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CNM celebra suspensão de liminar pelo STF como vitória para os municípios

Por André Luis

A Confederação Nacional dos Municípios (CNM) utilizou suas redes sociais nesta sexta-feira (17) para celebrar uma conquista às vésperas da XXV Marcha a Brasília em Defesa dos Municípios.

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Cristiano Zanin, suspendeu, nesta sexta-feira, por 60 dias a liminar que restaurava a redução da alíquota do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) dos municípios, mantendo-a em 8%.

Em um comunicado, a CNM destacou a importância da medida, que proporciona alívio financeiro imediato às prefeituras em todo o país. “A XXV Marcha a Brasília em Defesa dos Municípios tem início na próxima semana, mas já começou a apresentar resultados na tarde desta sexta-feira, 17 de maio, com uma importante conquista que trata da desoneração da folha”, informou a entidade.

A suspensão da liminar é fruto de uma intensa articulação liderada pelo presidente da CNM, Paulo Ziulkoski. “Esta é uma grande conquista para os municípios, alcançada graças ao esforço coletivo do movimento municipalista”, celebrou Ziulkoski. Ele também convocou os prefeitos a permanecerem vigilantes, especialmente quanto ao avanço dessa questão no Congresso Nacional.

A decisão do ministro Zanin é vista como um passo crucial para garantir a sustentabilidade financeira das prefeituras, permitindo que continuem a oferecer serviços essenciais à população sem a pressão adicional de encargos elevados. A CNM destaca que a articulação contínua e a mobilização dos líderes municipais são fundamentais para manter e ampliar os ganhos obtidos.

Outras Notícias

Prefeito de Iguaracy prestigia homenagem a Maciel Melo na UFPE

O prefeito de Iguaracy, Pedro Alves, esteve presente na tarde desta quinta-feira (18), na cerimônia de entrega do título de Doutor Honoris Causa ao cantor, compositor e poeta Maciel Melo, concedido pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). O evento foi realizado no Complexo de Convenções da universidade, em Recife. A cerimônia, conduzida pela reitoria da […]

O prefeito de Iguaracy, Pedro Alves, esteve presente na tarde desta quinta-feira (18), na cerimônia de entrega do título de Doutor Honoris Causa ao cantor, compositor e poeta Maciel Melo, concedido pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). O evento foi realizado no Complexo de Convenções da universidade, em Recife.

A cerimônia, conduzida pela reitoria da UFPE, prestou homenagem à trajetória artística de Maciel Melo, que com sua voz, poesia e compromisso com a cultura nordestina, se consolidou como um dos maiores nomes da música. Filho de Iguaracy, Maciel levou o nome do município para o Brasil inteiro, sendo motivo de orgulho para todos os iguaracienses.

O momento foi prestigiado por vários artistas, familiares, amigos, admiradores e diversas autoridades do município de Iguaracy, como o vice- Prefeito Marcos Melo, entre elas o secretário de Administração e Desenvolvimento Econômico de Iguaracy, Carlinhos Valadares, chefe de Gabinete da Prefeitura de Iguaracy, Júlio Veras, secretário de Cultura, Marcone Melo, e o secretário adjunto de Cultura e Turismo, Rodrigo Faustino, que acompanharam com entusiasmo a homenagem ao artista.

Pernambucanos votam contra a PEC do Meio Ambiente e mantém ameaça a biomas

A decisão do Congresso de derrubar vetos do presidente à nova Lei do Licenciamento Ambiental representa um retrocesso para a proteção ambiental e para os interesses econômicos do país. A PEC da Devastação teve vetos, mas hoje os deputados e senadores derrubaram grande parte deles, favorecendo o relaxamento da legislação e o ataque aos nossos […]

A decisão do Congresso de derrubar vetos do presidente à nova Lei do Licenciamento Ambiental representa um retrocesso para a proteção ambiental e para os interesses econômicos do país.

A PEC da Devastação teve vetos, mas hoje os deputados e senadores derrubaram grande parte deles, favorecendo o relaxamento da legislação e o ataque aos nossos biomas.

As caras são quase as mesmas. Em Pernambuco foram favoráveis ao relaxamento da lei ambiental:

André Ferreira (PL);
Dudu da Fonte (PP);
Augusto Coutinho (Republicanos);
Clarissa Tércio (PP);
Coronel Meira (PL);
Fernando Filho (União Brasil);
Lula da Fonte (PP);
Mendonça Filho (União Brasil);
Ossesio Silva (Republicanos);
Pastor Eurico (PL).

A esperança agora recai sobre o STF. Muitos pontos são considerados inconstitucionais.

A flexibilização nas regras de licenciamento ocorre em meio ao agravamento de eventos climáticos extremos no Brasil, como enchentes, secas e incêndios, além de ameaçar compromissos internacionais e a imagem do agronegócio brasileiro.

Armando visita cidades da Mata Sul

Em giro por seis municípios da Mata Sul e da Região Metropolitana atingidos pelas cheias, o senador Armando Monteiro (PTB-PE) se prontificou em colaborar com as gestões municipais para destravar ações emergenciais e obras estruturadoras que ajudem na reconstrução das cidades e prestem atendimentos à população. Horas após participar da reunião convocada pelo governo do […]

Em giro por seis municípios da Mata Sul e da Região Metropolitana atingidos pelas cheias, o senador Armando Monteiro (PTB-PE) se prontificou em colaborar com as gestões municipais para destravar ações emergenciais e obras estruturadoras que ajudem na reconstrução das cidades e prestem atendimentos à população.

Horas após participar da reunião convocada pelo governo do Estado, no Palácio do Campo das Princesas, no Recife, o líder petebista percorreu as cidades de Ipojuca, Rio Formoso, Barreiros, Palmares, Joaquim Nabuco e Maraial, levando sua solidariedade ao povo e gestores públicos. Os deputados estaduais José Humberto Cavalcanti (PTB) e Silvio Costa Filho (PRB) acompanharam as visitas.

Armando iniciou o périplo por Ipojuca. Ao lado da prefeita Célia Sales (PTB), Armando visitou o ginásio da escola Santo Cristo, que se transformou em um abrigo provisório para 15 famílias, e uma passagem molhada afetada pela cheia. Em Rio Formoso, o senador conheceu o posto de comando do município, centro que recebe e distribui donativos e faz o planejamento das ações para o restabelecimento da cidade.

Em Barreiros, Armando levou a solidariedade aos funcionários da Prefeitura que realizam ações emergenciais e de prestação de serviços à população. Em Palmares, com o prefeito Altair Júnior (PMDB), visitou gabinete de crise e foi ao Centro da cidade ver os estragos causados pelas chuvas.

Durante as visitas, o senador lembrou que as bancadas federais de Pernambuco se somaram ao governo do Estado para liberar junto ao Ministério da Integração Nacional mais de R$ 20 milhões em recursos emergenciais, destinados para a compra de alimentos, materiais de higiene e limpeza, medicamentos, entre outros donativos.

Além disso, deputados e senadores repactuaram com a pasta os investimentos necessários para retomar obras de quatro barragens no Estado, que atualmente estão paralisadas. Em paralelo, o petebista afirmou que os parlamentares apoiaram uma ação, proposta por Armando, de liberar os saques do FGTS para atender as vítimas das cheias.

Caixa volta a desrespeitar clientes em Afogados da Ingazeira

Por André Luis Quem procurou o auto atendimento da Caixa econômica no final da tarde deste sábado (7), foi novamente surpreendido negativamente. Isso porque dos seis equipamentos disponíveis para que os clientes façam saque de dinheiro, cinco estavam sem abastecimento. O único equipamento que continha cédulas para saque, está prendendo o cartão dos clientes. Um […]

Por André Luis

Quem procurou o auto atendimento da Caixa econômica no final da tarde deste sábado (7), foi novamente surpreendido negativamente.

Isso porque dos seis equipamentos disponíveis para que os clientes façam saque de dinheiro, cinco estavam sem abastecimento. O único equipamento que continha cédulas para saque, está prendendo o cartão dos clientes.

Um senhor ficou durante um bom tempo com o cartão preso no equipamento, sem conseguir sacar o dinheiro e nem retirar o cartão que ficou bloqueado pelo equipamento. Um grande transtorno.

Essa não é a primeira vez que a Caixa em Afogados da Ingazeira, desrespeita os seus clientes. As reclamações são constantes e geralmente pelos mesmos motivos. Máquinas que não funcionam, desabastecidas de cédulas para saque, dentre outras reclamações.

Como perguntar não ofende. Até quando a Caixa em Afogados vai continuar desrespeitando os seus clientes?

Temer acha a corrupção “triste”, mas não faz nada

Blog do Josias Carlos Drummond de Andrade escolheu como epígrafe do livro Claro Enigma um verso de Paul Valéry: “Les événements m’ennuient”. Significa: os acontecimentos me entediam. Ou me chateiam, numa tradução livre. Michel Temer poderia adotar o mesmo verso como lema de sua gestão. Mais do que revolta, o comportamento do presidente diante da […]

20/03/2017. Crédito: Beto Barata/PR

Blog do Josias

Carlos Drummond de Andrade escolheu como epígrafe do livro Claro Enigma um verso de Paul Valéry: “Les événements m’ennuient”. Significa: os acontecimentos me entediam. Ou me chateiam, numa tradução livre. Michel Temer poderia adotar o mesmo verso como lema de sua gestão. Mais do que revolta, o comportamento do presidente diante da crise moral começa a provocar uma onda de tédio.

Em entrevista à espanhola TVE, Temer concordou com o entrevistador quando ele disse que é triste ter dezenas de políticos acusados de corrupção no Brasil. “Sim, me parece triste, não posso falar outra coisa”, aquiesceu o entrevistado, antes de deixar claro que sua tristeza não tem a menor serventia: “Em relação a essas investigações, temos que esperar que o Poder Judiciário condene ou absolva as pessoas.”

Dois espetáculos não cabem no mesmo palco. Ou no mesmo governo. Dividido entre uma encenação e outra, a plateia não dá atenção a nenhuma das duas. Temer anuncia que está em cartaz a novela das reformas. Mas a hecatombe da Odebrecht faz piscar outra palavra no letreiro: c-o-r-r-u-p-ç-ã-o. A estratégia de Temer é clara: simular desgosto com a podridão e tentar arranca as reformas do Congresso apodrecido.

Noutra entrevista, dessa vez à agência de notícias Efe, Temer reiterou que deseja descer ao verbete da enciclopédia como o presidente que ”reformulou o país”.  Vaticinou: ”A melhor marca do meu governo, será colocar o país nos trilhos.” Bocejos! O presidente parece dar de barato que, na disputa por um lugar no cartaz, o vocábulo “reformas” prevalecerá sobre “corrupção”. Será?

Fernando Henrique Cardoso gosta de dizer que, sob atmosfera caótica como a atual, o Brasil costuma avançar. De fato, a crise atenuou as resistências ideológicas às reformas. As corporações ainda brigam pela preservação de privilégios. Mas estão meio zonzas. Amedrontado, o Congresso talvez se mexa.

Supondo-se que Temer consiga aprovar algum tipo de reforma trabalhista e previdenciária, os efeitos das mudanças serão avaliados mais adiante. A imagem do seu governo, porém, é um problema urgente. Com a popularidade roçando o chão, Temer associa sua agonizante figura a uma tríade de símbolos tóxicos: cumplicidade, suspeição e acobertamento.

Acomodado por delatores no centro de cenas nas quais foram negociadas verbas eleitorais espúrias e propinas milionárias, Temer só não é investigado porque a Procuradoria-Geral acha que ele dispõe de imunidade temporária enquanto estiver na cadeira de presidente. Contra esse pano de fundo enodoado, o presidente passa a sensação de que não dispõe de moral para agir. Daí, por exemplo, a presença de ministros suspeitos no governo.

Quando escuta Temer dizer que fica “triste” com a suspeita de roubalheira que recai sobre tantos políticos, a plateia boceja de tédio. As manifestações do presidente dão sono antes de irritar. Confrontadas com os avanços da Lava Jato, suas palavras mostram que, no Brasil da Lava jato, o pesadelo tornou-se menos penoso do que o despertar.

Em meio aos dois espetáculos que estão em cartaz, Temer se divide. Do ponto de vista econômico, a aura do presidente pertence à modernização. Do ponto de vista político, Temer se esforça para simbolizar o que há de mais anacrônico. Acossado pela hecatombe moral, Temer reage à moda do avestruz: enfia a cabeça na sua pseudo-tristeza. De duas, uma: ou Temer morrerá de tédio ou acabará gritando diante do espelho: “Fora, Temer”.