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Cerveró afirma que campanha de Lula em 2006 teve propina de R$ 50 milhões

Por André Luis
Negociação entre governos brasileiro e angolano teria gerado propina para a campanha de reeleição de Lula em 2006. Foto: Ricardo Stuckert/Instituto Lula / Divulgação
Negociação entre governos brasileiro e angolano teria gerado propina para a campanha de reeleição de Lula em 2006. Foto: Ricardo Stuckert/Instituto Lula / Divulgação

Transação para a aquisição de US$ 300 milhões em blocos de petróleo na África, em 2005, gerou propina para a campanha

Do Diário de Pernambuco

O ex-diretor de Internacional da Petrobras e delator da Operação Lava Jato, Nestor Cerveró, declarou que uma transação para a aquisição de US$ 300 milhões em blocos de petróleo na África, em 2005, gerou propina de até R$ 50 milhões para o financiamento da campanha de reeleição do então presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em 2006. A informação é do jornal Valor Econômico.

Segundo a publicação, Cerveró teria revelado as informações a investigadores da Operação Lava Jato antes de novembro do ano passado, quando fechou acordo de delação premiada. A fonte do ex-executivo da Petrobras seria o vice-presidente da Angola, Manuel Domingos Vicente, que presidiu o conselho de administração da estatal petrolífera angolana (Sonangol).

“Manoel (sic) foi explícito em afirmar que desses US$ 300 milhões pagos pela Petrobras a Sonangol, companhia estatal de petróleo de Angola, retornaram ao Brasil como propina para financiamento da campanha presidencial do PT valores entre R$ 40 milhões e R$ 50 milhões”, diz um anexo preparado pelos advogados de Cerveró e obtido pelo jornal.

As negociações teriam sido articuladas por membros dos governos brasileiro e angolano. Cerveró apontou o então ministro da Fazenda Antônio Palocci foi apontado como principal representante do Brasil na negociação. Em nota enviada à imprensa, Palocci negou participação em qualquer tratativa política do tema.

Outras Notícias

Lideranças de Tuparetama solicitam implementação do programa Cidades Digitais a Luciana Santos

O ex-vice-prefeito de Tuparetama, Ivaí Cavalcante e o presidente do diretório municipal do PT, Josivan Silva, tiveram um encontro essa semana com a ministra do Ministério da Ciência e Tecnologia, Luciana Santos, onde solicitaram esclarecimentos sobre o andamento da implantação do Programa Cidades Digitais na cidade. O Programa foi criado em 2012 pelo Governo Federal […]

O ex-vice-prefeito de Tuparetama, Ivaí Cavalcante e o presidente do diretório municipal do PT, Josivan Silva, tiveram um encontro essa semana com a ministra do Ministério da Ciência e Tecnologia, Luciana Santos, onde solicitaram esclarecimentos sobre o andamento da implantação do Programa Cidades Digitais na cidade.

O Programa foi criado em 2012 pelo Governo Federal com o objetivo de levar tecnologia e acesso à internet para municípios com até 50 mil habitantes. Prevê a implantação de infraestrutura de tecnologia da informação e comunicação (TIC), a construção de redes de fibra ótica, pontos de acesso à internet e oferta de serviços de governo eletrônico.

Segundo Ivaí Cavalcante, a comunidade local espera ansiosamente pela implementação do projeto.

“Foram selecionadas 330 cidades no país, escolhidas através da avaliação do IDH. Aqui em Pernambuco foram selecionadas dezesseis cidades. O programa já foi implementado em nove cidades. Faltam sete, incluindo Tuparetama. Quando vice-prefeito fiquei a frente desse projeto, onde inclusive apontamos onde seria feito o seu funcionamento, mas a gestão que entrou em seguida não deu sequência porque era um projeto do PT Nacional”, disse o político. Luciana prometeu averiguar a demanda.

Amupe distribui EPIs para municípios pernambucanos

No dia em que a Associação Municipalista de Pernambuco (Amupe) termina a entrega de cerca de 494 mil unidades de Equipamentos de Proteção Individual (EPI) a todos os 184 municípios pernambucanos, o presidente da entidade municipalista, José Patriota, que também é prefeito de Afogados da Ingazeira, frisou a importância de manter todos os profissionais de […]

No dia em que a Associação Municipalista de Pernambuco (Amupe) termina a entrega de cerca de 494 mil unidades de Equipamentos de Proteção Individual (EPI) a todos os 184 municípios pernambucanos, o presidente da entidade municipalista, José Patriota, que também é prefeito de Afogados da Ingazeira, frisou a importância de manter todos os profissionais de saúde equipados de acordo com as normas das agências sanitárias durante a pandemia da Covid-19.

Na manhã desta quinta-feira (09.04), os últimos lotes de materiais de proteção chegaram ao Sertão do São Francisco, na cidade de Petrolina, para que os municípios ao redor possam ter mais comodidade na hora de recolher os insumos. Segundo o presidente da Amupe, José Patriota, “toda a logística preparada deu certo, todas as entregas ocorreram no tempo programado. Nossos colaboradores mostraram solidariedade e competência, como sempre. Ficamos muito feliz com o resultado”, destacou.

Ainda segundo Patriota, é imprescindível que os municípios estejam bem abastecidos com EPIS. “Não podemos deixar os profissionais de saúde sem EPIs. Esse é o principal desafio. Temos enfrentado dificuldades para a compra desses materiais, seja pela baixa oferta, ou seja, pouco material no mercado, ou o preço, que muitas das vezes está lá em cima.  No entanto, temos compromissos com todos os cidadãos, e nós prefeitos estamos fazendo de tudo para que não falte EPIs para nossos colaboradores”, destacou.

Durante os dois dias de entrega, a Amupe utilizou 3 veículos de médio porte e 1 de grande porte para percorrer mais de 4.000 quilômetros, ida e volta, cortando todo o Estado de Pernambuco. Desde o início da pandemia, mesmo em trabalhohome office, a Associação tem trabalhado juntos aos municípios para fortalecer o combate ao novo coronavírus, incentivando a produção de planos de contingenciamento e ações conjuntas.

Opinião: Ministério Público e seu poder de investigação

Por Gonzaga Patriota* Constitucionalmente, a competência para conduzir investigações criminais, cabe à Polícia. Desde a primeira Constituição brasileira, outorgada em 1824, ainda no Brasil Império, foi atribuída à Polícia a responsabilidade de se buscar os indícios suficientes de autoria e prova da materialidade do fato (justa causa), necessários à propositura da ação penal, em substituição […]

thumbnail_dsc_0136Por Gonzaga Patriota*

Constitucionalmente, a competência para conduzir investigações criminais, cabe à Polícia. Desde a primeira Constituição brasileira, outorgada em 1824, ainda no Brasil Império, foi atribuída à Polícia a responsabilidade de se buscar os indícios suficientes de autoria e prova da materialidade do fato (justa causa), necessários à propositura da ação penal, em substituição à figura do Juiz de Paz.

O Código de Processo Penal Brasileiro, promulgado em 1841, instituiu a figura do Delegado de Polícia na justiça brasileira, com incumbência de conduzir investigação criminal.

Esse entendimento perdurou por todo o período imperial e se manteve presente ao longo da nossa história republicana, inserido na Constituição Federal de 1988, em seu artigo 144:

“Art. 144. A segurança pública, dever do Estado, direito e responsabilidade de todos, é exercida para a preservação da ordem pública e da incolumidade das pessoas e do patrimônio, através dos seguintes órgãos:

§ 1º A polícia federal, instituída por lei como órgão permanente, organizado e mantido pela União e estruturado em carreira, destina-se a: (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 19, de 1998)

I – apurar infrações penais contra a ordem política e social ou em detrimento de bens, serviços e interesses da União ou de suas entidades autárquicas e empresas públicas, assim como outras infrações cuja prática tenha repercussão interestadual ou,

IV – exercer, com exclusividade, as funções de polícia judiciária da União.

§ “4º Às polícias civis, dirigidas por delegados de polícia de carreira, incumbem, ressalvada a competência da União, as funções de polícia judiciária e a apuração de infrações penais, exceto as militares”.

Contudo, mesmo com a explícita manifestação constitucional acerca da competência da Polícia nesse assunto, os questionamentos sobre os poderes investigatórios inerentes às competências do Ministério Público permearam tanto a doutrina quanto a jurisprudência, ensejando vários trabalhos, sejam defendendo ou negando ao Ministério Público os poderes de investigação criminal.

Ainda durante a Assembleia Nacional Constituinte, nos debates sobre o controle externo da atividade policial, foi suscitada a possibilidade de o Ministério Público avocar para si a titularidade em investigações criminais, entretanto todas as emendas nesse sentido foram rejeitadas. Assim, o texto constitucional, ao tratar das “funções institucionais” desse órgão, em seu artigo 129, não traz o poder de conduzir investigações criminais ao Ministério Público.

Com o decorrer dos anos, o cisma conservou-se com momentos de maior ou menor tensão. Os defensores da exclusividade da Polícia nas investigações criminais, sustentavam o argumento de que a Constituição Federal teria reservado o poder investigatório criminal somente à Polícia Judiciária.

Em 2013, a sanção da Lei 12.830 deu força a esse argumento, estabelecendo expressamente em lei, a natureza jurídica da carreira de Delegado de Polícia, afastando possíveis questionamentos. Assim, dispõe o artigo 2º da Lei nº 12.830, de 20 de junho de 2013 o seguinte:

“Art. 2º As funções de polícia judiciária e a apuração de infrações penais exercidas pelo delegado de polícia são de natureza jurídica, essenciais e exclusivas de Estado.”

Outro argumento, no mesmo sentido, reside na ideia de que a função constitucional do Ministério Público será exercer o controle externo sobre a atividade policial, em vez de substituí‐lo. Caso contrário, às funções de Acusador Fiscal da Lei e Investigador, poderiam ser acumuladas em um só ente da república, sem controle e, dessa forma, podendo atentar contra o estado democrático de direito.

Já em 2015, num momento de divergências entre o Ministério Público Federal e a Polícia Federal, na condução das investigações, no âmbito da “Operação Lava Jato”, o Supremo Tribunal Federal pronunciou-se definitivamente, garantindo poderes investigatórios ao Ministério Público na esfera criminal, fazendo valer o entendimento de que, na condição de titular da ação penal pública, esse não seria um mero espectador da investigação, a cargo da autoridade policial, podendo conferir maior celeridade à investigação, uma vez que permitiria o contato do promotor com a prova, catalisando formação de seu convencimento. A ressalva fica a cargo do caráter subsidiário, que deverá ter a investigação criminal conduzida pelo Ministério Público, não subtraído à competência da Polícia.

Concluindo, entendemos que é necessário reforçar a competência constitucional do Delegado de Polícia, na titularidade das investigações criminais, sem excluir a possibilidade de atuação do Ministério Público na condução dessa investigação criminal, ressaltando-se que isso somente deve ocorrer de maneira excepcional.

*Gonzaga Patriota, Contador, Advogado,Administrador de Empresas e Jornalista, Pós- graduado em Ciência Política e Mestre em Ciência Política, Políticas Públicas e Governo e Doutor em Direito Civil, pela Universidade Federal da Argentina. É Deputado desde 1982, pelo Estado de Pernambuco.

Afogados: Prefeitura anuncia pagamento dos servidores

A Prefeitura de Afogados da Ingazeira, diz em nota que vem mantendo uma tradição de três anos de pagamento salarial em dia. A municipalidade iniciou nesta sexta o pagamento de 1.298 servidores públicos municipais. Com o pagamento, estão sendo injetados mais de R$ 2 milhões na economia do município. Receberam nesta sexta (26/02) servidores ligados à […]

prefeitura-de-Afogados2A Prefeitura de Afogados da Ingazeira, diz em nota que vem mantendo uma tradição de três anos de pagamento salarial em dia. A municipalidade iniciou nesta sexta o pagamento de 1.298 servidores públicos municipais.

Com o pagamento, estão sendo injetados mais de R$ 2 milhões na economia do município. Receberam nesta sexta (26/02) servidores ligados à Secretaria de Educação

Na segunda (29) recebem as Secretarias de Administração, Agricultura, Assistência Social, Controle      Interno, Cultura e Esportes, Finanças, Infraestrutura, Transportes, além do Gabinete, Procuradoria, Coordenadoria da Mulher, Ouvidoria, aposentados e pensionistas.

O pagamento será concluído nestas terça e quarta (01 e 02/03) com o pagamento dos servidores da Secretaria de Saúde.

Missa lembra um ano sem Giza Simões

Uma missa neste sábado às 08h30 da manhã marca o primeiro ano da morte da ex-prefeita de Afogados da Ingazeira, Giza Simões. Há exatamente um ano, em 26 de setembro de 2013, menos de um ano depois da disputa que teve para prefeita da cidade, Giza perdia a luta para tratar uma complicação fruto da síndrome […]

giza

Uma missa neste sábado às 08h30 da manhã marca o primeiro ano da morte da ex-prefeita de Afogados da Ingazeira, Giza Simões.

Há exatamente um ano, em 26 de setembro de 2013, menos de um ano depois da disputa que teve para prefeita da cidade, Giza perdia a luta para tratar uma complicação fruto da síndrome mielodisplásica. Ela havia sido submetida  a um tranplante de medula, mas faleceu em Curitiba.

Giza Simões foi casada com Orisvaldo Inácio da Silva, falecido em fevereiro de 2011. Foi prefeita de Afogados por dois mandatos. Disputou sua última eleição em 2012,  quando foi derrotada por José Patriota obtendo 9.820 votos. Pouco depois teve que intensificar o tratamento de saúde.

Os filhos Eugênia e Danilo, netos, irmãos e demais familiares deverão participar da celebração na Catedral do Senhor Bom Jesus dos Remédios.