Lembre-se de mim
Registre-se Esqueceu sua senha?



Coluna do Domingão

Publicado em Notícias por em 15 de setembro de 2019

Foto: Divulgação

O pau de Ciro em Lula e no PT

Em entrevista a BBC News Brasil, o ex-ministro Ciro Gomes (PTB), disse não se arrepender de sair do Brasil durante o pleito, deixando de declarar apoio a Haddad. Foi além e criticou duramente o PT e o ex-presidente Lula. Para Ciro, o PT é parte de um esquema que em nada tem a ver com a esquerda e ainda colocou o dedo na ferida: a corrupção institucionalizada. Como nas redes sociais muitas vezes se fragmenta o todo da entrevista, leis os capítulos em que Ciro fala mal do PT, entenda porque o bloco de oposição a Bolsonaro não tem como se unir e tire suas conclusões:

BBC News Brasil – Haddad, com o suporte do Lula, teve 29% de votos no primeiro turno. O senhor não acha que com essa postura o senhor intensifica a divisão da esquerda e favorece a direita?

Gomes – Quem disse que esse PT é de esquerda? É uma pergunta muito simples. O que é ser de esquerda? Olha aqui, eles governaram o Brasil por 14 anos e nós temos o sistema tributário mais regressivo do planeta Terra. Que o inglês fique sabendo que o imposto aqui sobre lucros e dividendos empresariais não existe. Só no Brasil e na pequena Estônia, no leste da Europa, não tem esse imposto. (…)

Onde está o esquerdismo? O Brasil tinha 30% do PIB industrial e hoje é 11%. O Brasil tem a maior crise de endividamento das famílias e das empresas da história. Isso tudo foi político do Lula e da Dilma. Isso não tem nada de esquerda, é populismo, caudilhismo, culto à personalidade.

BBC News Brasil – Onde o PT se encaixaria, então?

Gomes – No Brasil, é tudo fraude. Então, o PT é um partido de centro-direita, na prática. Por quê? Porque aplicou o neoliberalismo e tentou humanizá-lo.

BBC News Brasil – Mas o senhor é a favor de uma frente de esquerda?

Gomes – Não. Acho que todas as tentativas do PT de anunciar uma frente de esquerda têm dois vícios. Primeiro: não é nenhuma intenção boa do PT de fazer frente de esquerda, eles querem subjugar o pensamento progressista ao pragmatismo deles, ao hegemonismo deles. Sem nenhuma visão de Brasil. Podemos fazer essa discussão: qual é a visão de Brasil do PT? Qual é a proposta? Qual é a matriz? Qual é o projeto? Para gente poder refletir se isso é progressista radical, progressista moderado, centrista e tal. Não tem esse projeto, nunca teve.

A segunda questão é que o Brasil não cabe na esquerda. Sabe? (…) O PT não entendeu nada do novo Brasil neopentecostal, evangélico e como não tem proposta de esquerda, nenhuma, se refugia no identitarismo. Então tem uma imensa afinidade com as teses identitárias, como se a soma de interesses identitários desse um interesse nacional. Isso não existe.

O que acontece é o seguinte: por que o Crivella em pleno século 21 não só é o prefeito do Rio de Janeiro, já deveríamos parar um pouco para pensar – aliás, lá trás com apoio do PT, aliás foi ministro da Dilma -, mas se lança numa cruzada contra um livro? Em plena Bienal do Livro. Você acha que ele é burro? É que ele está desmoralizado como prefeito, nas tarefas de prefeito, ele está desmoralizado. Então o que está fazendo? Está indo para a questão identitária, para mudar a cabeça do novo, do julgamento de uma administração ruinosa para o paladino da defesa, da moral e dos bons costumes.

BBC News Brasil – Para o senhor, nessas questões identitárias, PT e Bolsonaro fazem algo parecido.

Ciro Gomes – São rigorosamente as duas faces da mesma moeda. Você vê agora, o Bolsonaro está em crise de popularidade. [Ele diz] “se você falarem mal de mim, o PT vai voltar”. Aí a Gleisi (Hoffmann), presidente do PT, entende a mensagem e diz: “não tenho dúvida, 22 vai ser nós contra o Bolsonaro”.

Porque agora soubemos pela Vaza Jato que, em pleno galope do golpe, o Lula estava conversando com o Michel Temer, como eu sei concretamente. Eu estava lá nas antecedências do impeachment e vi que a petezada estava já entregando a Dilma. O que aconteceu com o Lula? O Lula se corrompeu. Desculpa, é doído dizer isso, mas o Lula se corrompeu. Ele virou sabe o quê? Um caudilho sul-americano. É o culto à personalidade. Toda a agenda do país agora é refém do egoísmo do Lula. Sabe porque eu fui pra Paris? Porque eu tô solto. Eu não sou obrigado a apoiar ladrão.

Guerra guerreou…

Em Afogados da Ingazeira, a pergunta da vez é: quando Alessandro Palmeira vai colocar o bloco na rua? A decisão depende também do prefeito José Patriota. Sandrinho tem aparecido em agendas Institucionais sem o rótulo de candidato. E Totonho Valadares já apertou o play a dias.

Fora!

O ex-prefeito e pré-candidato Romério Guimarães fez um limpa em seu grupo de WhatsApp. Retirou Doido de Zé Vicente, a esposa dele, mais uns cabos eleitorais. Falam em até trinta nomes excluídos. Até o vereador Tadeu do Hospital foi eliminado. Traíra não entra…

Depois de um doido…

Falando em vira-casaca, se não for blefe, Evandro Valadares garante que tem mais nomes querendo pular da oposição para o bloco governista e serão anunciados em breve. Para ele, doido é quem pensa que parou em Doido.

Indefinição

Cidades onde o nome da oposição não está fechado: em Iguaracy, o melhor nome para enfrentar Zeinha seria o de Dessoles, mas ele não se anunciou candidato. Em Carnaíba, Gleybson Martins, Nêudo da Itã ou (de novo) José Francisco Filho ou alguém da cota dele para enfrentar Anchieta Patriota?

É forte

Rolo jurídico e pode ou não pode a parte, Carlos Evandro é um competitivo nome para disputar a prefeitura e ex excelente apoio caso não possa. Por isso aumentaram os rumores de sua aproximação com Luciano Duque. É peça chave no xadrez serra-talhadense.

Legislador contra o legislado

Mais um crime praticado pelo vereador Wellington JK, o mesmo a favor de rinha de galo: divulgou nas redes sociais um áudio pedindo para quem tiver ilegalmente circulando de moto que evitasse a Lei Seca em Afogados da Ingazeira neste sábado.

Porque é…

Se enquadra no Artigo 265 do Código Penal por atentar contra a segurança, já que Blitzes ocorrem para garantir a segurança dos motoristas, averiguando se dirigem sob influência de álcool, com documentação vencida, sem o uso de equipamentos, etc. Dá reclusão de um a cinco anos e multa, mas não adianta tentar explicar…

Contagem regressiva

Na Política de Pastoril do Pajeú, em janeiro só fica no cargo comissionado ou com contrato quem estiver alinhado com o que quer quem está com a caneta. Do contrário, pegue o beco ou espere o envelope de adeus por baixo da porta. Artigo 1º parágrafo único da lei do politiquês local.

Frase da semana: “O Lula se corrompeu”. 

Ciro Gomes, sobre o Luiz Inácio, em entrevista ao BBC Brasil.

Deixar um Comentário