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Cuida PE ultrapassa 250 mil cirurgias e reduz filas na rede pública de saúde

Por André Luis

O programa Cuida PE, criado pelo Governo de Pernambuco em 2023 com o objetivo de reduzir a fila por cirurgias eletivas, exames e consultas especializadas, ultrapassou a marca de 250 mil cirurgias realizadas em todo o Estado. O resultado representa uma diminuição significativa no tempo de espera por procedimentos de média e alta complexidade na rede pública de saúde.

Somente entre janeiro e setembro de 2025, a iniciativa, coordenada pela Secretaria Estadual de Saúde (SES), contabilizou 79,4 mil cirurgias, volume superior ao registrado em todo o ano de 2023 e equivalente a 84,4% do total realizado em 2024. De acordo com o governo estadual, todos os meses deste ano apresentaram crescimento no número de procedimentos em relação ao mesmo período do ano anterior, indicando avanço contínuo do programa, que deve encerrar 2025 com um novo recorde.

A governadora Raquel Lyra destacou a ampliação do acesso aos serviços de saúde em todas as regiões do Estado e ressaltou ações complementares, como o Cuida PE Mulher, que leva atendimento especializado por meio das Carretas da Mulher Pernambucana. Já a secretária estadual de Saúde, Zilda Cavalcanti, afirmou que a redução das filas é uma prioridade da atual gestão e reforçou o compromisso com um atendimento mais humanizado.

Além das cirurgias, o Cuida PE tem impacto direto na oferta de exames de diagnóstico por imagem. Desde a criação do programa até setembro de 2025, foram realizadas cerca de 270 mil ressonâncias magnéticas e 770 mil tomografias computadorizadas. Em diversas Gerências Regionais de Saúde (GERES), as filas para esses exames e para densitometria óssea foram completamente eliminadas.

O programa também concentra esforços na ampliação das consultas especializadas, realizadas nas Unidades Pernambucanas de Atendimento Especializado (UPAEs). Nos últimos três anos, mais de 1,2 milhão de atendimentos desse tipo foram registrados. Outro eixo de atuação é o transporte assistido de pacientes, que beneficiou quase 21 mil pessoas entre janeiro e outubro de 2025, garantindo acesso ao tratamento para moradores de áreas mais distantes do Estado.

Para a coordenação do Cuida PE, os números refletem não apenas o aumento da oferta de procedimentos, mas também a melhoria na organização e na humanização do atendimento, com impacto direto na qualidade de vida da população pernambucana.

Outras Notícias

A imagem fala mais que mil palavras

Na Cerimônia de Abertura do Circuito Literário de Pernambuco, Etapa Sertões, a governadora Raquel Lyra até tentou pregar a unidade entre Márcia Conrado e Luciano Duque, rompidos há alguns meses,com trocas mútuas de farpas. No discurso na abertura do evento, Raquel destacou ter reunido Márcia e Luciano no mesmo palanque, conforme reprodução de Júnior Campos.  […]

Na Cerimônia de Abertura do Circuito Literário de Pernambuco, Etapa Sertões, a governadora Raquel Lyra até tentou pregar a unidade entre Márcia Conrado e Luciano Duque, rompidos há alguns meses,com trocas mútuas de farpas.

No discurso na abertura do evento, Raquel destacou ter reunido Márcia e Luciano no mesmo palanque, conforme reprodução de Júnior Campos. 

“Para mim, é muito importante ver vocês dois aqui nesse palanque. Em um tempo em que muitos alimentam a desunião, a disputa eleitoral pode acontecer a qualquer momento, em todos os lugares, mas aqui todos estamos juntos em prol de Pernambuco”.

Mas a imagem não mente. O registro fotográfico de Licca Lima, do Farol de Notícias, até mostrou Márcia sorridente na saudação. O mesmo não se pode dizer da cara de Duque, que diz não te engolido o que considerou uma traição política.

Outro fato que chamou atenção foi Marília Arraes parabenizando Serra por seu aniversário de emancipação política. Na mensagem, estrategicamente, Marília não cita nenhuma autoridade local, nem Márcia, muito menos Luciano.

Chapa Nicinha e Genedy recorre contra decisão de Barroso, mas fora de prazo, diz advogado

Advogados da Coligação Frente Popular Para Tabira Avançar, das candidatas Nicinha Brandino e Genedi Brito, recorreram contra a decisão monocrática do ministro do TSE, Roberto Barroso, que no último dia 7 de maio negou seguimento ao recurso especial que havia sido proposto contra a diplomação da chapa Sebastião Dias e José Amaral. Em contato com […]

Nicinha é esposa do ex-prefeito Dinca Brandino e colocou nome porque ex-gestor não pôde disputar, travado pela Lei da Ficha Limpa

Advogados da Coligação Frente Popular Para Tabira Avançar, das candidatas Nicinha Brandino e Genedi Brito, recorreram contra a decisão monocrática do ministro do TSE, Roberto Barroso, que no último dia 7 de maio negou seguimento ao recurso especial que havia sido proposto contra a diplomação da chapa Sebastião Dias e José Amaral.

Em contato com a produção dos programas Rádio Vivo e Cidade Alerta, o advogado Roberto Moraes, que defende Zé e Sebastião, informou que o recurso de embargos propostos pelos mesmos adversários, é intempestivo.

Ele explica: conforme cópia anexa do extrato do andamento processual do TSE, verifica-se que o prazo que a Coligação Frente Popular Para Tabira Avançar, tinha para recorrer era até o dia 15 de maio último. Porém, eles só propuseram os embargos de declaração no dia 29 de maio. No extrato, no dia 22 de maio, o TSE já publicara que o prazo teria decorrido.

Mesmo fora do prazo, os advogados da chapa liderada na ultima eleição por Nicinha e Genedy, propuseram ontem, dia 29, os embargos de declaração. Portanto, o recurso é, absolutamente, intempestivo, disse. Roberto informa ainda que em relação a Procuradoria Geral Eleitoral, esta não recorreu, talvez porque já se conformou com a decisão monocrática do ministro e por não vislumbrar a possibilidade de reforma pelo pleno da decisão do Ministro Roberto Barroso.

“Mesmo que quisesse, não poderia mais recorrer, posto que, seu prazo se encerrou no dia 27 de maio, conforme se vê, no extrato, inclusive certificado pelo TSE”, concluiu.

Secretário de Agricultura de Caruaru assume o ProRural

O Programa Estadual de Apoio ao Pequeno Produtor Rural (ProRural) tem uma nova diretoria. O ex-secretário de Desenvolvimento Rural e Agricultura Familiar da cidade de Caruaru, Anselmo Pereira, assumiu a direção do órgão na manhã desta sexta-feira (10). Segundo o novo diretor geral, a experiência de Caruaru, município pioneiro em formação de redes produtivas como de fruticultura, […]

O Programa Estadual de Apoio ao Pequeno Produtor Rural (ProRural) tem uma nova diretoria. O ex-secretário de Desenvolvimento Rural e Agricultura Familiar da cidade de Caruaru, Anselmo Pereira, assumiu a direção do órgão na manhã desta sexta-feira (10).

Segundo o novo diretor geral, a experiência de Caruaru, município pioneiro em formação de redes produtivas como de fruticultura, milho e mandioca, caprinos, ovinos e turismo, entre outras, vai ser de grande valor para o novo desafio. “Conseguimos avançar em Caruaru e trabalharemos para avançar também aqui”. Promete Anselmo Pereira, que já passou pelo ProRural nos anos de 1986 e 1994.  “Essa casa foi meu esteio, o que me deu referência para ser o profissional que sou hoje”, diz Pereira.

Presente no evento, o secretário de Agricultura e Reforma Agrária de Pernambuco, Nilton Mota, lembrou a importância do órgão não apenas para o meio rural, mas também para todo o Estado. “Graças ao ProRural a metodologia de redes produtivas vem sendo copiada por outros estados e até pelo Governo Federal. Além disso, o modelo contribuiu para que Pernambuco continuasse apresentando índices de PIB mais satisfatórios do que os do Brasil, e um crescimento de 8% da agricultura estadual.

Para o deputado Federal Wolney Queiroz (PDT), esse momento é muito importante para a sua legenda, pois simboliza a entrada oficial do partido no governo Paulo Câmara. “Do ponto de vista administrativo a escolha de Anselmo Pereira se deu pela experiência dele na área. Esperamos continuar contribuindo para o crescimento do Estado de Pernambuco e fico à disposição para ajudar, de Brasília, na busca de recursos para o desenvolvimento dos projetos coordenados pelo ProRural”.

O ex-diretor do Programa, Aldo Santos, que já assume a Diretoria de Articulação e Meio Ambiente da Compesa na próxima segunda-feira (10), informou que transmite o cargo com muita tranquilidade por conhecer o compromisso do sucessor em permanecer junto aos pequenos produtores, com a ajuda que é essencial para o crescimento desses grupos. “Tivemos a responsabilidade de assumir o ProRural e construir um novo jeito de redes produtivas em parceria com a sociedade civil, tenho a certeza que essa também será uma gestão preocupada com as pessoas que mais precisam”, finaliza Santos.

Bolsonaro posta foto internado por complicações no intestino

Ex-presidente diz que, por ora, não será preciso cirurgia O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) publicou nas redes sociais nesta quarta-feira (10) uma foto em que aparece internado no Hospital Rio Grande, em Natal (RN), e afirmou que precisou ser hospitalizado após sentir fortes dores abdominais durante compromissos no interior do estado. Segundo ele, os médicos diagnosticaram uma complicação […]

Ex-presidente diz que, por ora, não será preciso cirurgia

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) publicou nas redes sociais nesta quarta-feira (10) uma foto em que aparece internado no Hospital Rio Grande, em Natal (RN), e afirmou que precisou ser hospitalizado após sentir fortes dores abdominais durante compromissos no interior do estado.

Segundo ele, os médicos diagnosticaram uma complicação no intestino delgado como causa do mal-estar.

“Consequência das múltiplas cirurgias que precisei realizar após o atentado sofrido em 2018”, escreveu, em referência à facada que sofreu durante a campanha eleitoral daquele ano.

Bolsonaro informou que seu quadro está estável, que não há febre e que, até o momento, não será necessária nova cirurgia.

O ex-presidente agradeceu à equipe médica, à Polícia Militar do Rio Grande do Norte, que fez o transporte de Santa Cruz até Natal, e às orações e mensagens de apoio que recebeu.

“Momentos assim nos lembram da fragilidade da carne e da fortaleza que vem da fé, da família e daqueles que permanecem ao nosso lado, mesmo à distância”, disse Bolsonaro.

Contra usina nuclear, índios buscam até o papa

A intenção de retomada do projeto nuclear, que prevê a instalação de seis reatores em um terreno de 500 hectares, reacendeu a polêmica que estava adormecida em Pernambuco desde 2010. Folha PE Quase uma década após os primeiros estudos, o governo federal pretende reativar o plano para construção de uma usina nuclear em Itacuruba, a […]

Projeção da Eletronuclear, para a usina em Itacuruba, com seis reatores

A intenção de retomada do projeto nuclear, que prevê a instalação de seis reatores em um terreno de 500 hectares, reacendeu a polêmica que estava adormecida em Pernambuco desde 2010.

Folha PE

Quase uma década após os primeiros estudos, o governo federal pretende reativar o plano para construção de uma usina nuclear em Itacuruba, a 481 km do Recife, no sertão de Pernambuco. A área na beira do rio São Francisco localiza-se numa região cuja demarcação do território é requerida por comunidades indígenas e quilombolas.

A intenção de retomada do projeto nuclear, que prevê a instalação de seis reatores em um terreno de 500 hectares, reacendeu a polêmica que estava adormecida em Pernambuco desde 2010.

Além dos povos indígenas pankará e tuxá e da comunidade quilombola Poços dos Cavalos, parte significativa da Igreja Católica tem se posicionado contra o empreendimento no semiárido pernambucano, região mais pobre do estado, por temer algum tipo de acidente nuclear.

Itacuruba tem apenas 4.700 habitantes. Tinha o dobro até 1988, quando a população precisou ser retirada para realização de uma inundação programada pela Chesf (Companhia Hidrelétrica do São Francisco) e a consequente construção da barragem de Itaparica.

A cacique pankará Lucélia Cabral diz que o projeto, com previsão de geração de 6.000 empregos diretos quando estiver em pleno funcionamento, significa a morte para o povo indígena. Para ela, as 300 famílias pankará que vivem no território vão lutar com todas as forças contra a construção.

“É a morte para nós. É preciso lembrar que parte da nossa história e da nossa vivência está embaixo da água. Mais uma vez, somos jogados feito bola para aqui e acolá. É como se a gente não tivesse significado e importância”, afirma.

Lucélia ressalta que, apesar de o tamanho do terreno para instalação da usina nuclear ser de 500 hectares, existe uma área de segurança que é bem maior. “Compreende todo o território que estamos brigando para ser demarcado. Isso aqui pertence aos povos indígenas e quilombolas. Não aceitamos que nos matem assim”, afirma a cacique.

Distante apenas um quilômetro da fazenda que deve ser desapropriada até 2021 para instalação dos reatores, há uma vila de casas de taipa e sem energia onde vivem 78 famílias do povo Tuxá Campos.

“Imagine que um reator desse apresente qualquer tipo de defeito. Não sobra um peixe no rio, não sobra nada. Não podemos correr esse risco. Já tivemos exemplos de acidentes gravíssimos no mundo. O rio é a fonte de tudo”, diz a cacique tuxá Evani Campos.

Nas missas de domingo, na igreja Nossa Senhora do Ó, em Itacuruba, o padre Luciano Aguiar não deixa de tocar no assunto. “Eu sempre falo sobre o tema. Somos contra a usina porque acreditamos na defesa da vida. O povo indígena será deslocado. Alguns já vivem em estado de miséria.”

Em 13 de outubro, o religioso entregou pessoalmente uma carta ao papa Francisco após cerimônia de canonização de Irmã Dulce, no Vaticano. “Tive sorte. Consegui entregar a ele uma carta que fala dos problemas da instalação da usina aqui. Um assessor já entrou em contato conosco, e estamos esperando para falar com o papa”, relatou o padre.

O governo federal também precisa enfrentar um entrave legal para implantação dos reatores em Itacuruba. A Constituição de Pernambuco, em seu artigo 216, veta a instalação de usinas nucleares no estado “enquanto não se esgotar toda a capacidade de produzir energia hidrelétrica e oriunda de outras fontes”.

O deputado estadual Alberto Feitosa (Solidariedade), o maior defensor do projeto na Assembleia Legislativa, é autor de uma PEC (Proposta de Emenda à Constituição) para possibilitar a instalação do empreendimento.

“Estamos falando de US$ 30 bilhões de investimentos em dez anos e 6.000 empregos diretos. É transformador para o desenvolvimento social e econômico daquela região. As pessoas precisam ter mais informações. Com os dados em mãos, é difícil ser contra”, diz. Ele tem feito audiência públicas para debater o tema.

A PEC deve começar a tramitar no início do próximo ano.

No dia 11 de outubro, o presidente da Eletronuclear, Leonam dos Santos Guimarães, e o senador Fernando Bezerra Coelho, líder do governo Bolsonaro no Senado, apresentaram detalhes do projeto ao governador de Pernambuco, Paulo Câmara (PSB). Câmara nunca fez a defesa do empreendimento, mas se declarou aberto ao diálogo.

O Ministério Público Federal em Pernambuco instaurou procedimento preparatório para acompanhar a possibilidade de instalação da usina.

A Eletronuclear não quis se posicionar sobre a implantação dos reatores em Itacuruba. Informou que existe avaliação para a sejam construídas novas usinas nucleares.