Câmara de Vereadores cobra explicações do Corpo de Bombeiros por caso relatado no blog
Por Nill Júnior
A Câmara de Vereadores de Afogados da Ingazeira se reuniu ontem (11) para realizar sua 41ª sessão ordinária.
Na Ordem do dia foi aprovado o Projeto de Lei Ordinária 014/2017 de autoria do Poder Executivo que revoga a lei municipal nº 258/2000 e cria, define, normatiza e regulamenta a concessão de benefícios eventuais no município de Afogados da Ingazeira. Continua tramitando na Casa Legislativa o Projeto de Lei Complementar nº 003/2017 que altera trechos do Código Tributário Municipal.
Nos requerimentos, destaque para o requerimento nº 309/2017 de autoria do Presidente da Casa, Igor Mariano (PSD) que solicita explicações do Comandante Geral do Corpo de Bombeiros no Estado de Pernambuco e do Secretário de Defesa Social do Estado de Pernambuco.
Na pauta a denúncia de negligência na prestação de serviço pelo Corpo de Bombeiros de Afogados da Ingazeira relatado pelo Sr. Severino da Silva aos microfones da Rádio Pajeú e publicado no nosso blog. “O povo reclama de pagar taxas porque não vê o serviço sendo oferecido com qualidade, é preciso explicações ao povo de Afogados da Ingazeira”, destacou o Presidente.
Outro destaque da sessão, foi o requerimento 308/2017 de autoria do vereador Raimundo Lima (PSB), que solicita que seja construída uma ponte ligando o Povoado de Alto Vermelho ao Distrito de Ibitiranga, um sonho antigo dos moradores daquela região. “Essa obra é um sonho antigo daquele povo, espero que nosso pedido seja atendido”, finalizou Raimundo Lima.
Considerando só números do Opinião em Serra Talhada, da pesquisa realizada em 28 a 30 de abril e divulgada no início de maio com a divulgada ontem e realizada dias 22 e 23 de dezembro, os números se mantiveram relativamente estáveis. Os dois levantamentos foram divulgados pelo Blog do Magno, parceiro do Instituto. Em final […]
Considerando só números do Opinião em Serra Talhada, da pesquisa realizada em 28 a 30 de abril e divulgada no início de maio com a divulgada ontem e realizada dias 22 e 23 de dezembro, os números se mantiveram relativamente estáveis.
Os dois levantamentos foram divulgados pelo Blog do Magno, parceiro do Instituto. Em final de abril , Luciano Duque tinha 42%. Agora, foi a 44,1%. Márcia tinha 31%. Foi a 33,3%. Cresceram praticamente a mesma coisa.
Gestão Márcia: a avaliação da gestão Márcia também oscilou positivamente dentro da margem de erro. Sete meses atrás, era aprovada por 55,7% dos serra-talhadenses e reprovada por 35,8%. Agora, aprovada por 57,4% de aprovação contra 29,8% de reprovação. Quadro relativamente estável.
Considerações políticas da pesquisa
Não tem jeito: a pesquisa explica a política. A estabilidade do cenário em uma recorte de sete meses favorece Luciano Duque. Até a eleição são 10 meses. Ou seja, trocando em miúdos, num português bem claro: se tudo continuar como antes, Duque é favorito.
Nesse aspecto, a pesquisa também foi boa pra Márcia, caso a utilize, assim como as internas que tem, pra fazer gestão e liderar. A Coluna avaliou inclusive com seus aliados: precisa de mais quadros competentes com alinhamento político, não bajuladores de rede social, mais de gente que vista a camisa administrativamente, menos de puxa-saquismo. Mais de sua liderança, menos passividade.
Dos dois, só quem tem a caneta e condição de virar o jogo é Márcia. Registre-se, Ela já teve de 74% a 82% de aprovação. Ninguém perde 20 pontos de avaliação positiva porque pegou uma friagem. Não é de hoje que muitos se perguntam se ela vai morrer abraçada com seu guru da comunicação, João Kosta, e entorno. “Sabe onde tem que reagir, já foi alertada, e não mexe “, diz um vereador aliado à Coluna. Vem perdendo a narrativa da comunicação, não explora os avanços, além de ser engolida quando erra por falta de uma reação profissional e coordenada, como no recente caso do lixão.
Alguns aliados de Luciano que não querem vê-lo tentar voltar à prefeitura pela projeção e espaços na Alepe venderam a ilusão de que Ronaldo de Dja cresceu e surpreendeu. Nenhum demérito a Ronaldo, mas dentre os que optam por ele na simulação com Márcia, estão os que votam no candidato e aqueles que optaram por ele porque não votam em Márcia.
Márcia perdeu terreno até nesse cenário. Chega apenas a 45,4%, enquanto Ronaldo de Deja aparece com 31,5%. Em 2020, Márcia teve 60,54% contra 39,45% da oposição. Assim, Ronaldo, fosse a bala de prata, deveria ter pontuado mais. Resumindo, não passa disso e o único real competitivo é Duque. A não ser que queiram um “perdedor de luxo”.
Outro ponto é que, para alguns interlocutores de Luciano, ele vai avaliar as pesquisas até março ou abril. Lá, baterá de fato o prego se vai á disputa ou não. Não quer ir ao embate se perceber que pode tomar uma virada de Márcia. E a maior probabilidade é de que lance o filho, Miguel Duque, e não Ronaldo, para manter palanque e espólio. A conferir.
O Tribunal de Contas de Pernambuco (TCE-PE) realizou, nesta quarta-feira (21), a primeira sessão do Pleno sob a presidência do conselheiro Carlos Neves, eleito para o biênio 2026-2027. Além dos membros conselho do Tribunal, a sessão teve a participação do novo auditor-geral, conselheiro substituto Luiz Arcoverde Filho, do procurador-geral do Ministério Público de Contas, Ricardo […]
O Tribunal de Contas de Pernambuco (TCE-PE) realizou, nesta quarta-feira (21), a primeira sessão do Pleno sob a presidência do conselheiro Carlos Neves, eleito para o biênio 2026-2027.
Além dos membros conselho do Tribunal, a sessão teve a participação do novo auditor-geral, conselheiro substituto Luiz Arcoverde Filho, do procurador-geral do Ministério Público de Contas, Ricardo Alexandre.
Na ocasião, o novo presidente foi saudado por todos os integrantes do Plenário, que desejaram êxito a sua gestão. O conselheiro Valdecir Pascoal, que presidiu o TCE no biênio 2024-2025, ressaltou a união do Pleno do Tribunal, seu espírito democrático e uma unidade centrada em defesa da instituição.
O presidente agradeceu as manifestações e enfatizou a importância do Tribunal de Contas e sua estabilidade política. “Levaremos o Tribunal de Contas com muita serenidade e leveza, com diálogo e compromisso, sempre com tudo muito planejado e estruturado”, comentou Carlos Neves.
Ainda na sessão, os conselheiros julgaram processos de recursos, embargos de declaração e agravos. Também foram aprovadas minutas e realizado um sorteio que definiu, por necessidade de redistribuição, em razão do impedimento do ex-presidente Valdecir Pascoal, processos da Defensoria Pública, sendo sorteado como novo relator o atual vice-presidente, conselheiro Marcos Loreto.
VOTO DE PESAR
Durante o Pleno, com proposição do presidente Carlos Neves, foi aprovado, por unanimidade, um voto de pesar pelo falecimento do ex-ministro Raul Jungmann, ocorrido no último domingo (18). “Independentemente da posição política, todos o reconheciam como um homem dedicado à causa pública”, comentou o presidente.
Nascido no Recife, Jungmann, ao longo de sua trajetória política, foi vereador pelo Recife, deputado federal e – em governos diferentes – ministro do Desenvolvimento Agrário, da Defesa e da Segurança Pública, entre outros cargos.
As sessões seguem amanhã (22), às 10h, com julgamentos de processos da Segunda Câmara. Na próxima terça-feira (27), também às 10h, as sessões da Primeira Câmara terão seu início.
A Prefeitura de Iguaracy, sob a gestão do prefeito Pedro Alves (PSDB-PE), informou em nota que um reparo provisório foi realizado no trecho da PE 292 que liga Iguaracy a Sertânia. No entanto, a administração municipal ressalta que é necessário que o Departamento de Estradas e Rodagens (DER) faça uma verificação mais aprofundada na situação da […]
A Prefeitura de Iguaracy, sob a gestão do prefeito Pedro Alves (PSDB-PE), informou em nota que um reparo provisório foi realizado no trecho da PE 292 que liga Iguaracy a Sertânia.
No entanto, a administração municipal ressalta que é necessário que o Departamento de Estradas e Rodagens (DER) faça uma verificação mais aprofundada na situação da via.
O Secretário de Obras da Prefeitura de Iguaracy, Fábio Torres, destacou a importância da manutenção da estrada para a segurança dos usuários.
“Embora tenhamos feito um reparo provisório, sabemos que o serviço não atende plenamente às necessidades da população. É fundamental que o DER venha até aqui para realizar uma avaliação completa e garantir a integridade da estrada.”
“A gestão reafirma seu compromisso em zelar pela segurança e bem-estar dos cidadãos, mas enfatiza que a colaboração do DER é essencial para resolver definitivamente o problema”.
Caro Nill Júnior, A Secretaria Estadual de Saúde (SES-PE) informa que o Governo de Pernambuco tem atuado com determinação para qualificar e ampliar a rede de assistência às pessoas suspeitas ou confirmadas para Covid-19 em todo o Estado. Em dois meses, já são 1.529 leitos em atividade, sendo 674 de UTI, em todas as macrorregiões […]
A Secretaria Estadual de Saúde (SES-PE) informa que o Governo de Pernambuco tem atuado com determinação para qualificar e ampliar a rede de assistência às pessoas suspeitas ou confirmadas para Covid-19 em todo o Estado.
Em dois meses, já são 1.529 leitos em atividade, sendo 674 de UTI, em todas as macrorregiões de Saúde do Estado. Importante frisar que a SES-PE tem trabalhado em um plano regionalizado para oferta de vagas, que estão sendo ocupadas de acordo com os encaminhamentos feitos pela Central de Regulação Estadual.
Em relação à Serra Talhada, sob gestão estadual, já há 13 leitos de enfermaria e um de estabilização, com suporte de respirador para estabilização dos casos graves, no Hospital Prof. Agamenon Magalhães (Hospam). A unidade também recebeu 10 novos respiradores para ampliar a assistência.
O serviço está readequando a estrutura de gás para colocar em funcionamento, já nos próximos dias, seus leitos de UTI.
Também já está sendo erguido um Hospital de Campanha na área do Hospital Geral do Sertão – Governador Eduardo Campos. O equipamento, que será exclusivo para pacientes suspeitos e confirmados da Covid-19, terá 95 leitos, sendo 72 de enfermaria, 22 semi-intensivos e 1 leito para estabilização – estes últimos com suporte de oxigênio e ventilatório.
Os pacientes chegarão ao local transferidos de outros serviços, por meio da Central de Regulação Estadual. No momento, a SES-PE está atuando para fazer o chamamento da Organização Social (OS) que irá administrar a unidade para colocar o serviço em funcionamento em breve.
A SES-PE reforça que essas são medidas integradas com outras ações do Governo de Pernambuco para prestar assistência à população pernambucana em todo o territórios estadual.
No entorno de Serra Talhada, já há leitos disponíveis no Hospital Regional Ruy de Barros Correia, em Arcoverde (16 leitos, sendo 5 leitos de enfermaria adulto, 2 leitos de enfermaria pediátrica, 1 leito de estabilização pediátrica e 8 leitos de UTI); Hospital Regional Inácio de Sá, em Salgueiro (25 leitos de enfermaria e 05 de UTI); e o Hospital Regional Emília Câmara, em Afogados da Ingazeira, que conta com 4 leitos de enfermaria. A unidade deve abrir nos próximos dias mais 6 leitos de enfermaria, totalizando 10 leitos para a Covid-19. Todos possuem salas de estabilização com respiradores.
Ainda há leitos de enfermaria e UTI em Ouricuri e Petrolina. A SES-PE ratifica que, havendo necessidade, o paciente é encaminhado com segurança para um leito que atenda a sua necessidade em algum serviço da rede, independente da região.
Por fim, a SES-PE ressalta que a criação de leitos para o atendimento de pacientes suspeitos ou confirmados pela Covid-19 não é uma prerrogativa exclusivamente do poder estadual, sendo imprescindível o empenho dos outros entres – municipal e federal.
É importante que os municípios pernambucanos também se mobilizem e criem seus equipamentos para reforçar a assistência e beneficiar a população pernambucana. Até o momento, dos 94 leitos pactuados para funcionamento pelas gestões municipais na XI Geres, já foram criados 87 leitos.
Por Heitor Scalambrini Costa* “Se me enganas uma vez, a culpa é tua. Se me enganas duas vezes, a culpa é minha”. Anaxágoras (filósofo grego) Um dos clichês dos romances policiais do século XX é que o mordomo é sempre o principal suspeito, ou mesmo culpado pelo crime ou delito cometido no enredo da história. […]
“Se me enganas uma vez, a culpa é tua. Se me enganas duas vezes, a culpa é minha”.
Anaxágoras (filósofo grego)
Um dos clichês dos romances policiais do século XX é que o mordomo é sempre o principal suspeito, ou mesmo culpado pelo crime ou delito cometido no enredo da história. O que não deixa de ser uma saída fácil demais para o mistério engendrado pelo autor.
No caso do setor elétrico, cuja privatização é o enredo principal desta triste história vivida pelo povo brasileiro, tudo começou com os argumentos de que o setor público não tinha os recursos financeiros necessários para investir na expansão, na inovação e modernização, para as exigências do desenvolvimento do país. Igualmente era questionada a capacidade gerencial do poder público, alguns afirmavam que o setor privado é mais eficiente, competitivo, e assim poderia oferecer a tão desejada modicidade tarifária, e excelência nos serviços prestados ao consumidor.
A implementação do modelo mercantil fazia parte da transição econômica proposta pelo governo de plantão, de um modelo de crescimento impulsionado pelo Estado, para o crescimento impulsionado pelo mercado. O que se verificou, ao longo dos últimos 30 anos, desde a primeira privatização de uma distribuidora no governo do neoliberal FHC, é que os argumentos utilizados para justificar a privatização caíram por terra.
A privatização desestruturou o setor elétrico brasileiro, e não funcionou para os consumidores. Mas para os agentes do mercado, o Brasil tornou-se o paraíso, o país do capitalismo sem risco. A falta de planejamento, os problemas na regulação e fiscalização pelo conflito de interesses gerados, os reajustes acima da inflação baseados em contratos de privatização com cláusulas draconianas, e o precário e comprometido dos serviços prestados aos consumidores, afetou drasticamente a qualidade dos serviços, devido à falta de investimentos e a redução do número de funcionários qualificados, tudo para aumentar os lucros das empresas privadas.
A gota d’água para a desestruturação completa do setor elétrico foi a privatização da Eletrobrás. A partir de então perdemos a gestão dos reservatórios das usinas hidroelétricas para o setor privado, abrimos mão do planejamento e das políticas públicas para o setor.
No contexto pós-privatização, surgiram um emaranhado de órgãos públicos e privados, que fragmentaram a lógica do sistema elétrico brasileiro, até então baseado em uma operação colaborativa, cooperativa, flexível, cuja base era a geração hidrelétrica. Que ainda continua contribuindo com pouco mais de 50% na matriz elétrica nacional.
Uma das consequências, a principal deste desarranjo estrutural do setor, foi o aumento estratosférico das tarifas, tornando inacessível para grande parte da população o acesso a este bem essencial à vida. Para resolver os problemas criados com a privatização, nunca mencionada pelos que defendem este “crime de lesa-pátria”, mudanças, reestruturações, reformas, modernização foram realizadas ao longo dos últimos trinta anos sem que os problemas crônicos fossem solucionados. A mais recente “reforma estruturante” foi a proposta contida na Medida Provisória 1304/2025, conhecida como “MP do setor elétrico”, encaminhada pelo Ministério de Minas e Energia para o Congresso Nacional.
Em tempo recorde, bastou menos de 5 minutos para a MP ser aprovada por ambas casas legislativas. Entre tantas medidas pontuais aprovadas, nada estruturantes, e sem alteração direta nas tarifas. O agora Projeto de Lei de Conversão no 10, aguarda a sanção presidencial. Foi aprovado que todas as fontes de energia (renováveis e não renováveis), serão utilizadas para a geração elétrica. Inclusive a nucleoeletricidade, que inviabiliza o discurso que a MP vai baratear a conta de luz. O custo da eletricidade nuclear pode chegar a quatro vezes maior que a energia gerada pelas fontes renováveis. Além de prorrogar até 2040, o prazo para a contratação de usinas termelétricas a carvão mineral, combustível fóssil mais poluente e danoso, para o aquecimento global.
Entrevistado sobre a aprovação da MP, o ministro de Minas e Energia Alexandre Silveira, reconheceu que “os lobbies venceram o interesse público”, sem dúvida se referindo aos diversos lobbies que atuam junto ao setor, como o “lobby das baterias”, do “curtailment” (cortes na geração renovável) que briga pelo ressarcimento financeiro, o da “geração distribuída”, do “carvão”, o “lobby das hidroelétricas” que querem reduzir as exigências ambientais, da “abertura do mercado”, o “lobby do nuclear”, entre outros. Por sua vez o ex-ministro de Minas e Energia, e atual senador Eduardo Braga (PMDB/PA), relator da MP no Senado, ao ser perguntado sobre a aprovação, com mudanças em relação à proposta original do governo, disse que “foi discutido e aprovado o que foi possível, na democracia cada um defende seus interesses, e foi isso que aconteceu”. Declarações que evidenciam a ausência do Estado na definição das regras, normas, procedimentos. Não é mais o governo federal, através do Ministério de Minas e Energia, quem define as políticas do setor elétrico, quem planeja, coordena e implementa, são os interesses privados.
Com relação a geração distribuída com fontes renováveis é inegável os avanços na matriz elétrica brasileira com mais de 5 milhões de sistemas instalados com a micro (até 75 kW) e minigeração (de 75 kW até 5 MW), beneficiando em torno de 20 milhões de brasileiros, todavia uma parcela modesta em relação aos 93 milhões de unidades consumidoras cativas existentes.
A velocidade de introdução das fontes renováveis, principalmente pela geração centralizada, sem dúvida tem colaborado para criar uma instabilidade no setor elétrico. Devemos repensar e reconhecer que a intermitência gera instabilidade na rede elétrica. Várias alternativas existem para amenizar a instabilidade, implicando em inovação e altos investimentos, como por exemplo: reforço da rede de transmissão, armazenamento, uso de compensadores síncronos, sistemas híbridos com integração de mais de uma fonte, além da gestão inteligente da demanda com eficiência elétrica. A questão é quem irá pagar a conta.
Estes empreendimentos de geração centralizada necessitam de grandes áreas, e gera impactos tanto nas pessoas que vivem no entorno das instalações, como na natureza, com o desmatamento da Caatinga. É neste bioma, no Nordeste brasileiro, que está localizado mais de 85%, das centrais eólicas do país, e 60% da capacidade instalada de usinas solares de grande porte.
Não se pode minar as vantagens comparativas das fontes renováveis pela captura do mercado destes empreendimentos, que pelo frenesi de novas oportunidades de negócios agem com irresponsabilidade, leviandade, e em alguns casos, criminosamente.
No momento atual da completa falta de planejamento, de coordenação existente no setor elétrico, a limitação da participação da mini geração solar, das usinas solares e das centrais eólicas na matriz elétrica, seria uma ação a ser discutida para conter a sobre oferta, paralelamente a outras medidas. Em relação ao “curtailment” foi aprovado na MP, o ressarcimento parcial e retroativo para as empresas geradoras, não sendo considerado que o corte das renováveis é um risco inerente ao próprio negócio.
O que se tem verificado historicamente, é que as políticas públicas no Brasil priorizaram a expansão da oferta de energia para atender ao crescimento da demanda, em detrimento de medidas robustas de eficiência energética. O que resulta em um modelo que busca primariamente aumentar a capacidade de geração, o que tem acontecido com o crescimento vertiginoso da geração centralizada com fontes renováveis, e com propostas insanas de expandir o parque nuclear. Tal abordagem leva ao aumento de custos da energia, ao desperdício e aos impactos socioambientais.
Embora a oferta de energia tenha sido historicamente dominante, a mudança de paradigma é uma necessidade diante dos desafios provocados pela crise ecológica. E a transformação ecológica tem chances de acontecer se a sociedade consciente deixar de ser meros espectadores e se tornarem protagonistas.
*Heitor Scalambrini Costa é professor associado aposentado da Universidade Federal de Pernambuco
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