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Brizola 100 anos: ideias permanecem vivas com Ciro Gomes 

Por André Luis

Por Pedro Josephi*

Neste sábado (22), Leonel de Moura Brizola completaria 100 anos. Uma das lideranças produzidas e formadas pela política brasileira mais conectadas com as entranhas do seu povo.

Foi o único a ser eleito governador em dois estados brasileiros, do Rio Grande do Sul e do Rio de Janeiro, além de ter sido prefeito de Porto Alegre e parlamentar. 

Sob os ideais trabalhistas, no Rio Grande, enquanto governador, promoveu a reforma agrária, sob a égide de uma firme organização política e social dos agricultores, e aqueceu a economia do estado por meio da agriculta familiar. 

Tinha um entendimento de induzir o desenvolvimento por meio da indústria, tendo implantado a Aços Finos Piratini, a Açúcar Gaúcho e outras de trigo. 

Entendendo o Estado como coordenador estratégico desse desenvolvimento, nacionalizou, de forma célere, a Companhia Elétrica para que não faltasse energia para as indústrias, após a recusa dos americanos em fazer as concessões. Triplicou, assim, a produção elétrica.

Por outro lado, Brizola garantiu o acesso à educação em todas as partes do Estado, multiplicou o número de escolas, criando uma rede pública de ensino primário e médio, além de formar e contratar dezenas de professores para o antigo “colegial”. 

Para financiar toda a política social do seu governo, criou de forma pioneira a Caixa Econômica Estadual com linhas de crédito popular e acessível aos parques industriais. 

Um visionário em defesa do Brasil e da democracia de tal forma que foi o principal líder, mentor e organizador da Campanha da Legalidade, uma mobilização da sociedade civil e dos segmentos militares para defesa da posse do presidente eleito, João Goulart, em sucessão à Jânio Quadros que renunciara.

Com a ditadura militar, mais a frente, foi obrigado a partir para o exílio. No seu retorno, mesmo tendo perdido a sigla tradicional trabalhista no Brasil, reorganizou as lideranças e fundou o PDT. 

Foi eleito governador do Rio de Janeiro com Darcy Ribeiro de vice. Juntos, implementaram os CIEPS (Centros Integrados de Educação Pública), cujo projeto arquitetônico era de Oscar Niemeyer, no qual, os alunos ficavam em horário integral e tinham acesso à alimentação supervisionada por nutricionistas, cuidados odontológicos, prática de esportes, leitura e de incentivo à cultura. 

Valorizando o samba como expressão popular e nacional, construiu o Sambódromo da Marquês de Sapucaí, projeto de Niemeyer, para o desfile das Escolas de Samba do Rio. 

A estrutura fora do carnaval era utilizada como salas de aula. Uma simbiose entre a revolução educacional e cultural. 

Como no Sul, emitiu títulos de posse para as comunidades do Rio, fez regularização fundiária e alterou a condução da segurança pública, afirmando ser a necessidade daqueles locais a presença e os serviços do Estado e não da polícia militar. 

“No meu governo, polícia não sobe o morro”, dizia. Não era um chamado à impunidade, mas a ciência de que o povo precisava emergencialmente de educação, emprego e renda, e não de repressão.

Brizola era um líder popular, nacionalista e também preocupado com os povos indígenas, com o povo negro e com a luta das mulheres. Abrigou no PDT nomes como Mário Juruna, primeiro indígena deputado federal; Carlos Alberto Oliveira, Caó, deputado constituinte responsável pela inclusão na Constituição do crime de racismo como inafiançável e imprescritível, militante negro, que também deu nome à lei 7.716/89, que regulamentou a previsão constitucional; Abdias do Nascimento, Lélia Gonzáles, dirigentes do Movimento Negro Unificado, entre outras figuras, como a sambista Beth Carvalho. 

Difícil era não ter em Brizola uma referência social. Alçado pela popularidade, tentou ser presidente em algumas oportunidades, sem sucesso eleitoral, mas foi fundamental para formação do Estado Brasileiro e da consciência nacional. 

Neste centenário do nascimento de Brizola, com um Brasil tão fragilizado, não é desarrazoado dizer: que falta nos faz Leonel! 

As ideias de Brizola permanecem vivas na forma do Projeto Nacional de Desenvolvimento defendido e encabeçado por Ciro Gomes e Carlos Lupi. Pátria livre! Venceremos!

*Pedro Josephi, advogado, professor de Direito e presidente da Fundação Leonel Brizola – Alberto Pasqualini

Outras Notícias

Em Serra Talhada, Márcia Conrado abona eleição de Gilliard Mendes para presidir Câmara

A prefeita de Serra Talhada, Márcia Conrado, recebeu nesta sexta-feira, 6, vereadores do município, após entendimento entre os parlamentares para a definição da composição da nova mesa diretora. O vereador Gilliard Mendes assumirá a presidência da Casa Legislativa, com o aval da gestora. “Serra Talhada ganha quando trabalhamos com diálogo, responsabilidade e compromisso com a […]

A prefeita de Serra Talhada, Márcia Conrado, recebeu nesta sexta-feira, 6, vereadores do município, após entendimento entre os parlamentares para a definição da composição da nova mesa diretora.

O vereador Gilliard Mendes assumirá a presidência da Casa Legislativa, com o aval da gestora.

“Serra Talhada ganha quando trabalhamos com diálogo, responsabilidade e compromisso com a nossa população. A força de um grupo está justamente na capacidade de construir entendimentos e colocar os interesses do povo acima de qualquer diferença”, afirmou a prefeita.

A gestora também ressaltou a importância da relação institucional entre Executivo e Legislativo, “respeitando a independência de cada Poder, mas mantendo a disposição para trabalhar em pautas convergentes”.

Márcia Conrado também fez questão de agradecer ao atual presidente da Câmara, Manoel Enfermeiro, pelo trabalho desenvolvido ao longo de seus mandatos à frente do Legislativo municipal. “Quero agradecer a Manoel Enfermeiro por todos esses anos de dedicação, conduzindo a Câmara e defendendo os interesses da população de Serra Talhada. Desejo a Gilliard Mendes muito sucesso nessa nova missão, assim como a todos os integrantes da Mesa Diretora. Que seja um período de muito trabalho, diálogo e conquistas para o nosso povo”, concluiu.

João Paulo só pode estar se fazendo de doido…

João Paulo apoiou a governadora Raquel Lyra e desde o início, sabia de sua defesa da concessão dos serviços de água e esgoto da Compesa. A governadora inclusive manteve em campanha sua defesa do projeto alegando que ele vai representar universalização da distribuição de água e esgoto até 2030 em Pernambuco. A questão do aumento […]

João Paulo apoiou a governadora Raquel Lyra e desde o início, sabia de sua defesa da concessão dos serviços de água e esgoto da Compesa.

A governadora inclusive manteve em campanha sua defesa do projeto alegando que ele vai representar universalização da distribuição de água e esgoto até 2030 em Pernambuco. A questão do aumento nunca foi negada por ela, mesmo que soasse como impopular. João Paulo a apoiou e não pode dizer que não sabia disso, sob pena de ser acusado de desconhecedor dos grandes temas do estado.

Agora, depois de ajudar Raquel, vem com essa:

“A classe trabalhadora não pode pagar a conta da privatização. Foi anunciado o aumento de quase 9% na conta de água dos pernambucanos, que ainda estão sofrendo com falta de água nas torneiras. Lutamos contra a privatização e alertamos para o risco de haver aumento do custo sem melhora no serviço. Seguiremos na luta em defesa dos trabalhadores da Compesa e da população”.

Ora, o projeto de concessão era parte do pacote de medidas defendidas por Raquel que João, no seu direito, ajudou a reeleger. Vai dizer que não sabia?

Só pode estar pagando de doido…

Base de Fredson fecha apoio a Luiz de Raimundo para presidência da Câmara

Os sete vereadores que integram a base do prefeito Fredson Brito chegaram a um acordo político para a formação da próxima Mesa Diretora da Câmara Municipal de São José do Egito. O entendimento definiu Luiz de Raimundo como candidato à presidência do Legislativo. A composição terá Aldo Lima como vice-presidente, Vicente de Vevéi na primeira-secretaria […]

Os sete vereadores que integram a base do prefeito Fredson Brito chegaram a um acordo político para a formação da próxima Mesa Diretora da Câmara Municipal de São José do Egito. O entendimento definiu Luiz de Raimundo como candidato à presidência do Legislativo.

A composição terá Aldo Lima como vice-presidente, Vicente de Vevéi na primeira-secretaria e Tadeu do Hospital na segunda-secretaria. Também ficou definida a vereadora Patrícia de Bacana como líder do governo na Câmara, tendo Gerson Sousa como vice-líder.

O acordo foi articulado com a participação das lideranças políticas Flávio Menezes, Edvaldo Campos, Jonielson Costa, Ronaldo Muniz e Augusto Valadares.

Conhecidas historicamente pelas disputas acirradas e articulações de última hora, as eleições da Câmara poderão ter, pela primeira vez em muitos anos, uma candidatura construída antecipadamente com o apoio unificado da base governista.

Adelmo Moura e Aline Karina tratam notícia de candidaturas separadas como fake news

Repercutiu a informação de que Itapetim poderia ter a atual prefeita Aline Karina e o ex-prefeito aliado Adelmo Moura em candidaturas distintas à prefeitura de Itapetim em 2028. Isso só ocorreria em um racha envolvendo o líder político e a atual prefeita. Nos bastidores,  os dois trataram a notícia como plantada por opositores e sem […]

Repercutiu a informação de que Itapetim poderia ter a atual prefeita Aline Karina e o ex-prefeito aliado Adelmo Moura em candidaturas distintas à prefeitura de Itapetim em 2028.

Isso só ocorreria em um racha envolvendo o líder político e a atual prefeita. Nos bastidores,  os dois trataram a notícia como plantada por opositores e sem nenhuma possibilidade,  dado o alinhamento e fidelidade política de ambos.

Tanto a prefeita Aline Karina como o ex-prefeito Adelmo Moura negam qualquer afastamento e tratam a informação como fake news. Ao contrário,  dizem estar mais alinhados que nunca.

Lula faz primeiros acenos concretos na direção de ajuste fiscal e alinha discurso com propostas de Durigan

Após relutar em seguir o tempo do mercado, o presidente Lula fez os primeiros acenos concretos na direção de adotar um ajuste fiscal, comprometendo-se com responsabilidade fiscal e “economia arrumada” para atrair investimentos. Ao mesmo tempo, afastou a possibilidade de adotar “fórmulas mágicas” e alinhou o discurso interno com as propostas do ministro da Fazenda, […]

Após relutar em seguir o tempo do mercado, o presidente Lula fez os primeiros acenos concretos na direção de adotar um ajuste fiscal, comprometendo-se com responsabilidade fiscal e “economia arrumada” para atrair investimentos.

Ao mesmo tempo, afastou a possibilidade de adotar “fórmulas mágicas” e alinhou o discurso interno com as propostas do ministro da Fazenda, Dario Durigan.

Lula vai analisar medidas assim que voltar de sua viagem internacional à Turquia e Filipinas. Ele embarca na segunda-feira (9) e retorna na outra semana.

Até lá, os ministros Dario Durigan e Bruno Moretti (Planejamento) vão fechar as propostas que garantam o cumprimento do centro das metas fiscais, sem exceções, preservando os programas sociais e as promessas do presidente Lula.

Segundo participantes do encontro do presidente Lula com seus ministros, ex-ministros e economistas ligados ao PT desta quinta-feira (5), a “reunião foi produtiva”, dissipou “dúvidas” que poderiam existir na cabeça de Lula e de seu vice, Geraldo Alckmin.

E também alinhou o discurso interno com as propostas que estão sendo defendidas pelo ministro Dario Durigan de perseguir o centro da meta fiscal, sem nenhum tipo de exceção, como pagamento de precatórios.

Durante a reunião no Palácio da Alvorada, a proposta do economista André Lara Resende, de fazer um plano para tabelar a taxa de juros e as metas fiscais, foi mencionada, mas descartada por ser considerada de alto risco num ano em que o país enfrentará desafios, como um crescimento menor e inflação pressionada pelo El Niño, combustíveis e entrada em vigor da nova escala de trabalho 5×2.

“A reunião foi produtiva, desanuviou as ideias do presidente e do vice sobre propostas mágicas e alinhou o discurso interno”, disse um participante do encontro, acrescentando que o presidente deu sinal verde para que os ministro Dario Durigan e Bruno Moretti fechem as medidas para garantir superávit primário, sem exceções, mantendo todos os programas sociais.

Ao final do dia, depois de o presidente Lula também falar sobre responsabilidade fiscal em evento no Palácio do Planalto, a avaliação interna no governo é que o saldo da quinta-feira foi positivo, passando a mensagem para os investidores e economistas de que o Lula 4 fará o ajuste fiscal necessário para levar a uma redução da dívida pública.

No Planalto, Lula disse que vai trabalhar para ter uma economia “arrumada”, com responsabilidade fiscal e jurídica, na busca de atrair investimentos.

Segundo integrantes da reunião com o presidente, a fala dele no final do dia foi muito importante porque passou o recado de que ele terá responsabilidade fiscal, de que vai trabalhar para atrair investimentos e arrumar a casa.

Essa será a linha do pronunciamento do presidente no domingo (8) em cadeia aberta de rádio e TV, quando irá prometer pacificar o país, continuar reduzindo a pobreza no país e com responsabilidade fiscal para arrumar a economia brasileira.

A fala será genérica na economia, sem anúncio de medidas, mesmo porque elas ainda não estão fechadas, mas na direção de um ajuste na casa.