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Diante das eleições, novo presidente do TCE diz que não admite uso político do tribunal

Por André Luis

Em entrevista ao Diario de Pernambuco, o presidente Carlos Neves falou sobre os desafios e prioridades da nova gestão, a efetividade do TCE, e a sua relação e do Tribunal com a política

Por Guilherme Anjos – Diario de Pernambuco

O novo presidente do Tribunal de Contas do Estado de Pernambuco (TCE-PE), conselheiro Carlos Neves, afirmou que sua gestão “não vai admitir” o uso político do órgão, em especial diante das eleições, que acontecem em outubro deste ano. Ele reforçou o caráter técnico da Corte apesar da “tendência da política de tentar nos fazer parte integrante do debate”.

Neves foi empossado como novo gestor do TCE-PE na última segunda-feira (5). Ele foi eleito por aclamação, assumindo o lugar de Valdecir Pascoal, seguindo a linha sucessória definida em consenso pelos conselheiros. Ele esteve no Diario de Pernambuco também para entregar o convite da sua posse festiva que acontece no próximo dia 15. O novo presidente falou sobre os desafios e prioridades da nova gestão, a efetividade do TCE, e a sua relação e do Tribunal com a política.

Eleições

“Há uma tendência da política de tentar fazer com que o Tribunal passe a ser parte integrante do debate. Isso é uma técnica da política, não nossa. Eu digo brincando que quem é pedra nos acha muito fraco, e quem é vidraça nos acha muito forte. Isso é muito comum”, disse Neves.

“Acaba que, pelos temas relevantes que participamos, passamos pela política. Vem demanda da Assembleia Legislativa, temos que responder, mas não passa disso. Nunca sairemos dessa esfera da autocontenção. Agora, se tentarem, seja de um lado ou de outro, fazer mecanismos para ficarmos no meio da situação política, não queremos, não faremos e não admitimos”.

PSB

O novo presidente do TCE tem um histórico de associações com o PSB. Antes de entrar para o Tribunal, atuou junto ao ex-governador Paulo Câmara – responsável por usa indicação ao TCE, além de ter atuado como advogado do diretório pernambucano do partido.

A ligação, que ele afirma ser apenas profissional, pode vir à tona durante as eleições deste ano, quando os socialistas voltam a aparecer nas urnas. O prefeito do Recife, João Campos (PSB), deve disputar o governo do estado pela sigla.

“Eu fui advogado de diversas correntes políticas. Dos últimos cinco governadores, eu fui advogado de Eduardo Campos a Mendonça Filho. É uma pluralidade muito grande. Era a minha especialidade (Direito Eleitoral). Mas é a tentativa daqueles que querem usar isso contra a instituição”.

“[A tentativa] acaba sendo perdida no caminho. A instituição não é um conselheiro, não é o presidente. Eu tenho o maior respeito por quem tem opiniões diferentes, mas o Tribunal de Contas é uma carreira com autonomia. Eu não determino que o auditor faça esse serviço ou fiscalização, eu não tenho esse poder nem quero ter”.

Questionado sobre como pretendia se blindar das acusações de estar associado ao partido, Neves disse que fica “mais confortável sabendo que o presidente não julga processo. Eu só voto se for um caso de desempate. A minha ‘blindagem’ é a própria estrutura do tribunal”.

CPI Lyra

Em agosto de 2025, o TCE tentou derrubar uma licitação na ordem de R$ 120 milhões da comunicação do governo do Estado, alvo de denúncias de irregularidades. A suspensão, no entanto, foi derrubada pelo Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE), e o caso chegou a tramitar no Supremo Tribunal Federal (STF), além de resultar na instalação de uma CPI na Assembleia Legislativa (Alepe).

“Eu fui parte do processo como julgador, e isso me impede de falar do processo, que vai ser julgado pelo pleno, uma auditoria especial. Mas o TCE recebe, por previsão constitucional, demandas da sociedade. Normalmente vem do cidadão, mas pode vir de uma empresa concorrente”.

“Quando vem uma denúncia dessa, temos que ter cuidado. Mandamos para a nossa auditoria para checar. A auditoria pode concordar ou não. Todo esse processo foi seguido. Chegou a denúncia da empresa, foi ouvida a auditoria, debateu-se em colegiado. Há graus de recursos a serem tomados, medidas judiciais que podem ser tomadas. É legítimo”.

Gestores

De acordo com Neves, “a Justiça Eleitoral vai olhar a propaganda, discurso, desvio. Nós olhamos para o uso indevido dos bens públicos. É uma atuação que fazemos todos os anos. Se usar um bem público indevidamente a qualquer tempo, vamos olhar”.

“A Constituição estabelece que o TCE analisa as contas do governo e dá um parecer prévio. Fazemos o extrato, a análise da conta, e manda para o Legislativo, e eles julgam. Essa conta, se for julgada irregular, tem reflexo eleitoral, pode levar a uma inelegibilidade. Quando o prefeito é o ordenador, quando ele paga a conta equivocada, os Tribunal de Contas podem condenar os prefeitos diretamente à devolução ao erário ou à multa”.

Efetividade do TCE

“A partir de uma avaliação de quantificação do benefício nos últimos dois anos, geramos uma economia de R$ 2.2 bilhões para Pernambuco, o que é muito mais do que o nosso orçamento, ou seja, está justificado. Mas essa quantificação não atinge todo o benefício que causamos”, disse o presidente.

“Criamos um sistema de gestão de indícios. Notificamos a prefeitura, fazemos o cruzamento, e dizemos quando tem algo errado. E ele corrige. Seja um médico que está faltando, ou uma pessoa que faleceu e a folha continua pagando, alguém está recebendo sem trabalhar. Todo esse cruzamento gera um benefício gigantesco”.

Prioridades da nova gestão

“Um assunto principal é a comunicação, no sentido de esclarecer. Somos detentores da maior base de dados sobre Pernambuco. Tudo que acontece, do ponto de vista público, passa pelo TCE. Esses dados são preciosos demais. O que conseguimos entregar de valor à sociedade, cada trabalho feito, cada entrega, precisa ser dita”.

“Eu brinco que tenho uma inveja boa do Procon [Procuraoria de Defesa do Consumidor]. É um órgão que tem uma estrutura pulverizada, tem uma dificuldade, mas o Código de Defesa do Consumidor fez com que todo cidadão, se fosse enrolado no comércio, dissesse ‘ vou chamar o Procon’. É a força do direito do consumidor brasileiro”.

“Outra coisa é evoluir no meio-ambiente. Tem muito mais que fazer na questão dos resíduos sólidos, na área das cidades resilientes. A situação é muito grave no Sertão. As terras estão se tornando definitivamente improdutivas, o clima está saindo de Semiárido para árido e isso tem que ter política pública nisso envolvida”.

“Outro tema relevante é a primeira infância. Temos trabalhos transversais, passam por educação, saúde, assistência. Os primeiros seis anos de vida de uma criança são definitivos para o futuro desse estado”.

Desafios recorrentes em Pernambuco

“Na área de saúde, a contratação de médicos é um problema antigo. Para ir ao interior, a remuneração às vezes não era suficiente. O ‘Mais Médicos’ resolveu muito, mas é um problema sistemático no Brasil”.

“Tem cidades que não conseguem contratar organizações sociais de saúde (OSS), então começam as soluções heterodoxas. Contatamos a Amupe [Associação Municipalista de Pernambuco] para chamar os prefeitos para sentar e conversar sobre resolver”.

“A questão da estrutura escolar, fizemos um levantamento que mostrou vários acidentes com crianças no caminho para a escola, ônibus sem condição mínima de andar. Se a gente só ficar mudando e punindo, não vai resolver. Chamamos os prefeitos, fizemos um termo de ajuste de gestão, um consenso. Hoje, o transporte escolar já é uma política de estado. Hoje o estado de Pernambuco entrega ônibus para os municípios. A União manda dinheiro para isso”.

“Todo problema estrutural temos uma repetição nas cidades menores, e tentamos atuar com consenso, construindo solução. Não adianta chegar na prefeitura e dizer ‘reconstrua amanhã isso’. Não dá tempo. O eleito é o piloto do avião. Nós podemos orientar E é uma das tônicas da minha gestão. Queremos um tribunal que seja, de fato, transformador”.

Outras Notícias

Flávio e Lula empatam em 50% dos votos válidos, diz PoderData/Aya

Pesquisa PoderData/AYA, divulgada nesta terça-feira (13), mostra o senador Flávio Bolsonaro (PL) e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) empatados numéricamente com 50% das intenções de voto cada um na disputa pelo segundo turno à Presidência da República. Esta é a terceira rodada testada pelo instituto desde a definição do primeiro turno. Na […]

Pesquisa PoderData/AYA, divulgada nesta terça-feira (13), mostra o senador Flávio Bolsonaro (PL) e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) empatados numéricamente com 50% das intenções de voto cada um na disputa pelo segundo turno à Presidência da República.

Esta é a terceira rodada testada pelo instituto desde a definição do primeiro turno. Na pesquisa divulgada na quinta-feira (8), Flávio recebeu a preferência de 53% dos entrevistados, ante 47% que declararam votar em Lula. Em comparação com àquela publicada na última terça-feira (13), houve novamente uma aproximação entre os candidatos. Na ocasião, Flávio aparecia com 51% enquanto Lula pontuava 49%, variando dentro da margem de erro, de 1,8 ponto percentual, para o resultado atual de empate em 50%.

A pesquisa PoderData/AYA entrevistou 3.000 eleitores, entre os dias 13 e 15 de outubro, por meio de entrevista por telefone. A margem de erro do levantamento é de 1,8 ponto percentual, para mais ou para menos, com intervalo de confiança de 95%.

O levantamento foi realizada com recursos do próprio instituto e está registrado no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob o protocolo BR-04258/2026.

Fisioterapeuta vítima de atropelamento luta pela vida em Arcoverde

Da Itapuama FM A família de Júlio César Cândido Freire, de 25 anos, divulgou nas redes sociais um pedido de orações pelo restabelecimento da saúde do fisioterapeuta. O jovem segue internado em estado grave após ter sido vítima de um atropelamento na Avenida José Bonifácio, no bairro São Cristóvão, em Arcoverde na noite desta quinta-feira […]

Da Itapuama FM

A família de Júlio César Cândido Freire, de 25 anos, divulgou nas redes sociais um pedido de orações pelo restabelecimento da saúde do fisioterapeuta.

O jovem segue internado em estado grave após ter sido vítima de um atropelamento na Avenida José Bonifácio, no bairro São Cristóvão, em Arcoverde na noite desta quinta-feira (15/10).

Após o acidente, Júlio César recebeu os primeiros atendimentos no local e foi levado para o Hospital Regional de Arcoverde, onde precisou ser intubado devido a fraturas e ao traumatismo sofrido. Agora, segundo informações apuradas pela nossa reportagem nas redes sociais, ele aguarda para passar por uma cirurgia.

A mobilização das redes sociais busca reunir apoio e mensagens de solidariedade enquanto o profissional de saúde segue sob cuidados médicos intensivos.

O acidente

Júlio foi atropelado na avenida José Bonifácio, no Bairro São Cristóvão, na altura do número 644, em um trecho conhecido pelo volume de sinistros.

Ele foi socorrido e está na Sala Vermelha do Hospital Ruy de Barros Correia.

“O homem subiu em cima do calçamento”, disse um Internauta. O outro referiu-se ao trecho como Avenida da Morte.

O motorista que causou o acidente teria ameaçado deixar o local. Ele ainda não foi identificado.

https://www.instagram.com/reel/Deh9aHNvOj4/?rpxt=MTYwdGg2ODZ4bnkyNQ==

Lula: “muito dinheiro na mão de poucos é pobreza, e pouco dinheiro na mão de muitos é riqueza”

Lula criticou na entrevista à Renata Lo Prete, na Rede Globo, o fato de a taxa básica de juros, a Selic, ainda estar em patamares elevados. A Selic é definida pelo Comitê de Política Monetária, do Banco Central. O presidente foi questionado sobre declarações do presidente do BC, Gabriel Galípolo, que disse considerar ultrapassado o […]

Lula criticou na entrevista à Renata Lo Prete, na Rede Globo, o fato de a taxa básica de juros, a Selic, ainda estar em patamares elevados. A Selic é definida pelo Comitê de Política Monetária, do Banco Central.

O presidente foi questionado sobre declarações do presidente do BC, Gabriel Galípolo, que disse considerar ultrapassado o modelo econômico baseado no consumo – defendido por Lula.

“O jeito de você resolver o problema fiscal é fazer a economia ficar crescendo. Eu estou com 80 anos de idade, eu vivo isso há 50 anos, essa briga. Toda vez que alguém quer resolver o problema fiscal, o povo pobre paga. Toda vez. E eu não quero que o povo pobre pague”, disse Lula.

Lula defendeu a tese de que “muito dinheiro na mão de poucos é pobreza, e pouco dinheiro na mão de muitos é riqueza” para justificar políticas focadas no estímulo à microeconomia, ao consumo popular e ao crédito.

Sobre a relação entre a dívida brasileira e o Produto Interno Bruto (PIB), que aumentou em seu governo e superou os 80%, o petista afirmou estar preocupado.

“Eu sei que se a gente perder o controle do nosso orçamento, a coisa quebra”.

“Eu tenho certeza absoluta de que o país está no rumo certo. Eu tenho certeza de que a aprovação [do fim] da escala 6×1, de que a política que nós fizemos para os MEIs, de que essa coisa que eu estou pensando em fazer, de dar transporte gratuito para as pessoas no final de semana, já que vai ter dois dias de descanso… é uma coisa maravilhosa para as pessoas”.

Flávio critica Datafolha e diz estar “bem a frente de Lula”

Do Metrópoles O candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) comentou, nesta quinta-feira (15/10), durante transmissão ao vivo nas redes sociais, o resultado da nova rodada da pesquisa Datafolha. O senador afirmou que a vantagem sobre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) é maior que a apontada no levantamento. A transmissão de Flávio foi […]

Do Metrópoles

O candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) comentou, nesta quinta-feira (15/10), durante transmissão ao vivo nas redes sociais, o resultado da nova rodada da pesquisa Datafolha. O senador afirmou que a vantagem sobre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) é maior que a apontada no levantamento.

A transmissão de Flávio foi feita ao lado do deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) e do deputado federal Guilherme Derrite (PL-SP).

“Se a gente está na frente no Datafolha, pode ter certeza que é muito mais na frente mesmo, com as promessas vazias e mentirosas que Lula está fazendo”, declarou Flávio.

Conforme a pesquisa, Flávio tem 51% dos votos válidos contra 49% de Lula. Nos votos totais, incluindo brancos, nulos e indecisos, o placar é de 47% a 45%.

O instituto ouviu 2.520 eleitores entre os dias 13 e 15 de outubro, com nível de confiança de 95%. O registro na Justiça Eleitoral é BR-00466/2026.

A margem de erro de dois pontos percentuais, o que configura empate técnico.

Na comparação com a pesquisa anterior, divulgada em 8 de outubro, a disputa apertou. Flávio tinha 52% dos votos válidos e Lula, 48%. Agora, a distância caiu de quatro para dois pontos.

Datafolha: Flávio tem 51% e Lula 49% dos votos válidos no 2º turno

Pesquisa Datafolha divulgada nesta quinta-feira (15) aponta Flávio Bolsonaro (PL) com 51% dos votos válidos, contra 49% do presidente Lula (PT), na disputa pelo segundo turno da eleição presidencial. A diferença de dois pontos percentuais configura empate técnico. Em 8 de outubro,  a uma semana, a vantagem era de 52% a 48%, tendo portanto caído […]

Pesquisa Datafolha divulgada nesta quinta-feira (15) aponta Flávio Bolsonaro (PL) com 51% dos votos válidos, contra 49% do presidente Lula (PT), na disputa pelo segundo turno da eleição presidencial. A diferença de dois pontos percentuais configura empate técnico.

Em 8 de outubro,  a uma semana, a vantagem era de 52% a 48%, tendo portanto caído 2%.

Os votos válidos desconsideram as intenções de voto em branco, nulo e as respostas dos eleitores indecisos. Esse é o critério utilizado pela Justiça Eleitoral para definir o resultado das eleições.

No levantamento estimulado, que considera todos os entrevistados, Flávio Bolsonaro aparece com 47% das intenções de voto, enquanto Lula registra 45%.

A diferença entre os candidatos está dentro da margem de erro da pesquisa, de dois pontos percentuais para mais ou para menos. Portanto, os números não permitem afirmar que um dos concorrentes esteja à frente do outro fora da margem de erro.

O levantamento foi encomendado pelo jornal Folha de S.Paulo e ouviu 2.520 pessoas com 16 anos ou mais, entre os dias 13 e 15 de outubro.

O nível de confiança é de 95%, e a pesquisa está registrada na Justiça Eleitoral sob o número BR-00466/2026.

O segundo turno da eleição presidencial está marcado para o dia 25 de outubro.

Fonte: Datafolha/Folha de S.Paulo
Foto: Reprodução

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