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Delator relata pedido de propina de Eduardo Cunha, que o desafia a provar

Por Nill Júnior

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O presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), desafiou nesta quinta-feira (16), por meio de nota, o consultor Júlio Camargo – um dos delatores da Lava Jato – a provar que ele pediu propina de US$ 5 milhões.

Reportagem publicada no site do jornal “O Globo” relata que Camargo afirmou nesta quinta, em depoimento à Justiça Federal do Paraná, que foi pressionado por Cunha a pagar US$ 10 milhões em propinas para que um contrato de navios-sonda da Petrobras fosse viabilizado. A informação foi confirmada ao “O Globo” por três pessoas presentes no depoimento. De acordo com o delator, Cunha pediu US$ 5 milhões pessoalmente a ele.

Carmargo ainda relatou que o presidente da Câmara era sócio oculto do lobista Fernando Soares, conhecido como Fernando Baiano, um dos presos da Lava Jato.

“O delator já fez vários depoimentos, onde não havia confirmado qualquer fato referente a mim, sendo certo ao menos quatro depoimentos. […] Desminto com veemência as mentiras do delator e o desafio a prová-las”, escreveu Cunha no comunicado.

O peemedebista também levantou suspeitas em torno do fato de o depoimento ocorrer às vésperas da eleição que irá escolher a lista tríplice para o cargo de procurador-geral da República. O mandato do atual chefe do Ministério Público, Rodrigo Janot, se encerra em setembro, mas ele pode continuar à frente do cargo por mais dois anos se for indicado pela presidente Dilma Rousseff e, posteriormente, for aprovação pelo Senado.

“É muito estranho, às vésperas da eleição do procurador-geral da República e às vésperas de pronunciamento meu em rede nacional, que as ameaças ao delator tenham conseguido o efeito desejado pelo Procurador Geral da República, ou seja, obrigar o delator a mentir”, questionou o presidente da Câmara. (G1)

Outras Notícias

Rede Vida destaca história de casal centenário em Iguaracy

A história do casal mais idoso de Pernambuco ganhou destaque esta noite no Jornal da Vida, da Rede Vida, o canal da família. O repórter José Filho recontou a história, que mostra o senhor José Miguel Lúcio, natural de  Belo Jardim, nascido em  23 de julho de 1914, conhecido como seu Zé Lúcio, 101 anos e […]

A história do casal mais idoso de Pernambuco ganhou destaque esta noite no Jornal da Vida, da Rede Vida, o canal da família. O repórter José Filho recontou a história, que mostra o senhor José Miguel Lúcio, natural de  Belo Jardim, nascido em  23 de julho de 1914, conhecido como seu Zé Lúcio, 101 anos e dona Rita Josefa de Jesus,  de Serra Branca, Paraíba , nascida no dia 25 de setembro de 1915, que este mês  comemora 100 anos de idade. Neste ano eles também comemoraram Bodas de Perfume, que representa 77 anos de um casamento sólido e harmonioso.

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Segundo reportagem da Folha do Pajeú, também contada neste blog, o casal se conheceu em uma festa no município do Congo, no estado da Paraíba em 1937.

Passaram pouco tempo de  namoro  e  se casaram no início de 1938. Moraram em Belo Jardim por muitos anos e chegaram no município de Iguaracy no sertão de Pernambuco  em 1966, onde atualmente residem na comunidade de Passagem dos Cavalos.

A família é numerosa, seu José e dona Rita, tiveram 08 filhos: (Josefa, Sebastião, Manoel, Severina, Maria, Dionísia, Josefa Rita e Cícera), netos são 38, bisnetos 56 e 01 tataraneto.

O casal esbanja simpatia e lucidez, seu José chama atenção pela sua educação e inteligência, em suas lembranças ele ressalta o tempo em que dava aulas particulares para as pessoas que queriam aprender a ler e escrever nas décadas de 40 e 50.  Dona Rita, muito simpática, ainda realiza alguns afazeres de casa e gosta muito de rezar junto ao seu oratório e as imagens de santos colocadas na sala. O bom humor é típico dos dois, que se divertem em contar histórias do seu passado. O vereador e amigo da família Amaury Torres também é ouvido na reportagem.

Deputados que pediram o fim da corrupção no voto do impeachment tiveram ‘pedido atendido’

O pedido do presidente suspenso da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB), para que Deus tivesse misericórdia da nação, feito na votação que aprovou o impeachment da presidente afastada Dilma Rousseff (PT), no plenário da Casa, em 17 de abril, parece ter sido ouvido. E, assim como o dele, o de vários parlamentares que clamaram […]

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Do Estado de Minas

O pedido do presidente suspenso da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB), para que Deus tivesse misericórdia da nação, feito na votação que aprovou o impeachment da presidente afastada Dilma Rousseff (PT), no plenário da Casa, em 17 de abril, parece ter sido ouvido.

E, assim como o dele, o de vários parlamentares que clamaram pelo bem do povo e da democracia e pelo fim da corrupção. O problema é que os deputados ou seus parentes próximos acabaram sendo alvo dos próprios discursos”. Diante da proeza, alguns chegaram a ser chamados de profetas na internet e tiveram seus vídeos exibidos repetidas vezes.

Principal articulador da votação que deu aval para o Senado processar a presidente por crime de responsabilidade por causa das pedaladas, Cunha foi afastado do seu cargo pelo Supremo Tribunal Federal em 5 de maio. A saída do peemedebista foi apressada justamente diante do iminente afastamento de Dilma Rousseff do cargo, o que se concretizou em 12 de maio.

Entre outras razões, os ministros entenderam que Cunha não deveria ficar na linha sucessória da presidência por ser réu na Operação Lava-Jato.

Os casos mais emblemáticos, porém, são os dos deputados mineiros Raquel Muniz (PSD) e Caio Nárcio (PSDB), que homenagearam respectivamente o marido e atual prefeito de Montes Claros, Ruy Muniz, e o pai, o ex-deputado Nárcio Rodrigues, ao discursar na votação. Coincidência ou não, os dois homenageados acabaram presos pouco tempo depois.

Muniz foi detido no dia seguinte à votação, acusado de fraudes em licitações de saúde. Isso depois de a mulher dizer que ele mostrava com sua gestão que o país tem jeito. Ele continua em prisão domiciliar.

Já Nárcio, ex-presidente do PSDB de Minas Gerais e ex-secretário de Ciência e Tecnologia, foi detido em 30 de maio, acusado de desviar dinheiro público na gestão do programa de águas em Minas Gerais da Fundação Hidroex. O filho, Caio Nárcio, disse que seu pai e seu avô ensinaram que decência e honestidade não eram possibilidade, mas obrigação.

Outro que viu um parente sofrer revés dias depois de votar pelo impeachment foi o deputado Felipe Maia (DEM/RN). Ele exaltou o respeito à Constituição e às leis e também disse votar pelo povo que ocupa as ruas do país pedindo mudanças.Votou para que o Brasil tenha “uma luz no fim do túnel”.

A luz, porém, foi colocada sobre as contas do pai dele, senador Agripino Maia (DEM-RN), e, na esteira da decisão, atingiu as dele também. Cinco dias depois do pedido do deputado, o ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal, determinou a quebra dos sigilos bancário e fiscal de Agripino, além de 10 pessoas e cinco empresas ligadas ao parlamentar, entre elas Felipe Maia.

A medida foi decretada em razão de um inquérito aberto contra o senador em outubro do ano passado. Agripino é investigado pelo suposto recebimento de dinheiro da empreiteira OAS, responsável pela construção de um estádio em Natal para a Copa do Mundo.

Entre os “bocas malditas”, o único que votou contra o impeachment foi o deputado Roberto Goes (PDT-AP). Ele disse que votava pelo programa Minha casa, minha vida, pelo Pronatec e pelo desenvolvimento do Brasil. Pelo menos para este último item terá oportunidade de colocar a mão na massa. É que o deputado Roberto Góes foi condenado em 17 de maio pela 1ª Turma do STF a prestar serviços comunitários uma hora diária durante dois anos, oito meses e 20 dias.

A pena também inclui pagar 20 salários mínimos em gêneros alimentícios, medicamentos ou material escolar. A condenação pelas práticas de peculato e assunção de obrigação no último ano em que era prefeito de Macapá se deu por conta da retenção de recursos de empréstimos consignados por servidores.

Bolsonaro, “o senhor dos exércitos” e a farsa da Guerra Santa

Por Ricardo Noblat Quando o ministro Alexandre de Moraes assinou a prisão preventiva de Jair Bolsonaro na madrugada de ontem (22), sua caneta não carregava somente a autoridade da lei, mas a memória de um padrão. Enquanto aliados gritavam “perseguição” e invocavam a saúde frágil do ex-presidente, o despacho do magistrado iluminava dois fatos concretos […]

Por Ricardo Noblat

Quando o ministro Alexandre de Moraes assinou a prisão preventiva de Jair Bolsonaro na madrugada de ontem (22), sua caneta não carregava somente a autoridade da lei, mas a memória de um padrão.

Enquanto aliados gritavam “perseguição” e invocavam a saúde frágil do ex-presidente, o despacho do magistrado iluminava dois fatos concretos que, lidos em conjunto com o histórico do bolsonarismo, soaram como um alarme: uma tornozeleira violada e uma convocação suspeita.

No centro da decisão judicial estava um vídeo publicado pelo senador Flávio Bolsonaro. Ao organizar uma vigília de apoiadores para a porta da casa do pai, Flávio não estava apenas convocando compaixão religiosa. Para aqueles menos apaixonados – ou de má-fé – é fácil notar o problema no discurso.

Quem convoca o “senhor dos exércitos” para uma oração pacífica? Quem chama a população à luta com a fala de não aceitação das decisões da justiça? Quem faz isso às margens da prisão definitiva? Como cantou Caymmi, “bom sujeito não é”.

Moraes foi cirúrgico: na melhor das hipóteses, a aglomeração de militantes ativados por um líder da “família real” seria um problema à ordem pública. Sim, uma nova “festa da Selma”, mais um 8 de janeiro.

E mais: poderia servir como um tumulto calculado para facilitar a saída de alguém que, horas antes, já havia testado os limites de sua vigilância.

Prefeito reivindica melhoria no abastecimento d’ água de Sítio dos Nunes

Depois de participar no Centro de Convenções da cerimônia de lançamento do 13º do Bolsa Família – o Prefeito de Flores, Marconi Santana esteve na sede da Companhia  Pernambucana de Saneamento  – Compesa, onde foi recebido por José Aldo dos Santos. No encontro, com o Chefe de Gabinete de Roberto Tavares – Diretor Presidente da […]

Depois de participar no Centro de Convenções da cerimônia de lançamento do 13º do Bolsa Família – o Prefeito de Flores, Marconi Santana esteve na sede da Companhia  Pernambucana de Saneamento  – Compesa, onde foi recebido por José Aldo dos Santos.

No encontro, com o Chefe de Gabinete de Roberto Tavares – Diretor Presidente da Compesa, o gestor de Flores reforçou o pedido para regularização do abastecimento d’água do Distrito de Sítio dos Nunes.

O pedido de Marconi foi reforçado com a entrega de um abaixo-assinado feito pela Associação dos Moradores de Sítio dos Nunes e pelo requerimento formulado na Assembleia Legislativa de Pernambuco – ALEPE; pelo Deputado Estadual, Joaquim Lira onde o parlamentar fez um apelo ao governador Paulo Câmara; à Secretaria de Infraestrutura e Recursos Hídricos do Estado e Compesa.

Atualmente os moradores, tem registrado uma falta d’ água de pelo menos 20 (vinte) dias, o que tem dificultado na realização de tarefas mais simples em suas residências.

Último FPM de abril será de R$ 3,4 bilhões; dinheiro entra nas contas na sexta-feira

O último Fundo de Participação dos Municípios (FPM) de abril será de R$ 3.477.425.133,18 e o dinheiro entra nas contas das prefeituras na sexta-feira, 30. O terceiro levantamento da Confederação Nacional de Municípios (CNM) sobre a transferência constitucional – a partir dos dados da Secretaria do Tesouro Nacional (STN) entre os dias 11 e 20 […]

O último Fundo de Participação dos Municípios (FPM) de abril será de R$ 3.477.425.133,18 e o dinheiro entra nas contas das prefeituras na sexta-feira, 30.

O terceiro levantamento da Confederação Nacional de Municípios (CNM) sobre a transferência constitucional – a partir dos dados da Secretaria do Tesouro Nacional (STN) entre os dias 11 e 20 – aponta que o repasse de fechamento mensal é 11,67% maior que em 2020.

No entanto, esse crescimento do terceiro decêndio do mês reduz para 4,92% quando se aplica a inflação do período. Ao considerar a retenção do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb), o montante destinado aos cofres municipais será de R$ 2.781.940.106,54. Ainda assim, abril fecha com aumento de 33,92% ou de 14,18%, aplicando a inflação.

De janeiro até agora, os Municípios receberam R$ 9,8 bilhões, referente a 22,5% dos Impostos de Renda e dos Produtos Industrializados (IR e IPI). No mesmo período do ano passado, os recursos transferidos aos governos municipais somaram R$ 7,3 bilhões. O FPM registrou aumento nos quartos primeiros meses do ano, sendo que o menos expressivo foi em fevereiro – de 9,54% ou 4,13% com a inflação acumulada.

Partilha

Do total destinado aos 5.568 Municípios no último FPM de abril, às 2.447 prefeituras de coeficientes 0,6 ficarão com R$ 684.932.409,85 e os 168 grandes centros urbanos de coeficientes 4,0 ficarão com R$ 457.858.040,97 – 13,17% do valor total. Além de reter 20% para o Fundeb, cada Município deve destinar de suas transferências, 15% para saúde e 1% para o Programa de Integração Social e o Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público (Pasep).

A CNM estuda os motivos de crescimento do Fundo, mesmo diante do cenário nacional de crise sanitária e de desemprego. Durante audiência pública da Comissão Temporária da Covid-19 do Senado Federal, o presidente da entidade, Glademir Aroldi, apontou que o Fundo ainda pode sofrer o impacto negativo, mas, por enquanto, o aumento pode ser motivado pelo recorde da produção de grãos.

Recomendação

A entidade mantém o conselho de cautela, principalmente, para os prefeitos que iniciaram o mandato este ano, pois as transferências constitucionais não são regulares ao longo do ano e o momento é de instabilidade por conta da Covid-19. Além disso, a entidade lembra que o FPM é a principal fonte de receita de grande parte dos Municípios e o aumento ou redução do IR e IPI ocorre conforme a arrecadação nacional.

Para ajudar os administradores municipais na gestão dos recursos, a CNM disponibiliza gratuitamente o conteúdo exclusivo, aos contribuintes, da entidade que permite o acompanhamento das 12 transferências constitucionais aos cofres municipais. Por meio da Plataforma, o gestor pode conferir tanto por decênio mensal quanto os resultados dos anos anteriores. Veja o levantamento completo aqui.

Por Raquel Montalvão

Da Agência CNM de Notícias