Cunha não vai cumprir ordem sobre impeachment de Temer, diz aliado
Por Nill Júnior
O grupo do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), planeja ignorar a ordem do STF (Supremo Tribunal Federal) para instaurar processo de impeachment contra o vice-presidente Michel Temer.
Em reunião com a presença do peemedebistas, no incio da tarde desta terça-feira (5), deputados fizeram duros ataques decisão do ministro do STF Marco Aurélio Mello.
Segundo o deputado Sóstenes Cavalcante (DEM-RJ), Cunha manifestou irritação com o ministro e indicou que no vai cumprir a ordem judicial.
De acordo com o deputado do DEM, a decisão do Supremo ser ignorada até que o plenário da Câmara comece a votar o processo de impeachment contra a presidente Dilma Rousseff, em sesso prevista para o próximo dia 15.
“Essa decisão do Supremo um absurdo. Nós vamos ignorar e pronto”, disse Cavalcante Folha. “O Supremo está interferido no Legislativo. Eles que venham aqui mandar a gente cumprir. Se eles querem guerra institucional, guerra que eles vão ter”, afirmou.
Segundo o deputado, Cunha deve alegar que ainda no despachou outros pedidos de impeachment conta Dilma para protelar a abertura do processo contra Temer.
“Tem um monte de pedido na frente. Por que nós vamos ter que abrir o do Temer primeiro? No vamos”, desafiou Cavalcante.
Se a manobra funcionar, o vice ter a chance de ser empossado na Presidência antes que Cunha cumpra a ordem do STF de instaurar processo contra ele.
Alem de aliado do presidente da Câmara, o deputado Cavalcante pastor da igreja Assembleia de Deus Vitória em Cristo, liderada por Silas Malafaia. Ele acaba de trocar o PSD pelo DEM.
Socialista teve mais de 22 mil votos e, em primeiro discurso, desarma palanques e reafirma compromisso de governar para todos Com a decisão de 22.198 garanhuenses, Sivaldo Albino (PSB) será o prefeito do município pelos próximos quatro anos. “Essa eleição nos mostrou que a força vem do povo, fizemos uma campanha limpa, com diversos eventos […]
Socialista teve mais de 22 mil votos e, em primeiro discurso, desarma palanques e reafirma compromisso de governar para todos
Com a decisão de 22.198 garanhuenses, Sivaldo Albino (PSB) será o prefeito do município pelos próximos quatro anos.
“Essa eleição nos mostrou que a força vem do povo, fizemos uma campanha limpa, com diversos eventos públicos com adesão voluntária”, afirmou Sivaldo em seu primeiro discurso. A vitória do socialista contrariou as pesquisas.
Após a divulgação do resultado da votação, o socialista saiu em carreata da Vila do Quartel, bairro onde mora, acompanhado da família e do vice-prefeito eleito Dr. Pedro Veloso. Fez uma parada em frente à casa de sua mãe, Deny Albino, que não acompanhou tudo presencialmente por precaução com o Covid-19. De lá a carreata seguiu pelas ruas de Garanhuns até o comitê de campanha, onde o prefeito eleito, junto ao vice, conversou com eleitores e correligionários. No discurso, desmontou os palanques e afirmou que fará um governo para o desenvolvimento do município. “Não vou governar apenas pensando no amarelo. Vou governar para o azul, para o verde, para o branco. Meu objeto é mudar Garanhuns, colocar nossa cidade no rumo do desenvolvimento”, falou o prefeito.
Em momento de grande emoção, Sivaldo ainda agradeceu a Deus, à família, à equipe de campanha e dedicou a vitória ao empresário Ivailton Areias, falecido no mês de Outubro. Albino tinha uma amizade de mais de 30 anos com Ivailton, grande incentivador de sua trajetória política e “amigo das horas boas e ruins”, como definiu Sivaldo, que finalizou seu discurso garantindo que vai pegar no serviço e mudar Garanhuns de verdade, colocando em prática os compromissos assumidos durante a campanha.
Semana passada registrou o maior número de casos. UTI tem 100% de ocupação O Secretário de Saúde de São José do Egito, Paulo Jucá, expressou grande preocupação com o momento da pandemia de Covid-19 no município. “A pandemia do corona vírus tem se mostrado mais violenta do que se podia imaginar. Mesmo com todos […]
Semana passada registrou o maior número de casos. UTI tem 100% de ocupação
O Secretário de Saúde de São José do Egito, Paulo Jucá, expressou grande preocupação com o momento da pandemia de Covid-19 no município.
“A pandemia do corona vírus tem se mostrado mais violenta do que se podia imaginar. Mesmo com todos os esforços e dedicação dos nossos profissionais da saúde os casos estão aumentando, atingimos na última semana, 107 confirmações, o maior número desde o início da pandemia”.
E seguiu: “agora chegamos a 100% de ocupação dos leitos da nossa UPA-Covid. Estamos intensificando ao máximo nossa vacinação mas isso ainda não é o suficiente”.
Jucá afirmou que é urgente a ajuda da população, mantendo-se atenta e sendo cada um mais um soldado nessa luta.
“Usem máscaras, evitem aglomerações e sobre tudo se possível fiquem em casa. Conto com a colaboração de todos e com fé em Deus já já estaremos livres desse mal”.
A Justiça Federal no Paraná, base da Operação Lava Jato, aceitou nesta segunda-feira (18) denúncia criminal e abriu ação contra os ex-deputados Pedro Corrêa (PP/PE), Aline Corrêa (PP/PE), Luiz Argôlo (SD/BA) e André Vargas (ex-PT/PR) por envolvimento no esquema de corrupção e propinas na Petrobras e em supostas fraudes em contratos de publicidade com órgãos públicos. […]
A Justiça Federal no Paraná, base da Operação Lava Jato, aceitou nesta segunda-feira (18) denúncia criminal e abriu ação contra os ex-deputados Pedro Corrêa (PP/PE), Aline Corrêa (PP/PE), Luiz Argôlo (SD/BA) e André Vargas (ex-PT/PR) por envolvimento no esquema de corrupção e propinas na Petrobras e em supostas fraudes em contratos de publicidade com órgãos públicos. São as primeiras ações penais abertas contra um bloco de políticos citados na Lava Jato. Todos negam a prática de atos ilícitos.
No caso de André Vargas, o juiz federal Sérgio Moro, que conduz a Lava Jato, abriu ação também contra outros três investigados –Leon Vargas e Milton Vargas, irmãos do ex-parlamentar, e o publicitário Ricardo Hoffmann.
Segundo a denúncia encaminhada pelo Ministério Público Federal no Paraná, Hoffman, então dirigente da agência de publicidade Borghierh Lowe Propaganda e Marketing Ltda., teria “oferecido vantagem indevida ao então deputado Federal André Vargas para que interviesse para que a referida empresa fosse contratada para agenciar serviços de publicidade para a Caixa Econômica Federal e o Ministério da Saúde”.
Como contrapartida, segundo a acusação do Ministério Público Federal, a agência de publicidade “orientou empresas contratadas para a efetivação dos serviços às entidades federais a realizar depósitos de comissões nas contas das empresas LSI Solução em Serviços Empresariais Ltda., com sede em São Paulo, e a Limiar Consultoria e Assessoria em Comunicação Ltda., com sede em Curitiba, controladas por André Vargas e seus irmãos, Leon Vargas e Milton Vargas”.
A força-tarefa da Lava Jato constatou pagamentos de R$ 1.1 milhão “como vantagem indevida” entre 2010 a 2014. Para justificar os recebimentos, teria sido simulada a prestação de serviços pelas empresas LSI e Limiar. O juiz Sérgio Moro anotou que “os fatos caracterizariam corrupção e lavagem de dinheiro”. A Procuradoria também imputa ao ex-deputado petista, hoje sem partido, e aos outros acusados “pertinência à organização criminosa”.
Na ação contra os ex-deputados Pedro Corrêa e sua filha Aline Corrêa, ambos do PP de Pernambuco, a Justiça Federal também incluiu como réus o ex-chefe de gabinete do ex-parlamentar, Ivan Vernon, o doleiro Youssef, mais dois familiares do ex-deputado – Fábio Corrêa e Maria Danzi Russo Corrêa de Oliveira – além de Rafael Ângulo Lopez.
Segundo o Ministério Público Federal, R$ 357,94 milhões teriam sido repassados em propinas à Diretoria de Abastecimento e ao Partido Progressista entre 2004 e 2014. Pedro Corrêa um dos líderes do PP, estava entre os beneficiários de propinas, segundo a força tarefa da Lava Jato.
“Pedro Corrêa seria responsável, como liderança do Partido Progressiva, pelo repasse geral de propinas ao partido”, diz a denúncia. Ele teria recebido diretamente cerca de R$ 40,7 milhões em propina do esquema criminoso da Petrobrás entre 2004 a 2014. A filha do ex-parlamentar também teria recebido valores ilícitos.
O Padre Luis Marques Ferreira criticou em seu comentário semanal no programa Rádio Vivo, da Rádio Pajeú, a passividade da sociedade sobre a situação da PE 380, a Estrada de Ibitiranga. “Somos passivos diante da falta de ação do estado. Quando cheguei a essa paróquia, havia rumores dessa estrada, que iria de Afogados da Ingazeira […]
O Padre Luis Marques Ferreira criticou em seu comentário semanal no programa Rádio Vivo, da Rádio Pajeú, a passividade da sociedade sobre a situação da PE 380, a Estrada de Ibitiranga.
“Somos passivos diante da falta de ação do estado. Quando cheguei a essa paróquia, havia rumores dessa estrada, que iria de Afogados da Ingazeira até perto de Novo Pernambuco, na Paraíba”.
Luisinho lembrou a esperança quando o governador Paulo Câmara assinou a ordem de serviço da via. “Em agosto de 2021 ficamos esperançosos. Veio Paulo, eram muitos políticos. Seis meses se passaram, um ano se passou. Quando se começa a construção da estrada, fiquei com a lembrança de uma senhora de 76 anos, morando pouco antes de Ibitiranga. Ela dizia, padre, o senhor veio, mas essa estrada não sai. São muitas promessas faz muito tempo. Eu não acredito mais. Passado esse tempo, tanta enganação, tanta leniência do poder público, depois da falta de controle, que nos manifestamos, fizemos cartas, abaixo-assinados. Essa senhora tem toda razão “.
E segue: “quanta leniência, quanta falta de compromisso com as obras públicas no Brasil.” Disse que as cobranças ainda deixavam alguns políticos chateados com o sacerdote, com o povo que cobrava. “Ficam com raiva quando as pessoas exigem, quando a sociedade cobra. O que soa bem nos ouvidos das autoridades é bajular mesmo sendo mentira. Quanto dinheiro foi pro ralo? A política acabou, o candidato do governo perdeu e a obra tão sonhada foi nos ralos do sonho do nosso povo”.
“Que pena que a gente tem a memória curta e deixa se levar a acreditar em algumas coisas que não tem sentido. Num país que se preze, uma obra que se começa como essa, pelo menos o Ministério Público, o TCE vai sabendo porque parou, porque deixou de fazer, e quando há uma licitação, há o dinheiro pra essa obra acontecer”.
E pergunta: “onde foi colocado o dinheiro? Quem vai arcar com as consequências de uma obra parada dessa?”
Ele dedicou o comentário aos que moram na região e que usam a estrada para trabalhar em Afogados, Tabira e outras cidades. “Que pena que a gente quando tem oportunidade de dar o troco a quem nos criticou por cobrar, esquece. Quantos milhões foram pro ralo com esse pessoal fazendo política rasa e esquecendo o povo?” Ele defendeu um pacto pelo troco a tantos que enganam o povo. “Um sonho que a água levou. Se começar vai gastar muito mais do que se perdeu nas poucas águas que caíram aqui “.
Denunciou também a situação da PE 320, que corta a região, da PE de Tabira a Água Branca e outras. “Escandalosamente continua o dilema de um estado miserável como Pernambuco que não tem governos sérios pra gente passar nessas estradas. Que Deus nos abençoe e que esses homens criem vergonha pra a gente ter o direito pelo menos de se locomover. Governadora Raquel Lyra, olhe essas estradas”.
E concluiu: “ninguém aguenta mais a situação no interior de Pernambuco. Acredito no Deus da vida, em Jesus Cristo, mas infelizmente nesses gestores que enganam o povo e nos bajuladores deles aqui no Sertão, dificilmente vamos acreditar”. Ouça abaixo a íntegra do comentário do Padre Luizinho:
Diante de estudantes, autoridades, professores, pedagogos e profissionais da educação, o Ministério Público de Pernambuco (MPPE) realizou, nesta sexta-feira (25), o seminário “EJA JÁ: o MPPE em defesa da Educação de Jovens e Adultos”, no Auditório Dom Hélder Câmara – Centro de Formação de Educadores Professor Paulo Freire, na Madalena. O evento apresentou o Projeto […]
Diante de estudantes, autoridades, professores, pedagogos e profissionais da educação, o Ministério Público de Pernambuco (MPPE) realizou, nesta sexta-feira (25), o seminário “EJA JÁ: o MPPE em defesa da Educação de Jovens e Adultos”, no Auditório Dom Hélder Câmara – Centro de Formação de Educadores Professor Paulo Freire, na Madalena.
O evento apresentou o Projeto Institucional desenvolvido pela 22ª Promotoria de Justiça de Defesa de Cidadania da Capital, com atuação em Defesa do Direito Humano à Educação, e co-organizado pelo Centro de Apoio Operacional de Defesa da Educação (CAO Educação).
O objetivo do projeto é induzir políticas públicas, que criem condições favoráveis e contribuam para a redução anual dos índices de analfabetismo de jovens e adultos em Pernambuco, que, conforme dados do IBGE de 2019, cerca de 56% da população com 25 anos ou mais não concluiu a educação básica, um número que supera a média nacional.
No que se refere a pessoas com 15 anos ou mais completamente analfabetas, trata-se de mais de 11%, o que equivale a quase o dobro da média nacional (6,6%). Além do mais, o “EJA JÁ: o MPPE em defesa da Educação de Jovens e Adultos” também visa fazer com que jovens e adultos alfabetizados, mas que abandonaram a escola, regressem e permaneçam estudando até a conclusão.
O Procurador-Geral de Justiça do MPPE, Marcos Carvalho, definiu o projeto como essencial para resgatar a cidadania de pessoas que, por algum motivo, não seguiram em frente com seus estudos.
“É um desafio grande para todos que fazem a educação, assim como para o Ministério Público em ser agente fomentador de políticas públicas e parceiro das entidades, fazer a busca ativa para que as pessoas voltem à sala de aula, dar condições e novas oportunidades. Só poderá ser vencido com a colaboração e a articulação dos envolvidos”, comentou ele.
O Promotor de Justiça Salomão Aziz Ismail Filho, idealizador e coordenador do projeto, defende que Promotores e Promotoras de Justiça precisam dialogar com os gestores municipais para encontrarem juntos formas de atuar, de acordo com as particularidades de cada região.
“Temos que encontrar soluções, que não virão prontas. É uma construção para se pactuar metas a serem cumpridas, criando condições favoráveis para que as pessoas voltem a estudar”, afirmou ele. “Cabe a nossos membros dialogar com os gestores das Secretarias de Educação, acompanhar o desenrolar observando o número de matrículas, quantidade de pessoas que se formam, monitorando e identificando problemas e sucessos”, complementou.
Para a Coordenadora do CAO Educação, Isabela Bandeira, o EJA Já deve ser visto como educação prioritária, para que a recomposição da aprendizagem ganhe fôlego e atinja bons índices. “É necessário dar condições de acesso e permanência nas escolas. Assim, a alimentação escolar é um ponto importante a ser incluído, pois é uma medida de combate à insegurança alimentar”, explicou.
Ela também citou que para que a busca ativa funcione a contento, se faz necessário vencer dificuldades de acesso, adequar tempo e espaço físico para as aulas, despertar interesse dos estudantes com currículos de seus interesses, ter material didático apropriado, formação adequada de professores e gestores, entre outros.
Zara Figueiredo, que é Secretária de Educação Continuada, Alfabetização de Jovens e Adultos, Diversidade e Inclusão (SECADI) do Ministério da Educação (MEC), foi a palestrante convidada para destrinchar as medidas planejadas para o EJA a nível nacional.
Segundo ela, os movimentos sociais e as instituições precisam ter uma participação importante na construção e não apenas serem aprovadores. “Um pacto federativo sólido, para que a busca ativa em regiões rurais, onde há muita dispersão populacional, dê certo”, revelou.
Outro fator importante é a destinação adequada de verbas para que as políticas públicas avancem. “Política social precisa ser bem financiada. EJA não pode ser uma política de segunda classe”, disse. “Não pode ser um apêndice, mas fazer parte da Política Educacional em sua concepção integral.”
Mais um ponto discutido foram as formas de pensar métodos pedagógicos para grupos distintos. “Uma pessoa de 60 anos precisa de um modelo que não será o mesmo para um jovem de 19 anos. São modos diferentes de ler o mundo”, comentou Zara Figueiredo.
Assim, segundo a Secretária, é preciso que o EJA seja uma política de Estado sem ficar a mercê de trocas de gestão, que tenha construção intersetorial com vários ministérios participando, feita com diálogo e transparência, atrativa para as necessidades de cada estudante e de grande mobilização nacional, com engajamento da sociedade civil em um pacto pela educação.
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