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Brasil mantém estabilidade de casos e óbitos por SRAG, diz boletim

Por André Luis

Divulgado nesta quarta-feira (20/10), o novo Boletim InfoGripe mostra que Brasil mantém sinal de estabilidade de casos e óbitos por Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG). A análise destaca que, entre os estados e capitais com sinal de crescimento recente de SRAG, a ampla maioria é compatível com o cenário de oscilação em torno de patamar estável, com exceção dos estados do Rio Grande do Norte (RN) e Sergipe (SE). Em ambos, os dados por faixa etária sugerem se tratar de crescimento concentrado fundamentalmente em crianças de 0-9 anos, além da faixa de 60-69 anos no RN.

O documento também indica que o Distrito Federal confirma reversão da tendência de crescimento em idosos, mantendo a queda apresentada na última semana. Além disso, o Espírito Santo interrompe tendência de crescimento em idosos, revertendo o cenário para uma situação de estabilidade em patamar relativamente baixo em relação ao histórico de epidemia de Covid-19.

Quanto aos novos casos de SRAG por faixa etária, o Boletim verificou cenário de estabilidade, com pequenas oscilações, em todas as faixas analisadas. Para o grupo entre 0-9 anos de idade, no entanto, a estabilização se dá em valores entre 1 mil a 1.200 casos semanais, valores próximos ao que se registrou no pico de julho de 2020 (1.282 casos na Semana Epidemiológica 29).

Nas demais faixas etárias, o patamar atual representa os menores valores desde o início da epidemia no Brasil. Entre os casos positivos de SRAG ao longo de 2021, 0,1% foram positivos para Influenza A; 0,1% para Influenza B; 0,3% para Vírus Sincicial Respiratório (VSR); e 98,1% para Sars-CoV-2 (Covid-19).

A presença de VSR é marcante entre crianças entre 0-9 anos ao longo deste ano, sendo superior aos casos positivos para Sars-CoV-2 nessa faixa etária, principalmente por conta dos estados do Centro-Sul do país. Entre adultos acima de 19 anos, o predomínio do vírus associado à Covid-19 ainda é extremamente elevado em todos os estados.

“Em função do avanço da cobertura vacinal de primeira e segunda dose entre adultos e jovens adultos, é fundamental acompanhar a evolução de casos entre a população de crianças, adolescentes e idosos a fim de  acompanhar a tendência do nível de transmissão comunitária”, ressalta o pesquisador Marcelo Gomes, coordenador do InfoGripe. Tais dados estão presentes no Anexo I do boletim semanal do InfoGripe e no repositório público do sistema, na pasta de imagens das UFs.

O estudo, que tem como base os dados inseridos no Sistema de Vigilância Epidemiológica da Gripe (Sivep-Gripe) até o dia 18 de outubro, é referente à Semana Epidemiológica (SE) 41, período de 10 de setembro a 16 de outubro. Em nível nacional, o cenário atual aponta para indícios de estabilidade na tendência de longo prazo (últimas seis semanas) e de crescimento leve na tendência curto prazo (últimas três semanas).

“Por se tratar de crescimento leve, é ainda compatível com cenário de estabilidade, porém aponta necessidade de cautela e acompanhamento adequado do impacto das medidas de flexibilização em decorrência da interrupção na tendência de queda”, afirma Gomes.

Por macrorregião, a investigação observa que o Acre e o  Maranhão possuem todas as macrorregiões de saúde abaixo do nível alto. As demais 25 unidades federativas contam pelo menos uma macrorregião de saúde com nível de transmissão comunitária alto ou mais elevado, sendo o Distrito Federal e o Paraná os únicos locais com todas suas macrorregiões acima do nível alto. O Paraná também é o único estado a possuir uma macrorregião ainda em nível considerado extremamente alto. No entanto, o Boletim ressalta que a quantidade total de macrorregiões em nível muito elevado ou extremamente elevado vem diminuindo gradativamente.

Unidades Federativas

Apenas nove das 27 unidades federativas apresentam sinal de crescimento na tendência de longo prazo (últimas seis semanas) até a SE 41:  Alagoas, Amapá, Ceará, Piauí, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Sergipe e Tocantins. Porém, na maioria desses estados o cenário de crescimento recente é compatível com oscilação em torno de um valor estável. No RN e SE, os dados por faixa etária sugerem se tratar de crescimento concentrado fundamentalmente em crianças de 0-9 anos, além da faixa de 60-69 anos no RN.

Dentre os demais estados, 12 apresentam sinal de queda na tendência de longo prazo: Acre, Amazonas, Distrito Federal, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraíba, Paraná, Rio de Janeiro, Rondônia e São Paulo. No DF em particular, os dados desta atualização confirmam a reversão da tendência de crescimento entre idosos, mantendo sinal de queda nas últimas semanas.

Finalmente, três UFs apresentam sinal de crescimento apenas na tendência de curto prazo (últimas três semanas): Espírito Santo, Pernambuco e Paraná, porém todos com situação compatível com oscilação em torno de valor estável. A leve tendência de aumento em idosos acima de 70 anos que vinha se mantendo desde a SE 32 no ES dá sinais de interrupção, entrando em estabilidade.

Os estados de Alagoas, Ceará, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul e Sergipe apresentam sinal forte de crescimento (prob. > 95%) na tendência de longo prazo e moderado (prob. > 75%) na tendência de curto prazo. Amapá, Piauí, Santa Catarina e Tocantins apresentam sinal de crescimento moderado (prob. > 75%) na tendência de longo prazo. Com exceção do RN e SE, em todo o cenário é compatível com oscilação em torno de patamar estável. No RN, observa-se tendência de crescimento principalmente entre crianças de 0-9 anos e idosos entre 60-69 anos, enquanto no SE está concentrado apenas nas crianças de 0-9 anos.

Espírito Santo, Pernambuco e Paraná apresentam sinal de crescimento apenas na tendência de curto prazo, e compatível com cenário de leve oscilação apenas. No ES, a tendência de crescimento entre idosos a partir de 70 anos, que se observava em boletins anteriores, dá sinais de interrupção, entrando em situação de estabilidade.

Capitais

Segundo a análise, dez das 27 capitais apresentam sinal de crescimento na tendência de longo prazo (últimas seis semanas) até a SE 41: Aracaju (SE), Florianópolis (SC), Fortaleza (CE), Macapá (AP), Maceió (AL), Natal (RN), Palmas (TO), Porto Alegre (RS), Salvador (BA) e Teresina (PI). No entanto, assim como destacado para os estados, a análise da evolução temporal por faixa etária segure tratar-se apenas de crescimento leve compatível com oscilação ao redor de patamar estável, com exceção de Aracaju e Natal que apresentam sinal mais sugestivo de crescimento em crianças de 0-9 anos, além dos idosos entre 60-69 anos em Natal.

Em nove capitais observa-se sinal de queda na tendência de longo prazo: Belém (PA), Campo Grande (MS), Curitiba (PR), Goiânia (GO), João Pessoa (PB), Manaus (AM), Rio Branco (AC), Rio de Janeiro (RJ) e São Paulo (SP). Além disso, três capitais apresenta sinal de crescimento apenas na tendência de curto prazo (últimas três semanas): Manaus (AM), Porto Velho (RO) e Recife (PE). Porém, os dados sugerem tratar-se de leve crescimento associado a possível oscilação, apenas.

Quantos aos indicadores de transmissão comunitária, a maioria das capitais encontram-se em macrorregiões de saúde com nível alto ou muito alto, embora diminuindo gradativamente. Das 27 capitais, uma integra macrorregião de saúde em nível pré-epidêmico (São Luís), uma integra macrorregião de saúde em nível epidêmico (Rio Branco), 19 integram macrorregiões de saúde em nível alto (Aracaju, Belém, Boa Vista, Campo Grande, Cuiabá, Fortaleza, João Pessoa, Macapá, Maceió, Manaus, Natal, Palmas, Porto Alegre, Porto Velho, Recife, Rio de Janeiro, Salvador, Teresina e Vitória) e seis em nível muito alto (Belo Horizonte, Brasília, Curitiba, Florianópolis, Goiânia e São Paulo). Nenhuma capital encontra-se em macrorregião de saúde com nível extremamente elevado.

Outras Notícias

Senado do Paraguai aprova por unanimidade impeachment de Santiago Peña

G1 O Senado do Paraguai aprovou, nesta sexta-feira (6), o impeachment do presidente Santiago Peña, em meio ao escândalo envolvendo o fechamento do banco Ueno. A destituição do presidente foi aprovada pelos 44 senadores presentes na sessão. A Casa é composta por 45 cadeiras, mas um dos parlamentares não compareceu. A crise política no Paraguai […]

G1

O Senado do Paraguai aprovou, nesta sexta-feira (6), o impeachment do presidente Santiago Peña, em meio ao escândalo envolvendo o fechamento do banco Ueno.

A destituição do presidente foi aprovada pelos 44 senadores presentes na sessão. A Casa é composta por 45 cadeiras, mas um dos parlamentares não compareceu.

A crise política no Paraguai começou após a quebra do banco digital Ueno. A instituição deixou milhões de clientes sem acesso às próprias contas. O caso provocou protestos em Assunção e aumentou a pressão sobre o governo de Peña.

A crise política no Paraguai começou após a quebra do banco digital Ueno. A instituição deixou milhões de clientes sem acesso às próprias contas. O caso provocou protestos em Assunção e aumentou a pressão sobre o governo de Peña.

Peña passou a ser alvo de acusações por causa de seus vínculos empresariais com o grupo controlador do Ueno. O presidente manteve participação na holding ligada ao banco até março de 2025.

O Banco Central paraguaio interveio no banco após identificar problemas em operações de crédito e irregularidades na contabilização de ativos. O órgão regulador também apontou que a instituição não tinha capital suficiente para continuar funcionando.

Na última quinta-feira (5), o presidente anunciou que renunciaria ao cargo. Ele afirmou que queria preservar a estabilidade do país e as instituições democráticas. A decisão, porém, não encerrou o processo de impeachment.

Os parlamentares decidiram manter o julgamento. A saída voluntária de Peña poderia garantir a ele uma cadeira vitalícia no Senado e imunidade parlamentar.

Siqueirinha nega que Arcoverde esteja sem prefeito

O vice-prefeito Weverton Siqueira, o Siqueirinha, rebateu o vereador Luciano Pacheco. Em uma gravação na sua rede social, Pacheco acusou o prefeito Zeca de se ausentar para o exterior e deixar a cidade sem mandatário. “Quem responde pela cidade?” “Pura desinformação! Vídeos equivocados tentam passar a ideia de que o prefeito Zeca Cavalcanti teria viajado […]

O vice-prefeito Weverton Siqueira, o Siqueirinha, rebateu o vereador Luciano Pacheco.

Em uma gravação na sua rede social, Pacheco acusou o prefeito Zeca de se ausentar para o exterior e deixar a cidade sem mandatário. “Quem responde pela cidade?”

“Pura desinformação! Vídeos equivocados tentam passar a ideia de que o prefeito Zeca Cavalcanti teria viajado e deixado a cidade abandonada. Isso não é verdade!” – disse.

“Arcoverde tem prefeito e vice-prefeito e hoje estou oficialmente no comando da cidade. Ficamos à disposição para tudo o que Arcoverde precisar”, concluiu.

Prefeitos pernambucanos peregrinam em Brasília à procura de verbas para fortalecer 2028

Por Betânia Santana  – Folha de Pernambuco Passadas as eleições, a semana foi de peregrinação de prefeitos pernambucanos pelos gabinetes do Congresso Nacional e dos ministérios, em Brasília. De olho em recursos para infraestrutura, saúde e educação, os gestores buscaram a garantia de continuidade para projetos em andamento e a viabilização de novas obras para […]

Por Betânia Santana  – Folha de Pernambuco

Passadas as eleições, a semana foi de peregrinação de prefeitos pernambucanos pelos gabinetes do Congresso Nacional e dos ministérios, em Brasília.

De olho em recursos para infraestrutura, saúde e educação, os gestores buscaram a garantia de continuidade para projetos em andamento e a viabilização de novas obras para 2027.

O movimento atende também ao cálculo político. Com 2028 no horizonte, quem não puder disputar novo mandato precisa pavimentar as entregas para tentar fazer o sucessor.

A bancada pernambucana no Senado viveu dias de ritmo intenso, com os três senadores mantendo agendas concorridas.

Reeleito, Humberto Costa (PT) recebeu quase 20 prefeitos em dois dias, enquanto Teresa Leitão (PT), que tem mais quatro anos nessa legislatura, manteve portas abertas, alinhando pleitos municipais e políticas públicas.

No mesmo patamar, o senador Fernando Dueire (PSD) provou que o fim do mandato não diminuiu a força do gabinete. Atendeu pelo menos dez prefeitos.

O motivo é prático e financeiro: muitas das emendas indicadas este ano só serão liberadas ao longo de 2027. Mas também atraiu gestores para agradecer a parceria e os investimentos nas cidades.

No fluxo de conversas, o prefeito do Recife, Victor Marques, cumpriu maratona nos Ministérios da Educação e das Cidades, além de articular com deputados e os três senadores.

Em Serra Talhada, Márcia Conrado abona eleição de Gilliard Mendes para presidir Câmara

A prefeita de Serra Talhada, Márcia Conrado, recebeu nesta sexta-feira, 6, vereadores do município, após entendimento entre os parlamentares para a definição da composição da nova mesa diretora. O vereador Gilliard Mendes assumirá a presidência da Casa Legislativa, com o aval da gestora. “Serra Talhada ganha quando trabalhamos com diálogo, responsabilidade e compromisso com a […]

A prefeita de Serra Talhada, Márcia Conrado, recebeu nesta sexta-feira, 6, vereadores do município, após entendimento entre os parlamentares para a definição da composição da nova mesa diretora.

O vereador Gilliard Mendes assumirá a presidência da Casa Legislativa, com o aval da gestora.

“Serra Talhada ganha quando trabalhamos com diálogo, responsabilidade e compromisso com a nossa população. A força de um grupo está justamente na capacidade de construir entendimentos e colocar os interesses do povo acima de qualquer diferença”, afirmou a prefeita.

A gestora também ressaltou a importância da relação institucional entre Executivo e Legislativo, “respeitando a independência de cada Poder, mas mantendo a disposição para trabalhar em pautas convergentes”.

Márcia Conrado também fez questão de agradecer ao atual presidente da Câmara, Manoel Enfermeiro, pelo trabalho desenvolvido ao longo de seus mandatos à frente do Legislativo municipal. “Quero agradecer a Manoel Enfermeiro por todos esses anos de dedicação, conduzindo a Câmara e defendendo os interesses da população de Serra Talhada. Desejo a Gilliard Mendes muito sucesso nessa nova missão, assim como a todos os integrantes da Mesa Diretora. Que seja um período de muito trabalho, diálogo e conquistas para o nosso povo”, concluiu.

João Paulo só pode estar se fazendo de doido…

João Paulo apoiou a governadora Raquel Lyra e desde o início, sabia de sua defesa da concessão dos serviços de água e esgoto da Compesa. A governadora inclusive manteve em campanha sua defesa do projeto alegando que ele vai representar universalização da distribuição de água e esgoto até 2030 em Pernambuco. A questão do aumento […]

João Paulo apoiou a governadora Raquel Lyra e desde o início, sabia de sua defesa da concessão dos serviços de água e esgoto da Compesa.

A governadora inclusive manteve em campanha sua defesa do projeto alegando que ele vai representar universalização da distribuição de água e esgoto até 2030 em Pernambuco. A questão do aumento nunca foi negada por ela, mesmo que soasse como impopular. João Paulo a apoiou e não pode dizer que não sabia disso, sob pena de ser acusado de desconhecedor dos grandes temas do estado.

Agora, depois de ajudar Raquel, vem com essa:

“A classe trabalhadora não pode pagar a conta da privatização. Foi anunciado o aumento de quase 9% na conta de água dos pernambucanos, que ainda estão sofrendo com falta de água nas torneiras. Lutamos contra a privatização e alertamos para o risco de haver aumento do custo sem melhora no serviço. Seguiremos na luta em defesa dos trabalhadores da Compesa e da população”.

Ora, o projeto de concessão era parte do pacote de medidas defendidas por Raquel que João, no seu direito, ajudou a reeleger. Vai dizer que não sabia?

Só pode estar pagando de doido…