Marconi Santana fecha dobradinha com Izabel Urquiza em Olinda
Por Nill Júnior
O candidato a Estadual Marconi Santana e Izabel Urquiza fecharam uma aliança para as disputas estadual e federal, com apoio recíproco entre os dois projetos e atuação conjunta no município.
Marconi disputará uma cadeira na Assembleia Legislativa. Izabel, pré-candidata a deputada federal, foi candidata à Prefeitura de Olinda no último pleito e recebeu 51.526 votos em 2024. Ela também já disputou a vice-governadoria de Pernambuco. A composição terá atenção especial em Jardim Fragoso, Cidade Tabajara e comunidades da região.
Ex-prefeito de Flores por quatro mandatos, Marconi ampliou sua presença para diferentes regiões de Pernambuco. Isabel é considerada uma parceira estratégica.
Economia vai decidir eleição Quando esteve conversando com esse blogueiro, o ex-ministro Gilson Machado, pré-candidato ao Senado, ouviu a seguinte análise: se em 2018, o combate à corrupção, o antipetismo e os reflexos da Lava Jato ajudaram a eleger Bolsonaro, a eleição de 2022 será definida pelo momento da economia. Gilson, um dos mais próximo […]
Quando esteve conversando com esse blogueiro, o ex-ministro Gilson Machado, pré-candidato ao Senado, ouviu a seguinte análise: se em 2018, o combate à corrupção, o antipetismo e os reflexos da Lava Jato ajudaram a eleger Bolsonaro, a eleição de 2022 será definida pelo momento da economia.
Gilson, um dos mais próximo do ex-presidente desviou e disse que o fato de o país experimentar, segundo ele, um governo sem corrupção, continuará pesando. E também disse que o Brasil foi o país do mundo que melhor lidou com a crise econômica global. E até defendeu que dá pra viver com os R$ 400 do Auxílio Brasil.
A reação essa semana à fala de Gilson por ouvintes da Rádio Pajeú dá o tom de como minha leitura estava correta. Muitos questionaram como, dada a inflação de dois dígitos carcomendo o poder de compra, se vive com dignidade mínima com o valor do socorro do Governo Federal. “Esse homem tá doido? Manda ele viver com R$ 400!” – foi quase um mantra quando uma pesquisa quis saber se a população estava trocando itens como carne e outros itens da cesta básica.
É a economia que vai definir a eleição de outubro no país. E Bolsonaro sabe disso. Prova foi o movimento para aprovar o projeto que fixa teto de 17% do ICMS sobre combustíveis, energia elétrica e serviços de telecomunicações e de transporte público (PLP 18/2022). A matéria volta à Câmara, definido que a União faça a compensação aos estados quando a perda de arrecadação passar de 5%.
Por isso Bolsonaro passa esse fim de semana revoltado com o tiro pela culatra da nova alta da gasolina, de 5,18% e do diesel, uma tacada de 14,26%. É quase como se o governo aliviasse com uma mão e a Petrobras tirasse com a outra. A ducha de água fria foi enorme, reforçando a total incapacidade do presidente de intervir na política de preços da petrolífera, virando piada e chacota na mídia e redes sociais.
Claro que outros aspectos também vão ser pesados. Quem rejeita Bolsonaro vai usar o desmonte no combate ao desmatamento da Amazônia, entregue aos assassinos de Dom e Bruno, sua verborragia golpista, insensibilidade. Os que condenam Lula vão atacar a volta do PT e das janelas para a corrupção ao poder, usar o discurso de que há de se combater a volta do comunismo, dentre outros mantras.
Mas é a situação econômica do país e da maioria das famílias que vai pesar mais na hora de votar. Por isso a preocupação de Bolsonaro e seu staff com os indicadores.
Segundo a pesquisa Vigisan (Inquérito Nacional Sobre Segurança Alimentar no Contexto da Pandemia Covid-19 no Brasil), realizada pela Penssan (Rede Brasileira de Pesquisa em Soberania e Segurança Alimentar e Nutricional), o número de famintos no país subiu de 19,1 milhões para 33,1 milhões em menos de 2 anos, 14 milhões a mais em comparação com 2019.
Com tanta inflação, de março de 2017 a março de 2022 o real perdeu 31,32% de seu valor e poder de compra. Em outras palavras, com o mesmo valor agora a gente consegue comprar apenas dois terços do que comprava naquele ano. Nada mais nada menos que 90% das profissões perderam poder de compra. E a aceleração desse fenômeno é muito maior no ciclo Bolsonaro.
Assim, a exceção dos acionistas da Petrobras e banqueiros, a grita é geral contra a condução de Paulo Guedes, Bolsonaro e demais membros da equipe econômica. E o pior, há pouco tempo hábil e espaço no orçamento para qualquer pacote de bondades que melhore essa condição. Por isso o discurso tirando o foco, falando de urna eletrônica, STF, Deus, pátria e família e outros mantras bolsonaristas. Em 2018, colou. Em 2022, aparentemente, não mais.
Municipalização
Em Serra Talhada, aliados de Márcia Conrado comemoram o anúncio de Sebastião Oliveira na vice de Marília Arraes. Isso porque terão mais um mote para “municipalizar” a eleição estadual. Não é Danilo contra Marília. É Márcia contra Sebastião.
Além do BBB
Naiara Azevedo, a sertaneja que estará na Expoagro em Afogados da Ingazeira, já foi muito criticada por sua proximidade com o presidente Bolsonaro. Já fez campanha publicitária para o governo e foi pedir apoio ao presidente para a sua classe. Dizem que onze a cada dez sertanejos são bolsonaristas.
Agora vai?
A ESSE Engenharia estava com homens iniciando reparos na PE 320, entre Afogados e Tabira, trecho mais crítico da via. A obra começou próxima ao Posto Alves. A esperança é de que o trabalho só pare quando todo o trecho for restaurado.
Licitada
O ex-prefeito de Afogados, presidente licenciado da AMUPE e pré-candidato a Deputado Estadual José Patriota (PSB) comemorou nas redes sociais o anúncio do edital da licitação da PE entre Tabira e Água Branca, que a muito esperava uma solução do Estado. “São 16km até a fronteira com Água Branca. Cerca de R$ 20 milhões investidos”. Ele ainda agradeceu ao governador Paulo Câmara, a Fernandha Batista e, claro, a Danilo Cabral.
O aperto
A ex-prefeita Madalena Britto até cumprimentou o prefeito Wellington Maciel na agenda com o governador Paulo Câmara, depois de notícias da relação estremecida entre os dois. Apesar disso, a ex-prefeita está de bode amarrado com o prefeito faz um tempo, alegando traição e falta de espaço na gestão. Nos bastidores, fala em falta de cumprimento de acordos de campanha.
77
A nota de Sebastião Oliveira para desmentir sua ida para o palanque de Marília no meio da semana foi só para gerar cortina de fumaça e evitar anunciar antes de avisar a Paulo Câmara que estava pulando fora. Antes disso, numa das entrevistas que deu a Francys Maya, perguntado se estava melhor após contrair Covid, disse que estava “77% recuperado”. Marília Arraes vai disputar o pleito com o número 77.
Antes do “Buracão”
Só pra constar, a cacetada de Rodrigo Novaes em Sebastião Oliveira é só mais um capítulo de rixa antiga. Em 2017, disse que Sebastião atrapalhava o governo Câmara. Oliveira rebateu o chamando de “desequilibrado”. Um ano depois, o Deputado Rodrigo cobrou o então Secretário pela situação das estradas. Sebá ignorou.
Frase da semana:
“Que vá embora, pode ir Secretário Buracão”.
De Rodrigo Novaes, criticando o Deputado Federal Sebastião Oliveira (Avante), que anuncia hoje seu ingresso na chapa encabeçada por Marília Arraes (SD).
O Prefeito de Tabira, Sebastião Dias (PTB) comentou no Programa Comando Geral da Rádio Pajeú com Aldo Vidal e Michelli Martins a informação de que uma pesquisa feita pelo PSB estadual mostra o gestor entre os piores do estado de Pernambuco. “Respeito a pesquisa, mas o que fiz em Tabira foi pagar duas folhas atrasadas da gestão […]
O Prefeito de Tabira, Sebastião Dias (PTB) comentou no Programa Comando Geral da Rádio Pajeúcom Aldo Vidal e Michelli Martins a informação de que uma pesquisa feita pelo PSB estadual mostra o gestor entre os piores do estado de Pernambuco.
“Respeito a pesquisa, mas o que fiz em Tabira foi pagar duas folhas atrasadas da gestão anterior, melhorar a saúde da população, realizar obras de calçamentos, tirar o povoado do Riacho do Gado do esgoto e ouvir a população para saber de suas necessidades”, disse o petebista.
Perguntado se teria pesquisa interna mostrando o contrário, Sebastião Dias afirmou que não iria gastar dinheiro com isso agora e que no ano que vem reunirá seu secretariado para fazer um balanço das ações para serem julgadas pela população.
Andréia Sadi O ex-presidente José Sarney fez lobby junto ao presidente Michel Temer pelo novo diretor-geral da Polícia Federal, Fernando Segóvia. Sarney, que é um dos principais aliados do presidente, esteve com Temer no final de semana passado. Mas desde setembro o ex-presidente se queixa a Temer de Leandro Daiello, que será substituído por Segóvia. […]
O ex-presidente José Sarney fez lobby junto ao presidente Michel Temer pelo novo diretor-geral da Polícia Federal, Fernando Segóvia. Sarney, que é um dos principais aliados do presidente, esteve com Temer no final de semana passado.
Mas desde setembro o ex-presidente se queixa a Temer de Leandro Daiello, que será substituído por Segóvia. Segundo o Blog apurou com fontes do governo, o lobby de Sarney junto a Temer pela troca na PF se intensificou no final de semana do dia 17 de setembro.
Sarney foi recebido pelo presidente no Palácio do Jaburu, quando tratou do assunto, segundo relatos obtidos pelo Blog. Segóvia foi superintendente da PF no Maranhão, base política de Sarney.
No sábado passado (4), quando Sarney foi ao Jaburu, Temer chamou Romero Jucá (PMDB-RR) também. O líder do governo no Senado era um dos principais entusiastas da troca no comando da Polícia Federal.
Em nota, a assessoria de Sarney disse que o ex-presidente não fez gestão por Segóvia junto a Temer. E que o fato do novo diretor ter sido superintendente da PF no Maranhão não significa que os dois sejam próximos.
Veja a íntegra da nota de Sarney:
Cara Andréia,
A propósito da matéria “Sarney fez lobby por novo diretor em encontro com Temer”, lhe esclareço que sua fonte está mal informada. Não indiquei o senhor Segóvia nem fiz qualquer gestão junto ao Presidente Temer para que fosse nomeado.
O fato de que foi Superintendente da Polícia Federal no Maranhão não significa que sejamos próximos. Enquanto esteve no Maranhão, ocupando o cargo — durante o Governo de Jackson Lago —, não estive com ele nenhuma vez.
Pedindo que esclareça esses fatos a seus leitores, cordialmente, José Sarney.
Relator no Superior Tribunal de Justiça viu ‘justa causa’ para apontar Wilson Lima como ‘partícipe’ em licitação direcionada e fraude na aquisição de 28 respiradores. Governador contesta. Por Rosanne D’Agostino/G1 A Corte Especial do Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu por unanimidade (12 votos a zero) nesta segunda-feira (20) aceitar denúncia que torna réu o […]
Relator no Superior Tribunal de Justiça viu ‘justa causa’ para apontar Wilson Lima como ‘partícipe’ em licitação direcionada e fraude na aquisição de 28 respiradores. Governador contesta.
A Corte Especial do Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu por unanimidade (12 votos a zero) nesta segunda-feira (20) aceitar denúncia que torna réu o governador do Amazonas, Wilson Lima (PSC).
Ele é acusado pelo Ministério Público de integrar um suposto esquema de desvio de recursos públicos na compra de respiradores destinados ao tratamento dos pacientes com Covid.
A denúncia apresentada em abril pela Procuradoria-Geral da República (PGR) menciona Lima e outros 15 acusados. A PGR estima prejuízo superior a R$ 2 milhões aos cofres públicos.
Ainda com a sessão em andamento no STJ, o governador divulgou a seguinte nota, contestando as acusações contra ele:
“Sobre a decisão de hoje, afirmo: as acusações contra mim não têm fundamento e tampouco base concreta, como ficará provado no decorrer do julgamento. Nunca recebi qualquer benefício em função de medidas que tomei como governador. A acusação é frágil e não apresenta nenhuma prova ou indício de que pratiquei qualquer ato irregular. Agora, terei a oportunidade de apresentar minha defesa e aguardar, com muita tranquilidade, a minha absolvição pela Justiça. Tenho confiança na Justiça e a certeza de que minha inocência ficará provada ao final do processo.”
A próxima etapa do caso são os depoimentos de testemunhas e a coleta de provas. Depois dessa fase, haverá o julgamento, que determinará se os acusados são condenados ou absolvidos.
Ao votar, o relator do caso, ministro Francisco Falcão, entendeu haver elementos suficientes para a abertura de uma ação penal contra o governador por supostos crimes de peculato, fraude, dispensa indevida de licitação, organização criminosa e embaraço às investigações.
“Neste exame não aprofundado da matéria, existe justa causa para se considerar o governador do Amazonas partícipe nos delitos de dispensa de licitação direcionada e partícipe da fraude na aquisição de 28 respiradores que tiveram preços elevados com abusividade”, afirmou Falcão.
Segundo o ministro, “não se trata de meras conjecturas, mas de indícios da participação do denunciado do acompanhamento do procedimento licitatório”.
O voto do relator foi acompanhado por Nancy Andrighi, Laurita Vaz, João Otávio de Noronha, Maria Tereza Assis Moura, Herman Benjamin, Jorge Mussi, Luís Felipe Salomão, Benedito Gonçalves, Raul Araújo, Paulo de Tarso Sanseverino e Isabel Galotti. Estavam ausentes os ministros Mauro Campbell e Og Fernandes. O presidente da Corte, Humberto Martins, não vota.
Defesa
O advogado Nabor Bulhões, responsável pela defesa de Wilson Lima, afirmou que a denúncia é “verdadeiramente ilegal e abusiva”.
“Poucas vezes vi o Ministério Público atuar tão incisivamente no que eu diria uso abusivo do poder de denunciação”, disse.
Acusação
Segundo a denúncia, em uma manobra conhecida como triangulação, a empresa fornecedora de equipamentos de saúde, que já havia firmado contratos com o governo, vendeu respiradores para uma adega por R$ 2,48 milhões.
No mesmo dia, a importadora de vinhos, diz a denúncia, revendeu os equipamentos para o estado por R$ 2,97 milhões. Após receber valores, a adega os teria repassado integralmente à organização de saúde.
A subprocuradora-geral da República Lindôra Araújo afirma no documento que se instalou no governo do Amazonas, sob o comando de Wilson Lima, “uma verdadeira organização criminosa que tinha por propósito a prática de crimes contra a administração pública, especialmente a partir do direcionamento de contratações de insumos para enfrentamento da pandemia, sendo certo que, em pelo menos uma aquisição, o intento se concretizou”.
O governador Wilson Lima foi alvo de mandados de busca e apreensão na primeira fase da Operação Sangria, em junho de 2020, e teve parte dos bens bloqueados pela Justiça (vídeo abaixo). Cinco envolvidos no suposto esquema, entre eles o ex-secretário de Saúde Rodrigo Tobias, chegaram a cumprir prisão temporária.
G1 Secretários do Ministério da Justiça colocaram os cargos à disposição após o agora ex-ministro da Justiça Sergio Moro ter se demitido do governo. São eles: Vladimir Passos de Freitas, secretário Nacional de Justiça, Rosalvo Franco, secretário de Operações Integradas eLuciano Timm, secretário Nacional do Consumidor Em uma rede social, Timm manifestou “absoluta e irrestrita” solidariedade […]
Secretários do Ministério da Justiça colocaram os cargos à disposição após o agora ex-ministro da Justiça Sergio Moro ter se demitido do governo.
São eles: Vladimir Passos de Freitas, secretário Nacional de Justiça, Rosalvo Franco, secretário de Operações Integradas eLuciano Timm, secretário Nacional do Consumidor
Em uma rede social, Timm manifestou “absoluta e irrestrita” solidariedade a Moro e disse que pretende garantir uma transição “segura” ao seu sucessor na secretaria.
“Conheci gente nova, aprendi coisas diferentes, mas acima de tudo servi ao meu país ao lado de uma equipe técnica, comprometida e honesta. Volto a fazer o que sempre soube, não sem antes garantir uma transição segura a(o) meu (minha) sucessor (a)”, escreveu.
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