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Comércio de Carnaíba perde mais de R$ 7 milhões por mês e quase 400 postos de trabalho com saída do BB, diz estudo da NDL

Por Nill Júnior
Saída do banco da cidade teve impacto direto na economia da cidade

Uma das soluções apresentadas é ida da folha do município para o Sicoob, dizem comerciantes. Prefeitura tentará última cartada junto ao BB

O Núcleo de Dirigente Lojistas (NDL) de Carnaíba vem fazendo constante reuniões com comerciantes e autoridades no intuito de fomentar o comércio local. Nas últimas reuniões foi apresentado um estudo de impacto econômico no município devido a ausência do Banco do Brasil.

Antes da explosão do Banco do Brasil as empresas em Carnaíba tinham uma média de faturamento de R$ 36.567,04 e circulavam mensalmente no município R$ 19.673.069,88. Após a explosão a média de faturamento caiu para R$ 23.161,78 e a circulação também caiu para R$ 12.461.089,80, uma queda de 37%. A cidade perdeu mais de R$ 7 milhões e 200 mil mensais.

Outro número bastante impactado foi o número de pessoas ocupadas por empresa, antes da explosão tinha uma média 2,8 pessoas por empresa, num total de 1.526 contratados.  Após a explosão o número médio de pessoas ocupadas por empresa caiu para 2,2 e o número total foi para 1.189 deixando um saldo negativo de 388 pessoas sem ocupação.

A principal solução apresentada pela NDL, aceita praticamente por unanimidade pelos comerciantes locais é a transferência da folha de pagamento do município para o Sicoob, que já se encontra no município há vários anos e se colocou totalmente a disposição através da sua gerente de negócios Maria Luiza da Silva Sousa. A Câmara na pessoa do atual presidente Gleybson Martins, transferiu da folha estimulando o consumo local segundo nota.

A NDL não acredita na volta do Banco do Brasil para o município como antigamente. Após um ano a tragédia o Banco do Brasil não conseguiu dá um simples posicionamento se vai reabrir ou não, mesmo o poder executivo não medindo esforços e apresentando várias das exigências solicitadas pelo Banco, além da pressão do MP.

Quanto ao executivo, através do vice-prefeito Júnior de Mocinha, posicionou-se que ainda fará uma reunião com superintendência do Banco do Brasil através do deputado Danilo Cabral até final do mês. “A NDL por ter uma relação de parceria com o poder executivo resolveu dar um voto de confiança e aguardar até o dia 7 de março, prazo acordado entre as partes, para uma resposta em definitivo se o Banco do Brasil reabre ou não, qual prazo e se voltará no mesmo modelo como funcionava antigamente”.

Quanto à transferência da folha de pagamento do município para o posto de atendimento do Bradesco que funciona no município, a NDL se mostrou totalmente contrária tendo em vista que o posto de atendimento não tem condições de atender a demanda da população. “A NDL também vem apresentando outras soluções para estimular o consumo no comércio local. Uma delas seria a volta da feira livre para as principais ruas do centro. A NDL realizou pesquisa com os feirantes e 80% foi totalmente a favor a mudança de local da feira livre”.

Ficou acordado na última reunião entre o executivo e feirantes que a feira livre retornará para o centro, faltando apenas decidir quais ruas serão ocupadas. “Outras ações estão sendo pensadas pela NDL em parceria com o Executivo, Legislativo e Sicoob, no intuito de promover o consumo no comércio local para que as empresas locais se recuperem e voltem a realizar contratações”, conclui a nota.

Outras Notícias

TCE alerta Prefeitura do Recife sobre atraso nas obras do Geraldão

O Tribunal de Contas de Pernambuco enviou ofício ao prefeito do Recife alertando-o sobre os prejuízos causados pelo não cumprimento do cronograma das obras de reforma e ampliação do Ginásio de Esportes Geraldo Magalhães, o Geraldão. O Alerta de Responsabilização, assinado pela conselheira Teresa Duere, relatora das contas do ginásio, estabelece ainda um prazo de […]

O Tribunal de Contas de Pernambuco enviou ofício ao prefeito do Recife alertando-o sobre os prejuízos causados pelo não cumprimento do cronograma das obras de reforma e ampliação do Ginásio de Esportes Geraldo Magalhães, o Geraldão.

O Alerta de Responsabilização, assinado pela conselheira Teresa Duere, relatora das contas do ginásio, estabelece ainda um prazo de 15 dias para que o gestor informe, objetiva e detalhadamente, quais as medidas saneadoras tomadas pela prefeitura para solucionar as irregularidades apontadas.

A reforma do Geraldão está sendo acompanhada pelo TCE por meio de uma Auditoria Especial (processo nº 1502403-9), formalizada em maio de 2015.

A equipe técnica fez oito visitas ao local para conferir o andamento dos trabalhos, ocasião em que ficou constatado o não cumprimento do cronograma físico-financeiro do projeto.

A última vistoria ao ginásio, realizada em agosto deste ano, constatou a execução de apenas 45% da obra, mesmo decorridos quatro anos desde o início do contrato. Os serviços foram paralisados em vários momentos. Entre agosto de 2014 a abril de 2015, de novembro de 2015 a junho de 2016 e novamente a partir de dezembro de 2016 até a presente data.

PREJUÍZOS – As constantes interrupções na obra causaram prejuízos às instalações do ginásio, em razão da deterioração dos serviços já executados, sendo eles, infiltrações, mofo nas estruturas do piso e das arquibancadas, acúmulo de água nas salas internas, danos ao forro e ao revestimento das paredes, oxidação das canaletas elétricas e dos pilares metálicos nas rampas de acesso, entre outros.

Tais problemas foram objeto de outro alerta do Tribunal emitido no dia 15 de junho de 2016, ocasião em que o prefeito foi notificado acerca da grande quantidade de água acumulada e parada no local, e dos riscos de proliferação de insetos e de mosquitos transmissores de doenças.

Segundo a equipe técnica do TCE, o acúmulo de água no local permanece, sendo necessárias providências urgentes no sentido de solucionar o problema.

O prefeito do Recife tem agora um prazo de 15 dias para responder aos questionamentos do TCE, caso contrário, poderá vir a responder pelos eventuais danos decorrentes da omissão em implementar as providências citadas.

Afogados: trabalho de desassoreamento de barragens e recuperação de estradas é intensificado

A Secretaria Municipal de Agricultura está intensificando nessas primeiras semanas do ano, o trabalho de desassoreamento de barragens e recuperação de estradas na zona rural de Afogados da Ingazeira. Esta semana foram concluídas a recuperação das estradas que ligam Afogados à comunidade de Queimada Grande, além de estradas vicinais nas comunidades rurais de Santo Antônio […]

desassoreamento açudeA Secretaria Municipal de Agricultura está intensificando nessas primeiras semanas do ano, o trabalho de desassoreamento de barragens e recuperação de estradas na zona rural de Afogados da Ingazeira.

Esta semana foram concluídas a recuperação das estradas que ligam Afogados à comunidade de Queimada Grande, além de estradas vicinais nas comunidades rurais de Santo Antônio 1, Poço do Veado, Travessão e Portázio.

Além disso, a Secretaria concluiu o desassoreamento de barragens nos Sítios Jati e Carnaubinha. “Essas duas barragens já estão acumulando a água das últimas chuvas que caíram em Afogados. Estamos concluindo também a instalação de novos poços nas comunidades de Opa, Santiago e Serrote Verde,” afirmou o Secretario de Agricultura, Ademar Oliveira.

recuperação de estradas

Temer sanciona lei que blinda Moreira Franco, alvo da Lava Jato, com foro privilegiado

Congresso em Foco O presidente Michel Temer (PMDB) sancionou, nesta sexta-feira (3), com vetos parciais, a Medida Provisória nº 782, convertida em Lei nº 13.502, que estabelece a organização básica dos órgãos da presidência da República e dos ministérios. A medida concede ao posto ocupado por Moreira Franco, a Secretaria-Geral da Presidência, o status de ministério, conferindo ao […]

Congresso em Foco

O presidente Michel Temer (PMDB) sancionou, nesta sexta-feira (3), com vetos parciais, a Medida Provisória nº 782, convertida em Lei nº 13.502, que estabelece a organização básica dos órgãos da presidência da República e dos ministérios. A medida concede ao posto ocupado por Moreira Franco, a Secretaria-Geral da Presidência, o status de ministério, conferindo ao titular o benefício de só ser julgado no Supremo Tribunal Federal (STF). A exemplo de Temer, Moreira foi denunciado ao STF com acusação de integrar organização criminosa, processo interrompido pelos governistas na Câmara em 25 de outubro.

Ex-governador do Rio de Janeiro (1987-1991), Moreira Franco é um dos principais aliados de Temer. Segundo opositores da MP, a proposição foi feita sob medida para garantir ao ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência, denunciado por integrar o “quadrilhão do PMDB”, o direito ao foro especial por prerrogativa de função para autoridades federais, mais conhecido como foro privilegiado.

A nova lei foi publicada no Diário Oficial da União desta sexta-feira (3).  Entre outras alterações, a lei modifica a organização administrativa do Executivo, vinculando a Secretaria da Pesca à Presidência da República e cria o Ministério dos Direitos Humanos, comandado pela ministra Luislinda Valois (PSDB).

O texto foi sancionado com seis vetos, entre eles está o trecho em que tira da responsabilidade de Moreira Franco a tarefa de executar as atividades de cerimonial da Presidência sob a justificativa de que “dadas as atribuições mais amplas afetas à secretaria-geral, busca-se alocar a execução das atividades de cerimonial em órgão com competências mais afetas à atividade, o que será oportunamente equacionado por via regulamentar”.

Antes da edição da MP 782, Moreira Franco era secretário-executivo do Programa de Parcerias em Investimentos (PPI), um cargo sem peso político, apesar da importância na recuperação da infraestrutura de transportes do país. Ele foi o coordenador do grupo de economistas que elaboraram o programa “Uma ponte para o futuro”, que marcou a dissidência de Temer em relação ao governo Dilma Rousseff, ainda em 2015. Entre outras funções administrativas, a Secretaria-Geral de Moreira vai abrigar a Secretaria de Comunicação.

Ex-presidente da Câmara de Santa Terezinha morre de Covid-19

Faleceu no Hospital Regional Emília Câmara, Afogados da Ingazeira , por complicações da Covid-19 o ex-presidente  da Câmara de Vereadores de Santa Terezinha, Antônio Nunes Leite, conhecido como “Pipi de Tobias”. Pipi da Vila do Tigre, como também era conhecido tinha 76 anos e presidiu por duas vezes o Poder Legislativo no município. Era comerciante. Segundo […]

Faleceu no Hospital Regional Emília Câmara, Afogados da Ingazeira , por complicações da Covid-19 o ex-presidente  da Câmara de Vereadores de Santa Terezinha, Antônio Nunes Leite, conhecido como “Pipi de Tobias”.

Pipi da Vila do Tigre, como também era conhecido tinha 76 anos e presidiu por duas vezes o Poder Legislativo no município. Era comerciante.

Segundo o blogueiro Marcelo Patriota, o corpo chegou esta tarde na Câmara de Vereadores onde foi velado.

Em seguida, foi levado até a Vila fo Tigre, onde foi sepultado ainda na noite deste domingo. O prefeito Delson Lustosa e o Presidente da Câmara Adalberto Júnior  lamentaram o seu falecimento.

A quem interessa usinas nucleares no Brasil? 

Heitor Scalambrini Costa* Zoraide Vilasboas **  Nada discretamente, poderosos grupos lobistas, nacionais e internacionais, pressionam o governo federal e a sociedade brasileira para aceitarem a necessidade de expansão de usinas nucleares no país utilizando justificativas falaciosas e mentirosas. São conhecidos personagens e empresas que sempre boicotaram as fontes renováveis de energia, e retardaram a entrada […]

Heitor Scalambrini Costa*

Zoraide Vilasboas ** 

Nada discretamente, poderosos grupos lobistas, nacionais e internacionais, pressionam o governo federal e a sociedade brasileira para aceitarem a necessidade de expansão de usinas nucleares no país utilizando justificativas falaciosas e mentirosas. São conhecidos personagens e empresas que sempre boicotaram as fontes renováveis de energia, e retardaram a entrada em operação das tecnologias solares e eólicas no país. Defensores das termelétricas a combustíveis fósseis e da eletricidade nuclear desprezam os interesses nacionais, em detrimento dos interesses econômicos, pessoais e empresariais. 

Afirmar que a energia elétrica produzida por materiais radioativos é “energia verde”; “energia limpa”; que é mais barata que outras formas de geração; que riscos de acidentes inexistem; que os resíduos das reações nucleares (conhecidos como “lixo atômico”) podem ser armazenados com segurança por milhares de anos; que o país precisa desta fonte energética para evitar apagões futuros é desconhecer a ciência. Essas inverdades têm a intenção de buscar a aceitação popular para uma fonte de energia perigosa, suja e cara. Não esqueçamos que mentir é um ofício destes grupos, cujo único objetivo são os negócios, os interesses econômicos, pouco se lixando para a soberania nacional, para a população que acaba sofrendo com as decisões completamente equivocadas na política energética nacional. 

No governo do atraso foi indicado para ministro de Minas e Energia (MME) um almirante de Esquadra da Marinha. Aquele mesmo, envolvido no cabuloso negócio do contrabando das “joias das arábias”

(https://www.ihu.unisinos.br/categorias/627478-usinas-nucleares-joias-das-arabias-e-outros-trambiques-artigo-de-heitor-scalambrini-costa), que em 16 de dezembro de 2020, aprovou e anunciou o Plano Nacional de Energia 2050 (PNE50), cuja determinação é a expansão do parque de geração nuclear no Brasil em 8 GW e 10 GW, nos próximos 30 anos.

Assim, o planejamento prevê fazer investimentos bilionários em um setor marcado pela polêmica e por conflitos socioambientais. Documentos oficiais apontam que o Governo Federal pretende expandir o número de usinas e abrir o setor para a iniciativa privada, sendo que atualmente a Constituição Federal veda esta possibilidade. Embora defendida como uma medida ambientalmente sustentável, a cadeia da energia nuclear no Brasil tem um histórico marcado por um rastro de contaminação, graves acidentes e mortes. 

Quando nos referimos à cadeia produtiva da geração nuclear, estamos falando das várias indústrias envolvidas na produção do combustível atômico. Da mineração, do beneficiamento do minério, do enriquecimento do urânio, da fabricação do combustível e do armazenamento do lixo letal. É neste contexto que temos que discutir e afirmar, categoricamente, que esta tecnologia não interessa ao país. 

O Brasil possui duas usinas em operação atualmente: Angra 1 e Angra 2, instaladas no município de Angra dos Reis, Rio de Janeiro, com potencial de geração de 2 mil megawatts. E a usina inacabada de Angra 3, iniciada em 1985, cujos equipamentos já foram comprados e são absolutamente obsoletos, frente à evolução tecnológica. Acabar este elefante branco significa investimentos de aproximadamente 17 bilhões de reais. A potência instalada e a geração de energia das duas usinas em operação são desprezíveis quanto à participação na matriz elétrica nacional. Em nada contribuem para a transição energética, nem para a segurança energética do país. São unidades que já ultrapassaram suas vidas úteis e são conhecidas como “vaga-lumes” devido às interrupções frequentes no fornecimento de energia, e dos inúmeros problemas técnicos e operacionais cuja frequência escalou desde 2023. Uma grande irresponsabilidade que ainda estejam em funcionamento. 

Todavia, os lobistas de plantão – com espaço e palco concedidos para suas mentiras e enganações pela grande mídia corporativa – têm aliados poderosos no meio militar que almejam construir a bomba nuclear. São evidentes tais interesses nas declarações de seus comandantes e em acordos internacionais realizados. Dizem que ter a bomba é essencial para a segurança nacional. Pura balela. Vivenciamos hoje, segundo Papa Francisco, que o mundo está à beira de uma guerra nuclear, e a pergunta que não quer calar é “e nossa bomba tupiniquim teria qual efeito apaziguador, diante de um histriônico presidente à frente de uma nação detentora de tal artefato desprezível? 

O que é escondido da população é que acidentes em usinas nucleares acontecem com muita mais frequência do que os conhecidos, e divulgados. Geralmente não chegam ao domínio público, não são revelados a população. Assim, é impositiva a pressão da sociedade sobre parlamentares, gestores das estatais e governo federal para a realização do urgente e inadiável debate público sobre a política nuclear brasileira, alvo frequente de auditoria e advertências do Tribunal de Contas da União.

* Professor associado aposentado da Universidade Federal de Pernambuco. Graduado em Física pela Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP/SP), Mestrado em Ciências e Tecnologias Nucleares na Universidade Federal de Pernambuco (DEN/UFPE) e Doutorado em Energética, na Universidade de Marselha/Comissariado de Energia Atômica (CEA)-França. Membro da Articulação Antinuclear Brasileira. 

** Jornalista, Movimento Paulo Jackson – Ética, Justiça, Cidadania e integrante da Articulação Antinuclear Brasileira.