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Com mais 28 casos de Covid-19 nas últimas 24 horas, Serra soma 117 na semana

Por André Luis

Por André Luis

Serra Talhada continua sendo a única cidade do Sertão do Pajeú a registrar aumento de casos de Covid-19. Esta foi mais uma semana que o município viu a curva de casos ascender.

Na segunda-feira, o boletim epidemiológico confirmou 20 casos; na terça, 19; na quarta, 28, 22 na quinta e nesta sexta-feira, foram 28 novos casos confirmados. Ao todo, a cidade registrou 117 novos casos da doença nos últimos cinco dias.

Esta semana, Serra Talhada voltou a registrar óbito pela doença. O 190º óbito, foi de um paciente do sexo masculino, 71 anos, morador do Alto da Conceição. Ele era portador de diabetes, hipertensão e doença renal crônica em hemodiálise

Segundo o boletim epidemiológico divulgado pela Secretaria Municipal de Saúde, nesta sexta, foram confirmados casos em 16 pacientes do sexo feminino e 12 do sexo masculino, com idades entre 6 e 78 anos.

O município soma 10.581 casos confirmados, 10.286 pacientes recuperados, 35 exames aguardando resultados, 56.970 casos descartados,   102 pacientes em isolamento domiciliar e 03 pacientes em tratamento hospitalar, somando 105 casos ativos, além de 190 óbitos. 

Ocupação hospitalar – O Hospital Eduardo Campos está com 7% de ocupação dos leitos de UTI, com seis pacientes internados, sendo um serra-talhadense. Não há pacientes nos leitos clínicos da unidade. 

O HOSPAM está com 40% de ocupação dos leitos de UTI, com quatro pacientes internados, sendo dois serra-talhadenses. Não há pacientes na enfermaria da unidade.

Não há pacientes internados nos Leitos de Retaguarda do Hospital São José.

Ao todo, são três serra-talhadenses internados na rede pública de Serra Talhada, sendo todos em leitos de UTI.

Sertão do Pajeú – Nas últimas 24h, dez cidades não registraram novos casos da doença. São elas: Afogados da Ingazeira, Brejinho, Iguaracy, Ingazeira, Itapetim, Santa Cruz da Baixa Verde, São José do Egito, Solidão, Tabira e Triunfo.

Calumbi, Flores, Quixaba, Santa Terezinha e Tuparetama não divulgaram boletim. Carnaíba registrou um caso e Serra Talhada, como já informado, registrou 28

Agora o Sertão do Pajeú conta com 33.967 casos confirmados, 33.134 recuperados (97,54%), 665 óbitos e 168 casos ativos da doença.

Outras Notícias

Inquérito apura envolvimento de Lula em suposta venda de MPs

Ofício escrito pelo delegado da Polícia Federal Marlon Cajado explica para a Justiça a necessidade de se abrir um novo inquérito — o 1621, de 2015 — para apurar o suposto envolvimento de outros oito “servidores públicos”, entre eles o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, no esquema de suspeita de venda de medidas provisórias […]

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Ofício escrito pelo delegado da Polícia Federal Marlon Cajado explica para a Justiça a necessidade de se abrir um novo inquérito — o 1621, de 2015 — para apurar o suposto envolvimento de outros oito “servidores públicos”, entre eles o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, no esquema de suspeita de venda de medidas provisórias investigado na Operação Zelotes.

Segundo o blog de Mateus Leitão, o documento com data de terça-feira (2) é uma explicação do policial ao juiz Vallisney de Souza Oliveira, titular da 10ª Vara Federal de Brasília, no qual Cajado rebate a reclamação de alguns defensores de acusados sobre a existência de um inquérito paralelo na Zelotes sobre o mesmo fato.

“Não há paralelismo. […] O que de fato acontece é que uma investigação criminal pode ocorrer em mais de um procedimento policial e judicial”, diz Cajado. O delegado explica que há suficientes indícios contra dois funcionários públicos — Fernando César de Moreira Mesquita, servidor do Senado, e Lytha Battiston Spíndola, então assessora especial da Casa Civil.

Cajado afirma ainda, no ofício, que o inquérito é necessário para saber se houve o envolvimento efetivo de outros servidores. Além de Lula, ele cita o nome de Erenice Guerra, ex-ministra da Casa Civil no governo do ex-presidente, e Gilberto Carvalho, que foi ministro no governo Lula e no primeiro mandato do governo Dilma Rousseff.

“Os demais documentos juntados aos autos apontam para eventuais colaborações de outros servidores públicos para a consecução dos interesses da organização criminosa, e, buscando-se evitar conclusões precipitadas, fez-se necessário a instauração de novo procedimento policial expediente [para] tentar alcançar a verdade real sobre os fatos apurados, isto é, se outros servidores públicos foram de fatos corrompidos e estariam associado à essa organização criminosa ou se estaria “vendendo fumaça”, vitimando-os e praticando tráfico de influência em relação aos mesmos, a saber: Erenice Guerra, Dyogo Henrique de Oliveira, Nelson Machado, Luiz Inácio Lula da Silva, Gilberto Carvalho, Helder Silva Chaves, Ivan João Guimarães Ramalho e Miguel João Jorge Filho, entre outros”, diz o delegado no ofício.

Até agora, Lula deu informações à Operação  Zelotes apenas como forma de colaboração. O Instituto Lula, que representa o ex-presidente, vem dizendo que ele não é investigado ou testemunha. Procurado nesta quarta-feira (4) para comentar o inquérito, o Instituto afirmou que, por ora, não iria se manifestar.

Imagens mostram Battisti dentro de avião que decolou para Itália

G1 O ministro do Interior da Itália, Matteo Salvini, publicou no Twitter fotos de Cesare Battisti no avião que decolou da Bolívia com destino à Itália neste domingo (13). O avião decolou por volta das 19h do aeroporto Viru Viru, em Santa Cruz de La Sierra, cidade a cerca de 850 quilômetros da capital da […]

G1

O ministro do Interior da Itália, Matteo Salvini, publicou no Twitter fotos de Cesare Battisti no avião que decolou da Bolívia com destino à Itália neste domingo (13).

O avião decolou por volta das 19h do aeroporto Viru Viru, em Santa Cruz de La Sierra, cidade a cerca de 850 quilômetros da capital da Bolívia, La Paz. Segundo a imprensa italiana, a previsão é de que Battisti desembarque no aeroporto de Ciampino, em Roma, por volta das 14h (horário local) desta segunda-feira (14).

O italiano Cesare Battisti foi preso na noite de sábado em Santa Cruz de La Sierra, na Bolívia. A prisão foi feita pela polícia boliviana. Ele era considerado foragido desde 14 de dezembro, quando o então presidente Michel Temer assinou o decreto de extradição.

Entenda o caso

Battisti foi condenado à prisão perpétua em 1993 sob a acusação de ter cometido quatro assassinatos na Itália nos anos 1970.

Battisti fugiu da Itália, viveu na França e chegou ao Brasil em 2004. Ele foi preso no Rio de Janeiro em março de 2007 e, dois anos depois, o então ministro da Justiça, Tarso Genro, concedeu refúgio.

Em 2007, a Itália pediu a extradição dele e, no fim de 2009, o STF julgou o pedido procedente, mas deixou a palavra final ao presidente da República. Na época, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva negou a extradição.

Em setembro de 2017, o governo italiano pediu ao presidente Michel Temer que o Brasil revisasse a decisão sobre Battisti.

No fim do ano passado, a Procuradoria-Geral da República (PGR) pediu ao STF que desse prioridade ao julgamento que poderia resultar na extradição.

Um mês depois do pedido da PGR, o ministro Luiz Fux, mandou prender o italiano e abriu caminho para a extradição, no início de dezembro.

Na decisão, o ministro autorizou a prisão, mas disse que caberia ao presidente extraditar ou não o italiano porque as decisões políticas não competem ao Judiciário.

No dia seguinte da decisão de Fux, o então presidente Michel Temer autorizou a extradição de Battisti.

Desde então, a PF deflagrou uma série de operações para prender Battisti. No final de dezembro, a PF já tinha feito mais de 30 operações na tentativa de localizar o italiano.

Battisti nega envolvimento com os homicídios e se diz vítima de perseguição política. Em entrevista em 2014 ao programa Diálogos, de Mario Sergio Conti, na GloboNews, ele afirmou que nunca matou ninguém.

Nill Júnior Podcast: o que é apoio, o que é encosto

No Nill Júnior Podcast de hoje, a movimentação em torno de apoio a Marília Arraes e Raquel Lyra no início do segundo turno. Quando o apoio representa reforço e quando pode representar encosto, atrapalhando o discurso de uma e de outra. As pesquisas, os prognósticos, a disputa Lula e Bolsonaro. O comentário para a Revista […]

No Nill Júnior Podcast de hoje, a movimentação em torno de apoio a Marília Arraes e Raquel Lyra no início do segundo turno.

Quando o apoio representa reforço e quando pode representar encosto, atrapalhando o discurso de uma e de outra.

As pesquisas, os prognósticos, a disputa Lula e Bolsonaro.

O comentário para a Revista da Cultura Eleições 2022, com Tony Alencar e Juliana Lima.

Ouça, no Nill Júnior Podcast de hoje!

Serra: Justiça aplica multa a Victor e Marquinhos por propaganda antecipada

O Juiz Eleitoral da 71ª Eleitoral de Serra Talhada, Marcus Gadelha em sentença proferida nesta quarta-feira (31), aplicou multa no valor R$ 5 mil em desfavor do Victor Oliveira e Marcos Dantas, candidatos a prefeito de vice pela coligação “Frente Popular de Serra Talhada”, bem como ao PR. A representação foi feita pelo o corpo […]

Convite extrapolou limites legais, segundo decisão
Convite extrapolou limites legais, segundo decisão

O Juiz Eleitoral da 71ª Eleitoral de Serra Talhada, Marcus Gadelha em sentença proferida nesta quarta-feira (31), aplicou multa no valor R$ 5 mil em desfavor do Victor Oliveira e Marcos Dantas, candidatos a prefeito de vice pela coligação “Frente Popular de Serra Talhada”, bem como ao PR.

A representação foi feita pelo o corpo jurídico da coligação “O Trabalho vai Continuar”, que tem como candidato a prefeito Luciano Duque do PT, por propaganda eleitoral antecipada na distribuição de convites para convenção partidária, segundo reprodução do Blog Júnior Campos.

Segundo o staff jurídico de Duque, “os representados fizeram convocação geral e ostensiva nas redes sociais, a toda sociedade, bem como a servidores municipais da saúde, para que estes compareçam vestidos com a cor do partido, desvirtuando a propaganda intrapartidária”. O Juiz acatou a denúncia.

Braga Sá, um ladrão de afetos

Por Magno Martins,  jornalista Expoente da MPB, Milton Nascimento dedicou uma música aos amigos – Canção da América. Com seu vozeirão aveludado, inspirado pelo cheiro dos ipês das montanhas que Deus embelezou Minas para suprir a falta do mar, o cantor diz que amigo é coisa para se guardar debaixo de sete chaves, dentro do […]

Por Magno Martins,  jornalista

Expoente da MPB, Milton Nascimento dedicou uma música aos amigos – Canção da América. Com seu vozeirão aveludado, inspirado pelo cheiro dos ipês das montanhas que Deus embelezou Minas para suprir a falta do mar, o cantor diz que amigo é coisa para se guardar debaixo de sete chaves, dentro do coração, no lado esquerdo do peito, mesmo que o tempo e a distância digam não.

O importante é ouvir a voz que vem do coração, completa um dos seus trechos. O coração é o mais completo órgão do ser humano. Traidor, por vezes, nos conduz a tudo. Liga os espiritos, impulsiona a alma, acelera as emoções, cria o elo do amor e das amizades.

Sou um homem de muitos amigos, graças a Deus. Deus incluiu entre eles Braga Sá, ladrão de afetos. Tenho impressão que quando sua mãe o pariu, lá do céu Deus fez o seu firmamento: vai ser gente no mundo para espalhar o amor infinito da amizade, Braga!

Não conheço um só desafeto de Braga. Eduardo Monteiro, amigo e irmão comum, me disse certa vez que o baixinho filho de Caruaru havia nascido vocacionado para fazer o bem, indistintamente.

Desde que voltei ao batente, depois de um lapso na escuridão, Braga me convida para uma prosa regada a um bom envelhecido vinho francês. Minha agitada agenda e a busca incessante por notícias adiaram esse encontro.

Aconteceu, felizmente, na última sexta-feira, testemunhada por Saulo  Freitas, amigo que as caminhadas da Jaqueira  acrescentaram ao meu balaio de confidentes. O Leite, restaurante preferido do meu paladar, nos abriu a porta da felicidade para ir fundo no baú das recordações.

Conheci Braga por intermédio do deputado Tony Gel, seu guru e amigo de todas as horas. Acho que Braga avistou Tony e por ele se apaixonou ainda garoto nas ruas do Coque, no Recife, de onde rompeu a fronteira da pobreza para ser gente em Caruaru.

Não sei dos dois qual tem a história de vida mais encantadora. Se Braga, que saiu menino pobre de Caruaru para virar cidadão recifense, depois da formação em Direito, ou Tony, que venceu a fronteira do preconceito saindo do Coque para descobrir em Caruaru seu talento de radialista, servindo ao caruaruense depois como homem público na Prefeitura, na Câmara dos Deputados e na Assembleia Legislativa.

Ambos, para não cometer o pecado da indelicadeza. Voltando a Milton Nascimento, diz ainda a sua canção que o importante é ouvir a voz que vem do coração. Ouvi a voz do coração de Braga quando me apresentou à médica Carmem Maciel, que roubou o seu coração. Doce, meiga, afetuosa, Carmem foi anestesista de Aline nos dois partos de meus filhos, Magno Filho, há 11 anos, e o sapeca João Pedro, há seis anos.

Braga e Carmem nasceram um para o outro, coisa de Deus. Formam um casal exemplar, invejável. Dos corações juntados pelo amor divino berraram ao mundo Bruno César, procurador como o pai, mas federal, e Arthur André, arquiteto dos bons.

Ouvi ainda a voz do coração de Braga quando reconheceu o talento e fez justiça a muitos pernambucanos – e estrangeiros que viraram pernambucanos  – à frente, primeiro, do Caxangá Ágape Clube, e depois no Gere.

Almoços memoráveis em torno de personalidades que fizeram muito e ainda fazem pelo Estado. Procurador aposentado da Assembleia Legislativa, Braga construiu, alicerçado no amor, uma legião de amigos naquela Casa. Aliás, onde Braga não tem amigos?

No Leite, à nossa mesa muitos vieram bater continência e dar um forte abraço nele. Como diz, por fim, a melodia de Milton Nascimento, seja o que vier, venha de onde vier, o coração de Braga estará sempre aberto para nos acolher.

Braga, nosso reencontro  no ambiente poético e acolhedor do Leite, foi um manjar dos deuses.