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Debate sobre “pé direito” das Havaianas: que o mundo não nos ouça

Por Nill Júnior

O recente debate que viralizou nas redes,  provocado pela propaganda das Havaianas,  é uma prova de empobrecimento intelectual de parte da sociedade.

Com tantos temas importantes na pauta, tantas questões que afligem o país,  será que interessa mesmo debater se a propaganda teve viés ideológico?

Na minha reflexão para o Sertão Notícias,  da Cultura FM,  me perguntei o que o mundo vai dizer do Brasil ao saber que o texto da Fernanda Torres, que em nada direciona ideologicamente,  gerou essa celeuma toda no país.

Outras Notícias

Sete pontos explicam por que o Brasil não para de bater recorde de mortes

O Brasil vive o pior momento da pandemia do novo coronavírus, batendo recordes de mortes ao longo da semana. Os dados chocam boa parte da população, que se questiona: como o país chegou nesse ponto? O UOL conversou com cinco infectologistas e pesquisadores com larga experiência na área da saúde para apontar quais são os […]

O Brasil vive o pior momento da pandemia do novo coronavírus, batendo recordes de mortes ao longo da semana. Os dados chocam boa parte da população, que se questiona: como o país chegou nesse ponto?

O UOL conversou com cinco infectologistas e pesquisadores com larga experiência na área da saúde para apontar quais são os fatores que levaram o Brasil a seguir na contramão do mundo e bater recordes negativos. A reportagem é de Leonardo Martins para o UOL Veja a seguir:

Invisibilidade do Ministério da Saúde – Os especialistas são enfáticos a apontar a inação do ministério da Saúde como o principal fator nessa equação trágica.

O Brasil está com seu terceiro ministro da Saúde em dois anos. O general Eduardo Pazuello foi conduzido ao cargo pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido) em setembro de 2020, após a saída dos seus dois antecessores. 

Luiz Henrique Mandetta (DEM) foi demitido do cargo com menos de um ano de ação, por não estar “alinhado” à política do governo. Já Nelson Teich não se segurou mais de dois meses na cadeira, pedindo demissão.

“O desgoverno nacional fez com que o Ministério da Saúde do Brasil, que era internacionalmente respeitado no passado por enfrentamentos de epidemias e pelas campanhas de vacinação, se tornasse um disseminador de más práticas e um ‘confundidor’ de políticas”, afirmou Carlos Magno Fortaleza, infectologista e professor da Unesp.

O ministro da Saúde, por outro lado, ressalta que o governo entende a gravidade da pandemia e irá investir na transferência de pacientes.

Demonização do isolamento social – Desde o primeiro mês de pandemia, Bolsonaro vociferou contra o isolamento social e o fechamento do comércio nas cidades. Pior: promove inúmeras aglomerações durante os eventos que frequenta de Norte a Sul do Brasil.

Na visão dos médicos, desde o ano passado há uma dupla interpretação da pandemia: governadores e prefeitos incentivam o distanciamento, enquanto o presidente da República defende exatamente o contrário.

Isso, dizem os especialistas, prejudica a comunicação e faz com que boa parte da população não respeite as medidas sanitárias mais básicas, como o uso de máscara.

“Como resultado de tudo, houve um pacto coletivo de autoengano que leva a população a rejeitar medidas mais duras, mas essenciais para conter a pandemia”, disse Carlos Magno.

Fadiga da pandemia – Foi esse descrédito do isolamento que, segundo os especialistas, intensificou a ‘fadiga da pandemia’, onde uma parcela da sociedade se cansou de seguir as medidas sanitárias da pandemia após um ano e adotou uma posição irresponsável diante da gravidade da doença.

A consequência disso foram aglomerações em festas de final de ano e Carnaval, aumentando o número de casos de covid-19 e piorando a situação dos hospitais públicos e privados. Não à toa a última semana de fevereiro registrou os piores índices de isolamento social no país desde o início da pandemia.

Testagem pífia – Mesmo depois de um ano de pandemia, o Brasil faz poucos testes de covid-19 na população. Há pouco mais de 22 milhões de testes feitos no país, número inferior a outras nações da Europa, da Ásia, os EUA e até de nossos vizinhos da América do Sul.

A política de testagem é apontada pelos médicos como a ação mais fundamental da pandemia. Ao testar boa parte da população, é possível rastrear epidemias de casos nos bairros de cada cidade e isolar os contaminados e suspeitos com mais agilidade. No final das contas, seriam menos pessoas contaminadas e menos leitos de hospitais a serem utilizados.

“Não se trata de testagem para contar casos, mas, sim, testagem para identificar precocemente os casos e impedir a disseminação do vírus. Uma pessoa que está infectada e não sabe tem muito mais chances de circular e transmitir o vírus para outras do que uma pessoa que recebe o diagnóstico e, portanto, é recomendada a ficar em casa. Por isso a testagem em larga escala é tão essencial”, destaca Pedro Hallal, epidemiologista e professor da Universidade Federal de Pelotas.

Mas, mais uma vez, o Brasil opta por nadar contra a maré. Segundo o Ministério da Saúde, enquanto no início da pandemia testava-se mais de 1 milhão de pessoas por semana – número já considerado baixo à época – agora, esse número não chega a 100 mil.

A cada 1.000 habitantes, o Brasil testou em média 112 pessoas até hoje, conforme apontam os dados da Saúde.

Na Nova Zelândia, que registrou apenas 25 mortes por covid, testou-se quase o triplo: 321 testes a cada mil habitantes, de acordo com o World in Data, da Universidade Oxford. O Canadá, que não chegou a 1 milhão de casos, realizou 462 testes para cada mil habitantes.

Atraso e desconfiança na vacinação  – Não foram poucas as vezes em que Bolsonaro levantou suspeitas e alimentou a desconfiança publicamente em uma vacina contra a covid-19. Taxou a vacina produzida pelo Instituto Butantan, em São Paulo, de “vaChina” e chegou a dizer que quem tomasse o imunizante poderia virar um jacaré.

Bolsonaro também ignorou as empresas que produzem as vacinas, como a Pfizer, que tentaram contato com o governo federal para alinhar a compra de vacinas para a população. Ele ignorou, também, ao menos cinco ofícios enviados pelo Butantan para alinhar o número de doses a ser comprada pelo ministério da Saúde.

O resultado disso é uma campanha de vacinação a conta-gotas, onde as principais capitais chegam a parar por semanas a vacinação por falta de doses.

O cenário, ainda segundo os especialistas, contribuí para mais infecções e, assim, mais mortes em decorrência da doença. O governo correu atrás do prejuízo nesta semana ao sinalizar “intenção de compra” de vacinas da Pfizer e da Janssen, do grupo Johnson&Jonhson.

Com mais de nove milhões de pessoas vacinadas, o Brasil ocupa o sexto lugar na lista de países que mais aplicaram doses. Mas, se considerada a proporção por população, nosso país está 40ª posição, com 3,3% de vacinados.

Medicamentos comprovadamente ineficazes – A promoção de medicamentos comprovadamente ineficazes é apontada como um dos principais fatores que contribuíram para a tragédia da covid-19.

“Induziu a falsa sensação de proteção e com isso expõe as pessoas ao risco da infecção sob duas falsas premissas: a de que existe prevenção e a de que existe terapia específica. Por fim, o desperdício de recursos absurdos com tais medicamentos. Recursos que poderiam ser empregados em áreas mais importantes, como o diagnóstico em larga escala e mapeamento de contatos”, lembra  Evaldo Stanislau, infectologista do Hospital das Clínicas.

Desde o ano passado, o governo federal embarcou na hidroxicloroquina e na cloroquina para o tratamento da covid-19, mesmo após uma série de estudos apontarem que os medicamentos não funcionam para o novo coronavírus. Bolsonaro, quando se contaminou com o vírus, chegou a publicar vídeos tomando o medicamento, com direito a apontar a caixa do remédio a uma ema.

O saldo final foi mais desconfiança das medidas sanitárias, menos pessoas respeitando o isolamento social, mais contaminações e, assim, mais mortes por covid-19.

A variante P.1 – Nascida em Manaus, a variante P.1 é mais transmissível que o vírus comum de covid-19 e tem uma carga viral 10 vezes maior, segundo estudos. Além disso, pesquisas recentes apontam que pessoas mais jovens, entre 30 e 50 anos, são o perfil dos mais atingidos por essa nova partícula.

Para piorar, a P.1, conforme apontam pesquisas, ainda tem grandes chances de contaminar quem já se contaminou anteriormente com o vírus convencional da covid-19.

Os efeitos da nova cepa do vírus são apontados pelos especialistas como a possível causa do retrocesso nos dados da pandemia em 2021. 

Em Araraquara, no interior de São Paulo, por exemplo, onde casos de infecção pela variante foram identificados, o sistema de saúde colapsou e a prefeitura decretou lockdown.

Desenvolvendo a equação com esses sete pontos acima, é possível entender como o Brasil chegou ao ponto de assistir o colapso do sistema de saúde dos estados e a morte de mais de 250 mil pessoas.

*Para a reportagem, foram consultados os médicos Carlos Magno Fortaleza, infectologista e professor da Unesp; Evaldo Stanislau, infectologista do Hospital das Clínicas de São Paulo; Pedro Hallal, epidemiologista e professor da Universidade Federal de Pelotas e Gulnar Azevedo, epidemiologista e presidente da Abrasco (Associação Brasileira de Saúde Coletiva).

Debate na Pajeú avaliou saídas para a crise nacional

Por André Luis A novela da crise ética, moral protagonizada pela política brasileira nos últimos tempos, têm cada vez ganhado capítulos mais dramáticos e estarrecedores. O último deles, que estourou na semana passada, a delação da JBS, desestabilizou de vez o país e promete culminar com a queda de muitos políticos brasileiros, inclusive o presidente […]

Foto: André Luis

Por André Luis

A novela da crise ética, moral protagonizada pela política brasileira nos últimos tempos, têm cada vez ganhado capítulos mais dramáticos e estarrecedores. O último deles, que estourou na semana passada, a delação da JBS, desestabilizou de vez o país e promete culminar com a queda de muitos políticos brasileiros, inclusive o presidente da República Michel Temer.

Segundo reportagem do Estadão publicada hoje, o dinheiro da JBS, principal conglomerado brasileiro do setor de carnes, ajudou a eleger um em cada três dos integrantes da Câmara e do Senado. O grupo foi o principal financiador privado de candidatos na eleição de 2014.

Ao todo, 1.829 políticos de 28 partidos foram citados nas delações dos executivos da JBS e isso sem contar os investigados da lista que foi montada a partir das delações de outro grupo empresarial, a Odebrecht.

No Debate das Dez da Rádio Pajeú desta segunda-feira (22), O coordenador da Ciretran de Afogados da Ingazeira e presidente municipal do PSD, Heleno Mariano e Jair Almeida (Jair do PT), ex-presidente municipal do PT de Afogados, falaram sobre essa crise nacional que vive o país.

Em suma os dois se mostraram tristes com a política nacional. Para Jair, a saída seria fazer uma Emenda Constitucional para que fossem convocadas eleições diretas. Para Heleno, essa também seria a saída, mas o mesmo questionou quem seria o nome a assumir, visto que o maior problema está no Congresso, com vários nomes de deputados e senadores envolvidos nos escândalos.

A ouvinte Mônica Mirtes, de Tabira, participando do debate via WhatsApp, se disse perplexa com o que está acontecendo com o país, mas resumiu a saída para a crise: “Eu acho que a saída é a educação, a construção do aprendizado, a politização, mas a gente sabe que isso não faz parte das políticas de governo, muito menos de estado, porque o povo ignorante é manada fácil de ser conduzida, lotar presídios, desmontar escolas, essa é a proposta”, disse Mônica.

Mônica também disse que enquanto as pessoas estiverem  sobre a lógica capitalista e segregadora, não se conseguirá formar nunca, pessoas, nem cidadãos conscientes. “Infelizmente só vão mudar os personagens, porque a história tristemente vai se repetir. Eu acho que a saída realmente é o povo tomar consciência e votar certo e não votar em troca de um saco de cimento de uma consulta, votar mesmo consciente e saber em quem está votando”, finalizou Mônica.

O professor Adelmo Santos, participando do debate por telefone, disse que o país vive um momento muito delicado e que no momento não se encontra muito rumo do ponto de vista de saída, mas que saída tem. Para ele, é preciso que se faça uma autoavaliação sobre o comportamento do eleitor. Concordou com o que disse Mônica e disse que a saída está com o povo brasileiro.

“A sociedade brasileira é responsável pelo Congresso que está lá, pelo Senado que está lá, responsável pelas Assembleias Legislativas dos 26 estados e do Distrito Federal, responsável pelas Prefeituras e pelas Câmaras de Vereadores. Então o povo é que é responsável, essas pessoas estão eleitas para nos representar, mas elas foram eleitas pelo povo, por nós. Eu acho que a gente tem que parar com esse discurso né, eu acho um pouco hipócrita de grande maioria da sociedade de que é tudo ladrão, de que é tudo não sei o quê, que não tem mais jeito, isso não leva a nada” disse Adelmo.

Adelmo chamou a atenção para que o povo reflita: “como que está o meu comportamento, como está a minha ética em relação à vida, então isso é que tem que ser avaliado e refletido por cada pessoa, como estou votando?, Estou votando em quem? Então isso é muito sério, esse é o primeiro ponto que tem que ser abordado” disse.

Ele  citou o nome do jurista e político Nelson Jobim, que exerceu os cargos de deputado federal, ministro da Justiça durante o governo de Fernando Henrique Cardoso, ministro do Supremo Tribunal Federal, corte da qual foi presidente, e ministro da Defesa durante o governo Lula, como sendo uma opção no caso de eleições indiretas.

A reflexão que fica após o debate desta segunda é: qual seria a melhor opção para tentar resolver essa crise que se abateu sobre o país? Ficou claro pelos convidados de que a forma mais democrática seria uma Emenda Constitucional para que se realiza-se as eleições diretas, visto que a legitimidade dos congressistas brasileiros esta em cheque.

Eles têm legitimidade, pois foram votados, mas do ponto de vista do trabalho e da responsabilidade não, visto que 80% deles estão envolvidos em casos de corrupção. O Brasil vive um momento muito delicado. Clique aqui e ouça na íntegra o debate no Portal Pajeú Rádioweb.

Educação de Buíque inicia inscrições da Creche do Frei Damião ainda em janeiro

Com mais de 90% da obra concluída, o futuro Centro de Educação Infantil Padrão – Pró- Infância tipo B, ou como é mais conhecida Creche do bairro Frei Damião, deverá abrir suas portas oficialmente no próximo mês de março com a retomada do ano letivo para as crianças com idades entre 2 e 5 anos. […]

Com mais de 90% da obra concluída, o futuro Centro de Educação Infantil Padrão – Pró- Infância tipo B, ou como é mais conhecida Creche do bairro Frei Damião, deverá abrir suas portas oficialmente no próximo mês de março com a retomada do ano letivo para as crianças com idades entre 2 e 5 anos.

Nesta segunda-feira (13), o prefeito Arquimedes Valença (MDB) esteve visitado os últimos detalhes da obra ao lado da Secretária de Educação, Marilan Belisário. Presente também o vereador Euclides do Catimbau e o secretário de governo Roberto Modesto.

“Nossa maior alegria é poder estar em poucas semanas entregando a população essa obra tão esperada e que estava abandonada, tomada pelo mato e com os recursos prestes a se perderem pela falta de organização e responsabilidade da gestão passada. Vamos inaugurar, equipar e colocar os profissionais para atender e cuidar de nossas crianças, garantindo educação de qualidade e segurança aos pais que precisam trabalhar sabendo que seus filhos estão sendo bem assistidos”, afirmou Arquimedes Valença.

A unidade que segue o padrão do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), teve um aporte final de mais de R$ 377 mil para a sua conclusão. Contará com hall, recepção, secretaria, diretoria, sala de professores, almoxarifado, sanitários adultos: masculino e feminino; rouparia, lavanderia, copa funcionários, cozinha, buffet, lactário, além das salas de aulas e toda a estrutura que atenderá 500 crianças já a partir do mês de março.

Segundo a secretária Marilan Belisário, a partir do dia 20 de janeiro uma equipe da pasta irá se instalar no novo prédio da creche para realizar o processo de matrículas para o ano de 2020. “A prioridade são as crianças do bairro Frei Damião e adjacências e as vagas remanescentes poderão ser preenchidas por crianças de outras áreas”, ressaltou.

Durante a visita, o prefeito Arquimedes Valença, aproveitou para anunciar que ainda este ano deverá estar dando início a construção de uma nova creche, desta vez no bairro da Vila São José. As obras ainda vão entrar em processo licitatório e em breve a prefeitura dá a ordem de serviços de mais essa obra que vai beneficiar outras 500 crianças de toda aquela região.

Rosa Amorim coloca seu nome à disposição para disputa da Prefeitura de Caruaru em 2024

Para a petista, objetivo é “estar alinhada ao que Lula vem fazendo com nosso país” Nesta sexta-feira (24), a deputada estadual Rosa Amorim (PT) realizou em Caruaru uma plenária para colocar seu nome à disposição para a disputa das eleições municipais em 2024.  A possibilidade, que já vinha sendo especulada desde o início do mandato […]

Para a petista, objetivo é “estar alinhada ao que Lula vem fazendo com nosso país”

Nesta sexta-feira (24), a deputada estadual Rosa Amorim (PT) realizou em Caruaru uma plenária para colocar seu nome à disposição para a disputa das eleições municipais em 2024. 

A possibilidade, que já vinha sendo especulada desde o início do mandato da parlamentar, agora é confirmada pela indicação no evento com a presença de correligionários e referências na política da região, como o senador Humberto Costa (PT), o vice-presidente Diretório Municipal do PT, Adilson Lira; a presidenta do PSOL Caruaru, Michelle Santos; Sérgio Goiana, secretário geral do PT em Pernambuco, entre outros.

No evento, Rosa destacou a necessidade de debater um projeto para a cidade de Caruaru com a participação da população, citando áreas prioritárias e destacou também a importância da renovação na política caruaruense. 

“Não podemos deixar de nos colocar de forma ativa nas próximas eleições, então nada mais justo do que colocar meu nome à disposição. Caruaru não pode ser uma cidade bonita apenas para os turistas. Nossa cidade precisa de transporte público, de uma saúde que seja respeitada – a questão da saúde é uma área que queremos priorizar na construção do nosso programa –  nossos educadores precisam de valorização, os estudantes incentivados a permanecer nas escolas, nossa cultura não pode existir apenas nos ciclos juninos e nós precisamos dar respeito a quem produz e faz nossa cidade avançar”. 

A pré-candidata também ressaltou a necessidade enraizar na cidade o projeto de reconstrução do Brasil protagonizado pelo presidente Lula. “Nós derrotamos o fascismo e o governo Bolsonaro aqui, mesmo com Caruaru sendo colocada como um reduto bolsonarista, demos a vitória a Lula aqui na cidade. Aqui não se elegeu nenhum deputado da política tradicional no estado, mas se apostou na renovação, porque sou a única deputada estadual do município. Queremos estar alinhados ao que Lula vem fazendo com nosso país, para eliminar a pobreza da nossa cidade, para nos reconstruir no caminho da democracia, aliados ao projeto de mudança e renovação do presidente Lula” afirmou a parlamentar.

Para o senador Humberto Costa, a indicação de Rosa tem viabilidade e representa o anseio por renovação na política de Caruaru. 

“Nosso partido precisa promover a renovação dos seus quadros e a disputa eleitoral é um dos momentos em que essa renovação acontece. Quem tem condições de assumir essa tarefa pelo seu compromisso com o partido e pelo que pode representar de novo para a sociedade em Caruaru é a companheira Rosa Amorim. Ela é parte dos movimentos populares, tem diálogo e tem todas as condições e competências para governar uma cidade como essa. Estamos indo no caminho certo”, afirma a liderança.

Para Adilson Lira, vice-presidente do PT, o desafio do partido nas eleições de 2024 é enfrentar o conservadorismo e o retrocesso em Caruaru e no Agreste. “Estamos iniciando um processo, uma caminhada e colocando que é necessário mostrar a nossa cara e os nossos nomes para que a população possa decidir o que é melhor para Caruaru. E nós não temos dúvidas de que o melhor para Caruaru é uma candidatura do Partido dos Trabalhadores e Trabalhadoras”.

Entre os presentes, estavam o dirigente nacional do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), Jaime Amorim; o diretor da Unidade Avançada do Incra em Petrolina, Edilson Barbosa; Erivaldo Francisco da Silva, do Sindicato dos Comerciários de Caruaru; Renata Villanova, da Marcha Mundial das Mulheres; além de intelectuais, artistas e referências políticas da cidade.

Sobre a parlamentar

Crescida nas fileiras do Movimento dos Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais Sem Terra (MST), Rosa Amorim é uma mulher negra, lésbica, de 26 anos, caruaruense e eleita deputada estadual de Pernambuco pelo Partido dos Trabalhadores em 2022. Em seu mandato, a deputada desarquivou e conseguiu a aprovação do Estatuto da Igualdade Racial e já propôs 32 projetos de lei sobre os direitos das mulheres, a cultura, a população LGBTQIAPN+, agricultura familiar e direitos trabalhistas para os entregadores de aplicativos.

Hoje, ela preside a Frente Parlamentar de Combate à Fome e Insegurança Alimentar e Nutricional e integra comissões como a de Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural e de Cidadania, Direitos Humanos e Participação Popular, de Educação e Cultura, entre outros.

Rosa cresceu no Assentamento Normandia, em Caruaru, onde começou sua luta, ao lado de seus pais, e depois nos movimentos culturais e feministas a partir do teatro. Também integrou o movimento estudantil durante a sua graduação em Teatro na UFPE, se tornando dirigente do Levante Popular da Juventude e diretora de Cultura da União Nacional dos Estudantes (UNE).

Waldir Tenório assume Secretaria de Governo na gestão Márcia Conrado

O médico Waldir Tenório foi anunciado neste domingo como o novo secretário de relações institucionais do governo Márcia Conrado. A informação é do comunicador Tony Alencar em sua rede social. O anúncio foi feito pela prefeita Márcia Conrado durante a entrega de um sistema simplificado de abastecimento de água na comunidade Brás Quincas na região […]

O médico Waldir Tenório foi anunciado neste domingo como o novo secretário de relações institucionais do governo Márcia Conrado.

A informação é do comunicador Tony Alencar em sua rede social.

O anúncio foi feito pela prefeita Márcia Conrado durante a entrega de um sistema simplificado de abastecimento de água na comunidade Brás Quincas na região de Caiçarinha da Penha.

Dr. Waldir já foi candidato a vereador e é esposo da ex-vereadora Juliana Tenório, cassada por fraude à cota de gênero. A secretaria é tida como “um prêmio de consolação” ao nome do Solidariedade.