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Com pasta do Trabalho, Guedes iniciará flexibilização de direitos

Por André Luis

Do Notícias ao Minuto

O futuro ministro da Economia, Paulo Guedes, deverá receber a superpoderosa Secretaria de Políticas Públicas de Emprego, após o fim do Ministério do Trabalho, no governo Jair Bolsonaro (PSL).

Com as atribuições do órgão, Guedes terá sob sua responsabilidade a carteira de trabalho, quando poderá criar a carteira verde e amarela, promessa de campanha.

A nova carteira, que agora começa a ser delineada, vai assegurar apenas direitos constitucionais, como férias remuneradas, 13º salário e FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço).

Além da carteira, atual secretaria concentra programas como seguro-desemprego e abono salarial, além do Codefat (conselho do Fundo de Amparo ao Trabalhador), o que amplia a força de Guedes. O FAT tem previsão orçamentária de R$ 76,8 bilhões.

O rearranjo ministerial com essa estrutura bilionária integra um conjunto de mudanças planejadas pelos assessores de Bolsonaro dentro de um projeto maior que prevê o aprofundamento da reforma trabalhista de Michel Temer.

As novas regras da CLT (Consolidação das Leis do Trabalho) completam neste domingo (11) um ano. O principal efeito da reforma se deu no volume de processos na Justiça do Trabalho (veja quadro).

Na esteira das ideias liberais de Guedes, a equipe do presidente eleito que trata do tema tem a meta de avançar na flexibilização dos contratos de trabalho, sob o argumento de que o fim do engessamento tende a ampliar empregos.

Críticos, porém, preveem um esvaziamento da CLT com a carteira verde e amarela.

A previsão é que o regime mais flexível, em que o trabalhador aceita menos direitos trabalhistas em troca de uma remuneração maior, seja registrado no novo documento.

Os demais direitos, bem como deveres, seriam fixados em negociação entre empregador e trabalhador, individualmente, ao exacerbar “o negociado sobre o legislado”.

A livre escolha, em princípio, caberia apenas aos novos trabalhadores, aqueles que ainda não tiveram nenhum vínculo empregatício e estão chegando ao mercado.

A carteira verde e amarela também seria a porta de entrada para o regime de Previdência de capitalização (em que a aposentadoria é resultado do que o trabalhador foi capaz de poupar na vida).

Durante a campanha, Guedes disse à GloboNews que a carteira azul representaria o emprego tradicional. “Porta da esquerda: você tem sindicato, legislação trabalhista para te proteger, encargos.”

A CLT valeria para os contratos da carteira azul, do “sistema antigo”. A verde e amarela seria o “novo sistema”.

“Se houver para os mais jovens uma mera opção, na carteira verde e amarela, as empresas vão aceitar quem tem a verde e amarela e, em 20 anos, não teremos trabalhadores da CLT”, afirmou Guilherme Feliciano, presidente da Anamatra (Associação dos juízes trabalhistas) e professor da USP (Universidade de São Paulo).

“Ela torna obsoleta a CLT, torna letra morta a CLT. Preocupa sob vários aspectos.”

O presidente eleito já sinalizou a intenção de fazer mudanças. “Aqui no Brasil tem direito para tudo, só não tem emprego”, disse Bolsonaro na sexta-feira (9), em transmissão ao vivo em redes sociais.

“Já ouvi a esquerda falar ‘ele quer acabar com direito trabalhista’. Então, antes que falem besteira esse pessoal da esquerda e alguns órgãos de imprensa, os direitos trabalhistas estão no artigo 7º da Constituição”, afirmou.

“Está cheio de direito lá. Não tem como tirar, não vou dar murro em ponta de faca, é cláusula pétrea. É o país do direito. Você tem tanto direito e não tem emprego. O que queremos? Destravar a economia”, afirmou Bolsonaro.

A adoção de contratos mais flexíveis de trabalho ajudou a gerar mais empregos em países como a Alemanha e a Espanha, segundo o economista Bruno Ottoni, do Ibre/FGV (Instituto Brasileiro de Economia) e da consultoria IDados.

Os primeiros resultados apareceram em pelo menos cinco anos. No Brasil, neste primeiro ano de reforma trabalhista, o efeito foi fraco sobre a geração de postos de trabalho, na avaliação de Ottoni.

Segundo dados do Ministério do Trabalho, as novas modalidades de emprego (contratos intermitentes e parciais) geraram 55 mil postos de trabalho até setembro.

Já o trabalho informal (sem carteira) e por conta própria abrigaram mais 1,186 milhão de pessoas no ano encerrado em setembro, segundo o IBGE. Quase 12 milhões disseram que buscaram emprego e não conseguiram.

Para esse contingente, a carteira verde e amarela não teria utilidade, a menos que pudesse abarcar os trabalhadores que já estão na ativa. Essa, porém, não é a ideia inicial dos economistas de Bolsonaro.

O mais provável, segundo o desenho feito até agora, é que quem optar pela carteira verde e amarela siga com ela durante a carreira, até mesmo por não contribuir para o atual sistema de Previdência.

O chefe do MPT (Ministério Público do Trabalho), Ronaldo Fleury, criticou o argumento de que a flexibilização é capaz de gerar emprego.

“[Mais flexibilização] não vai aumentar a empregabilidade, não vai diminuir a informalidade. Só vai tirar direitos.”

O professor de direito do trabalho da USP Flavio Roberto Batista minimizou a proposta da nova carteira.

“Não acho importante esse ponto, porque a proposta fala em escolher entre a carteira azul, com direitos, e uma verde e amarela, sem direitos. Isso viola a irrenunciabilidade de direitos”, afirmou.

“A medida é completamente inconstitucional. Essa proposta é um devaneio.”

Interlocutores de Bolsonaro, porém, falam em aperfeiçoar e melhorar a modernização da legislação trabalhista.

A atual reforma, assim, não necessitaria de ajustes, e suas alterações aprovadas no Congresso já foram superadas e não serão rediscutidas.

O superministério da Economia, com funções do Trabalho, Planejamento e Mdic (Indústria, Comércio Exterior e Serviços) possibilitará à equipe de Guedes capitanear as mudanças.

A maioria das demais atividades do Trabalho, como fiscalização, ficaria no Ministério da Justiça, de Sergio Moro.

Estrutura da pasta e a previsão legal

Secretaria de Políticas Públicas de Emprego- Atribuições- Carteira de Trabalho e Previdência Social- Seguro-desemprego- Apoio ao trabalhador desempregado- Abono salarial- Estudos da legislação trabalhista- Codefat (conselho do Fundo de Amparo ao Trabalhador)- R$ 76,8 bi: é o orçamento do FAT (Fundo de Amparo ao Trabalhador), sob responsabilidade da secretaria que ficará com Guedes

Principais direitos trabalhistas constitucionais

FGTS- 13º salário- Salário mínimo

Férias remuneradas

Aviso prévio

Seguro-desemprego

Repouso semanal

Licença-maternidade

Outras Notícias

Afogados: polícia soluciona homicídio em menos de 12 horas

A morte de Joselito Simões de Morais, solteiro, de 26 anos, foi esclarecida após investigação da Polícia Civil. Joselito morava na comunidade de São Cristóvão, Afogados da Ingazeira e foi encontrado morto no corredor entre os bairros Sobreira e São Cristóvão no fim da manhã. Investigações da polícia apontaram para um suspeito que, segundo o […]

A morte de Joselito Simões de Morais, solteiro, de 26 anos, foi esclarecida após investigação da Polícia Civil.

Joselito morava na comunidade de São Cristóvão, Afogados da Ingazeira e foi encontrado morto no corredor entre os bairros Sobreira e São Cristóvão no fim da manhã.

Investigações da polícia apontaram para um suspeito que, segundo o Delegado Regional Ubiratan Rocha, era usuário de drogas juntamente com a vítima.

“O Instituto de Criminalística não identificou lesão no corpo inicialmente, mas continuamos fazendo diligências e chegamos à conclusão de que foi homicídio “, explicou ao repórter Marconi Pereira, da Rádio Pajeú. 

O autor, com iniciais FHC foi localizado. “Ele confirmou que matou Joselito por desentendimento no consumo de drogas”. Ele foi preso em flagrante e passará por audiência de custódia. O réu confesso confessou ter matado a vítima a pauladas.

China Menezes, o que votaria em Duque mesmo “levando uma pisa dele”, fica com Márcia no racha

Depois de dizer que “mesmo se levasse uma pisa dele”, votaria em Luciano Duque, o vereador que cunhou a frase, China Menezes, se posicionou contra o Deputado e a favor da prefeita Márcia Conrado, caso haja um racha. Ao programa Falando Francamente, na TV FAROL, disse que caso Márcia e Duque não marchem mais juntos em 2024, […]

Depois de dizer que “mesmo se levasse uma pisa dele”, votaria em Luciano Duque, o vereador que cunhou a frase, China Menezes, se posicionou contra o Deputado e a favor da prefeita Márcia Conrado, caso haja um racha.

Ao programa Falando Francamente, na TV FAROL, disse que caso Márcia e Duque não marchem mais juntos em 2024, ele irá ficar onde está, ao lado da prefeita.

Em setembro de 2021, China disse: “Se ele [Duque] me der uma pisa todo santo dia, não tem problema, eu tô feliz e voto nele. Mesmo que ele não queira em voto nele, e é quem o governador Paulo Câmara mandar votar para governador. Meu negócio é assim”.

Agora, com o imbróglio entre os líderes em Serra , China disse: “Se acontecer de ter um racha, se disserem assim: ‘Está apartado e não vão marchar juntos’, eu vou marchar com a prefeita Márcia Conrado”, disparou.

“Não é que vou abandonar Luciano, mas a prefeita Márcia tem sido correta comigo, com Serra Talhada, então não tem pra que eu dizer que não fico com ela. Mas a questão quem tem que resolver são eles dois”, disse China. Ainda tirou uma casquinha: “A líder do grupo é a prefeita Márcia Conrado, né o deputado Luciano não. A líder é a prefeita”.

Registre-se, sobre a fala da pisa, em setembro de 2021, na primeira temporada do Revista da Cultura, ele pediu desculpas. “Fui brincar com Maya mas as pessoas não entenderam. Foi um erro que não quero mais cometer. Peço desculpas”, afirmando querer colocar uma pedra no assunto. China disse não esperar que o assunto teria tanta repercussão. “Me mostraram até matéria em Recife com isso. Não imaginava de jeito nenhum”.

Em depoimento, Vorcaro diz não lembrar destinatário de mensagens que PF atribui a Moraes

Banqueiro afirmou que não queria fazer inferências sem saber para quem havia enviado as notas; relatório da PF identifica Alexandre de Moraes como destinatário. Daniel Vorcaro afirmou à Polícia Federal que não se lembrava para quem havia enviado mensagens que, segundo relatório da própria corporação, tinham o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal […]

Banqueiro afirmou que não queria fazer inferências sem saber para quem havia enviado as notas; relatório da PF identifica Alexandre de Moraes como destinatário.

Daniel Vorcaro afirmou à Polícia Federal que não se lembrava para quem havia enviado mensagens que, segundo relatório da própria corporação, tinham o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), como destinatário.

O depoimento foi prestado em 28 de agosto, quando Vorcaro foi ouvido formalmente pela PF após voltar a ser preso. A oitiva ocorreu no âmbito da investigação sobre a atuação do ex-controlador do Banco Master junto a ex-dirigentes do Banco Central.

Entre as mensagens questionadas pelos investigadores estão notas que mencionam “G”, “Andrei” e “Paulo”. No relatório, a PF identifica as referências como Gabriel Galípolo, presidente do Banco Central; Andrei Rodrigues, diretor-geral da Polícia Federal; e Paulo Gonet, procurador-geral da República.

Ao ser questionado sobre o contexto das anotações, Vorcaro afirmou que não se lembrava do destinatário.

“Eu, de novo, notas assim eu não lembro quem é a pessoa. É muita interação, não me lembro qual é o contexto”, disse.

Na sequência, o banqueiro afirmou que precisaria primeiro identificar para quem a mensagem havia sido enviada antes de explicar seu significado.

“Eu teria que me recordar para quem foram as mensagens para eu saber se quem… Eu não quero fazer aqui inferência sem ter certeza. Eu posso depois responder oportunamente quando eu tiver certeza para não cometer erros”, declarou.

Questionado novamente, Vorcaro voltou a dizer que não se recordava do destino das mensagens.

“Não. Inclusive, se eu me recordar eu vou entender o contexto e o conteúdo de maneira mais efetiva”, afirmou.

A identificação de Moraes como destinatário dos diálogos está no centro do relatório da PF tornado público pelo ministro André Mendonça. O documento reúne 52 mensagens extraídas do celular de Vorcaro e passou a ser um dos principais pontos da crise interna no Supremo.

No depoimento, porém, Vorcaro não confirmou que Moraes fosse o destinatário daquela mensagem específica.

O plenário do STF deve discutir nesta terça-feira (15) a validade do relatório e os próximos passos do caso. Uma das questões é saber se Mendonça poderia ter determinado sozinho a elaboração do documento que acabou envolvendo outro ministro da Corte.

A Procuradoria-Geral da República defende que o relatório seja considerado nulo.

Fonte: O Globo

Foto: Ana Paula Paiva

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Paulo Câmara volta ao Pajeú nesta quinta-feira

Agenda tem início em Serra Talhada O governador Paulo Câmara volta ao Sertão do Pajeú nesta quinta-feira (16) para anunciar novos investimentos previstos no Plano Retomada, anunciado em agosto, que destina R$ 5 bilhões, até o final de 2022, para projetos estruturadores no Estado.  A agenda tem início em Serra Talhada. Às 7h20, ele visita […]

Agenda tem início em Serra Talhada

O governador Paulo Câmara volta ao Sertão do Pajeú nesta quinta-feira (16) para anunciar novos investimentos previstos no Plano Retomada, anunciado em agosto, que destina R$ 5 bilhões, até o final de 2022, para projetos estruturadores no Estado. 

A agenda tem início em Serra Talhada. Às 7h20, ele visita às obras de restauração da PE-365, a seis quilômetros da cidade, sentido Triunfo. Às 8h15, inaugurao Instituto de Terapia Renal Alice Torres Pereira de Carvalho.

Em seguida, ele vai a Custódia acompanhar o início dos testes da ampliação da estação de tratamento de água e emissão de ordem de serviço para implantação de subadutora no trecho da ETA Custódia ao Reservatório Chapéu de Couro. O evento está programado para acontecer às 9h30. Logo depois, às 10h30, visita às obras de adequação da implantação e pavimentação da PE-310, no Distrito de Quitimbu.

De Custódia, Paulo Câmara segue para Calumbi, onde, às 11h30, faz anúncios nas áreas de abastecimento de água, desenvolvimento urbano, assistência social e geração de emprego e renda; entrega de CRLVs a proprietários de motos quitadas até dezembro de 2020, na EREM Antônio Gomes de Lima – Rua Vereador Manoel Belarmino de Souza, s/n – Centro.

Às 14h40, em Santa Cruz da Baixa Verde, faz anúncios nas áreas de abastecimento de água, infraestrutura, desenvolvimento urbano, assistência social, educação e geração de emprego e renda; entrega de CRLVs a proprietários de motos quitadas até dezembro de 2020, na EREM Regina Pacis – Rua Manoel da Cruz, 175 – Centro.

Às 16h20, em Triunfo, Paulo Câmara inaugura a Central de Oportunidades de Pernambuco, no COPE. Ainda em Triunfo, às 16h40, o governador visita às ações do Governo Presente; inauguração da EREM Alfredo de Carvalho; anúncios nas áreas de educação, abastecimento de água, desenvolvimento urbano, geração de emprego e renda e assistência social; entrega de CRLVs a proprietários de motos quitadas até dezembro de 2020, na EREM Alfredo de Carvalho – Avenida Frei Fernando, s/n – Centro.

O governador finaliza a sua agenda desta quinta-feira, em Quixaba, às19h30, onde faz anúncios nas áreas de abastecimento de água, desenvolvimento urbano, geração de emprego e renda e assistência social.

NJTV: Itamar França: “o povo quer o liso”

O blog flagrou o candidato a prefeito de Afogados da Ingazeira Itamar França (PRP) circulando com um novo jingle no seu serviço de som: “o povo quer o liso”. Ele circula com sua esposa e candidata a vice, Cleide França, mais alguns militantes distribuindo santinhos na cidade. Ao blog, França reiterou que é o único […]

O blog flagrou o candidato a prefeito de Afogados da Ingazeira Itamar França (PRP) circulando com um novo jingle no seu serviço de som: “o povo quer o liso”.

Ele circula com sua esposa e candidata a vice, Cleide França, mais alguns militantes distribuindo santinhos na cidade.

Ao blog, França reiterou que é o único candidato credenciado para pedir votos, diante de sua condição de candidato pobre e sem condições. E aí, vai votar no liso?