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Centenário de Louro: programação honrou história e legado do Mestre

Por Nill Júnior
Ednardo: obra além de Pavão Misterioso e Enquanto engomo a calça
Ednardo: obra além de Pavão Misterioso e Enquanto engoma a calça

Pagando um débito com a maior programação cultural que o Pajeú já teve, reunindo por quatro dias vários nomes da cultura popular brasileira, estive em São José do Egito para acompanhar a última grande noite da festa em homenagem ao centenário de nascimento de Louro do Pajeú.

Lá, ao lado do comunicador Anchieta Santos, acompanhei o show do cearense Ednardo. Foi oportunidade de saber que sua obra vai além de “Pavão Misterioso” e “Enquanto Engoma a Calça”, mesmo que precisando de mais audições para compreender a grandeza de suas mais de 400 composições.  Antes, ainda deu tempo de ouvir o mestre Chico Pedrosa, com seus incontáveis causos maravilhosos.

Fantástico foi conhecer o memorial que fica na casa onde nasceu Louro do Pajeú. Por trás daquela casa de número 119 há uma história riquíssima, peças raríssimas a ponto da gente sentir a presença de Louro no espaço. Fui apresentado à casa pelo Padre Luis Marques Ferreira e por uma das filhas de Louro, Helena.

Foto: Pajeú da Gente
Foto: Pajeú da Gente

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Entramos no debate sobre as inúmeras possibilidades do espaço, principalmente com visitação de escolas de toda a região. A casa tem espaços interativos, ideais para este público. Ouvi de Helena que ainda não há uma definição quanto aos dias e horários de funcionamento. Foi também momento de ouvir alguns relatos sobre como mesmo gênios como Louro e seus familiares eram alvo de preconceito.

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“Eu fazia questão de dizer que era filha de cantador. As pessoas perguntavam:  seu pai faz o quê? Eu dizia, cantador. Mas era claro o desrespeito. Pensavam que cantador era aquele que cantava passando pires, chapéu pra pedir dinheiro. Então os professores não valorizavam e não discutiam a importância de pessoas como meu pai nas escolas. Isso existe até hoje”, desabafou.

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A noite teve muito mais: o encontro dos geniais Antonio Marinho e Lirinha, Encanto e Poesia, além de outros grandes nomes. Na plateia, nomes como o pernambucano Chico Sá, que participa de projetos como  o programa Amor e Sexo (Globo) e Extraordinários (Sportv).

“Que energia e maestria naquele palco com tanta força dos meninos de São José do Egito. Que presente ontem. O jornalista Chico Sá, os diretores  de cinema Claudio Assis e Lidio Ferreira, os cantores Josildo Sá , Flavio Leandro e Lirinha participando  no show do Encanto e Poesia. A noite foi mal assombrada de tanta poesia”, brinca Cláudio Gomes.

A noite terminou com uma vigília até as 4hs da manhã,  hora do nascimento de Louro há cem anos.

Veja mais fotos registradas por Cláudio Gomes e Marcelo Patriota:

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Outras Notícias

Pernambuco registra 4.576 homicídios entre janeiro e outubro de 2017

G1 PE De janeiro a outubro de 2017, a Secretaria de Defesa Social de Pernambuco (SDS) registrou 4.576 homicídios no estado. No mesmo período do ano passado, foram notificados pelo governo 3.604 Crimes Violentos Letais Intencionais (CVLIs). Entre os dois períodos analisados, houve um aumento de 26,9%. Os dados sobre a violência em Pernambuco foram […]

G1 PE

De janeiro a outubro de 2017, a Secretaria de Defesa Social de Pernambuco (SDS) registrou 4.576 homicídios no estado. No mesmo período do ano passado, foram notificados pelo governo 3.604 Crimes Violentos Letais Intencionais (CVLIs). Entre os dois períodos analisados, houve um aumento de 26,9%.

Os dados sobre a violência em Pernambuco foram divulgados nesta quarta-feira (15). De acordo com a SDS, em outubro, ocorreram 432 mortes. Em relação a setembro, quando aconteceram 410 crimes desse tipo, houve aumento de 1,97% na média diária.

Em outubro, foram 13,94 assassinatos por dia, contra 13,67 homicídios, a cada 24 horas, em setembro. Segundo a pasta, a média diária é mais precisa, porque outubro tem um dia a mais em relação a setembro.

Segundo a SDS, a maioria dos homicídios, em outubro, foi motivada pelo tráfico de drogas, acerto de contas e outras atividades criminais. Esses casos representam 54% do total.

O governo informa, ainda, que 15% das mortes tiveram como motivação conflitos na comunidade e 3% foram relacionados a conflitos familiares ou afetivos. O estado acrescenta que 3% dos casos têm relação com latrocínios, roubos seguidos de morte. Em 0,4 % das ocorrências, houve feminicídio, quando as mulheres são mortas por questão de gênero.

Vaza Jato: PF gravou 22 telefonemas de Lula mesmo após ordem para interromper

Os procuradores da Lava Jato sabiam que a divulgação do diálogo entre a então presidente da República, Dilma Rousseff, e Lula, foi ilegal, porque a captação ocorreu horas depois do fim da ordem judicial. Eles ainda demonstraram preocupação com as consequências que sobrevieram sobre o então juiz Sérgio Moro, responsável por permitir a divulgação do […]

Os procuradores da Lava Jato sabiam que a divulgação do diálogo entre a então presidente da República, Dilma Rousseff, e Lula, foi ilegal, porque a captação ocorreu horas depois do fim da ordem judicial.

Eles ainda demonstraram preocupação com as consequências que sobrevieram sobre o então juiz Sérgio Moro, responsável por permitir a divulgação do pacote de grampos de conversas entre Lula e pessoas próximas.

A revelação foi divulgada neste domingo (08) pela Folha de S.Paulo em parceria com o Intercept Brasil, site que recebeu de uma fonte anônima mais de 3.000 páginas de conversas de procuradores da força-tarefa da Lava Jato e que revelam que o então juiz Sérgio Moro e os procuradores, incluindo o coordenador do grupo no Paraná, Deltan Dallagnol, agiram à margem da lei discutindo processos e atuando em parceria.

Às 18h32 do dia 16 de março de 2016, a Globo News noticiava que a então presidente Dilma fora grampeada e uma cópia da transcrição do diálogo que ela tivera com Lula naquela tarde foi lida ao vivo. Em pouco tempo, em Brasília, vários manifestantes se aglomeraram em frente ao Palácio do Planalto para protestar contra o governo. Paralela à revolta popular, deputados da oposição pediam a renúncia de Dilma no plenário da Câmara, levando a um encerramento tumultuado da sessão naquele dia.

O áudio acelerou o processo de derrocada do governo Dilma. Alguns dias antes, a presidente negociava entregar o cargo de Ministro da Casa Civil para Lula. A estratégia era avaliada pela oposição e membros da Lava Jato como uma forma de o ex-presidente tentar escapar da Lava Jato. Obtendo foro privilegiado, as investigações contra Lula, caso se tornasse ministro, passariam a correr no Supremo Tribunal Federal, em Brasília, não mais sob a jurisdição de Moro.

Após a decisão da Justiça para que os grampos fossem suspensos, a PF ainda captou 22 telefonemas do ex-presidente Lula, isso porque as operadoras de telefonia demoraram para cumprir a ordem de Moro e o sistema usado pela PF continuou captando as ligações. Entre os diálogos grampeados estavam dois entre o então vice-presidente Michel Temer e Lula.

A maioria dos diálogos demonstrou que Lula não tinha interesse em assumir a pasta da Casa Civil, mas sim fazer conciliação com políticos e partidos para reverter a crise política.

Veja reportagem da Folha clicando aqui. 

Hackers: novas mensagens comprometem militares, ministros e até Bolsonaro

Veja O caso de Walter Delgatti Neto, o chefe da quadrilha de hackers que invadiu telefones celulares, copiou e divulgou mensagens do então juiz Sergio Moro e de procuradores da República, desencadeando uma crise que pôs em xeque uma das mais importantes operações de combate à corrupção já realizadas no Brasil teve novo capítulo. Ele […]

AMEAÇA – Preso depois de invadir os celulares dos procuradores da Lava-Jato, hacker diz que o pior ainda está por vir

Veja

O caso de Walter Delgatti Neto, o chefe da quadrilha de hackers que invadiu telefones celulares, copiou e divulgou mensagens do então juiz Sergio Moro e de procuradores da República, desencadeando uma crise que pôs em xeque uma das mais importantes operações de combate à corrupção já realizadas no Brasil teve novo capítulo.

Ele concedeu uma entrevista exclusiva a VEJA, a primeira cara a cara desde que foi preso, há 136 dias. Na entrevista, Delgatti confirma que bisbilhotou as conversas de ao menos um ministro do Supremo Tribunal Federal (STF). Para quê? Segundo ele, para mostrar quanto a Corte era parcial nas decisões que envolviam a Operação Lava-Jato.

“Tive acesso às mensagens da Cármen Lúcia. A ministra estava num grupo falando sobre a morte do neto do Lula”, diz o hacker, que considerou o comentário impróprio. Procurada, a ministra não se manifestou. A PF já apurou que, antes de estourar o escândalo, Delgatti entrou em contato com a ex-­deputada Manuela d’Ávila, do PCdoB, ofereceu as mensagens e disse que o material não só comprometeria a ministra Cármen Lúcia como colocaria em liberdade o ex-presidente Lula. “Procurei a deputada porque sabia que ela era contra a Lava-Jato devido à ideologia”, conta o hacker.

A Polícia Federal descobriu que pelo menos oitenta figuras públicas foram alvo dos ataques da quadrilha. Nesse rol estão incluídos o presidente Jair Bolsonaro e seus filhos. O hacker afirma que as invasões de fato ocorreram. “Tive acesso ao Telegram deles”, diz.

Dois celulares do presidente foram alvo de ataques, mas, como Bolsonaro não utilizava o aplicativo, não havia nenhum conteúdo disponível. No caso dos filhos Carlos, o Zero Dois, e Eduardo, o Zero Três, o hacker procurou Manuela d’Ávila e disse que havia colhido provas de ações para impulsionar mensagens de WhatsApp em favor de Bolsonaro durante a campanha presidencial. Para mostrar que não estava blefando, fotografou a tela do celular com as contas supostamente usadas por Carlos e Eduardo e enviou as imagens à ex-deputada. Segundo ele, o objetivo não era prejudicar o presidente — ao menos não naquela época. “Fiz campanha para o Bolsonaro e me arrependi depois”, disse ele a VEJA.

Sorrindo, emenda outra acusação, dessa vez contra o procurador Januário Paludo, outro membro da força-tarefa: “Tem um áudio em que o procurador está aceitando dinheiro do Renato Duque. A Procuradoria iniciou inquérito contra ele, né?”

Veja a matéria completa em Veja

Campanha de Dilma vai redobrar atenção no Nordeste

A queda da presidente Dilma Rousseff, no Nordeste, acendeu a luz amarela na cúpula petista. Antes, a avaliação era que os votos já estavam mais consolidados nessa região. “O voto no Nordeste é mais firme”, chegou a dizer na quarta-feira um integrante do comitê de Dilma. A informação é do Blog do Camarotti. Mas, agora, […]

92pjvvo2dw9abqou6xpwhnbdaA queda da presidente Dilma Rousseff, no Nordeste, acendeu a luz amarela na cúpula petista. Antes, a avaliação era que os votos já estavam mais consolidados nessa região.

“O voto no Nordeste é mais firme”, chegou a dizer na quarta-feira um integrante do comitê de Dilma. A informação é do Blog do Camarotti.

Mas, agora, a avaliação é que é preciso redobrar a atenção nos nove estados nordestinos para tentar assegurar uma folga que compense colégios eleitorais como Minas Gerais e São Paulo, onde Aécio tem uma estrutura maior.

Sertanejos acompanham lançamento de programa para recuperar estradas

Prefeitos sertanejos estão em Recife para o lançamento do Programa Caminhos de Pernambuco, o maior Programa de Reestruturação da Malha Viária Estadual já proposto. A promessa é de  investimento de R$ 505 milhões até 2022, e já no primeiro ano de atuação vai requalificar cerca de dois mil quilômetros de rodovias. O Programa busca otimizar […]

Foto: Júnior Finfa

Prefeitos sertanejos estão em Recife para o lançamento do Programa Caminhos de Pernambuco, o maior Programa de Reestruturação da Malha Viária Estadual já proposto. A promessa é de  investimento de R$ 505 milhões até 2022, e já no primeiro ano de atuação vai requalificar cerca de dois mil quilômetros de rodovias.

O Programa busca otimizar a gestão da manutenção do pavimento, priorizando ações de manutenção corretiva e preventiva, voltadas para a garantia da trafegabilidade nas estradas, além de maior durabilidade ao pavimento. O foco está nos serviços de capinação, desobstrução dos dispositivos de drenagem, requalificação asfáltica, além de sinalização vertical e horizontal. Ao longo de dois meses, cerca de 50 profissionais percorreram todos os 5.554,5 km das estradas pavimentadas do Estado para fazer o diagnóstico a partir do levantamento das necessidades de cada rodovia.

Os prefeitos sertanejos, a partir do Presidente da AMUPE, José Patriota, mais nomes como Zeinha Torres, Djalma Alves e Marconi Pereira acompanham o lançamento. São diretamente interessados. Marconi luta pela melhoria da PE entre Sítio dos Nunes e Flores. A rodovia entre Tabira e Solidão já precisa de reparos. A PE 275, rota para os iguaracienses, está entre as piores do estado.