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De todo lado: Propaganda ilegal é farta em Serra Talhada

Por Nill Júnior
Carro com adesivo pró Duque em Serra: se punições não desestimulam, crime eleitoral é estimulado
Carro com adesivo pró Duque em Serra: se punições não desestimulam, crime eleitoral é estimulado

Como diz o ditado, pau que dá em Chico, dá em Francisco. Há alguns dias o blog denunciou a propaganda extemporânea escancarada da pré-campanha de Victor Oliveira, puxada pelo Secretário de Transportes Sebastião Oliveira, com panfletagem e oba oba no Festival da Juventude.

Mais escancarada foi a desculpa, de que os panfletos seriam distribuídos em um evento interno. O crime seria o mesmo, só que trocaria um evento aberto por ambiente fechado. Em evento com Armando e nas redes sociais, a pré-campanha de Nena Magalhães já é tratada como oficial com logos e farta informação antes do prazo.

Agora, o blog flagrou carros na Capital do Xaxado com um adesivo que já faz alusão à campanha de Luciano Duque pela reeleição, com as iniciais LD e o clássico “L” com uma mão, gesto de quem defende o atual gestor. A legislação é clara e caracteriza o material como campanha irregular. O motivo é simples: se não há candidatos – só oficializados após as convenções – não pode haver campanha.

Esse tipo de propaganda passa batida por dois motivos: primeiro, porque as multas para infrações dessa natureza, quando definidas na primeira ocasião, não são pesadas o bastante para desencorajar os candidatos a fazê-la. Depois, porque não se tem notícia de alguém  que tenha perdido o direito de disputar por um crime como esse. Ou seja, no jogo baixo da política, há a certeza de que vale a pena fazê-lo, pela relação crime x punição.

Outras Notícias

Totonho oitentou

Salvo raras exceções,  me furto de frequentar ambientes políticos. Numa região onde a atribuição do jornalista é sempre colocada a prova a partir de uma mera imagem, melhor evitar. Mas não poderia deixar de dar um abraço no ex-prefeito Totonho Valadares,  que ontem reuniu amigos e familiares em sua casa fazenda,  onde celebrou seus 80 […]

Salvo raras exceções,  me furto de frequentar ambientes políticos. Numa região onde a atribuição do jornalista é sempre colocada a prova a partir de uma mera imagem, melhor evitar.

Mas não poderia deixar de dar um abraço no ex-prefeito Totonho Valadares,  que ontem reuniu amigos e familiares em sua casa fazenda,  onde celebrou seus 80 anos. A festa teve um simbolismo ainda maior depois do susto que ele sofreu, dia 10 de abril passado,  quando enfrentou complicações de uma arritmia grave. Escapou, levado às pressas para o Hospital Regional Emília Câmara e depois, para o Eduardo Campos em Serra Talhada.

De lá pra cá,  ainda enfrentou uma cirurgia para implantar um marca-passo (CDI) no PROCAPE, em Recife, e as complicações de uma infecção respiratória,  provavelmente de origem hospitalar. Teve alta definitiva e está em casa. Os filhos decidiram por alguns cuidados,  dentre eles,  o de que Totonho não conceda entrevistas,  temendo emoções fortes que possam causar uma intercorrência. Mas Valadares está em linhas gerais ótimo,  principalmente em relação à consciência e cognição.  Me recebeu com surpresa, principalmente depois de muitos convites sem presença à sua tradicional recepção de 1º de janeiro, uma marca de décadas, onde costuma receber os amigos.

Quando Totonho foi eleito vice-prefeito de Orisvaldo Inácio,  em 1988, eu ainda não estava no rádio. Jovem, vi meu pai envolvido naquela eleição muito mais pela figura de Orisvaldo,  envolvido que era no PSB local, que ajudou a fundar. Era também compadre de Antônio Mariano, que apoiou João Ézio,  mas foi um dos 5.927 votos que ajudaram o socialista,  contra os 5.622 eleitores que votaram em Ézio,  para muitos uma invenção de Mariano,  ao trazer um médico sertanejo, mas com vida no Marabá,  o que determinou o início do fim de sua vitoriosa trajetória na política.

Como não havia reeleição,  Totonho buscou pavimentar sua candidatura.  Enfrentou resistência dos setores populares por ser tido como “homem das elites”, empresário,  engenheiro,  imagem construída desde a juventude,  como alguém que teve condições de deixar Afogados e estudar fora, dentre outros rótulos que tentavam lhe impor. Venceu duas eleições na verdade. A primeira,  contra os preconceitos em torno de sua candidatura.  A segunda, ao bater Heleno Mariano nas eleições de 1992 com 6.508 votos contra 6.093 do candidato do PFL. Detalhe, Totonho foi eleito aos 46 anos, pelo PSDB. 

Teve dois anos prefeito com um opositor,  o governador Joaquim Francisco no Palácio,  mas soube aproveitar os dois últimos,  com Miguel Arraes no governo. Começou a implementar sua marca desenvolvimentista e ganhou as comunidades apoiando associações e organizações do campo. Aos poucos, foi deixando a imagem que o perseguiu até conquistar o governo,  e passou a ser visto como quem se alinhou ao alicerce dos projetos mais populares, somando a visão que a engenharia lhe agregou para a vida política.

O ponto de fissura veio após a primeira eleição de Giza, que ele e a Frente Popular apoiaram em 1996, com a imagem que a ex-prefeita construiu de “mãe da pobreza”, após passar pela Secretaria de Assistência Social na gestão Orisvaldo. Giza invocou o direito à reeleição,  aprovada em 1997 pelo Congresso, numa articulação por mais um mandato para FHC. Totonho invocara um documento assinado por Giza, ele, Patriota e partidos da Frente Popular em que a ex-gestora se comprometia em não disputar a reeleição caso a emenda passasse. Giza argumentou que havia um sentimento popular por sua reeleição e que estava disposta a seguir com o projeto. Nascia ali uma das maiores rivalidades da política afogadense, nada sequer próximo do que vemos hoje entre Sandrinho Palmeira e Danilo Simões,  por exemplo.  Era visceral,  pessoal,  além da divisão política.

Com a Frente rachada, Giza, então no PPS, buscou se alinhar a Antônio Mariano,  garantindo os votos que lhe faltavam para bater o próprio Totonho em 2000, com 7.767 votos, contra 7.394 votos de Valadares,  candidato pelo PTB.

Totonho venceria Giza em 2004, quando ela indicou Zé Ulisses, e em 2008, quando ela voltou a enfrentá-lo, chegando a três mandatos como prefeito do seu município. Giza, registre-se,  também teve contribuição determinante para Afogados.  A divergência também alimentou a vontade dos dois líderes de querer fazer mais que o outro.

Aquele período foi desafiador justamente porque, para quem fazia imprensa,  na principal emissora,  a Rádio Pajeú AM, era um inferno administrar a relação turbulenta entre eles. Mais ainda porque uma característica de Totonho, para muitos a virtude que o manteve tanto tempo vivo, era a de não guardar palavras, sentimentos, não ser politicamente correto, ao se furtar ou escolher o que dizer para não desagradar ou escandalizar. “Traidora” era o adjetivo mais comum. Administrar os direitos de resposta, que eram na verdade “direito de ataque”, era dificílimo.  Um atacava,  a outra respondia, o “um” queria rebater o rebate. E eu no meio desse fogo cruzado.

Naquela confusão,  acho que nasceu um traço importante de minha relação com Totonho. Aprendi que tinha que estar preparado para responder ou ser franco no tom dele, ou pelo menos próximo a isso. Não lembro quantas vezes isso ocorreu ao vivo ou fora do microfone,  mas a vida me ensinou a respeitá-lo exatamente por isso.  Num mundo tão falso da política,  onde você recebe tapas nas costas e é atacado a menos de 50 metros depois, a franqueza de Totonho sempre me admirou. Nunca sugeriu ou permitiu qualquer perseguição,  boicote, cara feia de seus aliados e assessores em relação a mim. Se discordava de uma crítica,  me ligava ou, antes de sentar na cadeira para uma entrevista,  me dizia na lata o que pensava,  questionava,  discordava,  mas me respeitava na divergência. E foi assim, em mais de 30 anos de convivência.

Totonho deixa um legado que, para quem acompanha e entende de história,  representa um divisor de águas entre uma cidade interiorana e seu encontro com o futuro,  abrindo horizontes para seu desenvolvimento e crescimento. O talentoso engenheiro, que trocou o sucesso na profissão pela política,  desafiou a desconfiança inicial para se consolidar,  com suas virtudes e defeitos, como um fundamental personagem de nossa história de 116 anos. Se Afogados é o que é hoje, tem muito de sua visão de mundo e determinação para contribuir com essa história. Isso vale um abraço!

Treinador Neco recebe título de cidadão de Sertânia

O ex-atleta profissional e atualmente treinador de futebol Manoel Carlos de Luna filho (Neco) recebeu da Câmara Municipal, o título de cidadão sertaniense. Neco residiu em Sertânia por quase quatro anos onde trabalhou como treinador da seleção da cidade e do clube profissional Decisão Sertânia, dando uma importante contribuição para o desenvolvimento do esporte na […]

O ex-atleta profissional e atualmente treinador de futebol Manoel Carlos de Luna filho (Neco) recebeu da Câmara Municipal, o título de cidadão sertaniense.

Neco residiu em Sertânia por quase quatro anos onde trabalhou como treinador da seleção da cidade e do clube profissional Decisão Sertânia, dando uma importante contribuição para o desenvolvimento do esporte na cidade.

Com um currículo significativo Neco teve passagens por grandes clubes. Como jogador defendeu as cores do Sport Clube do Recife por 13 anos, onde conquistou títulos importantes como o Campeonato Brasileiro da primeira divisão em 1987 e da segunda divisão em 1990, além de ter participado da Copa libertadores da América. Neco ainda treinou o rubro negro pernambucano e diversos clubes do país.

A proposição legislativa para a homenagem foi do vereador Edmundo Alves (Mundico) e a solenidade contou com a participação do Prefeito Ângelo Ferreira e dos vereadores Washington Passos, Tadeu Queiroz, José Etelvino Lins Júnior, Antônio Henrique Ferreira, dos secretários municipais Tácio Henrique (Sejetc), Marco Ferreira (Infraestrutura), Simoni Laet (Educação), Raul Freire e Salviano Martins funcionários da Seject, Marcelo Rodrigues diretor de transporte, do Presidente da Liga Desportiva de Sertânia Régio Sérgio, além de amigos, familiares e atletas.

“Viva a ciência! Viva a vacina! Viva o SUS!”, diz Ciro Gomes após ser vacinado contra a Covid-19

Por André Luis Neste sábado (03.04), em Fortaleza, o presidenciável Ciro Gomes (PDT-CE), 63, tomou sua primeira dose de vacina contra a Covid-19. Em um vídeo gravado durante o ato, e divulgado em sua conta no Twitter, Ciro agradeceu a gentileza dos profissionais de saúde, a ciência, ao SUS e voltou a defender a volta […]

Por André Luis

Neste sábado (03.04), em Fortaleza, o presidenciável Ciro Gomes (PDT-CE), 63, tomou sua primeira dose de vacina contra a Covid-19.

Em um vídeo gravado durante o ato, e divulgado em sua conta no Twitter, Ciro agradeceu a gentileza dos profissionais de saúde, a ciência, ao SUS e voltou a defender a volta do auxílio de R$600.

“Emocionado com uma gentileza dos profissionais de saúde que tanto estão lutando pela vacinação e proteção do nosso povo. Isso se chama humanidade! Vacina para todo mundo já! Auxílio emergencial de R $ 600 já! Viva a ciência! Viva o SUS!”.

Levantamento mostra quem mais e quem menos apresentou projetos na Alepe

Em 2015, primeiro ano deste quadriênio 2015/2019, a produção da ALEPE foi de 442 projetos de Lei. Destes, apenas 3 deputados são responsáveis por 20% de todos as propostas. Levantamento encaminhado ao blog mostra que o Deputado Augusto César (PTB), vice-presidente da Assembleia Legislativa de Pernambuco é o campeão de projetos com 32 propostas, seguido pelo Deputado Beto Accioly (SD) […]

Augusto César, Everaldo Cabral e Beto Accioly
Augusto César, Everaldo Cabral e Beto Accioly

Em 2015, primeiro ano deste quadriênio 2015/2019, a produção da ALEPE foi de 442 projetos de Lei. Destes, apenas 3 deputados são responsáveis por 20% de todos as propostas.

Levantamento encaminhado ao blog mostra que o Deputado Augusto César (PTB), vice-presidente da Assembleia Legislativa de Pernambuco é o campeão de projetos com 32 propostas, seguido pelo Deputado Beto Accioly (SD) com 27 projetos e ainda, com 27 projetos, o Deputado Everaldo Cabral (PP). Só os projetos desses 3 parlamentares somados, equivalem a produção legislativa de 25 deputados juntos.

Uma curiosidade: “medalhões” da política pernambucana, alguns deputados que não apresentaram nenhum projeto, dentre eles, o ex-presidente da ALEPE, Romário Dias e o Líder do Governo, Waldemar Borges.  Neste último caso, Borges tem alegado o papel de defender o Governo como líder na Alepe.

Agenda oficial não prevê presença de Dilma em evento de aniversário do PT

O Palácio do Planalto divulgou na noite desta sexta-feira (26) a agenda oficial de sábado da presidente Dilma Rousseff, na qual consta uma série de reuniões e encontros em Santiago, capital do Chile. Caso a agenda seja mantida, Dilma não deverá participar das comemorações de 36 anos do PT, que começaram nesta sexta-feira, no Rio […]

Dilma se reúne hoje novamente com a presidente chilena, Michelli Bachellet
Dilma se reúne hoje novamente com a presidente chilena, Michele Bachelet

O Palácio do Planalto divulgou na noite desta sexta-feira (26) a agenda oficial de sábado da presidente Dilma Rousseff, na qual consta uma série de reuniões e encontros em Santiago, capital do Chile. Caso a agenda seja mantida, Dilma não deverá participar das comemorações de 36 anos do PT, que começaram nesta sexta-feira, no Rio de Janeiro, e seguem até sábado.

A presidente viajou ao Chile mais cedo, nesta sexta, para se reunir com a presidente chilena, Michele Bachelet. Ao longo do dia, o Planalto não confirmou se Dilma retornaria ao Brasil a tempo de participar das comemorações do partido ou se permaneceria na capital chilena ao longo da tarde de sábado. Apesar de divulgar a agenda oficial de Dilma diariamente com antecedência, o Palácio do Planalto também costuma informar sobre eventuais alterações no cronograma da presidente.

Conforme informou o Blog do Camarotti, emissários de Dilma na convenção do PT no Rio, sondaram nesta sexta o ambiente para a presidente. As informações repassadas davam conta de que o clima no local era hostil para a presença dela.

De acordo com o blog, Dilma chegou a receber convite para um almoço com a presidente chilena, mas não respondeu de imediato para que pudesse se decidir se iria ou não ao evento petista. A previsão era que, se ela tivesse uma sinalização positiva sobre sua ida ao Rio, iria a capital fluminense antes do retorno a Brasília.

As comemorações de 36 anos do PT começaram nesta sexta com a realização de reunião do diretório nacional do partido. No sábado, além de seminário do partido no Rio, com a participação de algumas das principais lideranças da sigla, haverá shows. De acordo com o PT, a presença do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva está confirmada.