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Coluna do Domingão

Por André Luis

Vereadores não ajudam a melhorar imagem no Pajeú

É impressionante como nos últimos dias, vereadores fizeram força para piorar sua imagem já tão desgastada  junto à opinião pública. Pra todo lado na região, há exemplos que justificam a revolta de boa parte da população com o legislativo, reforçando o discurso, em parte equivocado, de que “vereador não serve pra nada”.

Em tese, quando se vota em um vereador, o eleitor está depositando nele a certeza de que o representará, a partir dos princípios e propostas defendidos em campanha, nas inúmeras pautas que norteiam o debate legislativo, na obrigação de fiscalizar o executivo, acompanhar e votar leis, fazer proposições, muito, mas muito além do mero artifício dos requerimentos, votos de aplauso e de pesar, que dominam parte das casas.

Ora, se o eleitor vota num projeto, o que dirá o votante tabirense depois do deplorável episódio que teve como símbolo o vereador Dicinha do Calçamento? Se, a partir das palavras de uma familiar amplamente divulgada nas redes, não honra nem a própria palavra, como poderá representar um dos 1.017 eleitores – foi o segundo mais votado – no parlamento?

Na Cidade das Tradições, também ficou faltando Didi de Heleno explicar como foi o “voto do coração” em Nelly, já que o valor supostamente pago a Dicinha envolvia a volta do vereador, depois de garantir apoio a Aldo Santana.

Em Iguaracy, o vereador Simão fincou o pé em um acordo para eleger Odete Baião, contra o vereador de seu bloco, Fábio Torres. Fidelidade zero por fidelidade nenhuma, os governistas pescaram o vereador Manoel Olímpio, que há pouco mais de uma semana havia dito a esse blogueiro que a oposição venceria as eleições e que Zeinha Torres “não respeitava os vereadores”.

Em São José do Egito, vazou um áudio com a voz do vereador Albérico Thiago (PR) onde chama Tadeu do Hospital de “vendável”, inclusive citando que ele teria recebido dinheiro das mãos do atual Presidente Antônio Andrade, prometendo votar em Albérico Thiago. Revelou ainda que Tadeu teria recebido um automóvel Golf mesmo dizendo que não vende o voto.

Nessas negociatas região afora, chegou ao blog o caso de um vereador que justificou quando cobrado pelos vereadores sobre a quebra de acordo: “vou mudar porque todo mundo tem carro baixo aqui menos eu”, antes de morder R$ 20 mil….

O problema é que, a levar em contas o que sempre se especulou, esse toma lá dá cá imoral e nada republicano sempre existiu. A diferença é que agora perdeu-se totalmente a vergonha de expor isso. Os acordos estão escancarados, sem nenhum pudor, muito menos respeito com o eleitor.  Tem prefeito que se ver na antessala o capeta e um vereador, chama primeiro o coisa ruim pra despachar no gabinete.

E não para por aí. Se for pra trás, tem a recente polêmica protagonizada por Zé Negão e Wellington JK em Afogados, na história do pagamento dos contratados da campanha, a história divulgada nessa mesma coluna do “valor de tabela “ de um vereador para apoiar candidatos e até do carnaibano Preguinho, flagrado com a moto da Câmara indo para um jogo de futebol, sem carteira e ainda dizendo que não poderia ser punido porque era vereador.

Tá na hora de entidades da classe como UVP e COPAP chamarem atenção desses parlamentares. Chamar na catraca, numa expressão mais direta e alertar os parlamentares para o mal que isso tem causado à categoria, nivelada por baixo por conta desse tipo de comportamento.

Outro apelo é para os próprios órgãos de controle. A compra de votos continua desenfreada, favorecendo acordos escusos depois. Quem comprou, quer receber com esse tipo de expediente. Isso também afugenta potenciais candidatos, que não entram para não jogar seu nome na vala comum.

No mais, o MP deve estar atento, vereador que vende o voto e o que compra estão cometendo crimes. O que compra, corrupção ativa; já o que solicita e recebe, corrupção passiva. Não importa a origem do dinheiro, caracteriza-se corrupção pelo fato de ser em razão do cargo.

Ao menos,  já há sinais de que a PF começará averiguar corrupção no interior, olhando também para o legislativo.

Claro, há muito vereador decente, honesto, coerente. Mas a proporção desses episódios e a exposição na mídia está engolindo a repercussão da agenda legislativa positiva. Ou acaba esse expediente ou a imagem do vereador se acaba…

Prefeitos que fizeram Presidente

No Pajeú, dentre os prefeitos que estão vendo ou verão aliados na Presidência das Câmaras da região, Evandro Valadares (Rogaciano Jorge), Tânia Maria (Rosinei), Zeinha Torres (Manoel Olímpio), Luciano Duque (Manoel Enfermeiro), José Patriota (Igor Mariano), Djalma Alves (Bujão) e Tião de Gaudêncio (Lau).

Não emplacaram

Sebastião Dias é aliado de Nely (pero no mucho) e queria Aldo Santana. Em Tuparetama, Danilo Augusto continuará a frente da casa contra vontade de Sávio Torres e Gleibson Martins receberá o bastão de Nêudo da Itã, ambos oposição a Anchieta Patriota.

“Mulher macho”

Irmã do vereador Dicinha do Calçamento, Edilene Oliveira garante que não compartilhou por vontade própria o áudio de sua lição moral ao vereador, por sua quebra de palavra e voto em Nely no vira desvira vira. “Alguém pegou meu celular e enviou sem meu consentimento”. Promete apurar. Mas registre-se, no universo machista em que vivemos, não faltou quem saísse com a frase: “ela foi mais macho que ele e muito”.

Respire, inspire

Alessandro Palmeira não mente quando diz que tem protagonismo, espaço e participação na gestão Patriota, da qual é vice. Na última vez em eu esteve na Rádio Pajeú, foi fortemente assessorado por Rodrigo Lima, com dados estatísticos que iam dos projetos em execução à origem do universo. Em dado momento, no intervalo, ainda recebeu um telefonema de aliado dizendo que estava falando muito ofegante. Tem até “personal respiration”. Vixe…

“É pra lá”

 

Em Carnaíba, veículos do Detran foram flagrados sendo guiados na contramão. O resultado é o que você vê no vídeo: o senhor Gerônimo Andrade se dirige até os fiscais e avisa para onde devem apontar a venta.

Mas eles podem

Alerta leitor que o Artigo 29 inciso 7,  do Codigo Nacional de Trânsito permite a carros de fiscalização circular em mão contrária. Então tá.

Quebra corrente

Pela primeira vez em anos, a Prefeitura de Afogados da Ingazeira não deve pagar os salários de dezembro dentro do mês. A equipe econômica gerida por Ney Quidute conseguiu equacionar o pega, estica e puxa vários meses, mas agora, com um 13º no meio, não deu. Deve sair até dia 6.

Um eito!

Você acha que são muitos os pre candidatos em sua cidade? Em Serra Talhada, são pelo menos 15! Querendo a benção de Luciano Duque, Márcia Conrado, Márcio Oliveira, Faeca Melo, Sinézio Rodrigues, André Maio, Marcos Godoy , Marcos Oliveira, Thehunnas Peixoto, Cristiano Menezes e Zé Raimundo.

Vá contando

Na oposição, Victor Oliveira, Carlos Evandro, Valdemar Oliveira, o próprio Sebá, sem falar em nomes como Marquinhos Dantas, um nome da Direita Serra Talhada e outro que possa aparecer por estar achando pouco. Ô viúva desejada…

Frase da semana: “Eu odeio traidor!”

Do prefeito de Iguaracy, Zeinha Torres, em recado ao vereador Simão, que votou na oposição contra sua vontade na terça, o obrigando a compor com Manoel Olimpio (PTB).

Outras Notícias

Médico sertanejo critica intolerância política. “A fome não tem partido”

O médico ginecologista e obstetra Lourival Rodrigues, de Floresta, no Sertão de Pernambuco, publicou uma reflexão sobre manifestações de intolerância após as eleições. No texto, ele critica a ideia de retirar benefícios sociais de pessoas pobres por suas escolhas políticas. Em artigo intitulado “A fome não tem partido”, Lourival Rodrigues questiona a postura de pessoas […]

O médico ginecologista e obstetra Lourival Rodrigues, de Floresta, no Sertão de Pernambuco, publicou uma reflexão sobre manifestações de intolerância após as eleições. No texto, ele critica a ideia de retirar benefícios sociais de pessoas pobres por suas escolhas políticas.

Em artigo intitulado “A fome não tem partido”, Lourival Rodrigues questiona a postura de pessoas que defendem a suspensão da assistência social a eleitores do Partido dos Trabalhadores (PT). O médico argumenta que divergências políticas não podem servir de justificativa para negar direitos básicos e defende que o debate público seja conduzido com respeito à dignidade humana.

O autor também ressalta a importância da educação, do trabalho e da autonomia financeira como caminhos para reduzir a dependência de programas assistenciais, sem abandonar quem ainda necessita do apoio do Estado.

Confira o artigo na íntegra:

A fome não tem partido

Nos últimos dias, após as eleições, tenho observado manifestações que me causam mais tristeza do que qualquer resultado eleitoral. Algumas pessoas chegam a defender que os mais pobres deveriam perder a assistência social simplesmente porque votaram no Partido dos Trabalhadores.

Não sou de direita nem de esquerda. Tenho minhas convicções, discordo de muitas ideias do partido vencedor e me identifico com algumas propostas de seus adversários. Mas não acredito que seja necessário abraçar uma ideologia por inteiro, muito menos transformar divergências políticas em intolerância.

O que me incomoda profundamente é perceber a facilidade com que alguns, vivendo uma realidade financeira confortável, julgam as escolhas de quem enfrenta diariamente a pobreza.

É fácil discutir política diante de uma mesa farta. É fácil condenar o voto de alguém quando não sabemos o que significa abrir a geladeira e não encontrar alimento para os filhos. Para quem vive na necessidade, um benefício social não é uma discussão ideológica. Muitas vezes, é a diferença entre comer e passar fome.

Isso não significa defender a dependência permanente do Estado. Pelo contrário, acredito que o verdadeiro progresso acontece quando as pessoas conquistam educação, trabalho, autonomia e condições de viver com dignidade, sem depender de auxílio para sobreviver.

Mas enquanto essa realidade não chega, negar assistência a alguém por sua escolha eleitoral não é defender princípios. É abandonar a humanidade.

Podemos criticar governos, combater a corrupção, discordar de políticas públicas e exigir responsabilidade com o dinheiro público. O que não podemos é transformar o sofrimento dos mais vulneráveis em uma espécie de punição por terem pensado diferente de nós.

A democracia nos dá o direito de escolher nossos governantes. Não nos dá o direito de decidir quem merece comer.

Talvez esteja faltando ao nosso país algo que nenhuma eleição, por si só, será capaz de oferecer: a capacidade de discordar sem odiar, de defender nossas ideias sem desprezar o próximo e de reconhecer que a dignidade humana está acima de qualquer bandeira partidária.

Porque a fome não tem partido, a dignidade não tem ideologia e a compaixão não deveria ter lado.

E, antes de sermos de direita ou de esquerda, seria bom lembrarmos que somos, acima de tudo, seres humanos.

Lourival Rodrigues – Médico

Foto: Divulgação

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STF vai decidir se haverá segundo turno para governador do Rio após vitória de Douglas Ruas

O PSD, partido de Eduardo Paes, tenta reverter no Supremo a decisão que garantiu a eleição de Douglas Ruas no primeiro turno. A disputa envolve a anulação de mais de 274 mil votos recebidos por Anthony Garotinho. O ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), é o relator da ação apresentada pelo PSD para […]

O PSD, partido de Eduardo Paes, tenta reverter no Supremo a decisão que garantiu a eleição de Douglas Ruas no primeiro turno. A disputa envolve a anulação de mais de 274 mil votos recebidos por Anthony Garotinho.

O ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), é o relator da ação apresentada pelo PSD para questionar a decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que declarou Douglas Ruas (PL) eleito governador do Rio de Janeiro. O processo ainda aguarda uma definição sobre a possibilidade de realização de uma nova votação entre Ruas e Eduardo Paes (PSD).

A controvérsia começou após o TSE confirmar, em 8 de outubro, o indeferimento do registro de candidatura de Anthony Garotinho (Republicanos), que recebeu 274.411 votos no primeiro turno das eleições, realizado no dia 4.

Por cinco votos a dois, o tribunal determinou a anulação dos votos atribuídos a Garotinho e uma nova totalização do resultado. Com a exclusão desses votos, Douglas Ruas passou de 49,27% para 50,88% dos votos válidos, percentual suficiente para garantir sua eleição sem a necessidade de segundo turno.

O PSD contesta esse entendimento na Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) 1.362. O partido argumenta que os votos recebidos por Garotinho, embora posteriormente anulados pela Justiça, deveriam permanecer na base de cálculo utilizada para definir a necessidade de uma segunda votação.

Segundo a legenda, retirar esses votos depois da eleição altera a proporção necessária para que um candidato alcance a maioria absoluta. O partido sustenta que a decisão compromete princípios como a soberania popular, a segurança jurídica e o direito ao voto.

Zanin solicitou manifestações da Procuradoria-Geral da República (PGR), da Advocacia-Geral da União (AGU) e do próprio TSE antes de analisar o pedido. O tribunal eleitoral encaminhou informações ao Supremo na terça-feira (27).

Na manifestação enviada ao STF, o presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, apontou dificuldades técnicas que impediam a realização do segundo turno para governador do Rio na data originalmente prevista, 25 de outubro, devido aos procedimentos de preparação, configuração e lacração das urnas eletrônicas.

Com a votação daquela data já encerrada, o PSD busca uma solução judicial que permita realizar uma nova disputa antes da diplomação ou da posse do próximo governador. A possibilidade de votação em dezembro está entre as alternativas mencionadas na ação.

Em uma tentativa anterior, Zanin havia rejeitado um pedido da campanha de Eduardo Paes para suspender os efeitos da decisão do TSE. Na ocasião, o ministro apontou questões processuais, sem decidir definitivamente o mérito da controvérsia.

Até o momento, permanece válida a decisão da Justiça Eleitoral que declarou Douglas Ruas eleito no primeiro turno. Uma eventual mudança dependerá de novo pronunciamento do Supremo.

Fonte: Correio Braziliense
Foto: Reprodução

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Pix MEI de até R$ 5 mil deve ser disponibilizado por aplicativo a partir de 2027, anuncia ministro

Programa do governo federal prevê repasse de até R$ 5 mil para investimentos de microempreendedores individuais, com prioridade para mulheres. As regras ainda estão sendo definidas e não há inscrições abertas. O ministro do Empreendedorismo, da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte, Paulo Pereira, informou nesta quinta-feira (29) que o Pix MEI deverá ser […]

Programa do governo federal prevê repasse de até R$ 5 mil para investimentos de microempreendedores individuais, com prioridade para mulheres. As regras ainda estão sendo definidas e não há inscrições abertas.

O ministro do Empreendedorismo, da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte, Paulo Pereira, informou nesta quinta-feira (29) que o Pix MEI deverá ser disponibilizado por meio de um aplicativo, com o objetivo de facilitar o acesso de microempreendedores individuais aos recursos previstos pelo governo federal.

Durante entrevista ao programa Bom Dia, Ministro, da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), Pereira explicou que a proposta é simplificar a solicitação do benefício e permitir que os empreendedores comprovem a utilização do dinheiro por meio de notas fiscais.

O programa prevê a transferência de até R$ 5 mil para investimentos em pequenos negócios, sem necessidade de devolução dos recursos.

O dinheiro deverá ser destinado à melhoria das atividades profissionais, incluindo a compra de máquinas, equipamentos, ferramentas e outras estruturas que contribuam para aumentar a capacidade produtiva dos empreendimentos.

Segundo o ministro, a intenção é criar um mecanismo de acesso direto aos microempreendedores, reduzindo procedimentos burocráticos. O formato por aplicativo, entretanto, ainda está em estudo e não foi oficialmente definido.

A iniciativa deverá priorizar mulheres empreendedoras e MEIs com faturamento anual de até R$ 40.500. A previsão do governo é atender aproximadamente 1 milhão de beneficiários entre 2027 e 2030, mediante critérios de seleção que ainda serão divulgados.

O ministro também fez um alerta sobre tentativas de golpes envolvendo o benefício. Apesar de já ter sido anunciado, o Pix MEI não terá pagamentos em 2026 e ainda não possui sistema de cadastramento ativo.

Pereira orientou que os microempreendedores desconsiderem mensagens oferecendo inscrições antecipadas ou solicitando informações pessoais e bancárias para liberar o dinheiro.

As regras definitivas, os procedimentos de inscrição e o calendário de pagamentos ainda serão estabelecidos pelo Ministério do Empreendedorismo. Até lá, nenhuma transferência está autorizada pelo programa.

Fonte: Metrópoles
Foto: Reprodução

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Aliados do Centrão classificam carta de Flávio Bolsonaro como “delirante” e apontam isolamento político

Parlamentares avaliam que a tentativa de Flávio Bolsonaro de contestar o resultado das eleições não terá apoio institucional, nem mesmo dentro do PL. A manifestação também provocou preocupação entre aliados. A carta divulgada pelo senador Flávio Bolsonaro (PL) nessa quarta-feira (28), na qual se apresentou inicialmente como o “verdadeiro presidente eleito do Brasil”, provocou críticas […]

Parlamentares avaliam que a tentativa de Flávio Bolsonaro de contestar o resultado das eleições não terá apoio institucional, nem mesmo dentro do PL. A manifestação também provocou preocupação entre aliados.

A carta divulgada pelo senador Flávio Bolsonaro (PL) nessa quarta-feira (28), na qual se apresentou inicialmente como o “verdadeiro presidente eleito do Brasil”, provocou críticas entre integrantes do Centrão e aliados do próprio partido. Segundo reportagem do Estadão Conteúdo, parlamentares ouvidos reservadamente classificaram a iniciativa como “delirante” e demonstraram preocupação com seus possíveis desdobramentos políticos.

Os interlocutores avaliam que o senador poderá ficar isolado ao insistir na narrativa de fraude eleitoral, apresentada sem provas. Na avaliação desses parlamentares, nem mesmo o presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, deverá apoiar a tentativa de contestação do resultado.

Um dos integrantes do grupo afirmou que Flávio “ficará falando para as paredes”, em referência à falta de apoio institucional à sua posição. Procurado pela reportagem, o PL preferiu não comentar o documento.

Entre os políticos ouvidos, existe preocupação com a possibilidade de o senador mobilizar manifestações de rua para questionar a eleição, o que poderia ampliar as tensões políticas no país.

Parlamentares também criticaram as comparações históricas feitas por Flávio na carta, incluindo referências ao jurista Ruy Barbosa. Para alguns deles, a postura poderá produzir um efeito contrário ao pretendido, fortalecendo politicamente o governo Lula e o Supremo Tribunal Federal (STF).

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), não quis comentar o documento. Ele e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), reconheceram a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) após a proclamação do resultado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Entre os aliados que se distanciaram da contestação está o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos). Em entrevista ao Estadão, ele afirmou compreender a insatisfação de Flávio, mas defendeu o respeito à decisão das urnas.

“A eleição acabou e agora é preciso olhar para a frente”, declarou o governador, acrescentando que o caminho é reconhecer o resultado eleitoral.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, também evitou apoiar a declaração de Flávio. Questionado sobre o assunto, respondeu: “Não comentarei sobre o assunto. Não vou me envolver”.

As reações ocorrem após o senador alterar o documento original, substituindo a expressão “verdadeiro presidente eleito do Brasil” por “líder do Brasil”, mantendo os questionamentos à legitimidade da votação.

Fonte: Diario de Pernambuco/Estadão Conteúdo
Foto: Charles Vieira

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Oposição começa a descartar Flávio Bolsonaro

No meu comentário desta quinta-feira (29) para o Jornal Itapuama, analiso a movimentação da oposição no cenário político nacional em torno da liderança e dos rumos do grupo. A polêmica carta enviada pelo senador Flávio Bolsonaro ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ressaltando a incoerência histórica e política do documento ao utilizar termos e […]

No meu comentário desta quinta-feira (29) para o Jornal Itapuama, analiso a movimentação da oposição no cenário político nacional em torno da liderança e dos rumos do grupo.

A polêmica carta enviada pelo senador Flávio Bolsonaro ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ressaltando a incoerência histórica e política do documento ao utilizar termos e narrativas fora do contexto constitucional brasileiro.

Diante de posturas consideradas frágeis e de tentativas de contestação eleitoral já superadas, setores da própria oposição começam a descartar a liderança de Flávio Bolsonaro em busca de uma postura mais firme, equilibrada e responsável.

Nesse movimento, destaco que ganha força o nome do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, que declarou publicamente e em redes sociais o reconhecimento do resultado das eleições, sinalizando um perfil mais centrado para liderar a oposição com foco nas projeções para 2030.

Clique no link abaixo e confira meu comentário completo.