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Codevasf comprou máquinas de empresas que sequer tinham funcionários, diz CGU

Por André Luis

Relatório da Controladoria Geral da União (CGU) identificou que a Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf) comprou caminhões e pás carregadeiras de duas empresas que sequer têm funcionários registrados em seus quadros, Na avaliação da pasta, trata-se de um indício de que eram “meras representações comerciais”.

As conclusões constam de parecer produzido depois de serem apontadas irregularidades nas compras realizadas pela companhia. No documento, os técnicos se debruçam em aquisições feitas em certames exclusivos para micro e pequenas empresas. Nos casos analisados, o prejuízo potencial ao erário passa de R$ 350 mil.

Foram analisados atas de registro de preço nas quais as empresas Fibra Distribuição e Logística Eireli e Globalcenter Mercantil Eireli tiveram seus produtos adquiridos mesmo com outros iguais disponíveis por preços menores. Ambas pertencem a Jair Balduíno de Souza.

Na compra de um caminhão compactador de lixo de 6m³ para ser entregue em João Pessoa, a Codevasf optou pelo produto da Fibra no valor de R$ 465 mil, sendo que havia um idêntico por R$ 294,5 mil, uma diferença de 36%. Foram devolvidos R$ 31.941,66 pela empresa após o Tribunal de Contas da União constatar suposto sobrepreço.

Também para João Pessoa foram adquiridas cinco pás carregadeiras pelo valor total de R$ 2,3 milhões, mesmo havendo opção disponível custando R$ 245,6 mil a menos.

No caso da Globalcenter, os técnicos citam compras para os municípios de Palmas, Goiânia e São Luís nas quais foram identificadas máquinas mais baratas, já com registro de preços no sistema, que sairiam por R$ 1,3 milhão a menos. Nesses casos, o pagamento não chegou a ser efetivado.

O relatório questiona a preferência dada pela Codevasf a microempresas e empresas de pequeno porte, como previsto na lei complementar 123/06. Ela determina que haja reserva de cotas para as menores em licitações e pregões.

Em que pese a necessidade de fomentar a indústria local, a CGU sustenta que tal política não pode se sobrepor ao princípio da economicidade nas compras públicas e só deve ser aplicada em itens de até R$ 80 mil, o que não é o caso.

O parecer destaca que a Fibra não tem funcionários registrados em seus quadros e conclui ainda que, a partir do conjunto de informações obtidas, não é possível “evidenciar que o sócio da empresa seja uma pessoa supostamente com condições financeiras compatíveis com a atividade empresarial”.

Procurada, a Codevasf afirmou possuir diretriz específica para que a adesão a Atas de Registro de Preços busque as contratações com valores mais vantajosos, observadas as especificações técnicas dos objetos em contratação.

“A Companhia atua em estreita colaboração com órgãos de fiscalização e controle. Apontamentos e recomendações desses órgãos são observados pela Codevasf para fins de controle e contínuo aperfeiçoamento de procedimentos, inclusive em relação à gestão de Atas de Registro de Preços”.

Por meio de nota, representante da Fibra e da Globalcenter informou que a empresa conta com funcionários terceirizados.

“A empresa cumpriu com todos as exigências para habilitação no certame. A maioria dos produtos não foram entregues resultando inclusive na aplicação de penalidades em desfavor da empresa. Desde então não participamos de mais nenhuma licitação na Codevasf e todos os contratos foram encerrados ou rescindidos”. As informações são da Folha de S. Paulo.

Outras Notícias

Tubulação para trecho de Adutora até Itapetim chega a São José do Egito

Etapa, essencial para distribuição em Itapetim e futuros ramais, tem previsão de seis meses para ficar pronta As obras da etapa da Adutora do Pajeú no ramal entre São José do Egito  e Itapetim, passando pelo Ambó estão caminhando. São cerca de 18 quilômetros de Adutora. Quase toda a tubulação, cerca de quinze quilômetros, já […]

Informações e foto: Marcelo Patriota
Informações e foto: Marcelo Patriota

Etapa, essencial para distribuição em Itapetim e futuros ramais, tem previsão de seis meses para ficar pronta

As obras da etapa da Adutora do Pajeú no ramal entre São José do Egito  e Itapetim, passando pelo Ambó estão caminhando. São cerca de 18 quilômetros de Adutora. Quase toda a tubulação, cerca de quinze quilômetros, já está no canteiro de obras.

Diretores da MRM Construtora Ltda, empresa responsável pela obra, pretendem avançar cerca de 3,6 quilômetros por mês no sentido Ambó-Itapetim. A obra já avançou pelos bairros São João, Borja e Planalto, em São José do Egito.

A tubulação já atravessou a área urbana do município e já esta perto da comunidade de Olho D’água, cerca de 6 quilômetros além sede..A equipe de topografia já está fazendo os estudos técnicos. Há uma previsão de seis meses até chegar a Itapetim, que vive colapso total, abastecida exclusivamente por carros pipa.

O terreno para construção da Estação Elevatória, foi doado pelo Empresário Evaldo Campos e fica na saída de São Jose do Egito, na Fazenda Muquém. A  conclusão da ETA está prevista no prazo de 6 meses.

Procura pelo rádio cresce durante eleições

Estimulados pelo interesse de eleitores Brasil afora, os veículos de comunicação foram protagonistas no domingo (15), quando foi realizado o primeiro turno das eleições municipais de 2020.  Neste cenário, o rádio teve posição de destaque. Em todas as regiões do país, a procura pelas estações bateu recorde, em especial, no meio digital. O portal tudoradio.com […]

Estimulados pelo interesse de eleitores Brasil afora, os veículos de comunicação foram protagonistas no domingo (15), quando foi realizado o primeiro turno das eleições municipais de 2020. 

Neste cenário, o rádio teve posição de destaque. Em todas as regiões do país, a procura pelas estações bateu recorde, em especial, no meio digital. O portal tudoradio.com registrou volumes de audiência que superam em 10 vezes o pico tradicional verificado em dias de semana.

Também cresceu de maneira significativa a pesquisa por palavras relacionadas ao meio. A busca pelo termo “rádio” avançou 525% na última semana, com pico no domingo. As plataformas digitais permitiram que ouvintes acessassem sua rádio preferida. Esta tendência beneficiou emissoras de diferentes formatos e gêneros, com ênfase para as que se dedicaram a informar sobre a corrida eleitoral local.

Importância do rádio

O meio está associado a valores como informação com credibilidade, entretenimento, cultura e prestação de serviços. Em regiões isoladas ou que enfrentam situações precárias, o rádio é o único veículo a entrar nas casas dos ouvintes, oferecendo companhia e diversão, graças ao baixo custo de transmissão, alcance e adaptação a diversas realidades.

Comunidade LGBTQIAPN+ vai à Câmara de Afogados ocupar Tribuna Popular

Eles querem retratação por falas de Edson do Cosmético e Cancão  O grupo LGBTQIAPN+ Filhes do Pajeú vai hoje à Tribuna Popular da Câmara de Vereadores de Afogados da Ingazeira. Segundo nota, eles querem uma retratação dos vereadores Edson do Cosmético e Cancão pelas falas “transfóbicas, ameaçadoras e criminosas”. No texto,  convocam membros e simpatizantes […]

Eles querem retratação por falas de Edson do Cosmético e Cancão 

O grupo LGBTQIAPN+ Filhes do Pajeú vai hoje à Tribuna Popular da Câmara de Vereadores de Afogados da Ingazeira.

Segundo nota, eles querem uma retratação dos vereadores Edson do Cosmético e Cancão pelas falas “transfóbicas, ameaçadoras e criminosas”.

No texto,  convocam membros e simpatizantes , além de movimentos sociais organizados para ocupar a Câmara.

Na sessão de 9 de outubro,  o vereador Edson do Cosmético alertou para homens trans que estão usando banheiros femininos em Afogados da Ingazeira e defendeu a criação de um terceiro banheiro para quem tem essa orientação sexual, evitando, segundo ele, constrangimento para mulheres que usam os espaços. Disse que o trans “bota a chibata pra fora e constrange mulheres adultas e crianças.

O vereador Cancão por sua vez disse que não admite que um homem trans entre num banheiro feminino, dizendo o que fará se ver um trans botando “a ferramenta pra fora”.

“Se eu tiver com uma neta e um cabra botar a ferramenta pra fora, eu conto. Não tem conversa!” – chamando os que tem essa opção sexual de “um filho da puta desses”.

Líderes de ‘operação padrão’ da PM de Pernambuco são expulsos da corporação

G1PE O presidente da Associação dos Cabos e Soldados de Pernambuco (ACS-PE), Alberisson Carlos, e o vice da associação, Nadelson Leite, foram expulsos da Polícia Militar. Os dois estavam entre os líderes do movimento da categoria no final do ano, quando policiais abandonaram o Programa de Jornadas Extras (PJEs) e iniciaram a operação padrão. A […]

G1PE

O presidente da Associação dos Cabos e Soldados de Pernambuco (ACS-PE), Alberisson Carlos, e o vice da associação, Nadelson Leite, foram expulsos da Polícia Militar.

Os dois estavam entre os líderes do movimento da categoria no final do ano, quando policiais abandonaram o Programa de Jornadas Extras (PJEs) e iniciaram a operação padrão. A portaria, assinada pelo secretário de Defesa Social Angelo Gioia, foi publicada no Diário Oficial deste sábado (17).

Os dois chegaram a ser presos durante uma assembleia da categoria, na Praça do Derby, em dezembro. Na época, as associações de classe reivindicavam aumento salarial e melhorias nas condições de trabalho. Devido a operação desencadeada pelos policiais, as Forças Armadas foram acionadas e reforçaram a segurança do estado até o começo deste ano.

A portaria de exclusão aponta que os Alberisson Carlos e Nadelson Leite respondiam a inquérito militar por “tecerem críticas ao Secretário de Defesa Social e comentários desonrosos ao Governador do Estado, em vídeos divulgados nas redes sociais”. Eles foram denunciados pelo artigo 166 do Código Penal Militar, por publicação ou crítica indevida.

O texto aponta ainda que o relatório concluiu que ambos, “com seus comentários falaciosos e inconsequentes, aproveitando-se de um momento acirrado de negociações salariais, buscaram tão somente fragilizar a hierarquia e disciplina, pilares básicos da instituição militar, fomentando a insubordinação dos seus membros contra superiores”.

Procurada pelo G1, a ACS-PE informou que “recebeu sem surpresa a decisão” e que “adotará todas as medidas administrativas e judiciais para sanar essa ilegalidade”.

Governo Bolsonaro coloca sob sigilo visita de filhos do presidente ao Planalto

O GSI (Gabinete de Segurança Institucional), comandado pelo general Augusto Heleno, colocou sob sigilo as informações de visitas dos filhos do presidente Jair Bolsonaro no Palácio do Planalto. As informações são da Folha de S. Paulo. Ao longo do ano passado, o órgão relutava em divulgar as informações e dificultava o acesso com base na […]

O GSI (Gabinete de Segurança Institucional), comandado pelo general Augusto Heleno, colocou sob sigilo as informações de visitas dos filhos do presidente Jair Bolsonaro no Palácio do Planalto. As informações são da Folha de S. Paulo.

Ao longo do ano passado, o órgão relutava em divulgar as informações e dificultava o acesso com base na LGPD (Lei Geral de Proteção de Dados). Por outro lado, dizia que elas não eram sigilosas —apenas não poderiam ser publicizadas pelo gabinete por questões de segurança.

O entendimento da CGU (Controladoria-Geral da União), a quem se recorria quando o GSI negava as informações, era diferente. O órgão entendia que as informações eram de interesse público, e deveriam ser divulgadas, já que não estavam sob sigilo.

Em abril deste ano, o GSI começou então a informar que os registros das visitas passaram a ser classificados como sigilosos. E a CGU nada mais pode fazer sobre isso.

No dia 1° de abril, com base nesse novo entendimento, o GSI negou à Folha dados solicitados via LAI (Lei de Acesso à Informação) sobre visitas do vereador Carlos Bolsonaro (Republicanos) ao Palácio do Planalto. O órgão informou que elas foram classificadas com o “grau de sigilo reservado”.

Com isso, a CGU não consegue mais determinar a publicidade, já que não detém competência para analisar o mérito de pedidos que envolvam informações sigilosas. Ainda cabe recurso à Comissão Mista de Reavaliação de Informações, prevista na Lei de Acesso à Informação.

Procurado, o órgão comandado pelo general Heleno não revelou a razão de as visitas dos familiares de Bolsonaro ao Planalto serem consideradas sigilosas. Também não esclareceu quando isso foi realizado.