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Câmara de Vereadores de Santa Terezinha convoca aprovados em concurso

Por André Luis

O presidente da Câmara Municipal de Vereadores de Santa Terezinha está convocando através de edital, quatro candidatos aprovados no concurso público realizado em julho passado. Dos quatro convocados, dois são terezinhenses, inclusive um para a vaga de deficiente.

Nesta primeira convocação são dois aprovados para o cargo de auxiliar de serviços gerais: Roberto Felipe Melo Leite do Amaral; Cicero Bezerra dos Santos.

Os outros dois aprovados para o cargo de agente administrativo: Raila Tuane Prazeres de Lima; Eric Augusto Uchoa de Souza Lira.

Os convocados tem 30 dias para comparecer na sede da Câmara de Santa Terezinha, situada na Rua Prefeito Afonso Pereira Neto, nº 01, 1º andar no período de 24/11/2022 a 23/12/2022, das 08h às 12h com a documentação exigida mediante edital.

Segundo a comissão do concurso, o convocado que não apresentar a documentação exigida, e ou não comprovar os requisitos para investidura do cargo ou não pedir prorrogação de posse, implicará na impossibilidade de aproveitamento do candidato aprovado, anulando-se todos os atos e efeitos decorrentes da inscrição no concurso. As informações são do Blog do Pereira.

Outras Notícias

Precisamos olhar para a frente, defende Fredson da Perfil

Em entrevista ao Blog do Finfa, Fredson da Perfil, empresário e pré-candidato à prefeito de São José do Egito, expôs suas motivações para ingressar na política e concorrer nas eleições municipais de 2024. Ele criticou a ineficiência das políticas públicas na cidade nos últimos oito anos e enfatizou a necessidade de uma gestão participativa e […]

Em entrevista ao Blog do Finfa, Fredson da Perfil, empresário e pré-candidato à prefeito de São José do Egito, expôs suas motivações para ingressar na política e concorrer nas eleições municipais de 2024. Ele criticou a ineficiência das políticas públicas na cidade nos últimos oito anos e enfatizou a necessidade de uma gestão participativa e transparente.

Motivação 

Fredson destacou que sua decisão de se candidatar se baseia no desejo de melhorar a saúde pública e a infraestrutura da cidade, atualmente prejudicada pela falta de saneamento básico e ruas mal conservadas. Ele conta com o apoio de vários vereadores e do ex-deputado Zé Marcos de Lima, além de estar em constante diálogo com outras figuras políticas, como o Dr. Romero Guimarães, para fortalecer a oposição e unir forças em torno de um plano de governo sólido.

Caminhada política e apoio

Sobre o início de sua jornada política, Fredson relembra como teve que se apresentar à população, inicialmente conhecido apenas como empreendedor. “No final do ano de 2023, lancei meu nome à disposição e fui conversar com as pessoas, ouvi-las, para que elas entendessem o novo projeto para São José do Egito”, afirmou. A pré-candidatura de Fredson conta com o apoio de seis a sete vereadores de mandato, que buscaram um novo projeto para a cidade.

Animação e engajamento da população

Fredson está animado com a receptividade da população, especialmente na comunidade rural. “As pessoas estão entendendo que é hora de mudança e estão me abraçando. Isso me deixa muito feliz”, comentou.

Críticas à atual administração

Fredson fez duras críticas à atual administração, apontando problemas sérios na saúde pública e na valorização dos professores e aposentados. “Nossa saúde está muito deficitária, com pessoas desassistidas. Nosso maior desafio é trazer uma saúde pública digna para nossa cidade”, afirmou. Ele também expressou tristeza ao ver a cidade em más condições, com ruas mal conservadas e falta de saneamento básico, prometendo usar sua experiência na construção civil para revitalizar São José do Egito.

Apoio do partido Republicanos

Fredson confirmou sua filiação ao Partido Republicanos, agradecendo ao ministro de Portos e Aeroportos, Sílvio Costa Filho, pelo apoio. “Nós somos o partido 10, hoje fortes nesse processo de construção”, disse.

Diálogo com Dr. Romero Guimarães

Fredson mencionou estar em diálogo com Dr. Romero Guimarães, que também é pré-candidato. “Estamos conversando democraticamente, entendendo as propostas necessárias para São José e respeitando o Dr. Romério em seu processo democrático”, explicou. Fredson tem esperança de unir forças com Dr. Romero para um plano de governo robusto.

Visão para a cultura e empregabilidade

Fredson apresentou um sonho ambicioso para a cultura local, destacando a importância de valorizar os artistas e criar um mercado público reformado, um teatro e um cinema em São José do Egito. “Vamos gerar empregos e esperança para nosso povo, trazendo arte e cultura para nossa terra”, afirmou.

Resposta às críticas do candidato governista

Em resposta às críticas do candidato governista George Borja sobre “administrações desastrosas”, Fredson disse: “Estou preocupado com a administração desastrosa atual, que está a 300 metros da prefeitura e ainda assim temos a pior saúde do Pajeú. Gestão se faz olhando para frente, apoiando as pessoas e fazendo bem feito. Faço isso nas minhas empresas e está dando muito certo. Quero trazer esse modelo de gestão para São José do Egito.”

Fredson da Perfil se apresenta como um candidato comprometido com a mudança e a melhoria da qualidade de vida em São José do Egito, prometendo usar sua experiência empresarial para implementar uma gestão eficiente e inovadora. A íntegra da entrevista pode ser lida aqui.

Senado aprova impeachment de Dilma

Temer será efetivado Presidente A presidente Dilma Rousseff (PT), afastada do cargo desde maio, foi condenada nesta quarta-feira (31) pelo Senado no processo de impeachment por ter cometido crimes de responsabilidade na condução financeira do governo. O impeachment foi aprovado por 61 votos a favor e 20 contra. Não houve abstenções. Dilma perde o cargo de […]

dilma

Temer será efetivado Presidente

A presidente Dilma Rousseff (PT), afastada do cargo desde maio, foi condenada nesta quarta-feira (31) pelo Senado no processo de impeachment por ter cometido crimes de responsabilidade na condução financeira do governo. O impeachment foi aprovado por 61 votos a favor e 20 contra. Não houve abstenções.

Dilma perde o cargo de presidente. Em outra votação, o Senado deve decidir se Dilma perde também os direitos políticos. A decisão também abre caminho para que Michel Temer (PMDB) seja efetivado na Presidência da República até 2018. A posse de Temer deve ocorrer em rápida cerimônia no Senado ainda nesta quarta-feira, mas o horário ainda não foi definido.

Dilma deve ter 30 dias para o Palácio da Alvorada e manterá benefícios destinados a ex-presidentes, como o direito a utilizar funcionários públicos.

Em sua defesa no Senado, Dilma afirmou que não praticou irregularidades e que o impeachment é na verdade um “golpe de Estado” por ser motivado por razões políticas e por não ter existido crimes de responsabilidade em seu governo. Esses argumentos foram repetidos na segunda-feira (29) quando a petista passou 13 horas no plenário do Senado fazendo sua defesa, com um discurso pela manhã e respondendo questões dos senadores até o fim da noite.

Desde 2015, o impeachment mobilizou protestos em diversas cidades do país, tanto de defensores de Dilma quanto de manifestantes a favor de sua deposição do cargo.

No início do ano, as manifestações foram ganhando força. Em São Paulo, a maior delas ocorreu em 13 de março, reunindo 500 mil pessoas na avenida Paulista para protestar contra Dilma. Segundo o jornal “Folha de S.Paulo”, o ato superou em público a principal manifestação pelas Diretas Já, realizada em 1984 no Vale do Anhangabaú. Naquele dia ocorreram manifestações em todos os Estados e também no Distrito Federal.

Grandes atos pelo país se repetiram em 18 e 31 de março, 12 de abril, 16 e 20 de agosto. Um dos maiores atos contra o impeachment foi realizado no dia 31 de março e reuniu ao menos 146 mil pessoas em 25 Estados e no Distrito Federal, segundo números oficiais da Polícia Militar. Segundo organizadores, o público passou de 800 mil.

Uol

Dia do Rádio: forte e atual, veículo é acompanhado por 83% da população

O Dia Nacional da Rádio é comemorado hoje, dia 25 de setembro. A data lembra o nascimento de Roquete Pinto, nome com papel relevante na radiodifusão nacional. Essa data tem ainda mais simbologia depois da divulgação da pesquisa Inside Radio 2022. A pesquisa apontou que o veículo é ouvido por 83% da população, o que representa […]

O Dia Nacional da Rádio é comemorado hoje, dia 25 de setembro. A data lembra o nascimento de Roquete Pinto, nome com papel relevante na radiodifusão nacional.

Essa data tem ainda mais simbologia depois da divulgação da pesquisa Inside Radio 2022.

A pesquisa apontou que o veículo é ouvido por 83% da população, o que representa um aumento de 3% em comparação a 2021.

Em média, cada ouvinte gasta 3h58 com o rádio por dia. Que rede social entrega quatro horas de audiência diárias?

A evolução de como o conteúdo é consumido também chama a atenção: 80% ouvem pelo rádio comum, 26% pelo celular, 4% em outros equipamentos e 3% pelo computador.

A aferição da credibilidade é outro destaque: 56% dos entrevistados dizem que confiam no veículo para se manterem informados. Essa confiança pode ser determinante para a manutenção ou chegada de novos anunciantes.

Segundo o Inside Radio 2022, 82% dos ouvintes se lembram de ter ouvido propagandas no rádio e quase 40% já converteram o anúncio escutado em compras ou pesquisas. Em números consolidados, 6.677 anunciantes e 7.065 marcas investiram em rádio no 1º semestre de 2022, um aumento de 31% e 38%, respectivamente, em comparação a 2021.

O rádio se reinventa com as multiplataformas e sua presença nas redes sociais, mas sem perder suas características, seu jeito único de entreter, prestar serviço, informar. E Pernambuco se orgulha pelo papel relevante na sua história. Aqui nasceu o rádio no Brasil há 103 anos.

Aliás, precisamos ler e conhecer mais a nossa história.  Há muitos artigos acadêmicos e publicações sobre o papel do rádio pernambucano e seu comprovado protagonismo na radiodifusão nacional.

O rádio não compete com as redes sociais.  Agrega valor a elas. Ainda é o veículo mais próximo e mais querido da população. Por isso e por tanto amor é que, mesmo com blog líder no seu segmento na nossa região de atuação,  redes sociais com engajamento, nada me tirou do rádio.  Ele é o alicerce da minha vida pela força que tem, inigualável.  Viva o rádio!

Avaliação do Governo Nicinha em Tabira é negativa, diz Flávio Marques

Por Anchieta Santos O petista Flávio Marques, candidato derrotado na eleição de 15 de novembro/2020 na disputa pela Prefeitura de Tabira, foi convidado a avaliar os 100 dias da Prefeita Nicinha Melo em entrevista a Rádio Cidade FM.  Afirmando que a derrota por apenas 210 votos o coloca na oposição que lhe dá a obrigação […]

Por Anchieta Santos

O petista Flávio Marques, candidato derrotado na eleição de 15 de novembro/2020 na disputa pela Prefeitura de Tabira, foi convidado a avaliar os 100 dias da Prefeita Nicinha Melo em entrevista a Rádio Cidade FM

Afirmando que a derrota por apenas 210 votos o coloca na oposição que lhe dá a obrigação de fiscalizar a gestão e cobrar as promessas feitas pela prefeita vencedora. 

Flávio disse que a Prefeita Nicinha logo nos primeiros dias de gestão editou o decreto de emergência financeira e ao mesmo tempo já pagou R$ 8.500,00 de salário ao marido, 1º Damo, ex-prefeito referente a dezembro de 2012, débito já prescrito. 

Trinta e três veículos foram locados e 14 imóveis alugados, inclusive citando que motocicleta que na tabela Fipe tem valor total de R$ 2.800,00 a Prefeitura paga R$ 1.300,00 pela locação para a Secretaria de Agricultura. 

Lembrou a promessa de campanha de pagar aluguel social a famílias carentes + Sopão + Bolsa Familiar como complemento do Bolsa Família. Até agora apenas alugou a casa da sopa e só. 

De 19 ruas com recursos assegurados pela gestão Sebastião Dias, apenas duas estão sendo concluídas. Além da pista de Cooper ligando o centro da cidade ao Riacho do Gado, também não iniciada. 

Falando sobre a saúde, Flávio cobrou a promessa do parto cesariano prometido para o 1º mês de governo e até agora não aconteceu o 1º parto. Sobre as especialidades, Marques lembrou que são as mesmas ofertadas na gestão passada. Flávio também reclamou do sobre preço dos medicamentos e com documentos provou superfaturamento de até 334%. “Soro de R$ 3,00, a Prefeitura pagou R$ 14,00”. 

Considerou gravíssimas as denúncias do Coordenador Jurídico da campanha de Nicinha, Gilberto Oliveira, contra o Governo Municipal. E ainda acusou a Prefeita de alterar a legislação sobre construção de imóveis para beneficiar o marido Dinca na construção da Vila Chaves que foi embargada no governo passado. 

Chamado a dar uma nota para os 100 dias de Nicinha, Flávio Marques respondeu que a avaliação é abaixo de zero.

Artigo: O mordomo da vez é a geração de energia distribuída

Por Heitor Scalambrini Costa* “Se me enganas uma vez, a culpa é tua. Se me enganas duas vezes, a culpa é minha”. Anaxágoras (filósofo grego) Um dos clichês dos romances policiais do século XX é que o mordomo é sempre o principal suspeito, ou mesmo culpado pelo crime ou delito cometido no enredo da história. […]

Por Heitor Scalambrini Costa*

“Se me enganas uma vez, a culpa é tua. Se me enganas duas vezes, a culpa é minha”.

Anaxágoras (filósofo grego)

Um dos clichês dos romances policiais do século XX é que o mordomo é sempre o principal suspeito, ou mesmo culpado pelo crime ou delito cometido no enredo da história. O que não deixa de ser uma saída fácil demais para o mistério engendrado pelo autor.

No caso do setor elétrico, cuja privatização é o enredo principal desta triste história vivida pelo povo brasileiro, tudo começou com os argumentos de que o setor público não tinha os recursos financeiros necessários para investir na expansão, na inovação e modernização, para as exigências do desenvolvimento do país. Igualmente era questionada a capacidade gerencial do poder público, alguns afirmavam que o setor privado é mais eficiente, competitivo, e assim poderia oferecer a tão desejada modicidade tarifária, e excelência nos serviços prestados ao consumidor.  

A implementação do modelo mercantil fazia parte da transição econômica proposta pelo governo de plantão, de um modelo de crescimento impulsionado pelo Estado, para o crescimento impulsionado pelo mercado. O que se verificou, ao longo dos últimos 30 anos, desde a primeira privatização de uma distribuidora no governo do neoliberal FHC, é que os argumentos utilizados para justificar a privatização caíram por terra.

A privatização desestruturou o setor elétrico brasileiro, e não funcionou para os consumidores. Mas para os agentes do mercado, o Brasil tornou-se o paraíso, o país do capitalismo sem risco. A falta de planejamento, os problemas na regulação e fiscalização pelo conflito de interesses gerados, os reajustes acima da inflação baseados em contratos de privatização com cláusulas draconianas, e o precário e comprometido dos serviços prestados aos consumidores, afetou drasticamente a qualidade dos serviços, devido à falta de investimentos e a redução do número de funcionários qualificados, tudo para aumentar os lucros das empresas privadas.

A gota d’água para a desestruturação completa do setor elétrico foi a privatização da Eletrobrás. A partir de então perdemos a gestão dos reservatórios das usinas hidroelétricas para o setor privado, abrimos mão do planejamento e das políticas públicas para o setor.

No contexto pós-privatização, surgiram um emaranhado de órgãos públicos e privados, que fragmentaram a lógica do sistema elétrico brasileiro, até então baseado em uma operação colaborativa, cooperativa, flexível, cuja base era a geração hidrelétrica. Que ainda continua contribuindo com pouco mais de 50% na matriz elétrica nacional.

Uma das consequências, a principal deste desarranjo estrutural do setor, foi o aumento estratosférico das tarifas, tornando inacessível para grande parte da população o acesso a este bem essencial à vida. Para resolver os problemas criados com a privatização, nunca mencionada pelos que defendem este “crime de lesa-pátria”, mudanças, reestruturações, reformas, modernização foram realizadas ao longo dos últimos trinta anos sem que os problemas crônicos fossem solucionados. A mais recente “reforma estruturante” foi a proposta contida na Medida Provisória 1304/2025, conhecida como “MP do setor elétrico”, encaminhada pelo Ministério de Minas e Energia para o Congresso Nacional.

Em tempo recorde, bastou menos de 5 minutos para a MP ser aprovada por ambas casas legislativas. Entre tantas medidas pontuais aprovadas, nada estruturantes, e sem alteração direta nas tarifas. O agora Projeto de Lei de Conversão no 10, aguarda a sanção presidencial. Foi aprovado que todas as fontes de energia (renováveis e não renováveis), serão utilizadas para a geração elétrica. Inclusive a nucleoeletricidade, que inviabiliza o discurso que a MP vai baratear a conta de luz. O custo da eletricidade nuclear pode chegar a quatro vezes maior que a energia gerada pelas fontes renováveis. Além de prorrogar até 2040, o prazo para a contratação de usinas termelétricas a carvão mineral, combustível fóssil mais poluente e danoso, para o aquecimento global.

Entrevistado sobre a aprovação da MP, o ministro de Minas e Energia Alexandre Silveira, reconheceu que “os lobbies venceram o interesse público”, sem dúvida se referindo aos diversos lobbies que atuam junto ao setor, como o “lobby das baterias”, do “curtailment” (cortes na geração renovável) que briga pelo ressarcimento financeiro, o da “geração distribuída”, do “carvão”, o “lobby das hidroelétricas” que querem reduzir as exigências ambientais, da “abertura do mercado”, o “lobby do nuclear”, entre outros. Por sua vez o ex-ministro de Minas e Energia, e atual senador Eduardo Braga (PMDB/PA), relator da MP no Senado, ao ser perguntado sobre a aprovação, com mudanças em relação à proposta original do governo, disse que “foi discutido e aprovado o que foi possível, na democracia cada um defende seus interesses, e foi isso que aconteceu”. Declarações que evidenciam a ausência do Estado na definição das regras, normas, procedimentos. Não é mais o governo federal, através do Ministério de Minas e Energia, quem define as políticas do setor elétrico, quem planeja, coordena e implementa, são os interesses privados.

Com relação a geração distribuída com fontes renováveis é inegável os avanços na matriz elétrica brasileira com mais de 5 milhões de sistemas instalados com a micro (até 75 kW) e minigeração (de 75 kW até 5 MW), beneficiando em torno de 20 milhões de brasileiros, todavia uma parcela modesta em relação aos 93 milhões de unidades consumidoras cativas existentes.

A velocidade de introdução das fontes renováveis, principalmente pela geração centralizada, sem dúvida tem colaborado para criar uma instabilidade no setor elétrico. Devemos repensar e reconhecer que a intermitência gera instabilidade na rede elétrica. Várias alternativas existem para amenizar a instabilidade, implicando em inovação e altos investimentos, como por exemplo: reforço da rede de transmissão, armazenamento, uso de compensadores síncronos, sistemas híbridos com integração de mais de uma fonte, além da gestão inteligente da demanda com eficiência elétrica. A questão é quem irá pagar a conta.

Estes empreendimentos de geração centralizada necessitam de grandes áreas, e gera impactos tanto nas pessoas que vivem no entorno das instalações, como na natureza, com o desmatamento da Caatinga. É neste bioma, no Nordeste brasileiro, que está localizado mais de 85%, das centrais eólicas do país, e 60% da capacidade instalada de usinas solares de grande porte.

Não se pode minar as vantagens comparativas das fontes renováveis pela captura do mercado destes empreendimentos, que pelo frenesi de novas oportunidades de negócios agem com irresponsabilidade, leviandade, e em alguns casos, criminosamente.

No momento atual da completa falta de planejamento, de coordenação existente no setor elétrico, a limitação da participação da mini geração solar, das usinas solares e das centrais eólicas na matriz elétrica, seria uma ação a ser discutida para conter a sobre oferta, paralelamente a outras medidas. Em relação ao “curtailment” foi aprovado na MP, o ressarcimento parcial e retroativo para as empresas geradoras, não sendo considerado que o corte das renováveis é um risco inerente ao próprio negócio.

O que se tem verificado historicamente, é que as políticas públicas no Brasil priorizaram a expansão da oferta de energia para atender ao crescimento da demanda, em detrimento de medidas robustas de eficiência energética. O que resulta em um modelo que busca primariamente aumentar a capacidade de geração, o que tem acontecido com o crescimento vertiginoso da geração centralizada com fontes renováveis, e com propostas insanas de expandir o parque nuclear. Tal abordagem leva ao aumento de custos da energia, ao desperdício e aos impactos socioambientais.

Embora a oferta de energia tenha sido historicamente dominante, a mudança de paradigma é uma necessidade diante dos desafios provocados pela crise ecológica. E a transformação ecológica tem chances de acontecer se a sociedade consciente deixar de ser meros espectadores e se tornarem protagonistas.

*Heitor Scalambrini Costa é professor associado aposentado da Universidade Federal de Pernambuco