Augusto César cobra mais policiamento para Fátima, Sertânia e Serra Talhada
Por Nill Júnior
O aumento de casos de assaltos e assassinatos que vem ocorrendo em municípios do interior foi destaque no pronunciamento do deputado Augusto César (PTB), na Alepe. Segundo ele, a falta de policiamento, e a consequente insegurança, têm afligido os moradores dos distritos de Fátima (Flores) e em Sertânia.
O parlamentar disse que os assaltos têm prejudicado o comércio local, base do sustento de muitas famílias e que, por conta disso, a população está com medo de sair de casa. Ele afirmou que é imprescindível a instalação de postos policiais e a realização rondas motorizadas na região.
Augusto César denunciou ainda o atentado sofrido pela líder comunitária Maria Wilma da Silva, em Catende, na Zona da Mata. Segundo o deputado, quatro tiros foram disparados contra a casa dela, em dezembro do ano passado e, dias depois, a líder comunitária foi surpreendida por policiais que diziam ter um mandado de busca e apreensão de drogas. O parlamentar disse que depois de revistarem a casa, os policiais foram embora sem mostrar ou deixar nenhum documento que comprovasse o fato.
Augusto César cobrou da Secretaria de Defesa Social que apresente esse mandado e que esclareça o fato que, para ele, é semelhante a um caso de perseguição política. O deputado ainda apelou à Secretaria para que aumente o efetivo policial em Sertânia e em Serra Talhada.
Primeira mão Na 16ª Sessão Ordinária da Segunda Câmara do Tribunal de Contas do Estado de Pernambuco (TCE-PE), realizada no último dia 19 de maio, foi julgada a Prestação de Contas de Gestão da Prefeitura Municipal de Buíque, referente ao exercício financeiro de 2020, sob a responsabilidade do então prefeito Arquimedes Guedes Valença e outros […]
Na 16ª Sessão Ordinária da Segunda Câmara do Tribunal de Contas do Estado de Pernambuco (TCE-PE), realizada no último dia 19 de maio, foi julgada a Prestação de Contas de Gestão da Prefeitura Municipal de Buíque, referente ao exercício financeiro de 2020, sob a responsabilidade do então prefeito Arquimedes Guedes Valença e outros gestores. A decisão foi publicada nesta sexta-feira (23), no Diário Oficial do TCE.
Apesar das diversas irregularidades formais apontadas pela auditoria — como prorrogações contratuais irregulares, falhas em procedimentos licitatórios e a ausência de estruturação completa do Sistema de Controle Interno —, as contas foram julgadas regulares com ressalvas. O relator do processo (nº 21100903-9), conselheiro substituto Carlos Pimentel, destacou que as falhas não resultaram em dano ao erário e considerou o contexto excepcional da pandemia de Covid-19, que marcou o exercício de 2020.
O julgamento seguiu a tese de que, embora graves, as irregularidades verificadas foram de natureza formal e não justificariam a rejeição das contas. Contudo, ensejaram a aplicação de multas aos responsáveis.
Multas aplicadas aos gestores
O ex-prefeito Arquimedes Guedes Valença foi multado no valor de R$ 10.880,54, devendo efetuar o pagamento no prazo de 15 dias após o trânsito em julgado da decisão. Entre as irregularidades atribuídas a Valença estão prorrogações contratuais sem respaldo legal e falhas em processos licitatórios relacionados ao fornecimento de combustíveis, medicamentos e materiais médicos.
A gestora Janice Cordeiro Rodrigues Beserra também foi penalizada com multa de R$ 5.440,27, pelas mesmas irregularidades relativas aos processos licitatórios e prorrogações contratuais irregulares.
Já José Antônio Silva, responsável pela área de controle interno, recebeu multa no mesmo valor, R$ 5.440,27, por não ter promovido a estruturação integral do Sistema de Controle Interno, obrigação considerada mitigada em razão do estado de calamidade pública decretado em 2020.
Outro gestor, José Siqueira da Silva Júnior, foi multado igualmente em R$ 5.440,27, pelas falhas nos processos licitatórios.
As multas devem ser recolhidas ao Fundo de Aperfeiçoamento Profissional e Reequipamento Técnico do Tribunal de Contas, mediante boleto bancário disponível no site oficial do TCE-PE.
Decisão unânime
A decisão foi tomada de forma unânime pelos conselheiros da Segunda Câmara, presidida pelo conselheiro Ranilson Ramos. O relator acolheu parcialmente o parecer do Ministério Público de Contas (MPCO) e fundamentou seu voto em diversos dispositivos legais, como a Constituição Federal, a Lei Orgânica do TCE-PE (Lei Estadual nº 12.600/2004) e a nova Lei de Licitações (Lei nº 14.133/2021), além de precedentes da própria Corte.
O Tribunal reforçou o entendimento de que, em situações excepcionais como a pandemia, determinadas falhas administrativas, embora relevantes, não configuram, por si só, motivo suficiente para rejeitar as contas, desde que não haja prejuízo comprovado aos cofres públicos.
O acórdão T.C. nº 951/2025 encerra a análise das contas de 2020 da Prefeitura de Buíque, determinando o cumprimento das penalidades aplicadas aos gestores envolvidos.
Por Magno Martins Quando garoto em Afogados da Ingazeira, minha terra natal, adorava futebol. Não jogava bem, mas admirava quem tinha o domínio e a arte da bola. Ferroviário, Guarany e Bac eram times da elite do futebol do Sertão, celeiros de craques. Muitos jogadores já fizeram a última viagem. Outros, continuam cumprindo a sua […]
Quando garoto em Afogados da Ingazeira, minha terra natal, adorava futebol. Não jogava bem, mas admirava quem tinha o domínio e a arte da bola.
Ferroviário, Guarany e Bac eram times da elite do futebol do Sertão, celeiros de craques. Muitos jogadores já fizeram a última viagem. Outros, continuam cumprindo a sua missão, resistindo a pegar o último pau-de-arara.
Serra-pau, que reencontrei na última vez que estive em Afogados, vivendo de um pequeno comércio na praça ao lado da Catedral, pertenceu à galáxia dos craques. Era zagueiro, beque central como a gente dizia na linguagem amatutada. Duro na queda, daqueles que praticavam a filosofia “do joelho para baixo, tudo é canela”.
Pertencia ao Ferroviário, contemporâneo de Colher de Pau, Clóvis de Dóia, Surrão, Biu de Zeca, Lulu Pantera e Antônio Martins. Além de bom atleta, Serra-pau jogava com paixão. Era tanto amor ao time que chorava diante de uma derrota. Bom caráter, leal, amigo e sem nenhum atributo contaminado pelo estrelismo.
Cansei de ver vê-lo chorar nos ombros do meu pai quando o Ferroviário perdia para o Guarany. Papai era presidente do time e as tertúlias do choro se davam na calçada de nossa casa onde hoje funciona o Banco do Brasil. Um casarão, tinha até um vasto salão para a equipe usar como espaço de concentração e vestuário.
Tempos bons. Nas vitórias do Ferroviário, papai agradava aos jogadores dando uns trocados, dinheiro que tirava do apurado da sua loja comercial sem prestar contas a mamãe, cuja firma estava registrada no seu nome. Papai enrolava, mas se dava mal. Quando ela descobria o “rombo” no caixa, braba como um leão, mamãe esbravejava, enquanto ele negava na maior cara de pau.
Papai era um comerciante de miudezas em geral muito bem sucedido em Afogados da Ingazeira. Mas jogou muito dinheiro pela janela na política – foi vereador por quatro mandatos e vice-prefeito – e no futebol. Seu “sócio” no poço sem fundo do Ferroviário era o juiz Virgílio Amaral, igualmente doente pelo time.
Serra de Pau é um símbolo de um passado impregnado nas memórias dos meus anos dourados. No espelho da vida, revejo mil rostos, alguns velhos, outros cansados, perdidos em passados distantes. Chego à conclusão que são pedaços de mim que flutuam no tempo, pássaros sem rumo e sem pouso, a buscar seus ninhos no céu da memória.
O jornalismo é feito de histórias e histórias são retratos do passado. Enquanto existir recordações fotográficas sentimentais, o tempo passado, para mim, não morrerá jamais. Hoje, posso dizer que a vida não pode ser rebobinada como uma fita. Cada personagem e cena têm o seu lugar na história. É só não descartar as emoções sentidas nem menosprezar as atitudes escolhidas. O tempo não cura as feridas. Elas ficam ali para que a gente sempre se lembre do que passou.
Segundo turno, Flávio aparece numericamente com 44% e Lula, com 42%, novamente em empate técnico. Pesquisa Quaest divulgada neste sábado (3), véspera do primeiro turno, aponta o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) com 46% dos votos válidos na disputa pela Presidência da República. Flávio Bolsonaro (PL) aparece com 45%. Com margem de erro […]
Segundo turno, Flávio aparece numericamente com 44% e Lula, com 42%, novamente em empate técnico.
Pesquisa Quaest divulgada neste sábado (3), véspera do primeiro turno, aponta o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) com 46% dos votos válidos na disputa pela Presidência da República. Flávio Bolsonaro (PL) aparece com 45%. Com margem de erro de dois pontos percentuais para mais ou para menos, os dois estão tecnicamente empatados.
Augusto Cury (Avante), Ronaldo Caiado (PSD) e Renan Santos (Missão) aparecem com 3% cada. Os demais candidatos não alcançam 1% dos votos válidos.
Confira o cenário de votos válidos:
Lula (PT): 46%
Flávio Bolsonaro (PL): 45%
Augusto Cury (Avante): 3%
Ronaldo Caiado (PSD): 3%
Renan Santos (Missão): 3%
Romeu Zema (Novo): 0%
Clariana Barão (DC): 0%
Edmilson Costa (PCB): 0%
Hertz Dias (PSTU): 0%
Leonardo Avalanche (PRTB): 0%
Rui Costa Pimenta (PCO): 0%
Samara Martins (UP): 0%
Wilson Grassi (Democrata): 0%
Os votos válidos desconsideram brancos e nulos e correspondem ao critério utilizado pela Justiça Eleitoral para calcular o resultado oficial da eleição.
Na rodada anterior da Quaest, divulgada em 28 de setembro, Lula aparecia com 39% e Flávio Bolsonaro com 34% no cenário estimulado de votos totais. Como os números divulgados neste sábado estão apresentados em votos válidos, os percentuais das duas bases não devem ser comparados diretamente como crescimento ou queda em pontos percentuais.
A Quaest também simulou um eventual segundo turno entre Lula e Flávio. Nesse cenário, Flávio aparece numericamente com 44%, enquanto Lula registra 42%. A diferença de dois pontos está dentro da margem de erro, caracterizando empate técnico.
Na rodada anterior, os dois tinham 42%. Flávio oscilou dois pontos para cima, enquanto Lula permaneceu no mesmo percentual. Brancos, nulos ou entrevistados que afirmam não votar em nenhum dos dois somam 13%, mesmo índice da pesquisa anterior. Os indecisos passaram de 3% para 1%.
A pesquisa também mediu a aprovação do governo Lula. Segundo a Quaest, 49% dos entrevistados desaprovam a gestão, enquanto 44% aprovam. Outros 7% não souberam ou não responderam.
Na comparação com a rodada de 28 de setembro, a desaprovação permaneceu em 49%. A aprovação oscilou de 46% para 44%, enquanto o percentual dos que não souberam ou não responderam passou de 5% para 7%.
A Quaest fez ainda uma pergunta diferente, pedindo aos entrevistados que classificassem a gestão. Nesse indicador, 42% avaliam o governo negativamente, ante 41% na rodada anterior. A avaliação positiva passou de 34% para 33%, enquanto a parcela que considera a gestão regular permaneceu em 23%. Outros 2% não souberam ou não responderam, mesmo índice registrado anteriormente.
Confira:
Aprovação do governo Lula
Desaprovam: 49% — eram 49%
Aprovam: 44% — eram 46%
Não sabem/não responderam: 7% — eram 5%
Avaliação do governo Lula
Negativa: 42% — era 41%
Positiva: 33% — era 34%
Regular: 23% — era 23%
Não sabem/não responderam: 2% — eram 2%
Aprovação e avaliação são indicadores diferentes. A primeira pergunta verifica se o entrevistado aprova ou desaprova o trabalho do governo. A segunda pede que a gestão seja classificada como positiva, regular ou negativa.
A Quaest ouviu presencialmente 3.702 eleitores com 16 anos ou mais em todo o país entre sexta-feira (2) e este sábado (3). A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%.
O levantamento foi contratado pela Globo e está registrado na Justiça Eleitoral sob o número BR-02197/2026.
A pesquisa registra a intenção de voto e a percepção dos entrevistados no período de realização e não representa previsão do resultado das urnas deste domingo (4).
Fonte: g1
Foto: Reprodução
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Nesta sexta-feira (30), a Polícia Rodoviária Federal (PRF) inicia a Operação Duas Rodas, que terá como foco a fiscalização de motos nas estradas que cortam Pernambuco. As cinquentinhas que circularem nas BRs serão apreendidas. Até a próxima segunda-feira (02), também estará em andamento a Operação Finados, que tem como uma das ações principais para evitar […]
Nesta sexta-feira (30), a Polícia Rodoviária Federal (PRF) inicia a Operação Duas Rodas, que terá como foco a fiscalização de motos nas estradas que cortam Pernambuco. As cinquentinhas que circularem nas BRs serão apreendidas. Até a próxima segunda-feira (02), também estará em andamento a Operação Finados, que tem como uma das ações principais para evitar congestionamentos a restrição de veículos de cargas nas pistas simples.
Isso quer dizer que caminhões bitrens e cegonhas terão tráfego proibido nas rodovias com apenas uma faixa em cada sentido em alguns horários: sexta-feira, das 16h às 24h; sábado, das 6h às 12h; e segunda-feira, das 16h às 24h.
De acordo com a PRF, a fiscalização de todos os veículos será ampliada nas principais rodovias que levam às praias e ao interior do estado, como as BRs 101 Norte e Sul, 232 e 104.
As equipes vão monitorar e notificar quem fizer ultrapassagens em local proibido, dirigir sob efeito de álcool ou circular sem documentação e equipamentos obrigatórios, por exemplo. O cinto de segurança tem que ser usado por todos os ocupantes do veículo e as crianças devem ser levadas em cadeirinhas. A polícia orienta os condutores a viajarem durante o dia, por favorecer a visibilidade.
Motos e cinquentinhas foram escolhidas como alvo da operação depois de um levantamento revelar que cerca de um terço das mortes nas rodovias federais de Pernambuco entre janeiro e agosto deste ano envolveram esses veículos. Ao todo, foram 897 acidentes envolvendo motos, deixando 852 feridos e matando 79 pessoas. O número é alarmante, mas representa uma redução em relação ao mesmo período do ano passado, quando foram 1.040 acidentes, com 993 feridos e 94 óbitos.
A atenção especial da PRF para os condutores desses veículos será no Agreste do Estado, onde têm sido registrados os acidentes mais graves. Vale lembrar algumas regras de segurança para os motociclistas: usar o capacete, não pilotar usando chinelos e vestir roupas claras e de tecidos grossos. A principal, no entanto, é respeitar os limites de velocidade. Por só chegarem a 50 km/h, metade da velocidade máxima geralmente estabelecida para as rodovias, as cinquentinhas não podem trafegar nas BRs.
O deputado Fernando Rodolfo (PL-PE) propôs nesta 4ª feira (9.jun.2021) a suspensão do mandato do deputado Daniel Silveira (PSL-RJ) por 6 meses. Ele é o relator do caso no Conselho de Ética da Câmara. Silveira é acusado de quebra de decoro parlamentar por ter incitado em vídeo atos de violência contra ministros do Supremo Tribunal Federal, além de ter […]
O deputado Fernando Rodolfo (PL-PE) propôs nesta 4ª feira (9.jun.2021) a suspensão do mandato do deputado Daniel Silveira (PSL-RJ) por 6 meses.
Ele é o relator do caso no Conselho de Ética da Câmara. Silveira é acusado de quebra de decoro parlamentar por ter incitado em vídeo atos de violência contra ministros do Supremo Tribunal Federal, além de ter exaltado o AI-5, instrumento de repressão da ditadura militar, que fechou o Congresso e cassou mandatos de juízes e congressistas.
Ele foi preso em fevereiro e, por decisão do STF confirmada pela Câmara, cumpre prisão
Em seu parecer, Rodolfo afirmou ter convicção de que Silveira agiu nos limites do exercício do seu mandato, já que congressistas possuem imunidade para que possam expressar opiniões. Para o relator, Silveira “exerceu regularmente as prerrogativas constitucionais asseguradas aos membros do Congresso Nacional” pela Constituição e não violou o código de ética parlamentar a ponto de poder ser enquadrado nas regras que determinam a perda do mandato.
A posição de Rodolfo, jornalista por formação, revoltou colegas que queriam a indicação pela cassação do parlamentar.
A deputada Fernanda Melchiona (Psol-RS) protestou contra o voto de Rodolfo e disse que o Psol irá apresentar um voto em separado. “Uma punição mínima acaba sendo salvo conduto para o ódio e a violência para esse tipo de gente. Daniel Silveira precisa ser cassado“, disse.
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