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Coluna do Domingão

Por Nill Júnior

Tem crise, mas tem desmantelo

Prefeitos e assessores reunidos na AMUPE ontem: outros fatores como mal gerenciamento podem entrar no “pacote da crise”

Essa que se passou, pode-se dizer, foi a “Semana Chororô” dos prefeitos pernambucanos, orquestrada pela Amupe, para expor a grave situação financeira dos municípios e alertar para a necessidade de corte de gastos em várias prefeituras.

A Associação Municipalista do Estado anunciou que irá a Brasília, nesta semana, em busca da liberação de verbas, por parte do Governo Federal. A entidade estima que pelo menos 50 cidades de Pernambuco precisarão demitir funcionários.

De acordo com o presidente da associação, José Patriota, a instituição irá tentar ajuda do Congresso e do presidente Michel Temer (PMDB), para sanar as contas dos municípios. Ele pretende convencer o governo a liberar 1% do total de recursos do Fundo de Participação dos Municípios (FPM), para que as prefeituras possam quitar o décimo terceiro salário.

Segundo a Amupe, R$ 196 milhões são necessários para fechar as contas. No Brasil inteiro são R$ 4 bilhões. “São 120 municípios em estado de calamidade pública. Vamos solicitar uma ajuda financeira emergencial, para que possamos sair desta situação”, disse.

A entidade tem razão quando diz que há um engessamento de repasses federais, muitas obrigações nas contas dos municípios, subfinanciamento de alguns programas. É fato.

Mas é  certo dizer também que há problemas que estão situados entre a cadeira e o birô das prefeituras. Está no gerenciamento desses recursos. Óbvio pelo fator político, para não causar mal estar entre os colegas ou dar munição ao inimigo, a  Amupe não trata desse problema, das gestões desmanteladas, heranças malditas, inversão de prioridades, excesso de contratados por questão política, que também minguam o caixa das prefeituras.

A Coluna pergunta como alguns gestores tem coragem de reclamar mais recursos quando a equação poderia começar a resolvida em casa. Em setembro, o TCE teve que expedir uma Medida Cautelar contra o prefeito de Águas Belas. Queria fazer festa com dinheiro público enquanto o município tinha restos a pagar, pendências de pagamentos de despesas com mais de 30 dias, notadamente com pessoal e encargos previdenciários, dentre outros problemas. Só aí o prefeito Aroldo Lima desistiu.

Em agosto de 2017, o conselheiro Ranilson Ramos determinou à Prefeitura de Itacuruba, suspender os atos decorrentes do Pregão Presencial nº 031/2016, que queria contratar empresa Festa do Sagrado Coração. A festa ainda assim acabou acontecendo depois de recurso. No primeiro semestre a prefeitura de Bom Conselho, no Agreste, anunciou  quase meio milhão com o evento Forrobom, pagando R$ 200 mil a Bruno e Marrone, R$ 200 mil a Aviões do Forró e R$ 80 mil a Jonas Esticado.

Enquanto isso, os professores da rede municipal de ensino de Bom Conselho entraram em greve reivindicando melhores salários. Em Carpina, a polêmica foi o show de Wesley Safadão, orçado em R$ 450 mil.

Ano passado, a pobre prefeitura de Amaraji, queria contratar uma empresa por R$ 1.076.395,00 para “apoio logístico em eventos e festividades realizados pela administração pública municipal”. A empresa tinha capital declarado de R$ 100 mil. O TCE interviu de novo.

No Pajeú, prefeitos que estiveram na sessão chororô da Amupe chegaram a brigar para usar dinheiro público para festas. Quem não lembra a briga de Sávio Torres com o MP para realizar o Tupã Folia, com o  município em situação de emergência, e gastos, segundo o órgão de R$ 86 mil? E Tabira, onde Sebastião Dias, com uma das prefeituras mais desmanteladas do interior, queimou R$ 300 mil com o carnaval anti-cultural e R$ 180 mil com a Festa de Agosto? Depois, anunciou ajuste fiscal e atrasou a folha de aposentados e pensionistas.

Isso sem falar no problema enfrentado com heranças administrativas indigestas, superlotação de comissionados que eram cabos eleitorais nas eleições e essa inversão de prioridades com recursos públicos. Ora, se na sua casa falta o essencial para a manutenção da sua família, você vai dar uma festa? Pois, guardadas as proporções, bem ao estilo pão e circo, é o que fazem alguns prefeitos no Estado.

Como explicar ?

Se o problema das prefeituras reside só nos repasses, como explicar Itapetim, cujo prefeito Adelmo Moura (PSB) pagou 50% do 13% salário em junho, e vai pagar a 2ª parcela no próximo dia 30, junto com o salário de novembro ?

Tabirenses fazem raio X em Solidão

A Secretaria de Saúde da Prefeitura de Tabira culpa a Celpe pelo não funcionamento do  Raio X do Hospital Municipal. Vistoriou mas não ligou. Por enquanto os pacientes que precisam do exame estão sendo encaminhados para Solidão.

Ressonância

A Casa de Saúde Dr José Evóide De Moura anunciou o início de operação do seu aparelho de ressonância magnética, o primeiro a operar na cidade. Os laudos serão emitidos pelos médicos que atuam no Sírio Libanês, em São Paulo.

Prêmio “Bobagem da semana”

Para o Secretário Tadeu Sampaio e o vereador Aristóteles Monteiro, de Tabira. Por estimularem um divisionismo bobo, que não leva nada, entre Tabira e Afogados da Ingazeira, cidades irmãs. “O que Afogados tem de melhor que Tabira? Afogados se desenvolve mais, por causa de uma política do Governo do Estado em detrimento da região”, disseram.

Dêva traidor?

Marcílio Torres acusou em artigo o ex-prefeito de Tuparetama, Dêva Pessoa, de traidor, por anunciar apoio a André de Paula e Rodrigo Novaes. O motivo reside principalmente no primeiro nome. Até o fim de seu mandato, Dêva andava agarrado a Danilo Cabral, do PSB. “Das duas as duas: ou faltou lealdade ao prefeito ou dinheiro ao Deputado Danilo”, criticou duramente.

Can-di-da-PTo

O vereador petista Sinézio Rodrigues (Serra Talhada) anunciou ontem o lançamento de sua pré-candidatura a Deputados Estadual. “Hoje, com mais de 25 municípios presentes, tivemos o lançamento de nossa pré-candidatura.  Esteve conosco prestigiando este momento, Marília Arraes, nossa futura governadora”, disse eufórico. Rodrigues só não deve ter o apoio do prefeito Luciano Duque, que aliás, não anunciou ainda quem irá apoiar.

Entregando a caneta a MP e TCE

O Prefeito de Águas Belas Luiz Aroldo defendeu na AMUPE uma reunião com TCE e MPPE para fechamento  de um TAC que suspensa realização de festas com dinheiro público municipal nas cidades por três anos. “Assim não haverá dinheiro público usado em festas, deixando de aplicar em outros serviços”. O gestor quer a bênção dos órgãos para justificar à plateia, mas sabe, como não precisou deles pra fazer, não precisa para evitar fazer.

Azul quer fretar vôos para Triunfo

No mesmo pacote da vistoria do Aeroporto Santa Magalhães, em Serra Talhada, representantes da Azul visitaram Triunfo, para conhecer as potencialidades turísticas do município. Prometeram ao prefeito João Batista que poderão oferecer vôos fretados para a cidade via Azul e agências. Turistas já poderão comprar o pacote fechado, saindo de qualquer ponto do país. ”Ficaram impressionados com nossa capacidade turística”, disse.

Queijo o quê?

A marca Pajelat, que fornece leite de cabra no saquinho para vários estabelecimentos no estado, agora está investindo na comercialização de queijo a partir do leite de cabra. Na região, o Grupo Pajeú já vai comercializar os queijos Coalho e Minas Frescal. Para gostos mais refinados, tem o queijo Chancliche de leite de cabra. É um queijo tipo árabe, preparado em bolas de 6 centímetros de diâmetro e envolvidas em zaatar – um preparado de várias ervas. Vixe…

Frase da semana:

“Protegeu seu time, não deixou passar nada, nem por cima nem por baixo e ainda liberou seus atacantes pra ficarem bem livres no jogo”.

De Juninho Pernambucano, elegendo Gilmar Mendes “o melhor zagueiro da temporada”.

Outras Notícias

Mundo observa eleição americana, que pode ser início do fim da era Trump

No meu comentário para o Jornal Itapuama desta terça-feira (3), analisei o impacto global das eleições norte-americanas, destacando que a votação para 100 cadeiras no Senado e 435 na Câmara dos Representantes pode impor sérias dificuldades e enfraquecer a reta final do governo de Donald Trump. Mesmo sem ser candidato, Trump se engajou diretamente na […]

No meu comentário para o Jornal Itapuama desta terça-feira (3), analisei o impacto global das eleições norte-americanas, destacando que a votação para 100 cadeiras no Senado e 435 na Câmara dos Representantes pode impor sérias dificuldades e enfraquecer a reta final do governo de Donald Trump.

Mesmo sem ser candidato, Trump se engajou diretamente na campanha pedindo votos para os republicanos, mas a movimentação vem prejudicando seus correligionários nas pesquisas. Entre os fatores apontados para a rejeição interna que chega a cerca de 70% estão a inflação, o alto custo de vida, a alta dos combustíveis decorrente de conflitos não evitados ou promovidos no exterior, e a política migratória, com ações ostensivas do ICE contra mais de 36 milhões de latinos.

O cenário reflete-se na alta participação popular nas urnas, sinalizando o desejo do eleitorado de impor limites à gestão republicana e a figuras ultranacionalistas de seu entorno, como Marco Rubio e JD Vance. Vale ressaltar os reflexos para a América Latina e o Brasil, lembrando o histórico de pressões diplomáticas e a relação com o governo brasileiro.

Clicando no link abaixo você confere o comentário na íntegra.

 

João Batista, ex-prefeito de Flores, agradece apoio e solidariedade pela perda do filho de 26 anos

O ex-prefeito de Triunfo, João Batista Rodrigues dos Santos, agradeceu as manifestações de solidariedade recebidas pela família após a morte do filho João Caio Rodrigues Pereira de Melo, de 26 anos, vítima de um acidente de trânsito registrado no sábado (31), no Sertão de Pernambuco. João Batista recebeu mensagens de apoio de familiares, amigos, moradores […]

O ex-prefeito de Triunfo, João Batista Rodrigues dos Santos, agradeceu as manifestações de solidariedade recebidas pela família após a morte do filho João Caio Rodrigues Pereira de Melo, de 26 anos, vítima de um acidente de trânsito registrado no sábado (31), no Sertão de Pernambuco.

João Batista recebeu mensagens de apoio de familiares, amigos, moradores de Triunfo e representantes da política pernambucana. Em meio ao luto, o ex-gestor manifestou gratidão pelo carinho e pelas orações dirigidas à família.

João Caio morreu após uma colisão entre a motocicleta que conduzia e um carro na PE-365, nas proximidades da Vila Jatiúca, zona rural de Santa Cruz da Baixa Verde. O jovem não resistiu aos ferimentos e morreu no local.

Segundo informações repassadas à Polícia Militar, o motorista do automóvel teria deixado o local sem prestar socorro. A Polícia Civil registrou a ocorrência e iniciou diligências para esclarecer as circunstâncias do acidente e identificar o outro envolvido.

Filho de João Batista e da ex-secretária municipal de Saúde de Triunfo, Tarciane Pereira Melo, João Caio foi sepultado no sábado (31), em Triunfo. A despedida reuniu familiares, amigos e moradores do município.

A morte do jovem provocou manifestações de pesar de autoridades e instituições, entre elas a Prefeitura de Triunfo, que decretou luto oficial de três dias, a Ordem dos Advogados do Brasil em Pernambuco (OAB-PE) e representantes políticos.

Também prestaram solidariedade o prefeito Luciano Bonfim, o presidente da Câmara Municipal, Camilo Ferreira, o presidente estadual do Avante, Sebastião Oliveira, e o prefeito do Recife, João Campos.

João Batista administrou Triunfo entre 2017 e 2020 e também exerceu mandatos de vereador no município.

O Blog do Nill Júnior manifesta solidariedade a João Batista, Tarciane Pereira Melo e aos demais familiares e amigos de João Caio.

Fonte: Blog Juliana Lima
Foto: Reprodução

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Tragédia aérea nos EUA: família e outros nomes que viajavam em aeronave são identificados

O empresário de tecnologia Adam Robinson, de 45 anos, a mulher dele, Helen Sharp, de 40, e os filhos do casal estão entre as vítimas do acidente aéreo ocorrido neste domingo (1º/11) na Flórida, segundo a imprensa americana. De acordo com o jornal New York Post, além da família, a babá das crianças, Anita Maria […]

O empresário de tecnologia Adam Robinson, de 45 anos, a mulher dele, Helen Sharp, de 40, e os filhos do casal estão entre as vítimas do acidente aéreo ocorrido neste domingo (1º/11) na Flórida, segundo a imprensa americana.

De acordo com o jornal New York Post, além da família, a babá das crianças, Anita Maria Apellido Cetina, e dois amigos do casal, Rachael Reed e Charmi Fehr, também estavam a bordo da aeronave.

Em nota conjunta divulgada no Facebook, as famílias confirmaram a identidade das vítimas.

Jeff Gregory, de 55 anos, era o piloto do Learjet 60. A copiloto era Nathalia Gadelha Filgueiras, de 20 anos.

A confirmação de que Emma, de 4 anos, e Charlie, de 2, estavam no avião foi feita por Dudley Sharp, avô das crianças, ao site USA Today.

Morador de Austin, no Texas, Adam Robinson era fundador e CEO das empresas de software Retention.com e RB2B.

Antes de empreender no setor de tecnologia, trabalhou nos bancos Lehman Brothers e Barclays Capital, de acordo com informações de seu perfil no LinkedIn.

A esposa dele, Helen Sharp, era artista ceramista e costumava compartilhar em seu perfil no Instagram vídeos de suas criações, além de fotos das filhas.

O acidente ocorreu no condado de Palm Beach. O Learjet 60 havia decolado do Aeroporto Internacional Austin-Bergstrom, no Texas, com destino ao Aeroporto North Eleuthera, nas Bahamas.

Autoridades dos Estados Unidos que investigam a queda do jato afirmam haver indícios de que a aeronave pode ter começado a se desintegrar antes do impacto com o solo.

Em entrevista coletiva nesta segunda-feira (2), Tom Chapman, integrante do Conselho Nacional de Segurança nos Transportes dos EUA (NTSB, na sigla em inglês), disse que os investigadores podem encontrar destroços “a alguma distância do local da queda”.

O NTSB informou que enfrenta desafios significativos para reconstruir o que aconteceu com a aeronave.

Tim Monville, investigador de segurança aérea do órgão, afirmou que “o maior obstáculo será recuperar os principais destroços da aeronave da cratera formada pelo impacto na rodovia”.

Da redação/Itapuama FM.
Informações: USA Today/Portal g1.
Fotos: Reprodução/Fac

Prefeito do Recife diz que shows de Jorge e Mateus e Cláudia Leite estão mantidos. “Desarmar palanques”

O prefeito do Recife, Vitor Marques se manifestou sobre o movimento que cobrou boicote de artistas que apoiaram Flávio Bolsonaro na programação da Virada Recife 2027, como Jorge e Mateus e Cláudia Leite. “Quero reafirmar aqui a posição defendida pelo presidente Lula após sua reeleição: o Brasil precisa superar as divisões, não aprofundá-las”. “Todos sabem […]

O prefeito do Recife, Vitor Marques se manifestou sobre o movimento que cobrou boicote de artistas que apoiaram Flávio Bolsonaro na programação da Virada Recife 2027, como Jorge e Mateus e Cláudia Leite.

“Quero reafirmar aqui a posição defendida pelo presidente Lula após sua reeleição: o Brasil precisa superar as divisões, não aprofundá-las”.

“Todos sabem de que lado estive, em quem votei e o quanto me dediquei à eleição do presidente Lula. Lutamos, mobilizamos milhões de brasileiros e conquistamos uma vitória histórica, que celebramos com muita alegria!” – acrescentou.

“Mas a eleição passou, e o palanque foi desarmado.

Continuarei defendendo minhas convicções com a mesma firmeza, sem abrir mão do respeito às diferenças. O Recife é uma cidade plural, democrática e acolhedora. E a Virada Recife é uma festa de todos e para todos, independentemente de preferências políticas. É assim que deve ser e continuará sendo”, concluiu.

Clique no link abaixo e confira a declaração do prefeito.

 

Lideranças evangélicas se distanciam do bolsonarismo após derrota nas urnas e carta de Flávio

Lideranças evangélicas que mantiveram proximidade com o bolsonarismo passaram a adotar uma postura de distanciamento do grupo político de Flávio Bolsonaro (PL) após a derrota do senador para Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas eleições presidenciais. O movimento ganhou força com a divulgação de uma carta na qual o candidato derrotado contestou o resultado […]

Lideranças evangélicas que mantiveram proximidade com o bolsonarismo passaram a adotar uma postura de distanciamento do grupo político de Flávio Bolsonaro (PL) após a derrota do senador para Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas eleições presidenciais. O movimento ganhou força com a divulgação de uma carta na qual o candidato derrotado contestou o resultado das urnas e se apresentou inicialmente como presidente eleito.

Segundo reportagem de O Globo publicada nesta terça-feira (3), representantes de igrejas como a Universal do Reino de Deus e as Assembleias de Deus têm demonstrado resistência à estratégia adotada por Flávio depois do segundo turno, especialmente diante de sua saída do Brasil para os Estados Unidos.

O posicionamento representa uma mudança em relação à campanha eleitoral. Embora parte dessas lideranças tenha mantido distância da disputa no primeiro turno, houve uma aproximação com Flávio na etapa final da eleição.

Entre os religiosos que se manifestaram está o bispo Edir Macedo, fundador da Igreja Universal. Em uma pregação realizada no próprio dia 25 de outubro, antes da divulgação do resultado eleitoral, ele criticou o lema “Deus, Pátria e Família”, associado ao bolsonarismo.

“Eu não aprovo aquela teoria ‘Deus, pátria e família’. Primeiro Deus, segundo a família, e terceiro o Estado, ou o que mais que queira ser”, declarou.

A manifestação ganhou repercussão nos dias seguintes à eleição. Diferentemente de 2022, quando apoiou Jair Bolsonaro, a Igreja Universal não declarou apoio oficial a nenhum dos dois candidatos à Presidência em 2026.

Outro sinal de divergência ocorreu com o pastor Silas Malafaia, da Assembleia de Deus Vitória em Cristo, um dos principais aliados da família Bolsonaro.

Em mensagens privadas divulgadas pela imprensa, Malafaia criticou a atuação dos filhos do ex-presidente Jair Bolsonaro e a carta publicada por Flávio.

“Esses filhos de Bolsonaro são uns jumentos. Só se aconselham com gente errada! Faz carta, fala bobagem, depois corrige”, escreveu.

Apesar das críticas, Malafaia não rompeu com o senador. O pastor afirmou que considera correta sua saída do Brasil e manteve a avaliação de que Flávio sofre perseguição política.

Reconhecimento da derrota

Entre outras lideranças religiosas, a reação foi de reconhecimento do resultado das urnas.

O bispo JB Carvalho, da Comunidade das Nações, igreja de Brasília onde Flávio Bolsonaro foi batizado, publicou uma mensagem defendendo o encerramento da disputa eleitoral.

“As eleições terminaram. Não tem terceiro turno. Vida que segue!”, escreveu.

Abner Ferreira, da Assembleia de Deus de Madureira, também defendeu maturidade e respeito à decisão dos eleitores. Já César Augusto, da Igreja Fonte da Vida, pediu que o país superasse a disputa eleitoral e afirmou que seguiria orando pelo Brasil e pelo governo.

As manifestações mostram diferenças entre lideranças que apoiaram Flávio. Parte delas mantém posições políticas conservadoras, mas rejeita a estratégia de contestação do resultado eleitoral.

Carta e fuga para os Estados Unidos

O distanciamento ganhou dimensão após Flávio Bolsonaro divulgar, na quarta-feira (28), uma carta nos Estados Unidos em que se apresentava como o “verdadeiro presidente eleito do Brasil”.

Pouco depois, o senador modificou o documento e passou a se identificar como “líder do Brasil”. Na publicação, também afirmou que pretende comandar a oposição a partir do exterior.

Flávio havia deixado o país após a derrota eleitoral, apesar de uma decisão judicial que determinava a entrega de seus passaportes.

É importante destacar que as acusações de fraude nas eleições presidenciais de 2026 não foram acompanhadas de qualquer prova. O resultado foi oficialmente proclamado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que confirmou a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva.

O próprio PL, partido de Flávio Bolsonaro, reconheceu o resultado da eleição. O senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador de sua campanha, também declarou que não existem provas que sustentem uma acusação de fraude.

As reações das lideranças evangélicas ocorrem em meio à reorganização de partidos e grupos políticos conservadores após a eleição, mas não representam um rompimento generalizado das igrejas com a direita ou com o bolsonarismo.

Fonte: O Globo
Foto: Reprodução

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