Notícias

Carnaíba: aluna do Complexo Miguel Arraes conquista o 3º lugar na final do Concurso Ler Bem 2024 

Por André Luis

Carnaíba, no Sertão do Pajeú, conquistou o 3º lugar na grande final do Concurso Ler Bem 2024, de iniciativa da Associação Pernambucana de Atacadistas e Distribuidores (ASPA), com o objetivo de incentivar o hábito da leitura entre os alunos do 4° ano do Ensino Fundamental das escolas municipais de Pernambuco.

Na grande final, que aconteceu na tarde desta quinta-feira (19), no Recife, a cidade sertaneja foi representada por Pérola Cibelly, de apenas 9 anos de idade, aluna do Complexo Educacional Desportivo Governador Miguel Arraes. A professora da turma da aluna é Tatiane Gonçalves.

No evento, Pérola Cibelly deu um verdadeiro show de leitura e orgulhou toda a cidade de Carnaíba.

“Todos nós que formamos o Complexo Educacional estamos muito felizes com esse resultado, pois o nosso município participou pela 1ª vez e já obtivemos um resultado tão importante”, destaca em nota o Complexo Educacional Desportivo Governador Miguel Arraes.

Também em nota conjunta, a secretária municipal de Educação de Carnaíba, Cecília Patriota, e o prefeito, Anchieta Patriota (PSB), parabenizaram à aluna.

“Que dia emocionante. Hoje, todos nós que amamos Carnaíba estamos radiantes com a vitória de nossa querida Pérola. Nossa Pérola de Carnaíba, nossa Pérola do Pajeú. Ficou em terceiro lugar no estado em um concurso disputadíssimo e muito difícil. Concurso Ler Bem, passando por várias etapas e dando show em todas.

Parabéns nossa linda menina. O seu sucesso e sua luz iluminam e resplandecem o talento de sua professora Tatiane, de seus pais, de sua escola e confirma a excelência da educação oferecida a todas as crianças de Carnaíba.

Você, Pérola preciosa, representa e enche de orgulho todos os carnaibanos, que tanto torceram por você e se sentiram representados na sua vitória” destacou a nota conjunta.

O Concurso Ler Bem 2024 teve 163 municípios participantes. Para chegar à grande final, a aluna Pérola Cibelly venceu as etapas municipal e regional. As informações são do Blog do Aryel Aquino.

Outras Notícias

Lula e Ciro Gomes se reúnem e acertam trégua

Foto: Ricardo Stuckert/Instituto Lula O Globo Rompidos desde a eleição de 2018, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o ex-ministro Ciro Gomes (PDT) selaram as pazes em uma conversa. O gesto pode significar o início de uma reaproximação entre os partidos de esquerda de olho na disputa presidencial de 2022, apesar de […]

Foto: Ricardo Stuckert/Instituto Lula

O Globo

Rompidos desde a eleição de 2018, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o ex-ministro Ciro Gomes (PDT) selaram as pazes em uma conversa. O gesto pode significar o início de uma reaproximação entre os partidos de esquerda de olho na disputa presidencial de 2022, apesar de o assunto não ter sido abordado no encontro.

O armistício foi intermediado pelo governador do Ceará, Camilo Santana, filiado ao PT, mas aliado dos irmãos Ferreira Gomes em seu estado. As tratativas para viabilizar a conversa duraram mais de um mês.

A reunião, no começo de setembro, ocorreu na sede do Instituto Lula, em São Paulo, e durou uma tarde inteira. Ciro falou de suas mágoas com o PT, enquanto Lula lembrou os ataques do ex-ministro ao partido.

O tema central da conversa, porém,foi o governo do presidente Jair Bolsonaro e a situação do país diante da pandemia de coronavírus. Diagnósticos sobre as razões do resultado eleitoral também foram apresentados.

Desde o encontro, Ciro e Lula mudaram o tom ao se referirem um ao outro e cessaram os ataques e alfinetadas. Os dois tiveram uma relação próxima, principalmente no primeiro governo do ex-presidente, quando o hoje pedetista foi ministro da Integração Nacional. O ex-presidente costumava exaltar a postura leal do ex-subordinado durante a crise do mensalão, em 2005, o primeiro grande desgaste da era petista.

Com o correr dos anos, mantiveram o contato, apesar de alguns ataques pontuais. O clima entre eles, porém, se deteriorou ao longo da eleição de 2018. Lula era o candidato do PT, chegou a ser inscrito na Justiça Eleitoral, mas foi impedido de concorrer por causa da condenação na Lava-Jato no caso do tríplex do Guarujá.

Os petistas chegaram a oferecer a Ciro a possibilidade ser vice de Lula para depois que ocorresse o indeferimento – desta forma, o pedetista assumiria a cabeça da chapa. Ciro classificou a oferta, entre outros termos, de “aberração” e “papelão” e disse que não aceitaria ser um “vice de araque”.

Na mesma campanha, o ex-presidenciável do PDT também se irritou com a manobra realizada pelo PT para tirar a candidatura de Marília Arraes ao governo de Pernambuco, em favor de apoio à reeleição de Paulo Câmara. Por esse acordo, o PSB desistiu de fechar uma aliança com Ciro na eleição presidencial. O então candidato chamou a manobra de “providência golpista”.

Como troco, quando Fernando Haddad passou ao segundo turno contra Bolsonaro, Ciro, em vez de se engajar na campanha do petista, como era esperado, viajou para Europa. Desde então, passou a subir o tom em suas referências ao PT. Em fevereiro de 2019, durante o Congresso da UNE, em Salvador, o pedetista disse a um apoiador do ex-presidente que o provocava: “O Lula tá preso, babaca”.

Salgueiro faz história como primeiro interiorano a decidir Pernambucano

O Salgueiro entrou para a história, e o Sport manchou a sua. Quando Marcelo de Lima Henrique deu o apito final para o empate de 1×1, na tarde deste domingo, na Arena Pernambuco, o Carcará se tornou o primeiro time do interior a se classificar para uma final de Campeonato Pernambucano, e o Leão perdeu […]

Em seu site, Salgueiro comemora conquista
Em seu site, Salgueiro comemora conquista

O Salgueiro entrou para a história, e o Sport manchou a sua. Quando Marcelo de Lima Henrique deu o apito final para o empate de 1×1, na tarde deste domingo, na Arena Pernambuco, o Carcará se tornou o primeiro time do interior a se classificar para uma final de Campeonato Pernambucano, e o Leão perdeu a vaga na decisão do torneio depois de estar presente em todas desde 2006.

Como o Sport não foi capaz de reverter o 2×0 no Sertão, o soar do apito teve um tom de frustração para os rubro-negros que tinham um início de temporada cercado de expectativa e acabou eliminado tanto do Estadual quanto da Copa do Nordeste.

Torcedores comemoram, na Arena
Torcedores comemoram, na Arena

Agora,  o Leão vai disputar o terceiro lugar com o Central, na próxima quarta-feira, às 20h, em Caruaru.

No mesmo dia,  mais tarde, às 22h, o Salgueiro vai enfrentar o Santa Cruz, no Sertão. O jogo da volta rubro-negro está marcado para o sábado às 18h30, na Arena Pernambuco, enquanto que o dos sertanejos será no domingo, às 16h, no Arruda.

Quase 1 milhão de famílias deixam de receber Bolsa Família graças a alta na renda

Da Folha de São Paulo Quase 1 milhão de famílias deixaram de receber a ajuda do programa Bolsa Família no mês de julho graças ao aumento da renda do domicílio, segundo dados do MDS (Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social), responsável pela gestão da política. Com isso, o número de beneficiários da política caiu de […]

Da Folha de São Paulo

Quase 1 milhão de famílias deixaram de receber a ajuda do programa Bolsa Família no mês de julho graças ao aumento da renda do domicílio, segundo dados do MDS (Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social), responsável pela gestão da política.

Com isso, o número de beneficiários da política caiu de 20,5 milhões em junho para 19,6 milhões neste mês. Trata-se da menor quantidade de famílias dentro do programa desde a reformulação implementada pelo governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), em março de 2023.

Considerando o período em que ele foi chamado de Auxílio Brasil, no governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), o número é o menor desde julho de 2022, quando havia 18,1 milhões de famílias contempladas, logo antes do aumento do benefício mínimo de R$ 400 para R$ 600.

A secretária nacional de Renda de Cidadania, Eliane Aquino, ressalta que a redução no número de famílias ocorre por razões positivas. Segundo ela, 536 mil famílias atingiram o prazo máximo de 24 meses sob a regra de proteção, que garante 50% do valor do benefício a famílias que ultrapassam o limite de renda para receber o Bolsa (R$ 218 por pessoa), mas ainda ganham abaixo de meio salário mínimo (R$ 759) por pessoa.

O dado indica que esses domicílios não só elevaram seus rendimentos a partir de outras fontes, mas conseguiram manter o ganho extra com alguma estabilidade, a ponto de não precisarem mais da ajuda do governo para sair da situação de pobreza.

Caso essa situação se reverta no futuro e a renda volte a ficar abaixo dos R$ 218 por pessoa, essas famílias têm retorno garantido ao programa, com prioridade na concessão.

Outras 385 mil famílias passaram a ter rendimentos superiores a meio salário mínimo por pessoa e tiveram o benefício cancelado, pois não preenchem os requisitos para ficar sob a regra de proteção. Ao todo, 921 mil famílias deixaram o programa devido ao aumento da renda domiciliar.

“É isso que a gente quer, mesmo. Que a população, em primeiro lugar, não tenha medo de assinar a carteira. A gente está rodando alguns estados e fazendo diálogos, principalmente com as mulheres do Bolsa. Ainda é muito forte na cabeça das pessoas achar que ‘se eu assinar a carteira eu perco o benefício’. A gente está trabalhando para desmistificar isso”, diz a secretária.

Outras 2,68 milhões de famílias ainda estão sob a regra de proteção e, caso mantenham a suas fontes de renda fora do programa, poderão ser desligadas no futuro.

Segundo ela, a divulgação da regra de proteção é uma “informação que precisa chegar na ponta”, para que os beneficiários tenham mais segurança para assumir postos formais de trabalho.

Nos últimos meses, o governo tem feito parcerias com empresas para tentar incentivar a contratação de beneficiários do Bolsa Família e pessoas registradas no CadÚnico. A avaliação no governo é que a iniciativa tem dado resultado.

Das 11,7 milhões de admissões registradas de janeiro a maio de 2025 no Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), principal indicador do mercado formal, 2,01 milhões foram de beneficiários do Bolsa Família, segundo cruzamento de dados feito pelo MDS. Isso significa uma proporção de 17,1%.

Já os desligamentos de integrantes do programa somaram 1,4 milhão, o equivalente a 13,1% do total de 10,7 milhões de demissões no mesmo período.

Entre o público do Bolsa, o saldo de emprego formal está positivo em 606,4 mil, o que representa 57,7% do saldo geral do Caged (1,05 milhão). Segundo técnicos do governo, a participação maior no saldo do que nas admissões e demissões indica que a permanência dos beneficiários do programa no mercado de trabalho formal está sendo maior do que nos demais grupos neste momento.

Em meio ao aquecimento do mercado de trabalho, empresários passaram a atribuir ao Bolsa Família as dificuldades de encontrar mão de obra disponível. O argumento é rejeitado pelo governo. “A gente precisa fazer uma reflexão realmente se o problema é a família do Bolsa Família ou se são as condições de trabalho. Que tipo de emprego está tendo no Brasil, principalmente para as mulheres?”, diz a secretária.

Ela reconhece, porém, que ainda há uma questão a ser melhor trabalhada: a elevada informalidade entre beneficiários do programa.

A professora do Insper Laura Müller Machado, colunista da Folha, avalia que o número de famílias que deixaram o Bolsa em julho é representativo, mas seria potencialmente maior caso houvesse um monitoramento mais próximo de famílias que estão, justamente, em situação de informalidade.

Segundo ela, as visitas domiciliares podem ajudar no acompanhamento e atualização da renda, mas os incentivos do programa também precisam de ajustes. Sob o desenho atual, o trabalhador formal acaba sofrendo uma espécie de punição no médio prazo, devido à saída do programa, enquanto os informais conseguem acumular o benefício e a remuneração do trabalho.

“Não é que o programa incentiva o não trabalho. Talvez não seja essa a intenção, mas ele incentiva a informalidade”, afirma Machado.

Para a especialista, seria importante prever um desenho que não transmita esse sinal de punição por encontrar um trabalho. “Quase um milhão de famílias saíram do programa, e que bom, precisa ser celebrado. Mas a família tem que sentir essa celebração. Então, em vez de retirar o benefício, ou reduzir à metade, poderia dar um prêmio a elas e fazer um acordo de saída mais suave”, diz.

Segundo ela, uma possibilidade seria oferecer aos beneficiários um bônus, financeiro ou não, para quem consegue emprego formal, além de uma redução mais gradual do valor do benefício. Hoje, o montante cai de 100% para 50% assim que há a colocação no trabalho com carteira assinada.

Em maio, o governo publicou uma portaria com mudanças na regra de proteção para restringir o acesso e reduzir a duração dos pagamentos. Agora, têm direito ao pagamento os beneficiários com renda entre R$ 218 e R$ 706 por pessoa – ou seja, o teto da regra de proteção não acompanha mais o salário mínimo. O prazo também caiu de 24 para 12 meses.

As novas regras foram aplicadas pela primeira vez no mês de julho. Segundo o MDS, 36 mil famílias preencheram as condições e foram colocadas sob a regra de proteção.

A saída de famílias do Bolsa não significa necessariamente a redução de alcance da política, já que o espaço no Orçamento pode ser usado para conceder novos benefícios a pessoas que estão em situação de pobreza e preenchem os requisitos, mas ainda não estão na folha de pagamento do programa.

Ainda assim, o desempenho de fato ajuda a reduzir a pressão sobre as despesas do governo. No início do ano, o Executivo negociou com o Congresso um corte de R$ 7,7 bilhões na reserva de recursos para o Bolsa em 2025, para acomodar o crescimento de outros gastos.

Sexta-feira: Arcoverde recebe edição do Ouvir Para Mudar

A governadora Raquel Lyra aproveita a agenda no Sertão e participa do Ouvir Para Mudar, programa de escutas do Governo de Pernambuco sexta-feira, dia 29. O evento está confirmado para as 15 horas na EREM Senador Viturino Freire, no Bairro do São Cristóvão. Em Arcoverde, Raquel tem como principal aliado o prefeito Zeca Cavalcanti,  do […]

A governadora Raquel Lyra aproveita a agenda no Sertão e participa do Ouvir Para Mudar, programa de escutas do Governo de Pernambuco sexta-feira, dia 29.

O evento está confirmado para as 15 horas na EREM Senador Viturino Freire, no Bairro do São Cristóvão.

Em Arcoverde, Raquel tem como principal aliado o prefeito Zeca Cavalcanti,  do Podemos.

O Ouvir Para Mudar é o programa de consulta popular do governo do estado de Pernambuco. O setores da sociedade participam, votam em uma ação e ajudam a priorizar as ações do governo para os próximos anos.

Tudo acontece de forma prática, respondendo a um questionário online através do site oficial do prograna ou votando presencialmente em encontros regionais.

“As ações mais votadas serão aquelas a serem debatidas pelo núcleo gestor de governo e estarão no topo da lista de prioridades a serem concretizadas”, diz o Governo de Pernambuco na sua página oficial.

Raquel vai aproveitar e prestigiar a programação do Festival Pernambuco Meu País no município,  que vai até o dia 31.

Camaragibe: TCE proíbe Meira de repassar verbas públicas aos blocos de carnaval

Prefeito de Camaragibe já estava sendo investigado pelo MPCO desde janeiro O conselheiro Carlos Porto, do Tribunal de Contas do Estado (TCE), expediu, nesta terça-feira (19), uma recomendação para o prefeito de Camaragibe, Demóstenes Meira (PTB), proibindo o gestor de pagar despesas do carnaval de 2019, inclusive patrocínios e apoios, com verbas públicas. O assunto […]

Prefeito de Camaragibe já estava sendo investigado pelo MPCO desde janeiro

O conselheiro Carlos Porto, do Tribunal de Contas do Estado (TCE), expediu, nesta terça-feira (19), uma recomendação para o prefeito de Camaragibe, Demóstenes Meira (PTB), proibindo o gestor de pagar despesas do carnaval de 2019, inclusive patrocínios e apoios, com verbas públicas. O assunto ganhou a mídia nacional após Meira convocar os comissionados para prestigiarem o show de sua noiva, também secretária municipal.

A determinação atendeu a requerimento da procuradora geral do Ministério Público de Contas (MPCO), Germana Laureano, protocolado nesta segunda-feira (18). A procuradora quer que o prefeito preste esclarecimentos sobre o uso de verbas públicas no carnaval da cidade, especialmente nos vários blocos e eventos em que a noiva do prefeito está anunciada como atração musical.

“Recomendo que não seja paga nenhuma despesa relativa ao Carnaval de 2019, inclusive apoios e patrocínios, até nova análise da questão pelo Tribunal de Contas, nos autos do Processo TC 1920880-7”, determinou Carlos Porto, relator das contas.  Este processo do TCE, aberto em janeiro antes da polêmica do show da noiva do prefeito, apura a inexistência de lei orçamentária válida, na cidade de Camaragibe, para o ano de 2019.

A investigação já tinha sido aberta em janeiro, a pedido do procurador Cristiano Pimentel, após o MPCO receber uma denúncia de vereador de Camaragibe. No caso, está sendo investigado se a aprovação do orçamento de 2019 seguiu o rito legislativo. Existe um conflito na cidade, entre o prefeito e alguns membros da Câmara de Vereadores.  Segundo o MPCO, em janeiro, o TCE já tinha enviado um “alerta” ao prefeito, indicando que era “crime de responsabilidade” executar despesas não aprovadas em lei orçamentária.

“Como aparentemente não tem orçamento aprovado em Camaragibe para 2019, com maior razão não devem ser pagas as despesas com carnaval”, defende a procuradora geral Germana Laureano.  A recomendação é válida até a equipe de auditores do TCE analisar se houve verba pública no carnaval da cidade.