Danilo Cabral propõe obstrução até reposição do orçamento na educação
Por André Luis
O parlamentar também está organizando uma reunião com os reitores das universidades de Pernambuco
A Frente Parlamentar pela Valorização das Universidades Federal realizou, nesta terça-feira (7) uma reunião para discutir as estratégias do grupo em relação aos cortes no orçamento das universidades. Um dos coordenadores da Frente, deputado Danilo Cabral (PSB/PE), defendeu que seja feita a obstrução de toda a pauta em tramitação na Câmara Federal enquanto não for reposto o orçamento, especialmente nas matérias orçamentárias.
“O que está acontecendo na área da educação é uma situação de extremo tensionamento. E aqui devemos criar um espaço para organizar e fazer a mobilização tanto do congresso nacional, como da sociedade”, afirmou Danilo.
Juntamente com o deputado Tulio Gadelha (PDT/PE), Danilo vai agendar reunião com as universidades pernambucanas para discutir a situação de cada uma especificamente. Já na sexta-feira (10), Danilo Cabral se reunirá com a reitora da Universidade Federal Rural de Pernambuco, Maria José de Sena. “Como coordenador da Frente, também iremos organizar uma agenda com os parlamentares da bancada de Pernambuco e, além disso, realizaremos audiências públicas nos estados para a discussão do tema.
Outros deputados também discutiram sobre novas ações judiciais que estão sendo analisadas. A presidente da Frente, deputada Margarida Salomão (PT/MG), propôs uma reunião com o ministro da Educação, Abraham Weintraub, e com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM/AP).
Em Pernambuco, o funcionamento das universidades federais está ameaçado pelo corte de 30%, anunciado na semana passada pelo Ministério da Educação. Diante desse cenário, Danilo Cabral garante que vai questionar o governo federal. “É uma questão inadmissível. A educação precisa ser priorizada e não pode sofrer os constantes cortes. Vamos, juntamente com os parlamentares da Frente, desenvolver ações que possam impedir a redução do orçamento na área”, criticou o parlamentar.
Amanhã (8), a Comissão de Educação receberá o Ministro da Ciência e Tecnologia, Marcos Pontes, a pedido do deputado Danilo Cabral. Na ocasião, o parlamentar vai questionar sobre os cortes nas bolsas de pesquisa.
Apoio de Bolsonaro vira encosto, dizem pesquisas A mais recente pesquisa Datafolha sobre as eleições deste ano no estado de São Paulo indica que Jair Bolsonaro é o padrinho político que mais atrai rejeição entre os paulistas. Segundo o instituto, 64% dos eleitores não votariam em nenhum candidato, independentemente do cargo em disputa, se for apoiado pelo atual presidente […]
A mais recente pesquisa Datafolha sobre as eleições deste ano no estado de São Paulo indica que Jair Bolsonaro é o padrinho político que mais atrai rejeição entre os paulistas.
Segundo o instituto, 64% dos eleitores não votariam em nenhum candidato, independentemente do cargo em disputa, se for apoiado pelo atual presidente da República.
Em contrapartida, 17% afirmam que votarão de acordo com a indicação de Bolsonaro, enquanto que outros 17% alegam talvez o fazer e 2% não souberam responder. O dado foi determinante para a desistência de José Luiz Datena para disputar ao Senado, além de críticas de bolsonaristas. O ex-ministro da Infraestrutura Tarcísio de Freitas nem vai tão mal assim nas pesquisas, com 12%, mas pode ser puxado pra baixo diante do crescimento de Fernando Haddad (28%) e com Márcio França (16%) em segundo.
No Rio, o presidente Jair Bolsonaro (PL) e o prefeito da capital fluminense, Eduardo Paes (PSD), são os dois padrinhos políticos que mais atrapalham os seus respectivos candidatos na disputa pelo Palácio Guanabara.
De acordo com o levantamento, 58% dos ouvidos disseram que “não votariam de jeito nenhum” no candidato apoiado por Bolsonaro, enquanto 55% deram a mesma resposta sobre um nome apadrinhado por Paes. Bolsonaro apoia a candidatura de Cláudio Castro (PL), enquanto Paes endossa o nome de Felipe Santa Cruz (PSD).
Em Minas, 55% dos entrevistados não votariam de forma alguma em um nome apoiado pelo presidente.
De acordo com a pesquisa, 22% talvez apoiariam um candidato apoiado pelo presidente. Outros 15% com certeza seguiriam a indicação. Já 43% responderam que não votariam em um indicado de Lula (PT), e 27% indicaram que iriam atender ao ex-presidente. 24% disseram “talvez”.
Em Pernambuco, segundo o instituto Paraná Pesquisas, Jair Bolsonaro (PL) tem rejeição de 62,6% contra 34% que aprovam. Incrivelmente ganha de Paulo Câmara, desaprovado por 67,3%, enquanto a aprovação é de 27,7%. Daí a estratégia de Danilo Cabral de colar em Lula, desvinculando da imagem do governador. E Anderson Ferreira tem no bolsonarismo os votos que podem levá-lo ao segundo turno, mas tem que buscar estadualizar o debate no segundo.
Resumindo, pelo que dizem as pesquisas, Bolsonaro não é bom apoio para nenhum dos seus candidatos país afora. Daí o contragolpe com pacote de bondades como o Auxílio Brasil de R$ 600,o auxílio caminhoneiro e taxista. Tem pouco tempo para sair dessa condição. Por isso, seu apoio, gostem dele ou não, no momento virou encosto. Não levanta ninguém.
A conta certa do espetinho
O assessor de comunicação de Petrolina, Júnior Macedo, esclareceu à Coluna que o prefeito Simão Durando se equivocou ao dizer que um só vendedor de espetinhos havia vendido 50 mil unidades em um dia. “Na verdade, a informação era de que um vendedor apurou R$ 50 mil nos nove dias de evento”. A fala de Simão virou meme na cidade.
Ele dizia, “ainda é cedo”
Chamou atenção na entrevista de Totonho Valadares à Rádio Pajeú ele dizer que ainda é cedo para cravar como natural a candidatura a reeleição de Sandrinho Palmeira e seu filho, Daniel Valadares. O ex-prefeito diz que ainda precisam vencer a barreira do meio mandato para se começar a fazer essa avaliação.
A conta de Pacheco
O vereador Luciano Pacheco, em seu sexto mandato, será lançado dia 7 candidato a Deputado Estadual com apoio do prefeito Wellington Maciel (MDB). Pra quem acha aventura, Pacheco é filiado ao Patriota, cuja conta indica que 18 mil podem fazer um Deputado. Pode sair bem de Arcoverde e beliscar em cidades como Buíque e entorno.
Estrategy
A entrega do PSB a Breno Araújo foi mais um passo para fortalecimento e protagonismo de Márcia Conrado na ligação com Paulo Câmara e Danilo, enquanto todos os outros nomes de peso migraram para Marília Arraes. Curioso que mesmo com Carlos Evandro, o partido nunca teve protagonismo em Serra Talhada, tendo passado por Ronaldo de Dja e outros nomes.
Coadjuvante
O PSB curiosamente não tem tradição de fazer prefeito na principal cidade da região. Em 1992, Augusto César foi eleito pelo PDT. Em 1996, Tião Oliveira era do PFL. Em 2000, Geni Pereira foi eleito pelo PSDB. Em 2004, Carlos Evandro foi eleito pelo PFL, sendo reeleito pelo PR. Luciano Duque (2012 e 2016) e Márcia Conrado (2020) foram eleitos pelo PT.
Vixe
O presidente do MDB de Flores, Pablo Andrada, entrou em contato com a Coluna para criticar a postura de Marconi Santana em uma das noites do São João da cidade. “Deu gritos obrigando o público a bater palmas, chamou o povo de desanimado, esmurrou um computador e deu uma dura no operador do painel de LED e chutou um veículo estacionado próximo à prefeitura”.
Pidão de título
O blogueiro Júnior Finfa estava arretado com o que chamou de “pidão de título”. Diz que pelo menos um dos agraciados com título de cidadão afogadense na solenidade de sexta foi atrás de vereador pra pedir até por Deus a comenda. Cobrou rigor pleno no critério de escolha.
Fé e ciência
Pessoas próximas a Anchieta Patriota reafirmam a sua confiança no procedimento para retirada do nódulo de 2,5 centímetros identificado na cauda do pâncreas conforme noticiado. A localização ajuda no procedimento, não há comprometimento de outros órgãos e foi identificado no início.
Do jogo
Pra quem ficou surpreso com o recuo de Dudu da Fonte ao voltar atrás da decisão de se alinhar com Marília Arraes e seguir com Danilo Cabral, ele já circulou pelas mais variadas correntes e alianças, sem nenhuma preocupação com imagem. É por exemplo enfiado na turma do Centrão aliada a Bolsonaro, mas aqui vai fazer “L” de “Lula lá”.
Frase da semana:
“Não vou avisar a data”.
De Wallace Landim, principal líder dos caminhoneiros e presidente da Associação Brasileira dos Condutores de Veículos Automotores (Abrava), prometendo paralisação nacional pela alta desenfreada do diesel. Ele diz que o auxílio anunciado por Bolsonaro é claramente eleitoreiro e não atende aos motoristas rodoviários.
O Instituto Agronômico de Pernambuco (IPA) foi o grande destaque nos julgamentos da 77ª Exposição Nordestina de Animais e produtos Derivados, que ocorre até domingo (11), no parque de Exposição do Cordeiro. A instituição levou o título de Melhor Criador, com 4248 pontos, e de Melhor Expositor, com 4248 pontos, tendo sido vencedor em sete […]
O Instituto Agronômico de Pernambuco (IPA) foi o grande destaque nos julgamentos da 77ª Exposição Nordestina de Animais e produtos Derivados, que ocorre até domingo (11), no parque de Exposição do Cordeiro. A instituição levou o título de Melhor Criador, com 4248 pontos, e de Melhor Expositor, com 4248 pontos, tendo sido vencedor em sete categorias do concurso da raça Holandesa.
Pra se ter uma ideia da importância do concurso, Pernambuco detém os melhores rebanhos de bovinos dessa raça, no Norte/Nordeste. “Essas premiações são o resultado de um trabalho sério, de investimento em qualidade e melhoramento genético, que comprovam a longevidade da linhagem do gado Holandês do IPA”, destaca o supervisor de produção Animal do Instituto, Sebastião Guido.
Além disso, o Instituto recebeu a premiação de Grande Campeã da Raça Holandesa da competição, com a vaca IPA Fogaça Atwood F-47, e de Melhor Conjunto de Vacas Leiteiras. Ganhou ainda o título de Campeão de Progênie de Mãe, com os animais IPA Garota e IPA Mineira, que são filhas da IPA Etna. Também arrematou os títulos: Reservada Grande Campeã da Raça, Reservada Grande Campeã de Fêmeas Jovens, com o bezerra IPA Mineira, Reservada Grande Campeã Melhor Vaca Jovem, com a IPA Inglesa, e Campeã Vaca Adulta, com a IPA Elba, de sete anos de idade.
O prefeito de Triunfo Luciano Bonfim (AVANTE) concedeu entrevista aos apresentadores Luciano Lima e Thyago André, para o programa Rádio Notícias, da Rádio Triunfo FM. O gestor respondeu a todos os questionamentos, desde o problema de cães que invandem as ruas da cidade até avaliação política estadual e nacional. Na pauta local foi perguntado sobre […]
O prefeito de Triunfo Luciano Bonfim (AVANTE) concedeu entrevista aos apresentadores Luciano Lima e Thyago André, para o programa Rádio Notícias, da Rádio Triunfo FM.
O gestor respondeu a todos os questionamentos, desde o problema de cães que invandem as ruas da cidade até avaliação política estadual e nacional.
Na pauta local foi perguntado sobre como tem feito para garantir sustentação da sua ampla base na Câmara de Vereadores. Também da agenda de ações nas zonas rural e urbana, além dos Distritos de Canaã e Jericó.
Bonfim avaliou também o cenário político atual e disse que seu grupo de vereadores, ex-vereadores e os dois ex-prefeitos, Nego Bonfim e João Batista Rodrigues, ganhou reforço com a chegada do ex-vice prefeito e ex-vereador Lula Baião. Disse ainda que busca aumentar aliados da ala feminina.
Sobre isso, comentou o encontro que teve com seu deputado federal Waldemar Oliveira. Nessa ocasião conheceu Cristiane Moneta, presidente do partido Avante Mulher em Pernambuco. A partir dessa reunião com ela firmou compromisso em incentivar a participação de mais mulheres triunfenses para a próxima eleição.
Quando foi questionado pela disposição para participar de mais uma eleição municipal, em 2024, diferente de outras declarações feitas a aliados, Luciano Bonfim garantiu que em abril encomenda uma pesquisa de opinião pública irá definir os rumos da sua decisão. Até agora, o prefeito mostrava-se relutante a essa opção, disposto a apoiar a volta de João Batista. Mas dessa vez deixou em aberta a possibilidade de ir para uma reeleição.
Entidade entrega cartas a deputados e senadores e pede que proposta não seja votada em ano eleitoral A Confederação Nacional da Indústria (CNI) realizou, nesta terça-feira (14), uma mobilização para entregar cartas nominais aos 513 deputados federais e aos 81 senadores contra a redução da jornada de trabalho. No documento, a entidade solicita apoio dos […]
Entidade entrega cartas a deputados e senadores e pede que proposta não seja votada em ano eleitoral
A Confederação Nacional da Indústria (CNI) realizou, nesta terça-feira (14), uma mobilização para entregar cartas nominais aos 513 deputados federais e aos 81 senadores contra a redução da jornada de trabalho. No documento, a entidade solicita apoio dos parlamentares para que o Congresso Nacional amplie o diálogo sobre os impactos da mudança na economia e para que o tema não seja votado em ano eleitoral.
Na carta, o presidente da CNI, Ricardo Alban, manifesta preocupação com a possibilidade de o Congresso aprovar, em regime de urgência, propostas que alterem a jornada de trabalho. “Uma eventual redução da escala de trabalho terá impacto direto na competitividade do país, nos empregos formais e na produtividade das empresas brasileiras”, destaca no ofício.
Ricardo Alban defende que propostas legislativas relacionadas à redução da jornada não sejam votadas de forma apressada, especialmente em ano eleitoral.
“A conquista, para ser verdadeira, tem que ser sustentável. Nós temos toda uma discussão que precisa ser amadurecida e não precisa ser feita de forma açodada em ano eleitoral, quando as decisões não vão ser racionais, prudentes e sustentáveis”, afirma.
Segundo Alban, a indústria reconhece a importância do aperfeiçoamento das relações de trabalho, mas entende que mudanças dessa dimensão não devem ocorrer sem análise técnica consistente, transição adequada e ganhos reais de produtividade.
“A história recente contemporânea da relação capital-trabalho sempre foi feita de uma transição entre a melhoria das condições de trabalho e a redução de uma possível jornada de forma gradativa e com muito entendimento, sempre através de negociações. Nós queremos fazer isso. Mas tem que ser de forma sustentável. Nós precisamos aumentar a produtividade. Ninguém tem dúvidas de que produtividade é que determina as melhores condições de trabalho”, acrescenta.
Impactos econômicos
Na carta, a CNI apresenta estudos recentes sobre o impacto econômico da redução da jornada semanal de 44 para 40 horas, com manutenção dos salários. Segundo as projeções, os custos com empregados formais podem aumentar entre R$ 178,2 bilhões e R$ 267,2 bilhões por ano para as empresas.
Somente para o setor industrial, o impacto pode alcançar cerca de R$ 88 bilhões anuais, com efeitos relevantes sobre investimentos, emprego formal e competitividade. De acordo com a entidade, os efeitos tendem a ser mais severos para empresas de menor porte, que possuem menor capacidade de absorver o aumento dos custos.
Ainda segundo os estudos da CNI, os preços ao consumidor final poderiam subir, em média, 6,2%. As compras em supermercados, por exemplo, teriam aumento estimado de 5,7%.
O texto encerra afirmando que o Brasil e o setor industrial contam com o apoio dos parlamentares “para a manutenção dos empregos no país”.
A carta foi entregue junto a um manifesto assinado pela CNI e por mais de 800 instituições da indústria, incluindo 27 federações estaduais, 98 associações setoriais e 741 sindicatos industriais.
Falácia
A escala 5×2, já consolidada em muitos setores ao redor do mundo, funciona de maneira simples: o empregado trabalha cinco dias por semana, geralmente em dias úteis, e descansa dois dias, normalmente nos dias consecutivos do final de semana.
Nesse cenário, negócios que já adotaram a escala 5×2 no Brasil têm observado vantagem competitiva.
Funcionários relataram que dois dias seguidos de descanso mudam a percepção de qualidade de vida. Um auxiliar de logística entrevistado afirmou que ter tempo livre para a família e para a própria rotina os deixa mais dispostos no trabalho.
A empresa também ajustou benefícios como transporte fretado e incluiu incentivos financeiros por assiduidade e indicação de novos colegas, reforçando a estratégia para atrair mão de obra.
O setor hoteleiro, especialmente o de luxo, também passou a enxergar vantagens nesse caminho. Hotéis como o Copacabana Palace, no Rio, e o Palácio Tangará, em São Paulo, implementaram recentemente a escala 5×2 para a maior parte de suas equipes.
No mais, a exploração trabalhista no Brasil é um problema estrutural e contemporâneo, manifestando-se de diversas formas, desde o trabalho análogo à escravidão até a precarização digital. Embora a legislação trabalhista (CLT) seja robusta, a fiscalização e as desigualdades socioeconômicas permitem a persistência de abusos.
A prefeita Márcia Conrado esteve com o marido e pré-candidato a Deputado Estadual Breno Araújo em São José do Belmonte, onde, ao lado do prefeito Vinicius Marques (PSB) e do Federal Pedro Campos, participaram de mais uma Festa da Pedra do Reino. A informação é de que no balaio dos apoios da candidatura do odontólogo […]
A prefeita Márcia Conrado esteve com o marido e pré-candidato a Deputado Estadual Breno Araújo em São José do Belmonte, onde, ao lado do prefeito Vinicius Marques (PSB) e do Federal Pedro Campos, participaram de mais uma Festa da Pedra do Reino.
A informação é de que no balaio dos apoios da candidatura do odontólogo a Estadual, está o apoio do socialista belmontense.
A agenda reforça o alinhamento de Márcia com o palanque socialista, em torno da reeleição de João Campos, e o distanciamento do palanque da governadora Raquel Lyra, levando no balaio o candidato a Estadual e presidente estadual do AVANTE, Sebastião Oliveira.
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