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‘Difícil de engolir essa’, diz Janot sobre Alckmin fora da Lava Jato

Por André Luis
Foto: Pedro Ladeira/Folhapress

Do Estadão Conteúdo

O ex-procurador-geral da República Rodrigo Janot usou as redes sociais para reagir à decisão do STJ (Superior Tribunal de Justiça) de encaminhar à Justiça Eleitoral de São Paulo o inquérito que investiga o ex-governador Geraldo Alckmin (PSDB), deixando o tucano, por ora, fora da rota da Lava Jato.

A força-tarefa da Lava Jato em São Paulo havia pedido ao vice-procurador-geral da República, Luciano Mariz Maia, que remetesse “o mais rápido possível” o inquérito sobre Alckmin. O argumento dos procuradores era que a investigação envolvendo o ex-governador tucano auxiliaria no “andamento avançado de outras apurações correlatas”.

Desde que deixou o cargo, o ex-procurador-geral tem usado constantemente a rede social para repercutir decisões que atingem o mundo político.

A ministra Nancy Andrighi, do STJ, acolheu nesta quarta-feira (11) o pedido feito pelo PGR e o inquérito que investiga supostas ilegalidades cometidas pelo presidente nacional do PSDB e ex-governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, foi para a Justiça Eleitoral, escapando da Operação Lava Jato.

Em ofício enviado ao MPF-SP, o vice-procurador-geral da República, Luciano Mariz Maia, sinalizou que o suposto crime teria ocorrido no âmbito eleitoral. O parecer contraria pedido feito nesta terça (10) pelo MPF paulista, que defendia que o caso fosse investigado pela Operação Lava Jato.

Nancy Andrighi reconheceu o fim da competência da instância especial para processar inquérito instaurado no ano passado contra Alckmin. A investigação estava a cargo do STJ em razão da prerrogativa de foro do então governador de São Paulo, que renunciou ao cargo no último dia 6 de abril para disputar a Presidência.

Sendo assim, a ministra determinou a remessa dos autos à Justiça Eleitoral de São Paulo. No ano passado, a PGR enviou petição, com bases em delações de executivos da Odebrecht, citando que “há elementos que indicam a possível prática de ilícitos em 2010 e 2014” relacionados a Alckmin e a “outras pessoas”.

A força-tarefa da Lava Jato pediu para investigar Alckmin dois dias depois de ter deixado o cargo de governador. O inquérito que estava no STJ investiga se o tucano recebeu R$ 10,7 milhões da construtora Odebrecht, como contou a empresa em seu acordo de delação firmado no ano passado.

Outras Notícias

Sem Nicinha, Sebastião Dias e Zé de Bira polarizam Debate na Cidade FM

A candidata Nicinha Brandino foi a grande ausência no Grande Debate, promovido pela Cidade FM e retransmitido pela Rádio Pajeú está manhã. Com isso, o embate conduzido pelo comunicador Anchieta Santos ficou polarizado entre o prefeito Sebastião Dias e o socialista Zé de Bira. O mediador foi o primeiro a lamentar a ausência da candidata […]

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A candidata Nicinha Brandino foi a grande ausência no Grande Debate, promovido pela Cidade FM e retransmitido pela Rádio Pajeú está manhã. Com isso, o embate conduzido pelo comunicador Anchieta Santos ficou polarizado entre o prefeito Sebastião Dias e o socialista Zé de Bira.

O mediador foi o primeiro a lamentar a ausência da candidata e esposa de Dinca Brandino e lembrou a garantia do ex-prefeito de que ela iria a debates e entrevistas depois da homologação de seu nome. Claro, foi alvo também dos outros candidatos.

Chamou a atenção a disputa por protagonismo entre Dias e Zé de Bira. O primeiro, quando tinha sua gestão questionada, alegava a herança recebida de Dinca Brandino e afirmou estar arrumando a casa que ele deixara desmantelada.

Também atribuiu ao governo Paulo Câmara, do partido de Zé de Bira, problemas como o das Casas da Cohab, travadas burocraticamente. “O problema é da Cehab, do seu governo do Estado”.

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Cadeira vazia de Nicinha foi criticada pelos adversários

Zé de Bira por sua vez tentou a todo tempo mostrar que Sebastião e Nicinha representam juntos o atraso para a cidade.

“Um ficou nove anos, o outro quatro, e agora querem falar em reconstruir Tabira? Eu é que a partir de primeiro de Janeiro vou fazer as coisas funcionarem”.

Os dois trocaram farpas. Zé de Bira disse que há poucos privilegiados na prefeitura enquanto o povo sofre nos bairros, criticou o valor gasto com locação de veículos e disse, pegando gancho numa fala de Sebastião, que ele havia reconhecido que poucos secretários cumpriam sua missão.

Já Sebastião focou no discurso de que PSB de Zé de Bira e PMDB de Dinca e Nicinha tinham sido a favor da queda de Dilma.

Questionou o socialista por ter apoiado o ex-prefeito Dinca na votação de suas contas e disse que até o último momento o PSB tentou estar no seu palanque.

Pressão da sociedade por melhorias no Ruy de Barros é a boa notícia da semana

Destaquei no Jornal Itapuama desta sexta-feira (21) a repercussão da passagem do senador Humberto Costa por Arcoverde. Após entrevistas na Itapuama, o parlamentar foi abordado por representantes da sociedade civil que pediram intervenção urgente do Estado diante das constantes queixas sobre o atendimento no Hospital Regional Rui de Barros Correia. Lembrei que outras unidades geridas […]

Destaquei no Jornal Itapuama desta sexta-feira (21) a repercussão da passagem do senador Humberto Costa por Arcoverde.

Após entrevistas na Itapuama, o parlamentar foi abordado por representantes da sociedade civil que pediram intervenção urgente do Estado diante das constantes queixas sobre o atendimento no Hospital Regional Rui de Barros Correia.

Lembrei que outras unidades geridas pelo Hospital do Tricentenário, como Serra Talhada e Afogados da Ingazeira, apresentam resolutividade superior — o que reforça a necessidade de ajustes na gestão local. Para ele, o gesto da população é simbólico e fundamental: cidadania ativa, que exige melhorias independentemente de vínculos políticos.

Reforço ainda que prefeitura, Câmara e lideranças locais também têm papel central nessa cobrança, já que a governadora Raquel Lyra foi eleita com o compromisso de melhorar a saúde pública. Em Arcoverde, essa demanda se tornou urgente e inadiável.

Doriel Barros confirma projeto de candidatura própria do PT em 2026

O Deputado Estadual e presidente do PT de Pernambuco,  Doriel Barros, foi o convidado do Sertão Notícias,  na Cultura FM, com Tony Alencar e Juliana Lima. Ele confirmou que o objetivo do PT é ter candidato próprio em 2026. Como já especulado,  o partido trabalha a possibilidade de nomes como o do Senador Humberto Costa. […]

O Deputado Estadual e presidente do PT de Pernambuco,  Doriel Barros, foi o convidado do Sertão Notícias,  na Cultura FM, com Tony Alencar e Juliana Lima.

Ele confirmou que o objetivo do PT é ter candidato próprio em 2026. Como já especulado,  o partido trabalha a possibilidade de nomes como o do Senador Humberto Costa.

Por isso o partido está buscando eleger mais lideranças ano que vem nas eleições municipais,  com a finalidade de fortalecer esse projeto.

A prefeita de Serra Talhada,  Márcia Conrado,  filiada ao PT, é aliada de primeira ordem da governadora Raquel Lyra,  do PSDB. Isso levanta debate sobre seu posicionamento em 2026, por exemplo.

Doriel afirmou que não há compromisso de filiados com a reeleição de Raquel. Como Márcia,  eles poderão manter relação institucional com Raquel, situação diferente do debate em 2026, quando o PT terá candidato.

Ainda sobre Márcia, Doriel destacou que ela faz parte de uma lista de nomes com prioridade do partido para a eleição do próximo ano. “A prioridade  é a reeleição de Márcia e sucessão dos outros três prefeitos”, destacou.

Gonzaga Patriota fala a Temer sobre interligação do Rio Tocantins com o São Francisco‏

O deputado federal Gonzaga Patriota (PSB) participou, nesta terça-feira (09), no Palácio do Planalto, do evento de lançamento do programa de revitalização do Rio São Francisco. Batizado de “Novo Chico”, o projeto anunciado pelo presidente interino Michel Temer deverá custar mais de R$ 1 bilhão até 2019. A bacia envolve 505 municípios, onde vivem cerca […]

ImageProxyO deputado federal Gonzaga Patriota (PSB) participou, nesta terça-feira (09), no Palácio do Planalto, do evento de lançamento do programa de revitalização do Rio São Francisco.

Batizado de “Novo Chico”, o projeto anunciado pelo presidente interino Michel Temer deverá custar mais de R$ 1 bilhão até 2019. A bacia envolve 505 municípios, onde vivem cerca de 16,5 milhões de pessoas.

Aproveitando a ocasião, lembrou ao presidente interino Michel Temer da importância do seu Projeto de Lei nº 6.569, de 1988, reapresentado em 2013 e já aprovado na Câmara dos Deputados, que trata da interligação do Rio Tocantins com o Rio São Francisco.

 “Não adianta transformar o Velho Chico no Novo Chico se ele não receber água. É importantíssimo investir na revitalização do rio, mas as coisas mudaram e o rio precisa dessa água do Tocantins para continuar vivo”, disse o socialista.

O socialista lembrou que já existe no OGU deste ano, R$ 600 milhões para esta obra, necessitando apenas a autorização de Michel Temer, que solicitou que a assessoria dele fizesse um relatório e pediu uma nova audiência  para discutir detalhes sobre o projeto de interligação das bacias do Rio Tocantins com o São Francisco.

Moraes manda bloquear contas de 43 suspeitos de financiar atos golpistas

O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes determinou o bloqueio das contas bancárias de 43 pessoas físicas e empresas suspeitas de financiar os atos que contestaram o resultado da eleição presidencial. Em decisão assinada no último sábado (12) e obtida pelo UOL, o ministro destaca que os direitos de greve e de […]

O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes determinou o bloqueio das contas bancárias de 43 pessoas físicas e empresas suspeitas de financiar os atos que contestaram o resultado da eleição presidencial.

Em decisão assinada no último sábado (12) e obtida pelo UOL, o ministro destaca que os direitos de greve e de reunião são garantidos pela Constituição, mas que esses protestos foram criminosos ao “propagar o descumprimento e desrespeito ao resultado do pleito eleitoral […], com consequente rompimento do Estado Democrático de Direito e a instalação de um regime de exceção”.

Desde a noite da apuração das urnas, apoiadores do presidente Jair Bolsonaro (PL) bloquearam trechos de rodovias para contestar o resultado, com vários manifestantes pedindo um golpe militar. Estradas foram fechadas em 25 estados e no Distrito Federal, atrasaram a chegada de mantimentos e atrapalharam até a doação de um coração.

Moraes ressaltou que pedir por “intervenção federal” pode configurar o crime de Abolição Violenta do Estado Democrático de Direito, cuja pena pode ser de quatro a oito anos de prisão.

Além do bloqueio das contas bancárias, ele determinou que os representantes dos afetados sejam ouvidos pela Polícia Federal em até 10 dias. Entre os afetados, estão companhias agrícolas, de materiais de construção e transportadoras.

Veja a lista de pessoas físicas e jurídicas suspeitas de financiar atos antidemocráticos e a íntegra da reportagem de Anna Satie e Caíque Alencar no UOL