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Coluna do Domingão: os desafios de João e Raquel 

Por Nill Júnior

A pesquisa Datafolha divulgada esta semana trouxe a sinalização de relativa estabilidade na vantagem entre João Campos e Raquel Lyra, na casa dos 12 pontos percentuais.

E mais uma vez, evidenciou os desafios da governadora e do ex-prefeito do Recife.

Em uma polêmica recente, o presidente da Emlurb, Daniel Saboya, cometeu a idiotice de atacar o jornalista Igor Maciel por um comentário na Rádio Jornal em que criticava o vídeo de lançamento da campanha de João Campos, por invocar muito Arraes e Eduardo, e não sua gestão no Recife.

Ato infantil de Saboya à parte, respeitosamente estou entre os que discordam da posição de Igor, certamente balizada a partir de sua realidade metropolitana.

Minha leitura é a de que “invocar feitos no Recife” agora não tem impacto no principal objetivo de Campos: evitar que Raquel descole muito no interior, um de seus desafios. Daí o apelo emocional do “filho da esperança”, invocando a força histórica de Arraes e Eduardo nessas cidades. Basta ver a movimentação de João pelo interior e como ele é interpelado por eleitores do pai e do bisavô. Se já tem boa adesão no perfil jovem e lidera na Região Metropolitana, o foco é buscar o voto emocional, afetivo, onde precisa crescer.

Já a governadora Raquel Lyra busca o caminho inverso. Ela tem a maioria dos prefeitos, agregou os Bezerra Coelho, tem buscado intensificar a agenda de entregas e com isso, diminuir a diferença na Região Metropolitana, onde há maior densidade eleitoral e ela tem que, na pior das hipóteses, perder de pouco. Daí porque têm mirado ações na Região, como o Arco Metropolitano, a chegada dos “laranjinhas”, e uma versão do Pernambuco Meu País só para cidades da região, para dar alguns exemplos.

No interior, quer garantir e manter a vantagem sobre João.

Raquel ainda conta com a força da máquina e deve, segundo aliados, herdar os votos de Eduardo Moura. Eles projetam que esse fator já deve ser verificado na próxima pesquisa, podendo até reduzir a um dígito, na casa dos 8% a 9% a diferença. Para isso,  o trabalho de convencimento é importante. O eleitor mais à direita de Moura precisa se sentir representado por Raquel para não ir aos brancos e nulos.

Há uma complexidade na geopolítica do Estado que tem virado o juizo do staff político, marqueteiros e aliados de um e da outra. Isso porque um erro estratégico pode determinar a eleição em primeiro turno, dada a polarização entre eles. Nenhum deslize será permitido.

Até tu Datafolha?

Foi uma confusão a divulgação de dados da pesquisa Datafolha esta semana. Primeiro, o dado de intenção no primeiro turno apresentou 49 a 38, sendo corrigido para 50 a 38. Depois a rejeição de João e Raquel, divulgada inicialmente em 39% e 29% e depois, corrigidos para 29% para Raquel e 25%, João Campos. O número daqueles que desaprovam a gestão Raquel, classificando-a como ruim e péssima,  também foi divulgado com erro. De 23%, foi aprumado para 28%.

Luciano na fôrca 

Em Arcoverde, o vereador Luciano Pacheco segue dizendo que não há motivação jurídica para sua cassação pelos pares, pela acusação de exercício da advocacia em meio à presidência. Seu staff jurídico tem defendido que, no máximo,  se comprovado o exercício da advocacia no curso da presidência,  ele pode sofrer sanções da OAB, e não dos pares. Também que, se efetivada,  será a primeira cassação por essa motivação no país,  gerando ação na justiça.

Vereadores dizem que processo tem base e será justo

Já Célia Galindo afirmou em nome dos pares que Luciano Pacheco é que poderá dizer se de fato advogou ou não.  “Nós estamos aqui como pessoas que vão julgar. Não antecipo nada sem ver os fatos ou as provas, porque estou como vereadora”. E lembrou que a quinze anos atrás o mesmo Luciano Pacheco como presidente tinha a mesma situação. “Alguém denunciou que ele estava advogando no exercício da Presidência. O vice-presidente era Everaldo Lira. Não chegou a esse momento de hoje porque ele renunciou antes e a denúncia não prosseguiu”. E descartou perseguição política de Zeca contra Luciano,  outra acusação do presidente.

Os desafios de Lula

Segundo o diretor do Instituto Quaest, Felipe Nunes, o crescimento de Flávio Bolsonaro e a queda de Lula nas pesquisas se dá por três segmentos: o voto das mulheres, migrando para Flávio, a baixa aceitação de Lula entre os jovens e a raiva da classe média que ganha acima de R$ 5 mil, que se sente discriminada por não conseguir isenção do IR, entender que paga a conta e que nunca se aproximará dos ricos.

Rompimento subliminar 

Parece que azedou de vez o clima entre Pedro e o ex-prefeito Zeinha Torres. Na Câmara, Zeinha disse que aliados da gestão não podem nem tirar foto com ele. E Pedro soltou o card do Instagram com o pedido: “me deixem governar em paz”.

Vão-se os anéis, fica Allan 

Em Serra Talhada, o anúncio de Allan Pereira de que não iria seguir Sebastião Oliveira e ficaria com Márcia Conrado não completou a saga separatista desejada por Sebastião Oliveira. Saíram Márcio Oliveira, Vera Gama e Macaúba. Allan era tido como o mais preparado entre eles. Já guardava mágoa por ter sido trocado por Faeca Melo na vice em 2024 e agora saiu dizendo que não vinha sendo ouvido.

Farofa

Em Afogados, vão ser votados pra Federal Danilo Simões (PSD), da União Pelo Povo, Pedro Campos (PSB), apoiado por Sandrinho Palmeira e parte dos vereadores, Miguel Duque, nome de Mário Viana Filho, Carlos Veras, apoiado por Daniel Valadares,  Lucineide do Sindicato, Augusto Coutinho, apoiado por Mário Martins e uma penca de nomes com suporte de suplentes, igrejas e afins.

Escala 5×2: quem é a favor?

Nenhum Deputado do famigerado Centrão em Pernambuco declarou apoio ao fim da escala 6×1. E a tendência, a se considerar o lobby dos empresários mesmo em ano eleitoral, é que cedam aos interesses econômicos, para que trabalhadores sigam jornadas quase escravizantes, sem o direitode ter convívio com a família e merecido descanso dois dias por semana.

 

Frase da semana:

“Eu sou na minha né, sou tranquilo”.

De Manoel Gomes, o Caneta Azul, pré-candidato a deputado federal por SP no Avante, quando perguntado qual era sua posição política na polarização, sem entender o que danado é isso.

Outras Notícias

Dinca Brandino no Debate das Dez desta segunda (22)

O ex-prefeito de Tabira, Dinca Brandino é o convidado do Debate das Dez de hoje na Rádio Pajeú. Dinca fala sobre a ação de improbidade feita pelos procuradores do Ministério Público Federal (MPF) e da Prefeitura de Tabira contra ele. A Justiça Federal de Pernambuco recebeu a ação de improbidade feita pelos procuradores do Ministério […]

O ex-prefeito de Tabira, Dinca Brandino é o convidado do Debate das Dez de hoje na Rádio Pajeú. Dinca fala sobre a ação de improbidade feita pelos procuradores do Ministério Público Federal (MPF) e da Prefeitura de Tabira contra ele.

A Justiça Federal de Pernambuco recebeu a ação de improbidade feita pelos procuradores do Ministério Público Federal (MPF) e da Prefeitura de Tabira contra o ex-prefeito, José Edson Cristóvão Carvalho, Dinca Brandino, do MDB.

Ele é acusado de ausência na prestação de contas de verba recebida dos convênios nº 653078 (contrato de repasse nº 0260119-01), 711198 (contrato de repasse nº 0308467-55), 646458 (contrato de repasse nº 0278748-94), celebrado entre a Prefeitura de Tabira e o Ministério das Cidades, com o objetivo de construção de pavimentação em paralelepípedo granítico foram formalizados e executados entre o período de 2009/2012; Convênio nº 637585 (contrato de repasse nº 0261150-21), celebrado entre a Prefeitura de Tabira e o Ministério da Agricultura, com o objetivo da construção de um Parque de Feira de Animais foi formalizado e executado entre o período de 2009/2012; Convênio nº 637585 (contrato de repasse nº 0261150-21), celebrado entre a Prefeitura de Tabira e o Ministério do Turismo, com o objetivo de construção de pavimentação em paralelepípedo granítico foi formalizado e executado entre o período de 2009/2012.

O Juiz Federal Emanuel José Matias Guerra recebeu a ação de improbidade. Na petição há o pedido liminar feito para bloquear bens do ex-prefeito de Tabira no valor equivalente a R$ 1.584.850,34 (hum milhão, quinhentos e oitenta e quatro mil, oitocentos e cinquenta reais e trinta e quarto centavos).

Da sua parte Dinca diz que todos os convênios ditados na ação foram prorrogados por ele no dia 31 de dezembro de 2012 para 31 de dezembro de 2013, ficando assim sob a responsabilidade do prefeito em exercício a época a conclusão das obras.

O Debate vai ao ar às 10h na Rádio Pajeú, dentro do programa Manhã Total. Você pode ouvir e fazer perguntas sintonizando AM 1500 e ligando para (87) 3838-1213, pela Internet no: www.radiopajeu.com.br ou em celulares com Android, pelo aplicativo da emissora disponível no Google Play, ou Apple Store, para iPhone. Basta procurar Pajeú e baixá-lo. Para participar pelo zap, o número é (87) 9-9658-0554.

Felipe Carreras tem encontro com Delson Lustosa e visita obras

O deputado Felipe Carreras visitou ao município nesta sexta-feira (10). O parlamentar visitou ações fruto de emendas do seu mandato, ao lado do prefeito Delson Lustosa, do vice-prefeito Dada de Adeval e dos nove vereadores do município. A agenda incluiu ruas que estão recebendo pavimentação, por meio de emendas parlamentares, e o Hospital Municipal, que […]

O deputado Felipe Carreras visitou ao município nesta sexta-feira (10).

O parlamentar visitou ações fruto de emendas do seu mandato, ao lado do prefeito Delson Lustosa, do vice-prefeito Dada de Adeval e dos nove vereadores do município.

A agenda incluiu ruas que estão recebendo pavimentação, por meio de emendas parlamentares, e o Hospital Municipal, que já foi contemplado com investimentos para a melhoria dos serviços de saúde.

Além de acompanhar o andamento das obras, o deputado e o prefeito discutiram novos projetos e prioridades para o município. A parceria entre os dois tem garantido ações como a construção da escola de 12 salas padrão FNDE, que teve as obras destravadas e será retomada após articulação conjunta entre o prefeito Delson e o deputado.

Clebel diz que não tem como dar “um centavo de aumento” a servidores de Salgueiro

O prefeito Clebel Cordeiro e o vice-prefeito Chico Sampaio, receberam na manhã desta quarta-feira (3), em seu gabinete, uma comissão do comando de paralisação, formada pela presidente do Sindicato dos Servidores Municipais de Salgueiro (SISEMSAL), Edvane Teixeira, Agentes Comunitários de Saúde, Engenheiros e professores. “Quando todos os servidores públicos se reuniram em fevereiro, pedindo reajuste […]

O prefeito Clebel Cordeiro e o vice-prefeito Chico Sampaio, receberam na manhã desta quarta-feira (3), em seu gabinete, uma comissão do comando de paralisação, formada pela presidente do Sindicato dos Servidores Municipais de Salgueiro (SISEMSAL), Edvane Teixeira, Agentes Comunitários de Saúde, Engenheiros e professores.

“Quando todos os servidores públicos se reuniram em fevereiro, pedindo reajuste de 6,74, e não foi acatado, fica difícil. Em um momento em que todos estão em luta, em prol de reajuste para todas as categorias e o prefeito só oferece reajuste para educação. Não é justo, oferecer a uma única categoria e deixar as outras sem nada. Não vamos aceitar”, disse Edvane Teixeira.

Durante o encontro, o prefeito apresentou as contas do município, pediu para que os funcionários voltassem ao trabalho e deixou bem claro, que, neste momento o município não tem como conceder reajuste.

“Aos professores eu tenho como dar o reajuste porque a verba vem do Governo Federal. O governo municipal, neste momento, não tem como conceder um centavo que seja de reajuste ao servidor municipal. Caiu a receita do município em mais de 60%. Ano passado, nos quatro primeiros meses, o governo arrecadou pouco mais de 4 milhões, e neste quatro primeiros meses, arrecadamos um pouco mais de 2 milhões de reais, então foi uma queda na receita grande”, disse o prefeito.

Clebel Cordeiro ainda lembrou que, a prefeitura de Salgueiro, está com uma dívida com a Receita Federal, do ano de 2012. “O município está com um debito com o Serviço Auxiliar de Informações para Transparências Voluntárias (CAUC), dívida esta, que foi dividida em 12 parcelas de 180 mil reais, que eu tenho que pagar. Estou sendo muito sincero com vocês, eu não tenho como conceder esse reajuste. Não vou enganar ninguém, se eu disser que darei não tenho como cumprir”. O prefeito marcou uma nova reunião com a comissão para o dia 18. A paralisação pode continuar.

“Duque não está automaticamente inelegível”, destaca advogada

Mesmo com parecer técnico do TCE pela aprovação com ressalvas, Câmara rejeitou as contas de 2019 do ex-prefeito por 13 votos a 4; advogada Tassiana Bezerra aponta possibilidade de reversão na Justiça A decisão da Câmara de Vereadores de Serra Talhada de rejeitar as contas do ex-prefeito e atual deputado estadual Luciano Duque, referentes ao […]

Mesmo com parecer técnico do TCE pela aprovação com ressalvas, Câmara rejeitou as contas de 2019 do ex-prefeito por 13 votos a 4; advogada Tassiana Bezerra aponta possibilidade de reversão na Justiça

A decisão da Câmara de Vereadores de Serra Talhada de rejeitar as contas do ex-prefeito e atual deputado estadual Luciano Duque, referentes ao exercício de 2019, gerou ampla repercussão política e jurídica. Em entrevista ao podcast Causos & Causas, a advogada Tassiana Bezerra classificou a votação como “um julgamento político” e destacou que a rejeição não significa automaticamente inelegibilidade, como sugerem adversários do parlamentar.

A votação, realizada na última terça-feira (8), contraria o parecer técnico do Tribunal de Contas do Estado de Pernambuco (TCE-PE), que recomendou a aprovação com ressalvas das contas de Duque. Em dezembro passado, o TCE publicou no Diário Oficial a conclusão de sua 37ª Sessão Ordinária da Primeira Câmara, recomendando a aprovação das contas pela Câmara Municipal.

No entanto, 13 dos 17 vereadores votaram pela rejeição, em sua maioria aliados da atual prefeita Márcia Conrado, adversária política de Duque. Apenas quatro vereadores seguiram a recomendação do TCE.

Durante a entrevista, Tassiana destacou o caráter não vinculante do parecer do TCE, explicando que a decisão final cabe ao Legislativo Municipal. “O parecer do TCE é somente um parecer, ele não vincula. Quem julga as contas do prefeito é a Câmara, que tem essa prerrogativa constitucional. Mas é importante dizer: não é um julgamento técnico, é um julgamento político”, explicou.

Para a advogada, a conjuntura política local pesou contra Duque. “Luciano hoje é oposição ao município. Se o filho dele tivesse vencido a eleição passada, talvez as contas não tivessem sido rejeitadas”, avaliou.

Tassiana também afirmou que, do ponto de vista jurídico, ainda há caminhos para reverter a decisão da Câmara, caso sejam identificadas irregularidades no trâmite legislativo. “Tem que verificar se o quórum foi o correto, se todos estavam presentes, se passou pelas comissões, se cumpriu os prazos. Se faltou alguma dessas etapas, é possível reverter a votação”, afirmou, lembrando que já atuou em casos semelhantes com sucesso.

Questionada sobre o risco de inelegibilidade de Duque nas eleições de 2026, a advogada foi categórica: “Não quer dizer que ele está inelegível. Existe, inclusive, grande chance de ele não estar. A rejeição das contas por si só não basta — é necessário demonstrar dolo, improbidade administrativa ou ato doloso de gestão para caracterizar inelegibilidade pela Lei da Ficha Limpa”, explicou. As informações são do Causos & Causas.

 

Evandro Valadares busca incrementar merenda escolar de São José do Egito

Evandro Valadares e Henrique Marinho tiveram um encontro com vários agricultores e agricultoras familiares de São José do Egito na manhã desta terça-feira (30), no Centro de Inclusão Digital. Na pauta da reunião, a possibilidade de ampliar o número de produtos comprados pelo município, através de programas como o PNAE (Programa Nacional de Alimentação Escolar) […]

Evandro Valadares e Henrique Marinho tiveram um encontro com vários agricultores e agricultoras familiares de São José do Egito na manhã desta terça-feira (30), no Centro de Inclusão Digital. Na pauta da reunião, a possibilidade de ampliar o número de produtos comprados pelo município, através de programas como o PNAE (Programa Nacional de Alimentação Escolar) para uso na merenda escolar.

Pelo menos 27 produtos foram apresentados para degustação, sendo que alguns deles, poderá ser incrementado na merenda escolar dos alunos egipcienses.

O prefeito Evandro Valadares garantiu que estando dentro da lei, vai comprar o máximo possível desses produtos. “Assim fazendo a roda da economia girar dentro do município. O que for dentro da lei o município vai comprar com toda certeza”, afirmou Valadares.

Também participaram do encontro, os vereadores Vicente de Vevéi e David de Deus, os secretários municipais de Agricultura Gerson Souza e de Meio Ambiente Marcos Brito, pois para que alguns produtos possam ser comprados pela administração municipal, é preciso que eles passem pelo serviço de inspeção, que garanta a qualidade e a segurança dos mesmos, e isso envolve pelo menos às duas secretarias em questão, além da educação.