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Base de Temer não garante apoio para barrar denúncia

Por André Luis
Foto: Eduardo Anizelli/Folhapress

Da Folha de São Paulo

A base governista na Câmara evita declarar apoio a Michel Temer na votação da denúncia criminal apresentada pela PGR (Procuradoria-Geral da República).

A Folha procurou na semana passada todos os 513 deputados da Casa após o STF (Supremo Tribunal Federal) receber, na segunda (26), a peça em que Temer é acusado de corrupção passiva –seria o destinatário de uma mala de R$ 500 mil de propina da JBS, além de promessa de outros R$ 38 milhões em vantagens indevidas.

Cabe à Casa dar ou não aval, com os votos de no mínimo 342 deputados, para que o STF possa aceitar a denúncia e abrir a ação penal. Nessa hipótese, Temer seria afastado por até 180 dias para ser julgado.

Só 45 deputados responderam que votarão contra a aceitação da denúncia.

Entre os apoiadores do presidente estão aliados fiéis como Carlos Marun (PMDB-MS) e Darcísio Perondi (PMDB-RS), vice-líderes do governo na Câmara.

Já os que declaram apoio à continuidade das investigações somam 130 parlamentares, 212 a menos do que o mínimo necessário para que a denúncia seja aceita.

Outros 112 afirmaram que não sabem ainda como votarão e 57 não quiseram se posicionar.

Entre os deputados do PMDB, o número dos que se declararam contrários ao prosseguimento da denúncia é igual ao daqueles que afirmaram não ter posição formada a respeito do caso: 18.

No DEM, partido do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (RJ), nenhum deputado declarou que votará contra a denúncia. Três não quiseram se pronunciar, 13 disseram estar analisando a peça do Ministério Público e 11 não responderam à enquete. Maia declarou que não votará.

Um parlamentar da sigla chegou a afirmar à Folha, em caráter reservado, que gostaria de votar com o governo, mas que a acusação é grave e necessita de análise.

Parte dos parlamentares tomou chá de sumiço: 168 foram contatados repetidamente pela reportagem desde terça (27), mas não responderam aos telefonemas e e-mails.

A maioria é de partidos da base aliada, como o próprio PMDB, que contabilizou 25 sumidos, PR, com 16, PP, com 15, ou PRB, com 12. O líder do governo na Câmara, Aguinaldo Ribeiro (PP-PB), não respondeu à pesquisa.

Muitos dizem esperar decisões partidárias para declarar voto. A posição de cada sigla ou a liberação do voto aos parlamentares deve ser discutida nesta semana.

“É um equívoco isso de ‘vou votar com a minha consciência'”, afirmou Marcus Pestana (PMDB-MG), um dos que esperam manifestação da legenda. “É preciso votar com a coletividade do partido, ele existe por uma razão.”

Parte dos deputados afirmou que espera manifestação da defesa de Temer, e um terceiro grupo diz que só se posicionará após o relatório da CCJ (Comissão de Constituição e Justiça), onde a peça será analisada primeiro.

Outra explicação para a reticência de aliados pode estar na popularidade do presidente, que caiu a 7% –a menor em 28 anos, segundo o Datafolha–, já que a maior parte dos parlamentares deve tentar a reeleição em 2018.

Mesmo tendo decidido em reunião no início de junho permanecer na base de Temer, o PSDB segue rachado. Entre seus 46 deputados, oito declararam que votarão pela continuidade do processo. O número é maior do que o daqueles que se disseram contrários à denúncia, cinco.

A liderança do partido já afirmou que deve reunir a bancada para decidir como votar após o final da análise da denúncia na CCJ, que começará nesta semana.

Após passar pela comissão, a denúncia segue para votação no plenário. Para evitar o afastamento, Temer precisa que pelo menos 172 deputados votem “não” à denúncia ou simplesmente não compareçam à sessão.

A tarefa, porém, pode não ser tão fácil: a votação será nominal, e há, mesmo entre aliados, a avaliação de que os parlamentares que não aparecerem para votar podem sofrer pressão do eleitorado.

Outras Notícias

Coluna do Domingão: direita já descartou Flávio

O vídeo gravado por Flávio Bolsonaro com teor golpista foi ignorado pelos grandes portais como UOL e G1. A exceção foi o Metrópoles, nenhuma surpresa considerando seu nível editorial. A leitura dos demais é de que não há porque dar espaço para declarações que afrontem o processo eleitoral no Brasil, que foi limpo e declarou […]

O vídeo gravado por Flávio Bolsonaro com teor golpista foi ignorado pelos grandes portais como UOL e G1.

A exceção foi o Metrópoles, nenhuma surpresa considerando seu nível editorial. A leitura dos demais é de que não há porque dar espaço para declarações que afrontem o processo eleitoral no Brasil, que foi limpo e declarou vencedor quem teve mais votos.

Antes, a carta já era chamada de “com teor golpista” e Flávio,  de “fugitivo”.

O Estadão publicou um editorial com o título “um golpista em Miami, um democrata em SP”. Outra frase explorada pelo The Guardian ridicularizou: “A carta de Flávio não vale a tinta deste jornal, mas não há como ignorar o constrangimento”.

Não existe almoço grátis. Como parte da imprensa hegemônica tem interesses muito evidentes e servem a setores como o mercado,  as grandes empresas,  os grandes empresários e suas apostas,  a ideia é ignorar Flávio para projetar um novo líder,  com o favorito Tarcísio de Freitas. Já entenderam que com os Bolsonaros, não dá mais.  À exceção de 2018, com Lula preso, não tem mais chances.

Outra leitura é do último ciclo Lula. A esquerda ainda não tem um nome competitivo. Assim, a equação é ignorar Flávio Bolsonaro,  projetar Tarcísio de Freitas e apostar no enfraquecimento do lulismo em 2030. É uma espécie de “passa rápido,  podemos aguentar”.

Certeza é de que para essa turma,  Flávio já foi descartado.

Tristeza

Muito triste a morte do jovem João Caio Pereira Rodrigues Melo, de 26 anos, filho do ex-prefeito de Triunfo, João Batista Rodrigues, e da ex-secretária de Saúde Tarciane Pereira Melo, que faleceu na madrugada deste sábado, 31 de outubro de 2026, tendo sido sepultado esta noite. Prova do carinho de Pernambuco pelo casal foi o volume de manifestações nessa hora tão difícil.

Modus operandi

Como em todos os episódios similares, o vídeo publicado por Gil Amaral,  a Gil da Padaria,  de Custódia,  recomendando não contratar petistas, a primeira reação foi tentar retirar o vídeo. Depois,  bem depois, fazer uma nota afirmando que “não foi bem assim” e pedindo desculpas.

Críticas à concessão 

O Deputado Federal Pedro Campos,  do PSB,  criticou a prorrogação da concessão dos serviços de água e esgoto pelo governo Raquel Lyra às empresas vencedoras. “O preço da privatização da COMPESA chegou! As empresas ainda não estão prontas para assumir os serviços e, como sempre, quem corre o risco de pagar essa conta duas vezes é o povo pernambucano!” – diz. Ele diz que a tarifa de água será aumentada em mais de 10% e a tabela de serviços, em mais de 600%.

Público x privado 

Pedro diz ainda que as empresas Aqua Pernambuco e Vita Sertão estariam exigindo que os trabalhadores do Estado sirvam à estrutura privada que já vai começar a cobrar as novas tarifas. A proposta,  diz,  foi apresentada no Conselho de Administração da Compesa. Outra denúncia é a de que a parte que ficou pública terá prejuízo de R$ 3 bi.

Uma coisa é uma coisa

A primeira dama de Tuparetama,  Roseane Gomes,  tem todo o direito de ser bolsonarista. O complicado é,  na defesa de sua posição,  usar uma fake news para descredibilizar o processo eleitoral. Importante lembrar, não há registros de questionamentos ao sistema quando seu marido,  o prefeito Diógenes Patriota,  foi eleito a dois anos.

O meme veio pronto

O vereador Luiz Abel, de Sertânia,  tinha certeza da vitória de Flávio Bolsonaro. No domingo da votação,  foi de verde e amarelo e com a bandeira do Brasil em punho. Não deu. Em Sertânia,  a maior obra de desenvolvimento em décadas é o campus da UFPE,  bancada pelo governo Lula. O bolsonarismo é crítico das universidades. Curiosa era a crítica de que o tempo de Lula já passou. Luiz Abel tem quase 70 anos.

Criador e criatura

Em Belo Jardim,  a derrota foi dobrada. Mendonça Filho alcançou mais um insucesso eleitoral. Perdeu pro Senado,  coordenou a eleição de Flávio em Pernambuco e perdeu. E o prefeito Gilvandro Estrela achou que na zoada faria Flávio majoritário em Belo Jardim. Lula teve  70,50% dos votos válidos, pouco mais que a média estadual, contra 29,50% de Flávio.

Racha a vista?

Em Venturosa,  ao que tudo indica,  pode haver racha entre o prefeito Kelvin Cavalcanti e o ex-prefeito Eudes Tenório,  o Doutor Eudes. Isso porque com aprovação acima dos 80%, Kelvin sinaliza que disputará a reeleição. E Dr Eudes quer voltar. O problema é que só pode um.

Reunião

A ASSERPE,  Associação de Rádio e TV de Pernambuco, realiza nesta quinta-feira pela manhã importante reunião setorial em Serra Talhada. Será no Auditório do SENAC. Uma das pautas vai tratar do rádio do futuro,  com Maria Claudia Santos, Diretora de jornalismo da Rádio Itatiaia, mais participações de Cristiano Stuanni, consultor e palestrante sobre Rádio e suas estratégias digitais,  CBN Recife e Sistema Jornal do Commercio.

Frase da semana:

“Eu devo essa eleição ao povo brasileiro”.

Do presidente reeleito,  Luiz Inácio Lula da Silva,  acrescentando que essa eleição “foi o povo que ganhou, foi a juventude que ganhou, foram as mulheres que ganharam, foram as pessoas idosas que foram votar”.

Menino com deficiência visual que abraçou Lula sonha em ser presidente e apresenta propostas

O estudante Daniel Vidal, de 13 anos, que abraçou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) durante as comemorações de seu aniversário, em Brasília, revelou que sonha em ocupar a Presidência da República. Com deficiência visual, o adolescente também apresentou propostas para ampliar a acessibilidade e incentivar a participação dos jovens na política. O […]

O estudante Daniel Vidal, de 13 anos, que abraçou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) durante as comemorações de seu aniversário, em Brasília, revelou que sonha em ocupar a Presidência da República. Com deficiência visual, o adolescente também apresentou propostas para ampliar a acessibilidade e incentivar a participação dos jovens na política.

O encontro aconteceu na última terça-feira (27), em frente ao Palácio da Alvorada, quando Lula completou 81 anos. Daniel estava acompanhado do pai, Fernando Moura, e conseguiu conversar brevemente com o presidente. Entretanto, ficou com a sensação de que ainda tinha muito a dizer.

“Queria dizer a ele que quero ser presidente também”, contou à Agência Brasil, em reportagem publicada neste domingo (1º).

Daniel tem menos de 5% da visão em ambos os olhos devido à Amaurose Congênita de Leber, uma condição genética diagnosticada quando tinha apenas dois meses de vida. A deficiência não impediu que desenvolvesse interesse por história, economia, geopolítica e questões sociais.

Entre suas propostas está a criação de um ministério dedicado exclusivamente às pessoas com deficiência. Atualmente, o governo federal conta com uma Secretaria Nacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência, vinculada ao Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania.

O estudante também defende investimentos em acessibilidade urbana, com melhorias nas calçadas, instalação de rampas e elevadores e adequações no transporte público. Na educação, considera necessário ampliar o acesso a equipamentos tecnológicos, como os teclados em braille utilizados por pessoas com deficiência visual.

Outro assunto que mobiliza Daniel é o combate ao preconceito. Em casa, os pais incentivam discussões sobre racismo, capacitismo e outras formas de discriminação. A mãe, Raquel Vidal, conta que o filho demonstra curiosidade sobre os acontecimentos do mundo desde pequeno.

Apesar de ainda não ter idade para votar, Daniel considera importante que crianças e adolescentes participem das discussões políticas. Ele acredita que os jovens precisam conhecer os problemas do país e contribuir para a construção de soluções.

Se tivesse outra oportunidade de conversar com Lula, o estudante também cobraria avanços nas políticas públicas e medidas para que o Brasil alcance melhores indicadores de desenvolvimento.

Fonte: Agência Brasil
Foto: Ricardo Stuckert

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Estudantes relatam agressões e ameaças por divergências políticas após eleições presidenciais

Casos de agressões físicas, ameaças e perseguições por divergências políticas foram relatados em instituições de ensino de diferentes regiões do Brasil após as eleições presidenciais de 2026. Os episódios envolvem estudantes com posicionamentos distintos e incluem situações de discriminação social. Em Itajaí, Santa Catarina, um vídeo divulgado nas redes sociais mostra dois estudantes utilizando a […]

Casos de agressões físicas, ameaças e perseguições por divergências políticas foram relatados em instituições de ensino de diferentes regiões do Brasil após as eleições presidenciais de 2026. Os episódios envolvem estudantes com posicionamentos distintos e incluem situações de discriminação social.

Em Itajaí, Santa Catarina, um vídeo divulgado nas redes sociais mostra dois estudantes utilizando a bandeira do Brasil como capa enquanto agridem colegas que vestiam roupas vermelhas dentro de uma escola. Segundo a autora da gravação, os adolescentes, que teriam 15 anos, também fizeram ofensas verbais e comentários depreciativos sobre o programa Bolsa Família.

No Distrito Federal, um estudante de 16 anos relatou ter sido perseguido no ambiente escolar depois de declarar que pretendia votar em Flávio Bolsonaro (PL). Segundo o adolescente, as hostilidades foram tão intensas que ele precisou mudar de escola.

Outro episódio ocorreu em Araguari, Minas Gerais, envolvendo estudantes de medicina do Instituto Master de Ensino Presidente Antônio Carlos (Imepac). De acordo com os relatos, alunos bolsistas que votaram no presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foram alvo de ofensas de colegas.

As agressões verbais também atingiram estudantes que comercializam trufas e outros produtos para ajudar no pagamento de suas despesas. Em nota, a instituição repudiou manifestações de intolerância e discriminação motivadas por posicionamentos políticos ou condições socioeconômicas.

A violência relacionada às eleições também atingiu crianças fora do ambiente escolar. Em Fortaleza, no Ceará, um menino de 9 anos, autista, foi constrangido por uma influenciadora digital enquanto vendia balas para ajudar a avó.

Na gravação, Valéria Diniz perguntou ao garoto em quem sua família havia votado. Ao ouvir que a escolha tinha sido Lula, pediu que ele fizesse o gesto de apoio ao presidente. Depois, a influenciadora e suas amigas começaram a rir e se recusaram a comprar os produtos oferecidos pela criança.

O vídeo foi publicado nas redes sociais com uma mensagem ironizando a escolha eleitoral da família. Valéria havia declarado apoio a Flávio Bolsonaro durante a campanha.

O menino, identificado como Matheus, é criado pela avó desde a morte da mãe. Após a repercussão do episódio, motociclistas e usuários das redes sociais organizaram uma mobilização para ajudar a família.

Os casos foram reunidos em reportagem da Agência Brasil, publicada nesse sábado (31), e mostram como as divergências políticas ultrapassaram o debate eleitoral e passaram a afetar a convivência entre estudantes e crianças.

Fonte: Agência Brasil
Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

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Tuparetama inicia pavimentação asfáltica em Santa Rita e Vila do Cajueiro

A Prefeitura de Tuparetama iniciou serviços de pavimentação asfáltica no distrito de Santa Rita e na Vila do Cajueiro, localizados na zona rural do município. As intervenções contemplam as principais vias das duas comunidades. O prefeito Diógenes Patriota acompanhou a execução dos trabalhos. Segundo a administração municipal, o objetivo é melhorar as condições de tráfego […]

A Prefeitura de Tuparetama iniciou serviços de pavimentação asfáltica no distrito de Santa Rita e na Vila do Cajueiro, localizados na zona rural do município. As intervenções contemplam as principais vias das duas comunidades.

O prefeito Diógenes Patriota acompanhou a execução dos trabalhos. Segundo a administração municipal, o objetivo é melhorar as condições de tráfego e facilitar o deslocamento dos moradores.

De acordo com Diógenes, as obras fazem parte da proposta da gestão de ampliar os investimentos em infraestrutura para além da área urbana, contemplando também as comunidades rurais.

Fotos: Divulgacão

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Pedro Campos critica adiamento da concessão da Compesa e alerta para prejuízo bilionário

O deputado federal Pedro Campos (PSB) criticou o adiamento do início das operações das empresas privadas responsáveis pela distribuição de água e pelo esgotamento sanitário em Pernambuco. Em vídeo publicado no Instagram, o parlamentar questionou possíveis aumentos nas tarifas, a situação dos trabalhadores da Compesa e o risco de prejuízo bilionário para a estatal. A […]

O deputado federal Pedro Campos (PSB) criticou o adiamento do início das operações das empresas privadas responsáveis pela distribuição de água e pelo esgotamento sanitário em Pernambuco. Em vídeo publicado no Instagram, o parlamentar questionou possíveis aumentos nas tarifas, a situação dos trabalhadores da Compesa e o risco de prejuízo bilionário para a estatal.

A manifestação do deputado também foi mencionada na Coluna do Domingão aqui do Blog, publicada neste domingo (1º), que abordou os questionamentos envolvendo a concessão dos serviços da companhia.

A operação das concessionárias Aqua Pernambuco e Vita Sertão estava prevista para 26 de outubro, mas foi transferida para 23 de novembro. Segundo a Compesa, a mudança foi definida em conjunto com as empresas para concluir a integração dos sistemas comerciais, de atendimento e dos processos operacionais.

Pedro Campos questionou a possibilidade de as concessionárias assumirem a cobrança pelos serviços enquanto empregados públicos da Compesa continuariam executando atividades de distribuição de água, que passarão a ser responsabilidade das empresas privadas.

Segundo o deputado, essa possibilidade chegou a ser apresentada em reunião do Conselho de Administração da estatal. Ele também afirmou que centenas de trabalhadores ainda não sabem como serão realocados após a transição.

Outro ponto levantado foi a situação financeira da companhia. Pedro afirmou que foram apresentados dados indicando um possível prejuízo superior a R$ 3 bilhões para a parte da Compesa que permanecerá pública. O valor citado pelo parlamentar representa uma projeção, não um prejuízo já registrado.

O deputado também criticou a previsão de reajuste superior a 10% na tarifa de água e os aumentos que, segundo ele, ultrapassariam 600% em determinados serviços, como corte e ligação.

A nova tabela de serviços havia sido homologada pela Agência de Regulação de Pernambuco (Arpe), mas a Compesa informou anteriormente que sua aplicação estava suspensa para reavaliação técnica. Já o reajuste da tarifa de água depende dos procedimentos regulatórios previstos no contrato.

Em relação aos trabalhadores, a direção da Compesa informou anteriormente que os empregados efetivos serão realocados internamente durante a reestruturação da companhia.

Pedro Campos afirmou ainda que encaminhou um ofício à Compesa há mais de um mês solicitando esclarecimentos sobre a concessão, mas que não recebeu resposta.

O parlamentar disse que continuará cobrando explicações para evitar que a população arque com custos adicionais sem a correspondente prestação dos serviços.

Clique no link abaixo e confira, em nosso Instagram, o vídeo com as declarações de Pedro Campos sobre a concessão da Compesa.

 

Foto: Reprodução

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