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Audiência pública debate interrupções no fornecimento de energia no Estado

Por André Luis

Queixas da má qualidade do serviço de energia elétrica em Pernambuco marcaram a audiência pública realizada pela Comissão de Desenvolvimento Econômico, nesta terça (9). O objetivo do encontro foi discutir problemas no fornecimento de energia a setores produtivos do Estado, como a bacia leiteira e o polo de confecções do Agreste.

Jéssica Cavalcanti, pequena confeccionista do município de Santa Cruz do Capibaribe, no Agreste Setentrional, relatou as dificuldades enfrentadas quando as quedas de luz comprometem a produção. “Não trabalho com estoque, produzo semanalmente para vender na feira. A falta de qualidade do serviço de energia está tirando o pão da mesa das costureiras, das pessoas que riscam, dos cortadores… Impacta na minha vida, que vendo, e na vida do comprador”, analisou.

O turismo foi outra área, lembrada na audiência, que sofre com as falhas no fornecimento de energia elétrica. Presidente da Câmara Municipal de Bonito, no Agreste Central, o vereador Paulo Sérgio cobrou a melhoria do serviço da Neoenergia. “Bonito é um município turístico de alcance nacional. De janeiro até hoje, só em um fim de semana não faltou energia na rota turística da cidade. Isso é inadmissível, estamos sofrendo com esse descaso”, afirmou o vereador.

O encontro foi solicitado pela deputada Débora Almeida (PSDB), em uma reunião do colegiado no último mês, quando deputados relataram problemas em atividades diversas devido às quedas de energia. Ela frisou a importância de melhorar a qualidade do serviço oferecido, para permitir o crescimento da agricultura. 

“Energia é imprescindível para o desenvolvimento de uma região. É preciso investir em extensões de rede e obras necessárias para que, principalmente na zona rural, tenhamos energia com potência suficiente para a implantação de maquinário agrícola, de equipamentos fundamentais para promover esse desenvolvimento”, pontuou a parlamentar.

Críticas

Rodrigo Farias (PSB) apontou a necessidade de aumentar os investimentos em redes trifásicas, para fortalecer o sistema e, assim, conseguir atender a demanda. “O balanço de 2023 indicou lucro de R$ 4,3 bilhões da Neoenergia. Fica a sensação de que esse dinheiro vai para fora do País, e não vemos investimento para melhorar a qualidade do serviço e a vida do povo pernambucano”, observou.

Os transtornos à população também tiveram destaque. Abimael Santos (PL) afirmou que recebe denúncias de pessoas que ficam dias sem energia. “Há relatos de quem ficou até quatro dias sem luz, no período do Natal. Eu mesmo passei por isso. É algo que não vinha acontecendo nos últimos anos e tem sido corriqueiro”, disse o vice-presidente da Comissão.

Henrique Queiroz Filho (PP) ressaltou que os eventos climáticos atrapalham o fornecimento de energia, no entanto a solução não pode ser demorada. “Sabemos que pode haver problemas decorrentes de chuvas e raios, mas isso deve ser resolvido da forma mais rápida possível. A Neoenergia tem um contrato de concessão pública com o Governo. Pernambuco não pode continuar passando por isso”, afirmou. “Não podemos fechar os olhos para uma situação que está incomodando todo o Estado. A questão climática, as chuvas dos últimos meses, não justificam a quantidade de problemas”, complementou o deputado Edson Vieira (União).

Gerente-geral do Procon-PE, Hugo Souza destacou as principais queixas enviadas pelos consumidores. “Muitos relatos nos comovem, são pequenos empresários que têm a renda comprometida pelas quedas de energia. Também recebemos muita reclamação de aparelhos danificados com a variação elétrica, principalmente em épocas de chuva”, afirmou.

O deputado Waldemar Borges (PSB) comentou que tem recebido reclamações sobre a dificuldade de levar energia a poços artesianos. “Muitos poços são furados mas a população segue sem acesso a água. É importante identificar gargalos que impedem essas ligações com a rapidez que a situação demanda”, sugeriu.

Melhorias

O superintendente técnico da Neoenergia, André Santos, reconheceu que as quedas de energia aumentaram em Pernambuco,desde o final de 2023. O gestor considerou a audiência pública uma oportunidade para acelerar planos de melhoria e dar respostas mais rápidas à população. Ele indicou ações que vêm sendo implementadas pela empresa.

“Estamos em contato com produtores rurais para monitorar as áreas críticas que vêm enfrentando falta de energia. A Neoenergia investe R$ 800 milhões ao ano em Pernambuco, e neste ano vamos destinar recursos a manutenção e melhorias estruturais. A previsão é de implantar 9 km de rede trifásica em 2024, em pontos estratégicos, entre eles a região da bacia leiteira”, informou.

Presidente da Comissão de Desenvolvimento Econômico, o deputado Mário Ricardo (Republicanos) anunciou a criação de um grupo de trabalho (GT) para acompanhar a situação do fornecimento de energia em Pernambuco. “Diante da gravidade dos fatos apresentados aqui, vamos criar um grupo para acompanhar os casos relatados e analisar o contrato de concessão”, afirmou.

Vão integrar o GT a deputada Débora Almeida e os deputados Abimael Santos, Henrique Queiroz Filho, Rodrigo Farias e Edson Vieira. Também participaram da audiência representações da OAB, da Câmara Municipal de Brejo da Madre de Deus, do Sindicato das Indústrias de Energia e de Serviços Elétricos do Estado de Pernambuco (Sindienergia-PE), do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia de Pernambuco (Crea-PE), além do deputado Sileno Guedes (PSB).

Outras Notícias

Relator do TCE cobra mais transparência da Prefeitura do Recife nos gastos emergenciais com a covid-19

O relator das contas da Prefeitura do Recife, conselheiro Carlos Porto, enviou um “alerta de responsabilização” ao prefeito Geraldo Júlio (PSB), sobre a necessidade de maior transparência nos gastos do Recife e nos repasses às organizações sociais da saúde, no enfrentamento da covid-19. Carlos Porto foi informado da expedição de recomendação do Ministério Público Federal […]

O relator das contas da Prefeitura do Recife, conselheiro Carlos Porto, enviou um “alerta de responsabilização” ao prefeito Geraldo Júlio (PSB), sobre a necessidade de maior transparência nos gastos do Recife e nos repasses às organizações sociais da saúde, no enfrentamento da covid-19.

Carlos Porto foi informado da expedição de recomendação do Ministério Público Federal (MPF) e Ministério Público de Contas (MPCO), dirigida na semana passada ao prefeito do Recife, cobrando transparência dos gastos da covid-19 que, segundo análise do Ministério Público, estaria “deficiente e incompleta”.

Após análise do procurador Cristiano Pimentel, do MPCO, o relator Carlos Porto considerou que o TCE também deveria acompanhar o integral cumprimento das recomendações pela Prefeitura do Recife e determinou a notificação, em “alerta de responsabilização”, do gestor do Recife.

Carlos Porto informou ao prefeito que o eventual descumprimento das recomendações do MPF e MPCO será item no processo de prestação de contas do gestor, em 2020, sob sua relatoria.

“O eventual descumprimento das recomendações pode levar a parecer pela rejeição de contas e nota de improbidade no TCE”, disse o procurador Cristiano Pimentel, do MPCO.

O prefeito Geraldo Júlio e a Controladoria Geral do Município foram informados por ofício, nesta terça-feira (12).

RECOMENDAÇÕES

Na recomendação, expedida na semana passada, MPF e MPCO cobraram da Prefeitura do Recife e da Secretaria Municipal de Saúde que “seja dada transparência às contratações e aquisições realizadas para o enfrentamento da emergência de saúde pública decorrente do novo coronavírus, além de transparência na aplicação dos recursos repassados às organizações sociais da saúde (OSS), que estão responsáveis, por exemplo, por hospitais de campanha”.

A recomendação foi assinada pelos procuradores do MPF João Paulo Holanda Albuquerque, Rodrigo Tenório e Silvia Regina Pontes Lopes, pela procuradora geral do MPCO, Germana Laureano, e pelo procurador Cristiano Pimentel.

MPF e MPCO destacaram que recente lei municipal, sobre gastos com a covid-19, violam publicidade e transparência.

Segundo o MPF e MPCO, quando expediram as recomendações, a página do Portal da Transparência da covid-19 do Recife “não estava sendo alimentada satisfatoriamente nem apresenta transparência útil”.

A recomendação do MPF e MPCO para a Prefeitura fixou prazo de dez dias úteis para que MPF e MPCO sejam informados sobre o acatamento. Em caso de descumprimento, segundo o MPF, poderão ser adotadas as medidas administrativas e judiciais cabíveis contra o Governo do Estado.

Hidroxicloroquina não tem eficácia contra a Covid em pacientes leves e moderados, diz estudo brasileiro

Foram analisados mais de 600 participantes atendidos em 55 hospitais. Percentual de mortes foi de 3% tanto entre os que tomaram o remédio quanto entre os que integravam o grupo controle. No maior estudo brasileiro publicado até agora, pesquisadores apontam que a hidroxicloroquina não teve eficácia no tratamento da Covid-19 em pacientes com casos leves […]

Foram analisados mais de 600 participantes atendidos em 55 hospitais. Percentual de mortes foi de 3% tanto entre os que tomaram o remédio quanto entre os que integravam o grupo controle.

No maior estudo brasileiro publicado até agora, pesquisadores apontam que a hidroxicloroquina não teve eficácia no tratamento da Covid-19 em pacientes com casos leves e moderados atendidos em hospitais.

O estudo aponta que, após 15 dias de tratamento, percentuais semelhantes dos pacientes (que tomaram ou não hidroxicloroquina) já estavam em casa “sem limitações respiratórias”. O percentual de óbitos foi igual em todos os grupos: 3%.

A pesquisa, revisada por outros cientistas, foi publicada nesta quinta-feira (23) no “The New England Journal of Medicine”.

O estudo foi realizado pela Coalizão COVID-19, que ainda conduz outros oito estudos sobre o tema, incluindo um sobre a mesma droga no tratamento de casos ambulatoriais, ou seja, em casos mais leves da Covid-19.

O grupo é formado por Hospital Israelita Albert Einstein, HCor, Hospital Sírio-Libanês, Hospital Moinhos de Vento, Hospital Alemão Oswaldo Cruz, BP – A Beneficência Portuguesa de São Paulo, o Brazilian Clinical Research Institute (BCRI) e Rede Brasileira de Pesquisa em Terapia Intensiva (BRICNet). Leia íntegra da matéria no G1.

Danilo Simões e Edson Henrique deixam cargos na Casa Civil 

Na tarde desta segunda-feira (6), os líderes da oposição em Afogados da Ingazeira, Danilo Simões e Edson Henrique, entregaram os cargos que ocupavam na Casa Civil do Governo de Pernambuco. A decisão ocorre após cerca de seis meses de atuação, período em que, segundo o grupo, não houve avanços concretos nas reivindicações apresentadas pela oposição. […]

Na tarde desta segunda-feira (6), os líderes da oposição em Afogados da Ingazeira, Danilo Simões e Edson Henrique, entregaram os cargos que ocupavam na Casa Civil do Governo de Pernambuco. A decisão ocorre após cerca de seis meses de atuação, período em que, segundo o grupo, não houve avanços concretos nas reivindicações apresentadas pela oposição.

Segundo o blog do Finfa, com a saída, Danilo e Edson passam a atuar de forma independente no cenário estadual, mantendo o papel de oposição no município. A movimentação reforça o posicionamento político do grupo, que busca consolidar sua representação junto à população local.

Em entrevista ao “Debate das Dez” da Rádio Pajeú, em 21 de agosto, Danilo Simões já havia sinalizado insatisfação com o tratamento recebido dentro da gestão estadual. “A gente não aceita bola nas costas, a gente não aceita ser tratado em segundo plano porque agora eu falo em nome de 10 mil pessoas”, afirmou à época.

O líder oposicionista também destacou o peso eleitoral de sua atuação: “Se eu não tivesse sido testado nas urnas, se a gente não tivesse os compromissos que a gente teve durante a campanha, poderia até ser outra situação, mas hoje, não. Hoje eu falo em nome de quase metade da população de Afogados”.

Para o cenário político local, a saída de Danilo e Edson representa uma divisão entre os apoiadores da governadora Raquel Lyra, o que é interpretado como uma vantagem para os aliados do prefeito do Recife, João Campos, nas articulações eleitorais e no fortalecimento da oposição no município.

Datafolha em PE: Câmara 34% x Armando 25%

Para o Senado, Jarbas tem 38%, seguido de Humberto Costa com 28% e Mendonça Filho com 27% O instituto Datafolha divulgou nesta quarta-feira (06/09) a segunda rodada de pesquisas para governador de Pernambuco. O novo levantamento apontou Paulo Câmara (PSB) com 34% das intenções de voto. Armando Monteiro (PTB) surge com 25%, seguido por Julio […]

Para o Senado, Jarbas tem 38%, seguido de Humberto Costa com 28% e Mendonça Filho com 27%

O instituto Datafolha divulgou nesta quarta-feira (06/09) a segunda rodada de pesquisas para governador de Pernambuco.

O novo levantamento apontou Paulo Câmara (PSB) com 34% das intenções de voto. Armando Monteiro (PTB) surge com 25%, seguido por Julio Lossio (Rede) com 2%, Maurício Rands (PROS) com 2%, Simone Fontana (PSTU) com  1% e Dani Portela (PSOL) 1% e Ana Patrícia Alves (PCO) 1%.

O levantamento também mediu a rejeição dos candidatos e mostrou Paulo Câmara com  32%, Dani Portela 25 %, Maurício Rands 23%, Simone Fontana 25%, Júlio Lossio 24%, Ana Patrícia Alves 23%, mesmo percentual de Armando Monteiro 23%. 12% rejeitam todos os candidatos. 

Sobre a pesquisa: a margem de erro é de 3 pontos percentuais para mais ou para menos. Foram ouvidos 1.229 eleitores de 50 municípios do Estado de Pernambuco, com 16 anos ou mais.  A pesquisa foi feita dias 4, 5 e 6 de setembro. O registro no TRE é o PE 0338/2018.

O nível de confiança utilizado é de 95%. Isso quer dizer que há uma probabilidade de 95% de os resultados retratarem o atual momento eleitoral, considerando a margem de erro.

No levantamento anterior, feito de 20 a 21 de agosto, os percentuais de intenção de votos eram os seguintes: Paulo Câmara (PSB): 30%. Ou seja, o socialista cresceu 5 pontos. Armando Monteiro (PTB) tinha 24%, crescendo um ponto.

Para o Senado em Pernambuco Jarbas (MDB) lidera com 38% seguido de Humberto Costa (PT), com 28%, empatado tecnicamente com Mendonça Filho (DEM), que tem 27%.

Na sequência, Silvio Costa (Avante): 10%; Bruno Araújo (PSDB): 6%; Pastor Jairinho (Rede): 5%; Adriana Rocha (Rede): 3%; Hélio Cabral (PSTU): 2%; Eugênia (PSOL), Albanise Pires (PSOL) e Lídia Brunes (PROS) com 1%. Alex Rola (PCO) não pontuou.

Em branco/nulo/nenhum para a 1ª vaga: 22%. Em branco/nulo/nenhum para a 2ª vaga: 38%. Não sabe para a 1ª vaga: 7%. 7%. sabe para a 2ª vaga: 10%.

A pesquisa foi encomendada pela TV Globo e pelo jornal “Folha de S.Paulo”.

Azul planeja aeronave maior na rota Serra Talhada-Recife

O Diretor de Alianças e Relações Institucionais da Azul, Marcelo Bento Ribeiro, disse à Coluna Turismo de Valor, do JC, que pode haver breve mudança de aeronave na rota Serra Talhada-Recife. No mês em que as rotas comerciais para Caruaru e Serra Talhada completaram seis meses, a Azul informou os novos planos para o Pernambuco incluindo, além do […]

O Diretor de Alianças e Relações Institucionais da Azul, Marcelo Bento Ribeiro, disse à Coluna Turismo de Valor, do JC, que pode haver breve mudança de aeronave na rota Serra Talhada-Recife.

No mês em que as rotas comerciais para Caruaru e Serra Talhada completaram seis meses, a Azul informou os novos planos para o Pernambuco incluindo, além do aumento de voos para estes destinos, à operação para outros municípios importantes do Estado como Garanhuns, no Agreste, e Araripina, no Sertão.

Também está no planejamento da empresa a utilização de aeronaves maiores como o ATR que tem capacidade para até 70 passageiros.

A operação para o interior de Pernambuco é feita pela Azul Conecta, empresa de aviação sub-regional da Azul, com aviões Cessna Grand Caravan que contam com capacidade para nove passageiros e 150 kg de carga.

“Nossos planos são consolidar e aumentar nossa operação em Caruaru e Serra Talhada, com o aumento do número de voos, e até mesmo começarmos a operar com aeronaves maiores como ATR”, disse.

“Também pretendemos continuar expandindo nossa atuação no interior do estado e prevemos voar para cidades como Garanhuns e Araripina e adicionar outros destinos regionais que possam se conectar a capital Pernambucana. Nós já sentimos que existe demanda no estado e que os clientes estão apenas aguardando nossa chegada nessas cidades”, completou.

No entanto, para que isso aconteça, a Azul conta com os investimentos necessários em infraestrutura para que possam operar com a segurança necessária. A melhoria da estrutura do Aeroporto de Serra Talhada é uma das exigências