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Covid-19: Nota Técnica reitera importância da manutenção de aulas presenciais

Por André Luis

A Fiocruz divulgou, nesta sexta-feira (24), uma nota técnica sobre a manutenção das atividades presenciais nas escolas diante de um contexto que ainda é de pandemia. 

O grupo de trabalho (GT) formado por pesquisadores da Fundação que elaborou a nota técnica reitera a importância da manutenção de aulas presenciais, resguardado o afastamento de casos positivos e de sintomáticos respiratórios, enfatiza que é necessário ter disponibilidade de testes para Covid-19 na comunidade escolar e recomenda que seja dada prioridade à vacinação (doses de reforço) aos trabalhadores da educação. 

Ainda de acordo com o documento, situações identificadas como agravos associados à Covid-19 devem ser referenciadas para as equipes de atenção primária à saúde, vinculadas a unidades básicas de saúde. Os pesquisadores ressaltam que as escolas são equipamentos seguros e essenciais, por serem promotoras e protetoras da saúde. 

“Decorrido todo este tempo de convivência com períodos de maior ou menor transmissão do Sars-CoV-2, pode-se afirmar que as atividades presenciais nas escolas não têm sido associadas a eventos de maior transmissão do vírus”, afirmam os pesquisadores. Segundo o GT, “a detecção de casos nas escolas não significa necessariamente que a transmissão ocorreu nas escolas. Em sua maioria os casos são adquiridos nos territórios e levados para o ambiente escolar. Nesse sentido, a experiência atual, comprovada por estudos científicos de relevância, revela disseminação limitada da Covid-19 nas escolas”.

De acordo com a nota, pelas características da doença, padrão de disseminação nas diferentes faixas etárias e efeitos da vacinação, é possível afirmar que a transmissão de trabalhadores para trabalhadores é mais frequente do que a transmissão de alunos para trabalhadores, trabalhadores para alunos ou alunos para alunos. 

Portanto, aconselham os pesquisadores, medidas de proteção devem ser adotadas em todos os ambientes escolares, com priorização das estratégias direcionadas à redução da transmissão entre trabalhadores (por exemplo: espaços de convívio e ênfase no rastreio de casos e contatos).

A nota destaca que foi identificado um maior uso de autotestes após a liberação no Brasil. No entanto, chama a atenção para o difícil controle de sua execução correta, bem como as dificuldades de notificação, embora reconheça que os autotestes têm sido importantes para o isolamento precoce dos casos.

O documento lembra que o controle da pandemia resultou, em 2022, na retomada plena das atividades presenciais nas escolas, constatando as consequências e prejuízos pedagógicos e psicossociais da pandemia Covid-19. 

Assim, é imperativo buscar reconstruir as rotinas escolares e seus projetos pedagógicos. A nota afirma que, no atual momento epidemiológico, não são recomendadas novas interrupções das atividades escolares.

Os pesquisadores sublinham, porém, que “com o inverno, as viroses respiratórias têm sua incidência aumentada. É necessário rever os protocolos para melhor gerenciar os riscos. Assim, atenção especial à ventilação dos ambientes, higiene das mãos e uso de máscara nos sintomáticos leves devem ser incentivados. Essas medidas são importantes para todas as viroses respiratórias”.

O documento informa que em 21 de junho o Brasil apresentava 77,8% com ciclo completo de vacinação da população total e 85,5% para a população elegível acima de 5 anos. No entanto, somente 46% com ciclo completo (todas as doses de reforço) da população total e 55% da população vacinável com reforço acima de 12 anos. 

Na faixa etária entre 5 e 11 anos há 13.056.571 (63,69%) de crianças com a primeira dose e somente 7.967.345 (38,86%) com a segunda dose, números aquém do necessário para uma imunização coletiva completa. Segundo os pesquisadores, essas informações revelam um maior risco para internação, gravidade e morte relacionadas aos não vacinados completamente.

“É necessário um avanço nas taxas de vacinação, para que possamos proteger toda população e tentar reduzir a taxa de transmissão. Alguns países iniciaram a vacinação para crianças a partir do sexto mês de idade e, com isso, aumentam a cobertura vacinal, principalmente em bebês e crianças como população fortemente carreadora do vírus Sars-CoV-2. Apesar de a vacina não ser esterilizante, no sentido de eliminar o vírus completamente, além de proteger o vacinado contra as formas graves da doença ela reduz a carga viral do contaminado. O Brasil precisa avançar na vacinação para as doses de reforço para as populações mais vulnerabilizadas e definir a vacinação para a faixa etária acima dos seis meses, como forma de reduzir a carga viral circulantes nas escolas e em outros ambientes”, reforça a nota técnica.

O GT da Fiocruz é um grupo constituído em setembro de 2020 com o objetivo de orientar o retorno, o mais seguro possível, às atividades escolares presenciais na condição da pandemia de Covid-19, sempre avaliando o contexto epidemiológico, o avanço da cobertura vacinal e priorizando a vigilância em saúde como tripé fundamental nessa orientação. 

Os diversos documentos publicados pelo grupo desde então refletem os diferentes momentos e contextos epidemiológicos enfrentados, desde a condição de não retorno presencial até o retorno integral proporcionado pela ampla cobertura vacinal, queda na mortalidade e redução no número de casos.

Outras Notícias

Silvio Costa Filho quer debate sobre FGTS para fortalecer Minha Casa Minha Vida

O deputado federal Silvio Costa Filho (Republicanos) apresentou, e foi aprovado por unanimidade na Comissão do Trabalho, o requerimento que visa criar uma subcomissão para discutir o FGTS, principal financiador do programa Minha Casa, Minha Vida no Brasil. De acordo com o deputado, atualmente, mais de 540 projetos estão em tramitações nos seios da comissão, […]

O deputado federal Silvio Costa Filho (Republicanos) apresentou, e foi aprovado por unanimidade na Comissão do Trabalho, o requerimento que visa criar uma subcomissão para discutir o FGTS, principal financiador do programa Minha Casa, Minha Vida no Brasil. De acordo com o deputado, atualmente, mais de 540 projetos estão em tramitações nos seios da comissão, que visam alterar o uso do FGTS, o que vem trazendo instabilidade no setor produtivo.

 O FGTS é hoje uma fonte de recursos para o financiamento de programas habitacionais, de saneamento básico e de infraestrutura urbana, propiciando a melhoria da qualidade de vida da população, principalmente a de menor renda, com geração de emprego e renda. Atualmente, existem três grandes propósitos de existência do Fundo: reserva financeira para o trabalhador; investimentos em habitação, saneamento, infraestrutura, saúde; e aplicação em operações de crédito e outros ativos.

 A preocupação de Silvio Filho é que o enorme volume de projetos para mudar a utilização do FTGS traga impacto direto na saúde financeira do Fundo e afete, consequemente, programas habitacionais como o Minha Casa, Minha Vida.

Considerado o principal motor do desenvolvimento do país, o Fundo destinou, somente entre 2017 a 2020, R$ 230,3 bilhões de recursos destinados para as áreas de habitação, saneamento, infraestrutura e saúde do país. Com o fomento, na construção civil foram construídas 1,8 milhão unidades habitacionais, gerando 5,7 milhões de empregos e diversas operações financeiras pelo país.

 Silvio Filho avalia que é fundamental instaurar o debate sobre a importância do FGTS para trazer segurança para a população e o setor produtivo. “Hoje, temos tramitando na Casa mais de 540 projetos que trata do FGTS, mais de 20 PLs e 10 PECs. Todo movimento sobre o FGTS tem rebatimento na Caixa Econômica e nos programas habitacionais para o Brasil. Isso vem trazendo insegurança muito grande para o setor, porque de certa forma prejudica. Então, temos que promover o debate sobre a importância do FGTS no Brasil tanto para população quanto para o setor”, avaliou Silvio Filho.

Movimento liderado por Anchieta ganha corpo em prol de Márcia e Sandrinho Palmeira na AMUPE

As eleições para a presidência da Associação Municipalista de Pernambuco (AMUPE), marcadas para fevereiro, prometem ser palco de uma disputa que transcende os interesses municipais, envolvendo uma medição de forças entre a governadora Raquel Lyra (PSDB) e o prefeito do Recife, João Campos (PSB). Na corrida, dois nomes já despontam: o atual presidente e ex-prefeito […]

As eleições para a presidência da Associação Municipalista de Pernambuco (AMUPE), marcadas para fevereiro, prometem ser palco de uma disputa que transcende os interesses municipais, envolvendo uma medição de forças entre a governadora Raquel Lyra (PSDB) e o prefeito do Recife, João Campos (PSB).

Na corrida, dois nomes já despontam: o atual presidente e ex-prefeito de Paudalho, Marcelo Gouveia (Podemos), e o prefeito de Aliança, Pedro Ermírio Freitas (PP), que está em seu primeiro mandato. Ambos integram partidos da base da governadora, evidenciando o esforço de Raquel em manter a presidência da AMUPE alinhada ao seu governo.

Contudo, um movimento alternativo vem ganhando corpo. Liderada pelo ex-presidente da AMUPE e ex-prefeito de Carnaíba, Anchieta Patriota (PSB), a iniciativa busca consolidar uma terceira via. Filiado ao PSB desde 1993, Anchieta, que é aliado de primeira hora do prefeito do Recife, João Campos, argumenta que sua proposta não se limita a uma questão partidária, mas defende uma gestão independente na AMUPE.

“É o conjunto das forças que querem uma AMUPE agindo com independência, respeitando todos os prefeitos e fazendo a defesa dos municípios”, declarou Anchieta, que, como ex-presidente da associação, mantém direito a voto e critica o modelo de gestão atual.

Anchieta Patriota não poupou críticas à atual administração da AMUPE, destacando o silêncio da entidade em temas importantes, como o não pagamento de emendas impositivas pelo governo estadual. Segundo ele, dos R$ 188 milhões destinados aos municípios, apenas R$ 42 milhões foram pagos até o final de dezembro.

“Não vi a AMUPE dar um pio sobre o assunto”, disparou, ressaltando a necessidade de uma atuação mais firme da entidade em defesa dos prefeitos e municípios.

Além de Marcelo Gouveia e Pedro Ermírio Freitas, a lista de possíveis candidatos começa a se ampliar com nomes do PSB, aliados de João Campos. Entre eles estão Ana Célia, ex-prefeita de Surubim; Sandrinho Palmeira, prefeito de Afogados da Ingazeira; Sivaldo Albino, prefeito de Garanhuns; e Márcia Conrado, prefeita de Serra Talhada. As informações são do blog do Júnior Campos.

Feira de Negócios movimenta comerciantes de São José do Egito

A II Fenesje aconteceu entre os dias 7 e 9 de setembro e contou com a exposição de mais de 40 micro e pequenos empreendedores A unidade do Sebrae Sertão Central, Moxotó, Pajeú e Itaparica, em parceria com CDL, Aciagro e Adesje, realizou entre os dias 7 e 9 de setembro, no Parque de Eventos […]

A II Fenesje aconteceu entre os dias 7 e 9 de setembro e contou com a exposição de mais de 40 micro e pequenos empreendedores

A unidade do Sebrae Sertão Central, Moxotó, Pajeú e Itaparica, em parceria com CDL, Aciagro e Adesje, realizou entre os dias 7 e 9 de setembro, no Parque de Eventos Miguel Arraes, a II Feira de Negócios de São José do Egito (Fenesje). O encontro contou com a exposição de mais de 40 comerciantes locais de segmentos como beleza, confecção, calçados, perfumaria, entre outros. A Fenesje tem a missão de trazer oportunidades para a região, principalmente para os pequenos comerciantes, que podem divulgar suas marcas, gerar novos negócios, realizar vendas diretas e fazer contatos com fornecedores e compradores.

De acordo com o gerente da unidade do Sebrae Sertão Central, Pedro Lira, o evento foi importante tanto para o empreendedor, que pôde expor os produtos, quanto para o consumidor, que teve acesso a um leque de opções para compras e conhecimento das marcas participantes. “Estou feliz com o resultado da feira. Os empresários bem sucedidos da região puderam se apresentar e mostrar os altos e baixos das suas histórias, que serviram de incentivo para outros participantes”, pontua.

Um desses expositores foi Glauco Pompilho, proprietário da empresa Lipling Noivas. O empreendedor já conhecia o evento e encontrou na Fenesje uma grande oportunidade de divulgar a marca. “Eu vim como visitante na feira do ano passado e desta vez precisava participar”, contou. Já Michelli Thayse, dona da Limpe Plus, afirmou que está colhendo os frutos da exposição. “Depois do evento as minhas vendas aumentaram cerca de 80%, estou muito satisfeita“.

Nesta edição do evento, o Sebrae ainda montou um posto de atendimento durante os três dias e organizou uma arena gastronômica, onde os micro e pequenos empresários puderam expor pratos desenvolvidos especialmente para a ocasião promovendo a culinária local. O Analista  do Sebrae, Camilo Melo, afirma que o órgão é o principal impulsionador do eventos na região. “A Feira vem ganhando cada vez mais destaque e fortalece a economia. A terceira edição da Fenesje já está confirmada e esperamos que seja um sucesso assim como essa”, concluiu.

Número de homicídios sobe 12,1% em outubro em Pernambuco

O número de homicídios registrados em Pernambuco em outubro de 2022 foi 12,1% maior do que os notificados no mesmo período de 2021. Os dados foram divulgados, nesta sexta (11), pela Secretaria de Defesa Social (SDS). No décimo mês deste ano, 297 pessoas foram assassinadas no estado, contra 265 em outubro do ano passado. Nos […]

O número de homicídios registrados em Pernambuco em outubro de 2022 foi 12,1% maior do que os notificados no mesmo período de 2021. Os dados foram divulgados, nesta sexta (11), pela Secretaria de Defesa Social (SDS).

No décimo mês deste ano, 297 pessoas foram assassinadas no estado, contra 265 em outubro do ano passado.

Nos dez primeiros meses deste ano, 2.838 pessoas foram assassinadas, em Pernambuco. O número representa um aumento de 2,7% em relação aos 2.764 homicídios registrados entre janeiro e outubro de 2021. Proporcionalmente, o maior aumento no número de assassinatos no mês de outubro ocorreu no Agreste. Na região, 79 pessoas foram mortas no mês passado; o que está 23,44% acima dos 64 homicídios registrados em outubro de 2021.

Em seguida, aparece o Recife, onde 49 pessoas foram mortas, em outubro deste ano. No mesmo mês de 2021, aconteceram 42 casos. Houve, assim, um aumento de 16,67% nos crimes deste tipo registrados na capital. Em comparação, o conjunto de demais cidades da Região Metropolitana foi a região do estado em que o crescimento dos homicídios foi menor.

Foram, ao todo, 79 assassinatos em outubro de 2022, Isso significa 3,95% a mais do que os 76 casos ocorridos no mesmo mês do ano passado. Na nota enviada à imprensa, a SDS diz que já mapeou as áreas onde foi constatado o aumento nos assassinatos e “está concentrando esforços nesses territórios para reduzir os números”.

Roubos – Pelo terceiro mês consecutivo, Pernambuco registrou uma queda no número de crimes contra o patrimônio. Foram 3.694 ocorrências de roubos e assaltos, menor número de crimes deste tipo no mês de outubro desde 2005, segundo a SDS. O resultado representa um recuo de 12,88% em relação aos 4.240 roubos de outubro de 2021.

Entre janeiro e outubro deste ano, houve 1.051 queixas de roubos a menos do que nos dez primeiros meses do ano passado. Para a SDS, esse resultado é importante, “porque esse tipo de crime está diretamente ligado à sensação de segurança da população”.

A redução no número de crimes ao patrimônio ocorreu em todas as regiões do estado, mas foi mais forte no Sertão, onde foram registrados 39,36% roubos a menos do que em outubro de 2021. No Recife, a queda foi de 9,15% e nas demais cidades da Região Metropolitana, de 15,23%. Do portal G1.

Patriota sobre reunião da AMUPE: “não há definição”

O presidente da AMUPE e Deputado Estadual José Patriota negou que já haja uma definição em torno da eleição da Mesa Diretora da entidade. Ontem, aliados da prefeita de Serra Talhada Márcia Conrado deram como certa a tendência por sua eleição a frente da entidade, indicando que ela teria reunido mais condições. “O que está […]

O presidente da AMUPE e Deputado Estadual José Patriota negou que já haja uma definição em torno da eleição da Mesa Diretora da entidade.

Ontem, aliados da prefeita de Serra Talhada Márcia Conrado deram como certa a tendência por sua eleição a frente da entidade, indicando que ela teria reunido mais condições.

“O que está definido é o que está na nota, o acordo por unidade. Márcia e Marcelo tem plenas condições de presidir a entidade. Mas ainda não houve escolha”, limitou-se a informar.

A própria prefeita, quando confrontada com a informação de que seria já teria sido escolhida, rechaçou,  afirmando ser fake news.

O blog apurou com outros nomes que participaram da reunião que o prefeito de Paudalho, Marcelo Gouveia,  não abriu mão da candidatura e que também tem buscado reunir condições de conquistar mais apoios.

Um fato novo é que no caso de Rodrigo Pinheiro,  o enterro pode voltar da porta do cemitério.  O prefeito de Caruaru não abriu mão da possibilidade de ser o nome de consenso, dado o impasse entre Márcia e Marcelo. O fim de semana promete ser de intensa articulação dos postulantes.