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Crise reduziu consumo de nove entre dez brasileiros, mostra pesquisa

Por André Luis

consumoPesquisa divulgada esta semana pelo Instituto Data Popular mostra que nove entre dez brasileiros diminuíram o consumo no ano passado, devido à crise econômica. As entrevistas foram feitas entre os dias 4 e 12 de janeiro com 3,5 mil consumidores maiores de 16 anos em 153 municípios de todos os estados.

Segundo os dados, dos 99% dos consultados que acreditam que o país está em crise, 81% têm certeza de que vivenciam um período de recessão. Para 55%, esta é a pior crise que já enfrentaram. De acordo com o presidente do instituto, Renato Meirelles, isso acontece por dois fatores.

O primeiro deles é que existe hoje um contingente enorme de consumidores que não participavam do mercado na época em que o Brasil conviveu com hiperinflação. “Não eram adultos na época da hiperinflação. É, de fato, um conjunto de consumidores jovens que tendem a achar que esta é a maior crise”, disse Meirelles, para quem a crise atual não é a maior que o país atravessa. “A gente já teve crises com taxas de desemprego maiores, com o país com menos reserva internacional do que tem hoje, com mais inflação.”

Outro fator, segundo Meirelles, é que nas crises anteriores, de 2002  de 2008, em geral, as pessoas tinham a sensação de que estava difícil comprar um bem ou produto ou melhorar de vida. Segundo ele, hoje a sensação de “voltar para trás” e isso aumenta a percepção de que esta é a maior crise. Como a situação atual veio depois de um processo de crescimento forte, da democratização do consumo, de os brasileiros passarem a ter acesso a produtos e serviços que antes não consumiam, a sensação de perda se torna mais forte, disse Renato Meirelles.

Retomada – O presidente do Data Popular observou, entretanto, que boa parte das pessoas que não conseguiram realizar seus projetos no ano passado, em função da crise, se mostra disposta a efetivar seus planos em 2016. Do percentual de 63% que planejaram comprar um imóvel em 2015, mas encerraram o ano sem cumprir a meta, 35% acreditam que conseguirão realizar o sonho este ano. O percentual sobe para 69% se for considerado o universo de pessoas que planejaram comprar um eletrodoméstico em 2015 e não conseguiram (54% dos entrevistados).

“A pesquisa mostrou que o consumidor está se programando para realizar seus planos, seja buscando uma renda extra, fazendo escolha do que é prioritário ou não no seu gasto, seja buscando financiamento, para voltar a comprar aquilo que ele tinha pensado em ter no ano passado e não comprou”. Significa que a crise funciona como uma alavanca para que as pessoas retomem o que haviam programado. “É um consumidor que entra nesta crise mais preparado do que em crises anteriores”, ressaltou Meirelles.

Outro aspecto evidenciado por esse cenário é que a estratégia das empresas que querem conquistar esse consumidor tem que mudar, segundo Renato Meirelles. “Em um cenário de crise, as empresas têm que ganhar dos seus concorrentes”, disse, ao destacar que as empresas que souberem fidelizar o consumidor e se mostrar de alguma forma como parceira terão mais chances de crescer do que outras. “Esse é o momento de as empresas consolidarem seus clientes fiéis e avançarem sobre a concorrência, que é a consequência disso no mercado”.

Outras Notícias

Câmara e Moro tem agenda conjunta nesta segunda

O governador Paulo Câmara acompanhará, nesta segunda-feira, as ações do Programa Em Frente Brasil, no município do Paulista, na Região Metropolitana. Na ocasião, o chefe do Executivo Estadual estará com o ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro. A cidade sedia o projeto-piloto de enfrentamento à criminalidade violenta. Será a primeira visita técnica desde […]

O governador Paulo Câmara acompanhará, nesta segunda-feira, as ações do Programa Em Frente Brasil, no município do Paulista, na Região Metropolitana.

Na ocasião, o chefe do Executivo Estadual estará com o ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro. A cidade sedia o projeto-piloto de enfrentamento à criminalidade violenta. Será a primeira visita técnica desde a implantação do programa, naquela cidade, em 29 de agosto deste ano.

Paulista foi um dos cinco municípios brasileiros selecionados para receber o projeto-piloto, que tem inspiração no Programa Pacto pela Vida, maior política pública de segurança e combate à violência do País, criado pelo Governo de Pernambuco em 2007.

As equipes do Governo de Pernambuco, Prefeitura do Paulista e Ministério da Justiça e Segurança Pública reúnem-se a partir das 9h30, no Centro Administrativo do Município, localizado no bairro de Maranguape I, onde serão apresentados os resultados do Pacto Pela Vida em Paulista, que desde 2017 vem registrando uma queda significativa nos Crimes Violentos Letais Intencionais (CVLIs) na cidade. De janeiro a setembro de 2019, quando foi implantado o programa-piloto, Paulista já havia registrado uma redução de 33,65% nos homicídios em relação ao mesmo período de 2018.

O Programa Em Frente Brasil reúne as polícias Militar, Civil e Científica do Estado e o Corpo de Bombeiros Militar de Pernambuco, juntamente com a Força Nacional, Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal e Guarda Municipal do Paulista. Também foram escolhidas, para esta primeira fase do projeto, as cidades de São José dos Pinhais (Paraná), Goiânia (Goiás), Ananindeua (Pará) e Cariacica (Espírito Santo) para o programa piloto.

“Só não serei candidata se o povo não quiser”, diz Evângela Vieira sobre 2024

A empresária Evângela Vieira, que foi candidata a deputado estadual pelo partido Solidariedade, confirmou na manha desta quarta (5) na Rádio Pajeú, que é candidata em 2024 na disputa para prefeita de Afogados da Ingazeira. Evângela obteve em Afogados da Ingazeira 1.574 votos. No geral, chegou aos 4.477 votos. Ela disse que ficou satisfeita com […]

A empresária Evângela Vieira, que foi candidata a deputado estadual pelo partido Solidariedade, confirmou na manha desta quarta (5) na Rádio Pajeú, que é candidata em 2024 na disputa para prefeita de Afogados da Ingazeira.

Evângela obteve em Afogados da Ingazeira 1.574 votos. No geral, chegou aos 4.477 votos.

Ela disse que ficou satisfeita com a votação obtida no município e perguntada se houve algum erro na estratégia durante o decorrer da campanha, ela disse que faria tudo novamente.

“Se fosse pra retomar o primeiro dia de campanha eu faria exatamente do mesmo jeito. Nós fizemos uma campanha de apresentação. Nós nos apresentamos em todos os locais onde fomos votados como a pessoa que eu sou, não teve demagogia, não teve representação, não teve promessas, nós fomos fieis ao que nos somos. Então não teve nenhum tipo de estratégia errada do que foi feito”, disse.

Ela também acusou os governistas de caça aos seus votos, afirmando que pessoas foram impedidas de votar, coagidas ou intimidadas. “Não tive direito a uma reunião com servidores, prestadores de serviço, não pude ir à uma secretaria, não fiz nenhuma lista obrigando as pessoas a votar”.

Sobre se candidatar em 2024, Evângela afirmou que vai concorrer, só não será se o povo não quiser. “Ainda é cedo pra gente declarar cem por cento desse projeto, mas, de verdade, eu não sou de meias palavras, eu não tenho porque tá fazendo doce, na verdade o meu desejo e a possibilidade de Evângela ser candidata a prefeito em Afogados da Ingazeira é bem significativa e eu só não vou ser se daqui pra lá nesse processo sentir que o povo não quer. Mas, se o povo quiser, serei sim candidata a prefeito da minha terra”, concluiu.

Médica de Gaza se despediu dos 10 filhos antes de perder 9 deles em bombardeio de Israel

Na madrugada de sexta-feira (23), como fazia todos os dias, a pediatra Alaa al-Najjar se despediu de seus 10 filhos antes de sair de casa, em Khan Younis, no sul da Faixa de Gaza. O caçula, Sayden, de apenas 6 meses, ainda estava dormindo. Com os bombardeios israelenses cada vez mais intesos, ela deixava a […]

Alaa foi até o necrotério, segurou os filhos no colo, recitou versos do Alcorão e orou por eles.

Na madrugada de sexta-feira (23), como fazia todos os dias, a pediatra Alaa al-Najjar se despediu de seus 10 filhos antes de sair de casa, em Khan Younis, no sul da Faixa de Gaza. O caçula, Sayden, de apenas 6 meses, ainda estava dormindo. Com os bombardeios israelenses cada vez mais intesos, ela deixava a casa com o coração apertado, mas não podia faltar ao trabalho. Era uma das poucas médicas ainda atuando no hospital Nasser, onde cuidava de bebês feridos pelos ataques.

Horas depois, os corpos carbonizados de sete de seus filhos chegaram ao hospital onde trabalhava, mortos por um ataque aéreo. Outros dois, incluindo o pequeno Sayden, ainda estavam sob os escombros. Apenas Adam, de 11 anos, sobreviveu, junto ao pai, Hamdi al-Najjar, também médico, de 40 anos. Ambos estão internados.

À esquerda: Adam al-Najjar, que sobreviveu ao ataque israelense, com as irmãs Sidra e Eve, mortas.

“É uma das tragédias mais comoventes desde o início da guerra”, disse Mohammed Saqer, chefe de enfermagem do hospital. “Aconteceu com uma pediatra que dedicou sua vida a salvar crianças e teve a maternidade arrancada em segundos.”

Imagens obtidas pelo jornal britânico The Guardian mostram os corpos de crianças queimadas sendo retirados dos escombros da casa da família, perto de um posto de gasolina. O fogo ainda consumia o que restava da residência.

Ali al-Najjar, irmão mais velho de Hamdi, correu até o local assim que soube da explosão. Encontrou Adam coberto de fuligem, com as roupas rasgadas, mas ainda respirando. O pai estava desacordado, com hemorragias e o braço decepado. Ali chamou uma ambulância e levou os dois ao hospital, depois iniciou a busca pelos outros nove sobrinhos.

Dra. Alaa al-Najjar (à esquerda) ao lado do seu marido no hospital.

“A casa tinha desabado, o teto em camadas. Procurei ao redor, pensando que alguma criança poderia ter sido arremessada para fora. Mas, tristemente, o primeiro corpo queimado apareceu. Depois que apagamos o fogo, encontramos os demais — todos carbonizados e alguns mutilados”, contou.

Alaa chegou ao local no momento em que retiravam o corpo de sua filha Revan dos escombros. Em lágrimas, pediu para segurá-la uma última vez. “O corpo dela estava completamente queimado da cintura para cima”, relatou Ali. Yahya, de 12 anos, e Sayden, de seis meses, ainda não haviam sido encontrados.

De volta ao hospital, Alaa tentou identificar os filhos, mas os corpos estavam irreconhecíveis. Os nomes das crianças eram: Yahya, Rakan, Ruslan, Jubran, Eve, Revan, Sayden, Luqman e Sidra.

O Dr. Hamdi al-Najjar, que ficou gravemente ferido, com os filhos. (Foto: @mosababutohapoet).

O diretor do hospital, Ahmed al-Farra, contou que Alaa foi até o necrotério, segurou os filhos no colo, recitou versos do Alcorão e orou por eles. “Enquanto outras médicas desabavam, ela permaneceu firme. Deus acalmou seu coração. Depois do enterro, foi ver o filho e o marido e passou a cuidar deles.”

Conhecida por sua ética e resiliência, Alaa atendia dezenas de crianças por dia sem nunca descuidar da própria família. “Ela vivia preocupada com os filhos. Quando ouviu sobre o bombardeio de uma casa no bairro Qizan al-Najjar, seu coração de mãe soube que algo estava errado”, contou Farra.

Após o último adeus, Alaa voltou para a ala onde Adam está internado. O marido sofreu traumatismo craniano, fraturas no tórax e ferimentos por estilhaços. Está sedado e com ventilação mecânica. O filho, apesar de lesões graves, apresenta melhor estado.

Amigos contaram que a família planejava se mudar para o Egito e matricular os filhos na Universidade Al-Azhar, no Cairo. As crianças tinham cidadania egípcia.

O Exército de Israel alegou que “um avião atingiu suspeitos próximos a tropas israelenses em Khan Younis” e que civis haviam sido orientados a deixar a área. A alegação sobre mortes de civis inocentes estaria “sob revisão”.

Segundo o Ministério da Saúde de Gaza, quase 54 mil palestinos foram mortos desde o início da guerra, sendo 16.503 crianças.

“A única esperança que me resta”, disse Farra, “é que os que morreram não sejam apenas números. Somos seres humanos como qualquer outro. Temos o mesmo direito de viver.”

Fonte: Diário do Centro do Mundo.
Imagens: Reprodução – Fepal Brasil.

O que abre e o que fecha neste dia da Data Magna de Pernambuco

Celebrada dia 6 de março, a Data Magna de Pernambuco este ano coincide com a Quarta-feira de Cinzas, e por ser feriado, altera o funcionamento do comércio, bancos e repartições públicas. A Data Magna homenageia a Revolução Pernambucana de 1817 e visa a homenagear os revolucionários que lutaram contra os desmandos da Coroa portuguesa na […]

Celebrada dia 6 de março, a Data Magna de Pernambuco este ano coincide com a Quarta-feira de Cinzas, e por ser feriado, altera o funcionamento do comércio, bancos e repartições públicas.

A Data Magna homenageia a Revolução Pernambucana de 1817 e visa a homenagear os revolucionários que lutaram contra os desmandos da Coroa portuguesa na Capitania de Pernambuco, no período do Brasil colônia.

Confira o que abre e o que fecha na região:

Bancos: Todas as repartições públicas e privadas terão suas atividades paralisadas em decorrência do feriado de Data Magna. Atendimentos serão retomados amanhã, quinta (7). Comércio: Funcionamento é facultativo.

Sertânia: Prefeitura comemora show com Léo Magalhães na segunda e diz que quem secou, “quebrou a cara”

A II Exposertânia – 42a Exposição Nordestina Especializada em Caprinos e Ovinos acabou ganhando mais um dia de festa. Segundo assessoria em nota, um grande público compareceu ao evento no Parque de Exposição Professor Renato Moraes. O show do cantor Léo Magalhães, que não aconteceu por conta das condições meteorológicas que não permitiram o pouso […]

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A II Exposertânia – 42a Exposição Nordestina Especializada em Caprinos e Ovinos acabou ganhando mais um dia de festa. Segundo assessoria em nota, um grande público compareceu ao evento no Parque de Exposição Professor Renato Moraes.

O show do cantor Léo Magalhães, que não aconteceu por conta das condições meteorológicas que não permitiram o pouso da aeronave do artista em Caruaru no domingo, acabou acontecendo na noite de ontem. O prefeito Guga Lins resolveu esticar a programação do evento.

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Subiram ao palco as bandas Forró Estigado e Arreio de Ouro. A grande atração foi do sertanejo romântico Léo Magalhães, que fez o público cantar seus maiores sucessos como Alô, Dá um Tempo, Onda Anda Meu Amor e Nosso Casamento.

Segundo nota da Assessoria de Comunicação, “quem apostou no fracasso da festa quebrou a cara”.