Buíque: vereador diz que o que chegar de professor, vota contra. “Bicho ruim de dar voto”
Para agradar prefeito Arquimedes Valença, que nega direito à categoria, vereador diz que “não quer voto de professor”. Fala revoltou educadores e população.
Os professores e professoras da rede municipal de Buíque reclamam que continuam agredidos pelos poderes legislativo e executivo da cidade. Enquanto na maioria dos municípios, os educadores tiveram aumento do piso, em Buíque, há perda de direitos. O prefeito Arquimedes tem todos os 15 vereadores em sua base na Câmara. Não há oposição.
Na verdade, a gestão deu como uma mão e tirou com a outra. Dia 11 de maio fez uma sessão na surdina dando um aumento de 34%, mas tirou a gratificação do pó de giz de 30% que os educadores conseguiram com muita luta e às duras penas. Em suma, o aumento real foi de 4%.
A situação das escolas é tida como precária, a merenda só começou a ser distribuída em abril, falta material e suporte para os educadores.
Após a votação polêmica do projeto de lei que retira direitos da categoria, reduzindo drasticamente a gratificação de exercício do magistério, os vereadores da cidade permanecem ameaçando os profissionais. E os agredindo. É difícil acreditar se não tiver acesso ao vídeo e sua legitimidade.
Em pronunciamento, na última sessão da Câmara de Vereadores, o vereador Leonardo de Gilberto (MDB) chega a dizer que “professor não dá voto” e ridiculariza a categoria. “Tem um ex-vereador que era defensor dos professores. O pobre fez uma reunião a portas fechadas com professores. Quando abriu as urnas teve 400 votos e porque Arquimedes porque senão só tinha tido 30”.
E atira: “Eu não quero voto do professor não. Nem mãe que é professora vota em mim que eu não não acredito em voto da senhora não. Vou mostrar que tenho de mil e quinhentos a dois mil votos na outra eleição. Professor é bicho ruim de dar voto. Onde professor vota o cabra perde. O que chegar de professor eu sou contra”. Nenhum vereador reage ao absurdo.
“Os legisladores escolheram a categoria como seu maior inimigo, por estarem defendendo seus direitos e o piso salarial do magistério. É lastimável que professores e professoras sejam tratados com profundo desprezo por gestores municipais. Perseguem uma categoria que tem como propósito fazer dos filhos e filhas dos trabalhadores e trabalhadoras alcançarem o mínimo do conhecimento e desvendar a prática da leitura dos números”, diz a categoria em nota.



Nada será como hoje!
“Uma vez mais, venho pedir a todos os eleitores: não deixem de votar”. Do presidente do TSE, Luiz Roberto Cardoso. Ele promete, ao contrário de 15 de novembro, uma apuração rápida.
Em visita ao município de Bonito, nesta sexta (19), o deputado federal Gonzaga Patriota esteve ao lado do governador Paulo Câmara no lançamento da pedra fundamental de duas importantes instituições: a Companhia de Polícia Militar e o Batalhão do Corpo de Bombeiros do município.















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