 2027.

Fonte: Diario de Pernambuco
Foto: Francisco Silva/Acervo DP

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André Mendonça será relator de pedido de Lula para abertura de sigilos dele e de Flávio

O ministro André Mendonça, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), foi sorteado nesta terça-feira (20) como relator da ação apresentada por Lula (PT) para autorizar a abertura de seus próprios sigilos bancário, fiscal e telefônico, desde que Flávio Bolsonaro (PL) adote a mesma medida. A petição formaliza o desafio feito por Lula durante o debate da […]

O ministro André Mendonça, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), foi sorteado nesta terça-feira (20) como relator da ação apresentada por Lula (PT) para autorizar a abertura de seus próprios sigilos bancário, fiscal e telefônico, desde que Flávio Bolsonaro (PL) adote a mesma medida.

A petição formaliza o desafio feito por Lula durante o debate da Band, realizado no domingo (18). A campanha pede que as informações sejam divulgadas antes desta quarta-feira (21), na reta final do segundo turno.

A autorização apresentada por Lula abrange dados dos últimos oito anos e inclui também a primeira-dama Janja da Silva e os filhos do presidente. O pedido busca estender a mesma medida a Flávio, familiares do candidato e empresas relacionadas aos dois presidenciáveis.

Entre os familiares de Flávio mencionados estão a esposa, Fernanda Bolsonaro, os pais, Jair Bolsonaro e Rogéria Bolsonaro, e os irmãos Carlos, Eduardo e Jair Renan Bolsonaro.

A petição também alcança pessoas jurídicas das quais os candidatos sejam sócios ou administradores e contas nas quais figurem como responsáveis financeiros ou “usuários master”.

No caso de Flávio, a campanha de Lula cita a Alcazar Holdings. O candidato do PL é mencionado como “usuário master” de uma conta relacionada à empresa em material de investigação que apura suspeitas de lavagem de dinheiro envolvendo o advogado Willer Tomaz. Flávio e o advogado negam irregularidades.

Ao apresentar a ação, Lula afirmou que está disposto a disponibilizar as próprias informações e voltou a cobrar reciprocidade do adversário.

O sorteio de André Mendonça como relator não significa que a quebra dos sigilos tenha sido autorizada. Caberá ao ministro analisar o requerimento apresentado pela campanha e decidir sobre seu prosseguimento.

Até a publicação das informações, Flávio não havia anunciado adesão ao desafio apresentado por Lula.

Fonte: Diario de Pernambuco
Foto: Alejandro Zambrana/STF

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Votação do Prêmio Referência 2026 termina nesta quarta-feira (21)

Moradores de 31 municípios da Paraíba e de Pernambuco têm até esta quarta-feira (21) para participar da votação do Prêmio Referência 2026. A pesquisa, realizada pela internet, permite indicar profissionais, empresas, comerciantes e prestadores de serviços em diferentes áreas. A votação começou no dia 6 de outubro e é promovida pelo portal Cariri em Ação. […]

Moradores de 31 municípios da Paraíba e de Pernambuco têm até esta quarta-feira (21) para participar da votação do Prêmio Referência 2026. A pesquisa, realizada pela internet, permite indicar profissionais, empresas, comerciantes e prestadores de serviços em diferentes áreas.

A votação começou no dia 6 de outubro e é promovida pelo portal Cariri em Ação. Segundo a organização, a edição deste ano contempla 24 municípios paraibanos e sete pernambucanos, incluindo cidades das regiões do Pajeú e Moxotó.

Os participantes podem registrar seus votos por meio da plataforma disponibilizada pela organização, escolhendo os nomes e estabelecimentos que consideram referência em suas respectivas cidades.

De acordo com Marivaldo Alcântara, responsável pela iniciativa, o objetivo é reconhecer profissionais, empresas e prestadores de serviços que atuam nos municípios participantes.

“Estamos chegando à reta final de mais uma edição do Prêmio Referência. Nosso objetivo é valorizar quem faz a diferença no dia a dia das cidades, reconhecendo o trabalho e a dedicação de profissionais, empresas e prestadores de serviços”, afirmou.

A votação ficará disponível até esta quarta-feira (21), no endereço premioreferencia.caririemacao.com.

Após o encerramento, a organização informou que fará a conferência e a apuração dos resultados, que serão divulgados posteriormente pelos canais do Cariri em Ação.

Foto: Divulgação

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