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Campanha ‘Eu viro Carranca para defender o Velho Chico’ é lançada em coletiva de imprensa, no DF

Por André Luis

Foi lançada na tarde desta terça-feira (18/4), pelo Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio São Francisco (CBHSF), a 10ª edição da campanha “Eu viro Carranca para defender o Velho Chico”. A cerimônia de apresentação do mote “Velho Chico: gentes, tradições, vidas” aconteceu em coletiva de imprensa na Câmara dos Deputados, em Brasília.

Participaram membros da Diretoria Colegiada do Comitê, parlamentares e representantes dos povos tradicionais, além dos representantes da prefeitura de Paratinga, uma das cidade sede da campanha deste ano, Aristóteles Gomes e Alvino Souza, e da imprensa de todas as regiões da Bacia.

Juntamente com a campanha, foi anunciada a criação da Frente Parlamentar em Defesa do Rio São Francisco. Os deputados federais Paulo Guedes (PT-MG), Pedro Campos (PSB-PE) e Lucas Ramos (PSB-PE), participantes do grupo, discursaram na cerimônia.

A campanha de 2023 tem como principal objetivo dar visibilidade aos povos tradicionais da bacia. São eles: quilombolas, indígenas, comunidades de fundo de pasto, pescadores artesanais, ribeirinhos, sertanejos, vazanteiros, caatingueiros, geraizeiros, extrativistas, ciganos, povos de terreiros, dentre outros.

Além disso, o CBHSF busca mobilizar os diversos setores da sociedade para a necessidade urgente de revitalização do rio. Entre as exigências estão a criação de novas políticas públicas para as comunidades tradicionais que, de acordo com a campanha, viveram dentro um processo histórico de condições de desigualdade, isolamento geográfico e/ou cultural, tendo pouco acesso às políticas de cunho universal.

Maciel Oliveira, presidente do Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio São Francisco, ressaltou a necessidade da reestruturação da política nacional de recursos hídricos. “Não adianta a gente falar em defesa do Velho Chico sem falar em defesa do povo, da sobrevivência dessa população que está sendo ameaçada, dizimada”.

Ele destacou ainda a necessidade de apoio político e recursos para que a recuperação do Rio São Francisco e o investimento nos povos tradicionais da bacia aconteçam de forma adequada. “Antes, nós tínhamos uma Secretaria Nacional de Recursos Hídricos, a qual a Agência Nacional de Águas (ANA) era subordinada, e isso era muito importante. A água não é só uma questão de desenvolvimento. A água precisa ser uma questão de preservação e conservação”.

De acordo com o deputado federal Paulo Guedes, é preciso fazer as políticas públicas acontecerem na revitalização, preservação e saneamento do rio, além de gerar oportunidades para quem vive dele. “O Rio São Francisco e toda sua bacia tem um potencial imenso para cuidar melhor do seu povo, para produzir, para gerar emprego, renda, oportunidades. Mas, para isso, nós temos que fazer o dever de casa, que é salvar o rio”.

O deputado Pedro Campos, por sua vez, afirmou que a Frente Parlamentar em Defesa do Rio São Francisco inicia seus trabalhos com o foco em “povos e democracia”. “Entendemos que a água do Velho Chico e a sua bacia precisam ser geridas com o olhar daqueles que vivem nela e dependem dela para viver. É preciso aprofundar os instrumentos da democracia nas decisões que são tomadas em torno do rio.”

A Campanha

Em sua décima edição, a campanha “Eu viro carranca para defender o Velho Chico” já faz parte do calendário anual de eventos, tendo sido agraciada, em 2020, com o Prêmio ANA, da Agência Nacional de Águas, conquistando o 1° lugar na categoria Singreh (Sistema Nacional de Gerenciamento de Recursos Hídricos). O Prêmio ANA reconhece o mérito das iniciativas que se destacaram pela excelência de sua contribuição para a segurança hídrica do Brasil.

Com o objetivo de jogar luz sobre os graves problemas enfrentados pelo rio São Francisco, a campanha, promovida pelo Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio São Francisco, traz como tema deste ano a importância de se cuidar do manancial e de seus afluentes.

Este ano, a campanha terá atividades presenciais no dia 03 de junho, data em que se comemora o Dia Nacional em Defesa do Velho Chico. As atividades ocorrerão simultaneamente em quatro cidades da Bacia, uma em cada região fisiográfica. São elas: Felixlândia (MG – Alto SF), Paratinga (BA – Médio SF), Floresta (PE – Submédio SF) e São Brás (AL – Baixo SF). As informações são do CBHSF.

Outras Notícias

Visita de Gilson Machado a Caruaru levanta expectativas políticas para 2022

Diario de Pernambuco Como parte da comemoração dos mil dias do Governo Bolsonaro, o Ministro do Turismo, Gilson Machado, inaugurou em Caruaru a Pracinha da Cultura.  O evento contou com a presença de apoiadores do presidente Jair Bolsonaro (Sem partido), que chamaram Gilson de “governador” de Pernambuco.  O Ministro é um dos nomes no radar […]

Diario de Pernambuco

Como parte da comemoração dos mil dias do Governo Bolsonaro, o Ministro do Turismo, Gilson Machado, inaugurou em Caruaru a Pracinha da Cultura. 

O evento contou com a presença de apoiadores do presidente Jair Bolsonaro (Sem partido), que chamaram Gilson de “governador” de Pernambuco. 

O Ministro é um dos nomes no radar da oposição direitista, já tendo recebido acenos do Coronel Meira, presidente estadual do PTB.

Apesar de ser cotado como candidato a governador, o ministro afirmou que não usaria do seu cargo para promover política. 

“Eu não vou usar nunca o meu cargo para fazer campanha política, eu não sou leviano para isso”, disparou. 

O ministro, em seu discurso, também teceu elogios à prefeita de Caruaru, Raquel Lyra (PSDB), cotada para concorrer ao governo de Pernambuco, afirmando confiança na tucana, apesar do palanque dela estar fora do de Bolsonaro. 

O PSDB oficializou oposição ao presidente e tem os governadores João Dória e Eduardo Leite como pré-candidatos para concorrer à presidência em 2022, indo contra o presidente da república, caso Bolsonaro tente a reeleição.

Além de Gilson Machado, a direita conservadora pernambucana também pode apostar no nome da deputada Clarissa Tércio (PSC). 

“Pode ser o nosso ministro, Gilson Machado. Temos também outros nomes e eu posso citar mais uma pessoa: Clarissa Tércio. Se ela for convocada pelo presidente, ela virá para a missão de ser governadora de Pernambuco”, afirmou o Coronel Meira, em uma entrevista com o Diario no início de setembro. 

Dependendo das articulações, a oposição pernambucana pode chegar até cinco chapas em 2022, uma do PL com o PSDB, uma do DEM, uma do PSC, uma do PTB e uma do PT, caso esse último não se junte à Frente Popular, grupo liderado pelo PSB.

No evento desta terça-feira (28), em Caruaru, o ministro estava acompanhado pelo prefeito em exercício de Caruaru, Rodrigo Pinheiro (PSDB) e o deputado estadual Alberto Feitosa (PSC). O Secretário Especial da Cultura, Mário Frias, estava confirmado para o evento, mas não compareceu.

Caruaru desativa 1,7 mil vagas de emprego em janeiro, aponta Caged

Apesar do início negativo, a expectativa para 2018 é de criação de novas vagas, segundo o auditor fiscal do Ministério do Trabalho, Francisco Reginaldo Do G1 Um total de 1.793 postos de trabalho foram desativados enquanto 1.621 admissões foram registradas no mês de janeiro em Caruaru, no Agreste de Pernambuco. Os dados foram divulgados pelo […]

No primeiro mês do ano, os número apontaram uma variação de 172 empregos formais reduzidos no município (Foto: Cecília Morais/G1)

Apesar do início negativo, a expectativa para 2018 é de criação de novas vagas, segundo o auditor fiscal do Ministério do Trabalho, Francisco Reginaldo

Do G1

Um total de 1.793 postos de trabalho foram desativados enquanto 1.621 admissões foram registradas no mês de janeiro em Caruaru, no Agreste de Pernambuco. Os dados foram divulgados pelo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged). No primeiro mês do ano, os números apontaram uma variação de 172 empregos formais reduzidos no município.

Na microrregião onde o município está localizado – o Vale do Ipojuca – houve uma queda de 21 empregos. Em janeiro, conforme consta nos dados do Caged, 2.442 pessoas foram admitidas em toda a microrregião, enquanto 2.463 foram demitidas.

Em Caruaru, as ocupações de vendedor de comércio varejista e operador de caixa foram as que mais registraram demissões. Um total de 165 e 27 vagas de emprego formal foram reduzidas no período, respectivamente. Já costureiro de confecção e servente de obras foram as que mais registraram contratações, com 42 e 18 vagas geradas.

“Apesar desse início negativo, a expectativa para 2018 é de criação de novas vagas, já que a economia nacional está dando sinais de recuperação”, afirmou o auditor fiscal do Ministério do Trabalho, Francisco Reginaldo.

Em entrevistas à rádios, Lucas Ramos debate estadualização da Facape

Nesses últimos dias antes do início da campanha eleitoral, o pré-candidato a deputado estadual pela Frente Popular de Pernambuco Lucas Ramos (PSB) fez uma verdadeira maratona pelas rádios do Sertão pernambucano. Gravou entrevistas e participou de programas não só em Petrolina, mas em Belém de São Francisco, Cabrobó, Santa Maria da Boa Vista, Lagoa Grande […]

EntrevistanaEmissoraRural

Nesses últimos dias antes do início da campanha eleitoral, o pré-candidato a deputado estadual pela Frente Popular de Pernambuco Lucas Ramos (PSB) fez uma verdadeira maratona pelas rádios do Sertão pernambucano.

Gravou entrevistas e participou de programas não só em Petrolina, mas em Belém de São Francisco, Cabrobó, Santa Maria da Boa Vista, Lagoa Grande e até na cidade de Juazeiro, na Bahia. “É importante discutir ideias e, mais ainda, conhecer os anseios da população. Temos as rádios como grandes aliadas, pelo dinamismo e pela facilidade de interação com o público ouvinte”, destaca Lucas Ramos.

Em todas as entrevistas, um dos assuntos que mais gerou debate, inclusive com a participação de ouvintes, foi a estadualização das autarquias de ensino municipal. “A Facape, em Petrolina, é uma das 13 autarquias municipais de Pernambuco, instituições de ensino superior geridas pelas prefeituras, que cobram mensalidades dos alunos para arcar com parte dos custos de manutenção. Queremos que essas faculdades sejam gratuitas, assim como a Universidade de Pernambuco”, defende Lucas Ramos.

Água da Transposição fará conta de água subir em 8% em PE

Diário de Pernambuco A Transposição do Rio São Francisco sinaliza para ficar 100% pronta em 2018 e o passo seguinte do governo federal é repassar a água para os estados, que vão pagar por ela. Os cálculos estão em andamento, mas a estimativa é que a Compesa pague aproximadamente R$ 100 milhões por ano para […]

Diário de Pernambuco

A Transposição do Rio São Francisco sinaliza para ficar 100% pronta em 2018 e o passo seguinte do governo federal é repassar a água para os estados, que vão pagar por ela. Os cálculos estão em andamento, mas a estimativa é que a Compesa pague aproximadamente R$ 100 milhões por ano para poder usar a água dos canais. Como reflexo, a conta dos pernambucanos deve receber um aumento de cerca de 8%. O caso de Pernambuco, porém, tem uma condição: a água só terá utilidade com a entrega da Adutora do Agreste, obra que faz parte do projeto inicial do governo federal e é a conexão até as cidades pernambucanas. Sem adutora, o governo do estado não aceitará pagar pela água.

De acordo com o presidente da Compesa, Roberto Tavares, o entedimento é de que a água só pode ser considerada à disposição para Pernambuco quando tiver de fato utilidade. “Não vamos pagar pela água simplesmente por estar disponível para o estado, mas sem poder usar. Entendemos que não dá para acrescentar R$ 100 milhões aos custos fixos da Companhia sem poder abastecer as casas e, consequentemente, poder cobrar por ela. É um valor considerável a ser pago e que não vai chegar às casas porque a Adutora do Agreste não está pronta, justamente por falta de repasses do governo federal. Estamos questionando esse ponto”, explicou.

Todos os pernambucanos pagarão pela água, porque é uma despesa que entra para o geral da Compesa e não apenas para as contas das cidades atendidas.

A adutora atualmente precisa de R$ 579 milhões para ser concluída. No convênio firmado em dezembro do ano passado, a promessa do governo federal era repassar R$ 360 milhões neste ano e, até agora, só vieram R$ 56,5 milhões. “Hoje, a adutora tem 500 trabalhadores em 20 frentes de trabalho e, se não vierem novos repasses em até 15 dias, a obra poderá ter os canteiros desmobilizados novamente”, alertou o presidente.

Ainda segundo Tavares, se vierem pelo menos R$ 160 milhões, a obra que hoje atende apenas o município de Sertânia, conseguirá ter uma utilidade mais expressiva, levando água para mais 12 cidades. “Nesse cenário, a gente discute pagar pela água, de maneira proporcional. O acordado é que o governo federal receberia dos estados quando fizesse a água chegar aos municípios e a Adutora, que integra o plano da Transposição, é essencial. Em Pernambuco, só funciona com ela”, esclarece. A adutora completa atenderá 2 milhões de habitantes em quase 70 cidades.

De acordo com o Ministério da Integração, a Adutora do Agreste é considerada uma das prioridades da pasta. Em nota, informou que “as obras hídricas estruturantes são estratégicas para complementar a oferta d’água à população do semiárido nordestino, que sofre com o longo período de seca e estiagem.”

Além disso, informou também que o ministro Helder Barbalho tem tratado a obra com atenção.  “Por essa razão, desde sua posse, em maio de 2016, o ministro ampliou o repasse de recursos para a Adutora do Agreste – foram R$ 169,74 milhões destinados à obra. Nos últimos doze meses, o valor repassado pelo Ministério da Integração ao Governo do Estado representou um crescimento de mais de 150% se comparado ao mesmo período anterior.”

A comunicação do ministério destacou, ainda, que a carteira de projetos de responsabilidade da pasta reúne cerca de 1,5 mil obras em diferentes estágios de execução. “Mesmo com as restrições orçamentárias, o Ministério se esforça para manter o cronograma de repasses, especialmente nos temas que são considerados prioritários – como é o caso da Adutora do Agreste.”

Cálculo da água

O governo federal, via Ministério da Integração, calcula um custo aproximado de R$ 500 milhões por ano a ser pago pelos quatro estados beneficiados: Rio Grande do Norte, Ceará, Pernambuco e Paraíba. Duas possibilidades são estudadas:

1 – Pública

O governo federal escolheu a Companhia de desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf) para ser a operadora, que apresentou um estudo em novembro de 2016.

A estimativa do estudo era o montante entre R$ 525 milhões e R$ 623 milhões por ano, a ser pago pelos estados ao governo federal.

Em dezembro de 2016, a Agência Nacional das Águas (ANA) publicou nota técnica estimando um custo anual mais em conta, entre R$ 418 milhões e R$ 487 milhões.

O orçamento mais caro, nos dois casos, inclui os riscos com inadimplência

2 – Privada

Foi solicitado ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) um estudo de um modelo para repassar a gestão da água para a iniciativa privada, o que tiraria a despesa de cerca de R$ 500 milhões por ano dos cofres públicos. Quanto seria cobrado aos estados ainda não foi divulgado nesse formado.

Raquel no PSD até fevereiro, crava jornalista

O jornalista Elielson Lima foi um dos convidados da última reunião ASSERPE de 2024. Ao lado do jornalista Mário Neto, ele analisou os cenários políticos de 2025, destacando a polarização no Brasil e em Pernambuco. Quanto ao país, disse que o Bolsonarismo está perdendo espaço, mas não a direita, que tem nomes como Pablo Marçal, […]

O jornalista Elielson Lima foi um dos convidados da última reunião ASSERPE de 2024.

Ao lado do jornalista Mário Neto, ele analisou os cenários políticos de 2025, destacando a polarização no Brasil e em Pernambuco.

Quanto ao país, disse que o Bolsonarismo está perdendo espaço, mas não a direita, que tem nomes como Pablo Marçal, Tarcísio de Freitas, Ronaldo Caiado e Romeu Zema, enquanto a esquerda segue refém de Lula.

No campo estadual, afirmou também que as atuais pesquisas não definem o que será 2026. Também que o atual favoritismo de João Campos ainda passará por outras variáveis. Um exemplo é o da melhoria dos índices de aprovação do governo Raquel Lyra, bem diferentes dos dois primeiros anos.

Sobre a estratégia política da governadora, disse que até fevereiro, Raquel migra para o PSD de Kassab e André de Paula, colocando Lula com dois palanques em Pernambuco.