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Críticas a Lula dividem candidatos à presidência do PT

Por André Luis

Do jornal O Globo

Pressionado pelas pesquisas que apontam baixa aprovação ao governo Lula, o PT vai às urnas no próximo domingo para eleger seu novo presidente.

Dos quatro postulantes ao cargo, três cobram mudanças no Planalto e na política de alianças para 2026. A exceção é o favorito Edinho Silva, que atribui os problemas de Lula à polarização política e ao avanço do Congresso sobre o Orçamento.

“O maior patrimônio do PT é o governo Lula. Se não fosse ele, o partido não teria superado as crises que viveu. O PT tem que ter posição, tem que disputar os rumos da coalizão. Mas não defender o governo Lula é um imenso erro”, afirma o ex-ministro da Secretaria de Comunicação Social.

Três vezes presidente do PT, Rui Falcão diz que deseja voltar ao cargo para resgatar os “princípios fundadores” do partido e garantir sua independência em relação ao governo.

“O partido deve apoiar e dar sustentação política. Mas, para ser forte, precisa ter direito de criticar quando acha que o rumo não está bom. Essa divisão de papéis tem que ficar muito clara, se não o PT vira puxadinho do governo, o que nunca foi”, afirma o deputado.

Candidato mais à esquerda no partido, Valter Pomar se apresenta como opção de ruptura com a política atual.

“O PT está numa encruzilhada. Edinho representa a manutenção da política atual, de conciliação com o modelo primário-exportador e com o capital financeiro. Eu represento a mudança. A política atual já nos levou a uma derrota em 2024, na eleição municipal. Mantê-la vai nos levar a outra derrota em 2026”, diz o historiador.

Romênio Pereira, da corrente Movimento PT, também defende uma atitude mais crítica em relação ao Planalto.

“Nossa bancada tem que votar 100% com o governo, mas o partido precisa ter liberdade para conversar e dizer que é preciso mudar. Sem mudar, vai ser difícil alcançar uma nova vitória em 2026”, afirma.

Outras Notícias

48 horas para calibrar a articulação

Do Blog da Folha Em política, 48 horas se transformam em uma eternidade. E é nisso que o Palácio do Campo das Princesas e parte do PSB apostam para tentar chegar a um consenso em relação ao nome do partido que ocupará a 1ª Secretaria da Assembleia Legislativa. Disposto a bancar a candidatura de Lula […]

Do Blog da Folha

Em política, 48 horas se transformam em uma eternidade. E é nisso que o Palácio do Campo das Princesas e parte do PSB apostam para tentar chegar a um consenso em relação ao nome do partido que ocupará a 1ª Secretaria da Assembleia Legislativa.

Disposto a bancar a candidatura de Lula Cabral, o Governo, que passou semanas protelando ao máximo as negociações em torno da eleição da Mesa da Alepe, sendo obrigado a engolir goela abaixo a reeleição de Guilherme Uchoa (PDT) e todos os questionamentos, inclusive jurídicos, decorrentes dessa postulação, lutará até o domingo para demover o deputado Diogo Moraes da ideia de bater chapa pelo cargo.

A equação é até fácil de fechar, a não ser por um problema: um não desiste e o outro não abre mão da disputa. Pelo menos até agora.

Durante a inauguração do novo prédio anexo da Alepe, Diogo Moraes reafirmou a posição externada na noite da quinta-feira (29), de disputar de todo o jeito a 1ª Secretaria. Tem a simpatia de Uchoa e, segundo os corredores da Assembleia, mais de 32 dos 49 votos da Casa. Ele alega ter feito o caminho “que a boa política pede”.

“Conversei com os eleitores. Construí minha candidatura na Casa e acho legítimo disputar. Sou candidato do PSB apoiado pela base e não tenho constrangimento de disputar. Todos nós temos o direito de votar e ser votado”, argumentou o parlamentar.

Também presente à cerimônia, Lula Cabral foi lacônico. “Sou o candidato do Governo e do partido”. Repetiu por três vezes essa frase. Momentos depois, disse que vem conversando com os deputados, e que tem certeza de que poderá sair vencedor.

Essa mesma expectativa positiva pode ser notada no líder do PSB na Casa, deputado Ângelo Ferreira, e no secretário-executivo de Articulação Política, André Campos, o elo entre o Palácio e a Casa de Joaquim Nabuco. E só. Na verdade, muito poucos apostam na vitória de Cabral, até agora.

Uns dizem que ele é candidato do secretário da Casa Civil, Antônio Figueira, do presidente do PSB, Sileno Guedes e do prefeito Geraldo Julio. Outros afirmam que os nove parlamentares do PSB que assinaram a postulação de Diogo Moraes não vão mudar de posição. “Fica feio. Pode ver que foram os novatos que assinaram. Os experientes não chancelaram. Mas mudar de posição fica ruim para eles”, argumenta ex-deputado, que tem excelente trânsito na casa.

E é nesse panorama desfavorável que o PSB tenta evitar o pior: depois de perder a presidência, apesar da gigantesca bancada de 15 dos 49 deputados, disputar no voto e ter o candidato palaciano (Lula Cabral) derrotado pelo preferido de Uchoa (Diogo Moraes). É lançar mão de todo o tipo de argumentação e de todos os artifícios possíveis para fazer valer a vontade do Governo.

Os lulistas apostam que o dueto articulação e traição, já que o voto é secreto, seja suficiente para virar o jogo. O problema é que, até agora, nenhuma articulação funcionou. A mira está descalibrada. A dúvida é se em 48 horas PSB e Governo encontrarão o caminho para evitar uma derrota que deixaria (á) o Palácio do Campo das Princesas em situação desconfortável, para não dizer vexatória. Até agora estão patinando.

Itapetinense procurado pela família há dois meses morreu vítima de acidente

O itapetinense Givanildo Ribeiro do Nascimento, conhecido como “Negrada”, de 41 anos, que estava desaparecido desde o dia 08 de agosto. Há exatamente dois meses, morreu vítima de acidente cerca de três dias depois do desaparecimento. A informação foi confirmada ao Blog Repórter do Sertão por Socorro, madrasta do rapaz. De acordo com ela, Givanildo […]

O itapetinense Givanildo Ribeiro do Nascimento, conhecido como “Negrada”, de 41 anos, que estava desaparecido desde o dia 08 de agosto. Há exatamente dois meses, morreu vítima de acidente cerca de três dias depois do desaparecimento. A informação foi confirmada ao Blog Repórter do Sertão por Socorro, madrasta do rapaz.

De acordo com ela, Givanildo faleceu na cidade de Paudalho, na Zona da Mata de Pernambuco. Ele foi sepultado como indigente na mesma cidade. O blog não conseguiu detalhes sobre o acidente.

Givanildo foi a capital pernambucana acompanhar o pai que estava internado no Hospital Getúlio Vargas e desapareceu de dentro da unidade de saúde, após parecer transtornado. Segundo a madrasta, ele tinha problemas com o consumo de bebida alcoólica.

Desde o dia que Givanildo sumiu, a família estava a sua procura e só agora os familiares souberam que ele havia morrido em um acidente.

Pedido de vista de Gilmar Mendes suspende julgamento de ações sobre Reforma da Previdência

O julgamento de treze ações que questionam diversos pontos da Reforma da Previdência (Emenda Constitucional 103/2019) foi suspenso nesta quarta-feira (19) após um pedido de vista do ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF).  Até o momento, dez ministros haviam proferido seus votos, majoritariamente favoráveis à constitucionalidade dos dispositivos da reforma, embora divergências tenham […]

O julgamento de treze ações que questionam diversos pontos da Reforma da Previdência (Emenda Constitucional 103/2019) foi suspenso nesta quarta-feira (19) após um pedido de vista do ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF). 

Até o momento, dez ministros haviam proferido seus votos, majoritariamente favoráveis à constitucionalidade dos dispositivos da reforma, embora divergências tenham surgido em cinco questões específicas.

As divergências mais notáveis incluem a progressividade das alíquotas dos servidores públicos, a ampliação da base de cálculo para inativos em caso de déficit atuarial, a contribuição extraordinária, a nulidade de aposentadorias de advogados que se tornaram magistrados ou membros do Ministério Público sem contribuição ao sistema, e a diferenciação entre servidoras públicas e mulheres do regime geral.

O julgamento começou no Plenário Virtual, sob a relatoria do ministro Luís Roberto Barroso, também presidente do STF. Barroso defendeu a manutenção das regras da reforma, com uma ressalva sobre o artigo 149, parágrafo 1º-A, da Constituição. Ele argumentou que a base de cálculo da contribuição previdenciária de inativos e pensionistas só deve ser ampliada em caso de déficit comprovado, mesmo após a aplicação das alíquotas progressivas.

Durante a sessão virtual, o ministro Edson Fachin divergiu em cinco pontos, considerando que certos dispositivos violam a segurança jurídica e criam um tratamento diferenciado injustificável para servidores públicos, contrariando a dignidade da pessoa humana.

O ministro Alexandre de Moraes, que havia pedido vista no Plenário Virtual, iniciou a sessão de hoje acompanhando a maioria das divergências de Fachin, exceto na questão da progressividade.

As ministras Cármen Lúcia e Rosa Weber, e os ministros Dias Toffoli e André Mendonça, acompanharam integralmente a divergência. Por outro lado, o ministro Cristiano Zanin apoiou o relator em quase todos os pontos, exceto na questão das aposentadorias dos ex-advogados que se aposentaram como magistrados, onde ele se posicionou contra a nulidade das aposentadorias já concedidas.

O ministro Nunes Marques concordou com o presidente do STF, mas divergiu na nulidade das aposentadorias. O ministro Luiz Fux também seguiu a divergência, exceto nas questões da progressividade e do aumento da alíquota dos inativos.

As ações em julgamento incluem as Ações Diretas de Inconstitucionalidade (ADIs) 6254, 6255, 6256, 6258, 6271, 6279, 6289, 6361, 6367, 6384, 6385, 6731 e 6916. Estas foram ajuizadas por diversas associações, incluindo defensores públicos, magistrados, membros do Ministério Público, auditores fiscais, partido político, e delegados e agentes da Polícia.

O pedido de vista do ministro Gilmar Mendes adia a decisão final sobre a constitucionalidade dos pontos contestados da reforma, mantendo a expectativa e o debate em torno dessas mudanças significativas na previdência pública brasileira.

SJE: Secretário satisfeito com adesão em volta às aulas

O Secretário de Educação de São José do Egito,  Henrique Marinho,  disse ao programa Debate do Sábado,  na Gazeta FM,  ter ficado extremamente satisfeito com a adesão na volta das aulas desde o dia 13. Henrique informou que além dos que aderiram à volta com protocolos, muitos pais que estavam temerosos e visitaram as escolas […]

O Secretário de Educação de São José do Egito,  Henrique Marinho,  disse ao programa Debate do Sábado,  na Gazeta FM,  ter ficado extremamente satisfeito com a adesão na volta das aulas desde o dia 13.

Henrique informou que além dos que aderiram à volta com protocolos, muitos pais que estavam temerosos e visitaram as escolas decidiram voltar atrás e autorizar a ida dos filhos.

“Havia cerca de 30% dos pais que não haviam aderido ao ensino presencial.  Hoje esse número é estimado em 15%”, comemorou. Ele agradeceu ao corpo funcional das escolas,  entre gestores, professores, pessoal da alimentação e limpeza pelo trabalho em conjunto.

Outra notícia importante foi a volta do transporte escolar,  que reaquece a economia. “São 56 rotas. Dessas, 15 tem transporte próprio da Educação e as demais, contratadas. Esses pais estavam a meses sem essa atividade. Isso também ajuda a economia”.

O Secretário cobrou à Celpe celeridade na ligação de rede para funcionamento da nova escola Romero Dantas, pronta para funcionar e aguardando apenas o trabalho da concessionária.  “Não entendo porque estão demorando tanto”, reclamou.

TSE proíbe ataques nas campanhas eleitorais

Em resposta a uma representação da coligação de Aécio Neves, pedindo direito de resposta em propaganda da presidente Dilma Rousseff, que mostra um recorte de jornal para acusar o candidato tucano de perseguir jornalistas, o Tribunal Superior Eleitoral fixou uma nova regra, visando a orientar os candidatos neste segundo turno, de que na propaganda eleitoral […]

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Em resposta a uma representação da coligação de Aécio Neves, pedindo direito de resposta em propaganda da presidente Dilma Rousseff, que mostra um recorte de jornal para acusar o candidato tucano de perseguir jornalistas, o Tribunal Superior Eleitoral fixou uma nova regra, visando a orientar os candidatos neste segundo turno, de que na propaganda eleitoral não será admitido o uso de depoimentos de terceiras pessoas para embasar acusações, assim como matérias de jornais.

A propaganda deve se limitar às propostas. O candidato que se utilizar desse recurso, segundo o TSE, está passível de ceder parte de seu tempo para direito de reposta do adversário. A coordenação jurídica da campanha de Aécio considerou a decisão importante para coibir abusos .
Por causa da representação, o tribunal determinou que a campanha da presidente Dilma não repetisse mais o trecho de seu programa em que acusou seu adversário, Aécio Neves (PSDB), de perseguir jornalistas.

O julgamento foi em caráter liminar (provisório). Em outro julgamento sem data prevista, o tribunal decidirá se Aécio terá ou não direito de resposta à crítica veiculada pela campanha petista. Após a decisão do TSE, a coordenação jurídica da campanha de Aécio considerou a decisão “importante para coibir abusos”.

O presidente do TSE, ministro Dias Toffoli, disse que a campanha eleitoral para presidente da República precisa ser mais propositiva e ter menos “pirotecnia”. Toffoli criticou os ataques mútuos entre os candidatos Aécio Neves (PSDB) e Dilma Rousseff (PT), e disse que a partir de agora o tribunal não vai mais tolerar “esse tipo de conduta” no horário eleitoral gratuito.

A declaração foi dada num julgamento em que o TSE determinou que as propagandas eleitorais gratuitas em cadeia nacional de rádio e TV não podem servir para atacar adversários, e sim para debater propostas. A decisão já vale a partir desta sexta-feira.