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CNM: “Lei sancionada não garante pagamento do piso da enfermagem”

Por Nill Júnior

“Saúde já está colapsada e pode piorar”, diz presidente da entidade em nota

Liderado pela Confederação Nacional de Municípios (CNM), o movimento municipalista parabeniza os profissionais da enfermagem pelo dia e reafirma o compromisso com a categoria de tornar o piso algo efetivamente executável. Infelizmente, a medida atual é uma ilusão.

O valor sancionado não paga ⅓ do piso dos profissionais de saúde que atuam nos Municípios. Além disso, trata-se de recurso somente para 2023, não permanente para uma despesa continuada, não traz regulamentação sobre a forma de distribuição e transferência, e é destinado apenas aos profissionais da atenção especializada, ficando de fora os profissionais da atenção básica, como aqueles que atendem o Estratégia Saúde da Família.

Estimativas da entidade mostram que o impacto do piso apenas aos Municípios será de R$ 10,5 bilhões neste ano. No entanto, a Lei 14.581/2023 se limitou a destinar R$ 3,3 bilhões aos Entes locais, apesar de ser a esfera municipal que absorve o maior impacto financeiro com a instituição do piso. Destaca-se que os Municípios possuem em seu quadro mais de 589 mil postos de trabalho da enfermagem e, com a vigência da medida, correm o risco de reduzir 11.849 equipes de atenção básica, desligar mais de 32,5 mil profissionais da enfermagem e, consequentemente, desassistir quase 35 milhões de brasileiros.

O Brasil já enfrenta uma situação crítica na prestação de serviços na saúde à população, com desafios no atendimento da atenção primária; taxa de cobertura vacinal muito abaixo da meta estabelecida e o risco de retomada de doenças graves como poliomielite e sarampo; falta de médicos e medicamento; e demandas reprimidas em decorrência da pandemia de Covid-19, que requer mais de R$ 17 bilhões em investimentos apenas para os Municípios. Como vamos reverter isso? A fonte de financiamento é apenas uma. O cenário é alarmante, pois leva ao colapso total da saúde no país.

Mais de 1,8 mil Santas Casas também sofrem impacto com o piso, com prejuízos de R$ 6,3 bilhões, segundo a entidade que os representa. Aproximadamente 70% das ocupações de enfermagem podem sofrer reajustes salariais decorrentes do piso, gerando um impacto anual sobre o setor público e privado, considerando os encargos patronais, de até R$ 24,3 bilhões.

É hipocrisia o discurso de mais diálogo quando, como sempre na história do federalismo brasileiro, são criadas novas obrigações aos Entes sem ouvi-los e sem garantir os recursos necessários para seu cumprimento, inviabilizando o cumprimento da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF). Importante destacar, ainda, que o pagamento do piso continua suspenso pelo Supremo Tribunal Federal (STF), que apontou para os riscos à solvabilidade das finanças de Estados e Municípios, cenário este mantido após a sanção da medida. A CNM vai solicitar novamente que a Corte mantenha a suspensão da efetividade legal do piso até que haja fontes definitivas e sustentáveis de financiamento do piso.

Vislumbrando impactos, impasses e desdobramentos futuros, a CNM orienta os Municípios a aguardarem a definição do piso pela Corte. Além disso, a entidade pede a mobilização dos gestores junto a deputados e senadores para garantir a aprovação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 25/2022, que adiciona ao Fundo de Participação dos Municípios (FPM) mais 1,5%, medida permanente e que aporta recursos financeiros que poderão ser aplicados para o cumprimento do piso.

Paulo Ziulkoski
Presidente da CNM

Outras Notícias

CDL condena aglomeração em live e diz que continuará perseguindo protocolos

Em nota, a Câmara de Dirigentes Lojistas de Afogados da Ingazeira – CDL afirmou que “recebeu com preocupação a notícia, através dos seus associados e dos meios de comunicação, que, neste sábado passado (22/08), em live ocorrida na Chácara Vitória, nesta cidade, havia bastante aglomeração de pessoas”. “Isso em desacordo com as recomendações de segurança […]

Em nota, a Câmara de Dirigentes Lojistas de Afogados da Ingazeira – CDL afirmou que “recebeu com preocupação a notícia, através dos seus associados e dos meios de comunicação, que, neste sábado passado (22/08), em live ocorrida na Chácara Vitória, nesta cidade, havia bastante aglomeração de pessoas”.

“Isso em desacordo com as recomendações de segurança para a prevenção e combate ao coronavírus, como uso de máscaras e distanciamento social”.

“A CDL se manifesta argumentando que inclusive se surpreendeu com a notícia de que estavam presentes membros de órgãos fiscalizatórios”, fazendo referência a MP e Vigilância em Saúde.

A CDL reafirma que todos devem seguir as recomendações do Ministério da Saúde e Secretaria da Saúde Municipal, um vez que se trata da preservação de um bem comum de todos: a vida.

“Inclusive, a CDL é contrária a qualquer ato que descumpra tais normas de segurança e vem atuando fortemente no combate à proliferaração do vírus, por meio de sua campanha No nosso comércio, COVID não entra , efetuando publicidade maciça nos meios de comunicação e realizando mutirões diários de orientação e fiscalização no comércio local, buscando que todos façam o máximo no combate ao vírus.

“É importante ressaltar que os comerciantes de Afogados da Ingazeira continuam firmes no atendimento de todas as recomendações, de distanciamento social, uso de máscaras, controle interno de pessoas, higienização dos ambientes, e demais medidas, tudo para trazer maior segurança e respeito a todos os colaboradores e ao próximo e que a cobrança das medidas de segurança do comércio tem sido rígidas e sem trégua, como acreditamos que deve ser nesse momento de pandemia, tendo em vista que isso é um dever de todos”.

“Sejamos fiscais de nós mesmos. Todos pelo bem da vida, juntos somos mais fortes”, conclui.

Época aponta caminho da propina paga por Cunha via JBS

A nova leva de documentos da JBS entregues à Justiça, e obtidos por ÉPOCA com exclusividade, joga luz num episódio que será capital na delação do ex-deputado federal Eduardo Cunha, do PMDB do Rio de Janeiro: a compra indiscriminada de deputados, sobretudo do chamado centrão, para garantir a vitória do peemedebista na eleição a presidente da […]

Planilha da JBS

A nova leva de documentos da JBS entregues à Justiça, e obtidos por ÉPOCA com exclusividade, joga luz num episódio que será capital na delação do ex-deputado federal Eduardo Cunha, do PMDB do Rio de Janeiro: a compra indiscriminada de deputados, sobretudo do chamado centrão, para garantir a vitória do peemedebista na eleição a presidente da Câmara, em 2015.

Cunha, conforme já revelou ÉPOCA, atuou como tesoureiro informal do PMDB em 2014. Cobrava de empresas – como a JBS – e se certificava de que os deputados fiéis fossem devidamente contemplados. Batia contas com o então vice-presidente, Michel Temer, segundo já admitiu seguidas vezes a interlocutores, todas as semanas.

Aquele período eleitoral, entretanto, era duplo para Cunha. Ele tentava se reeleger deputado e, ao mesmo tempo, presidente da Câmara. Precisava abastecer a campanha de seus aliados – e, se necessário, sabotar a campanha daqueles que não se vergavam a ele, financiando os adversários de seus adversários.

Como se descobriu na delação da JBS, Joesley embarcou no projeto de poder de Cunha. Topou repassar R$ 30 milhões ao deputado. De acordo com planilhas e relatos obtidos por ÉPOCA, Cunha centralizou o reparte do dinheiro – e só ele, portanto, poderá revelar a quem entregou os recursos, boa parte em dinheiro vivo.

Além de R$ 4 milhões à bancada mineira do PMDB, Cunha determinou o pagamento de R$ 1 milhão, em cash, ao deputado e ex-ministro Marcelo Castro. Gastou outros R$ 10,9 milhões direcionando a verba da JBS para empresas que lavavam seu dinheiro e de seus aliados.

Desse total, R$ 7,8 milhões foram depositados em escritórios de advocacia. Outros R$ 11,9 milhões foram recolhidos por Cunha, em dinheiro, por meio do assessor em quem mais confia, Altair Alves Pinto.Sempre no Rio de Janeiro.

Houve também doações oficiais ao PMDB. Além de pagamentos de contas controladas por Joesley, na Suíça, a contas controladas por Lúcio Funaro, o doleiro conhecido como Mameluco.

Prefeita desautoriza advogado e nega afastamento de Secretário

Gestora está em Brasília e avaliará situação ao retornar. Prefeitura emitiu nota A prefeita de Sertânia, Poliana Abreu, do PSD, entrou em contato com o blog para dizer, textualmente, que desautoriza qualquer colaborador do governo a dar informações relacionadas ao caso envolvendo o secretário Celestino Barros.  Segundo ela, que está em Brasília, não há, de […]

Gestora está em Brasília e avaliará situação ao retornar. Prefeitura emitiu nota

A prefeita de Sertânia, Poliana Abreu, do PSD, entrou em contato com o blog para dizer, textualmente, que desautoriza qualquer colaborador do governo a dar informações relacionadas ao caso envolvendo o secretário Celestino Barros. 

Segundo ela, que está em Brasília, não há, de sua parte, nenhuma decisão tomada em relação a nenhum secretário ou colaborador relacionada ao episódio das mensagens vazadas nas redes sociais. A prefeita informou que estaria também emitindo uma nota oficial, o que aconteceu agora há pouco. Leia o que diz a prefeitura de Sertânia em nota.

Reiteramos o compromisso da gestão com a verdade, a transparência e o respeito ao cidadão sertaniense.

Destacamos, ainda, que a Prefeitura repudia veementemente a disseminação de fake news, ataques pessoais, difamações e qualquer tentativa de atingir a honra de servidores públicos que atuam com dedicação em prol da nossa cidade.

Sertânia, 20 de agosto de 2025

Prefeitura Municipal de Sertânia

Iguaracy: pesquisa definirá chapa da oposição, diz Dessoles

Uma pesquisa a ser realizada nos próximos dias no município de Iguaracy, definirá o pré-candidato da oposição.  Depois de um áudio compartilhado nas redes sociais, dando conta de que a chapa seria formada por Francisco de Sales e Léo Dessóles, o ex-prefeito Francisco Dessóles (MDB) declarou que a informação não procede. Segundo ele, uma pesquisa […]

Uma pesquisa a ser realizada nos próximos dias no município de Iguaracy, definirá o pré-candidato da oposição. 

Depois de um áudio compartilhado nas redes sociais, dando conta de que a chapa seria formada por Francisco de Sales e Léo Dessóles, o ex-prefeito Francisco Dessóles (MDB) declarou que a informação não procede.

Segundo ele, uma pesquisa será encomendada para definir a composição da chapa. Os nomes colocados são: Rogério Lins, Francisco de Sales, Léo Dessoles e o do ex-prefeito Francisco Dessóles. A informação é do Blog do Itamar.

Márcia silencia e vereadores já fazem gestos de apoio pró Raquel

Farol de Notícias Enquanto alguns prefeitos do PSB em Pernambuco já começam a dar apoio à candidata Marília Arraes (SD), após a derrota de Danilo Cabral, em Serra Talhada a prefeita Márcia Conrado, do PT, que estava com o PSB no primeiro turno, ainda não se pronunciou, e aguarda uma orientação do PT, que trabalha […]

Farol de Notícias

Enquanto alguns prefeitos do PSB em Pernambuco já começam a dar apoio à candidata Marília Arraes (SD), após a derrota de Danilo Cabral, em Serra Talhada a prefeita Márcia Conrado, do PT, que estava com o PSB no primeiro turno, ainda não se pronunciou, e aguarda uma orientação do PT, que trabalha sob os interesses do senador Humberto Costa.

Durante entrevista ao Farol, o deputado eleito, Luciano Duque, revelou que vai procurar a petista, ainda esta semana, para pedir apoio à Marília.

Mas, enquanto isso não acontece, o processo gira tipo ‘banda voou’. Sem comando. O vereador China Menezes, por exemplo, fiel aliado de Márcia Conrado, já lançou cards nas redes sociais apoiando a ex-prefeita de Caruaru, Raquel Lyra. O detalhe é que o palanque do PSDB no estado já conta com o apoio do bolsonarista Miguel Coelho, derrotado no primeiro turno.

No último domingo (2), a prefeita de Serra Talhada foi questionada sobre um possível apoio no segundo turno: “Eu tenho uma coisa da qual me orgulho muito que é vestir saia e honrar ela, honrar a palavra, não dizer uma coisa em uma entrevista e no outro dia estar me desculpando e colocando outras pessoas como culpado. Então, quem tem tempo não tem pressa. Eu acho que a gente tem que planejar o bom de Serra Talhada e quando chegar a hora certa a gente conversa”, disse Márcia Conrado.