Ataque de Dinca a Júnior Alves gera notas de solidariedade e repúdio
Por Nill Júnior
A Rádio Cidade FM Tabira 97,7, preocupada com as recentes declarações e insultos sofridos pelo radialista e funcionário da casa, Júnior Alves, ocorridas após a divulgação da matéria “Numa entrevista chapa branca, gravada e de perguntas marcadas, prefeita Nicinha faz balanço de 2021”, nesta sexta-feira (31), no programa Cidade Alerta, vem manifestar total solidariedade ao profissional e reiterar sua posição em defesa da liberdade de imprensa e do livre exercício da profissão.
É inadmissível que, em pleno século XXI, ainda sermos surpreendidos com os fantasmas do passado que tentam praticar o coronelismo na sociedade tabirense. O justiceiro Dinca Brandino, ex-prefeito do município, ofendido com a divulgação da matéria, proferiu em uma live no Facebook, comanda por um de seus subservientes, os mais variados ataques à pessoa do radialista de forma mais covarde.
Dinca incentiva os fanáticos e robôs que lhe servem de base, a radicalizar nas redes sociais contra um jornalista sério. É a busca da opressão pela força do ódio público. Uma clara tentativa de intimidação que demonstra um ser humano desprezável.
Este lamentável episódio se soma a uma cada vez mais extensa lista de violações a jornalistas e comunicadores (as) por parte do ex-prefeito de Tabira, que já respondeu processos ao ofender o jornalista Anchieta Santos (in memoriam), em 2011, gerando danos morais com a fixação de valores pela Justiça.
Tais violações têm como objetivo intimidar e constranger os profissionais que realizam seu trabalho de levar informações à população, a fim de obstruir o trabalho da imprensa. Portanto, configura flagrante violação a um pilar da democracia, a liberdade de imprensa.
A Rádio Cidade repudia veementemente as agressões ocorridas nesta sexta-feira, explicitando a defesa da liberdade de imprensa, da democracia e da pluralidade de visões e opiniões.
Paulo de Barros Nogueira Diretor Presidente
José Felipe Ferreira Marques Diretor Administrativo
Venho repudiar a manifestação agressiva e descabida do ex-prefeito de Tabira, José Edson Cristóvão de Carvalho (Dinca), contra o apresentador do programa Cidade Alerta, da Rádio Cidade FM, o radialista Júnior Alves.
A reportagem correta e bem apurada de hoje, mostra a incompetência de uma gestora que recebeu mais de R$ 70 milhões de reais neste ano e a única obra apresentada à população tabirense durante sua leitura na rádio, foi a reforma de um prédio do município, que no passado abrigou a empresa Jole Construtora e que, pintado, se transformou no Posto de Atendimento do Detran.
Lamentavelmente, em resposta à reportagem, o ex-prefeito posta em rede social um depoimento destemperado, que não contesta diretamente nenhum dado apresentado e busca simplesmente, com mentiras e agressões, desqualificar o comunicador.
A falta de transparência com recursos públicos em Tabira reina e, quando questionados, a prefeita não fala e seu esposo parte para agressão. Eles devem entender que na Democracia os governantes têm como obrigação primeira prestar todas as informações de relevância pública que envolve a gestão.
Ao tempo em que expresso nossa solidariedade ao radialista Júnior Alves, lembro que a cada réveillon estamos mais perto do Novo! Feliz 2022.
Nesta quinta-feira (9), representantes da Faculdade Vale do Pajeú (FVP) estiveram no evento de adesão do Governo de Pernambuco ao programa Pé-de-Meia, promovido pelo Governo Federal, na Arena Pernambuco. O diretor geral da instituição, Cleonildo Lopes destacou a importância do programa para a educação básica e superior do país. O programa Pé-de-Meia, lançado pelo Ministro […]
Nesta quinta-feira (9), representantes da Faculdade Vale do Pajeú (FVP) estiveram no evento de adesão do Governo de Pernambuco ao programa Pé-de-Meia, promovido pelo Governo Federal, na Arena Pernambuco.
O diretor geral da instituição, Cleonildo Lopes destacou a importância do programa para a educação básica e superior do país.
O programa Pé-de-Meia, lançado pelo Ministro da Educação, Camilo Santana, é considerado um grande incentivador da educação básica, servindo como base sólida para o ensino superior. Cleonildo Lopes ressaltou a relevância do programa, classificando-o como um marco na educação brasileira.
“Este programa é o maior incentivador da educação básica para o país, sendo um alicerce para o ensino superior. Uma festa linda da educação”, afirmou o Diretor Geral da FVP.
Durante o evento, o Ministro da Educação, Camilo Santana, assinou e publicou a portaria de nº 464, que credencia a Faculdade Vale do Pajeú – Unidade João Alfredo. Esse momento foi celebrado como um marco histórico para a instituição de ensino.
A FVP expressou seus agradecimentos a diversas autoridades que contribuíram para esse importante passo. Entre eles, o Ministro da Educação, Camilo Santana, o senador Humberto Costa, o deputado estadual Joãozinho Tenório, a governadora Raquel Lyra, os deputados federais Carlos Veras e Túlio Gadelha, o assessor parlamentar Jadiel Lopes, o prefeito de João Alfredo, Zé Martins, a Ministra de Ciência e Tecnologia Luciana Santos e o prefeito do Recife João Campos.
Candidata que queria ser chamada como “Adevania do Coletiva Elas” teve pedido negado e poderá usar só “Adevania” Em julgamento de recurso eleitoral neste sexta-feira (23-10), a Corte do Tribunal Regional Eleitoral de Pernambuco (TRE-PE) fixou entendimento sobre nomes usados nas urnas que possam indicar a prática das chamadas candidaturas coletivas ou compartilhadas. A posição […]
Candidata que queria ser chamada como “Adevania do Coletiva Elas” teve pedido negado e poderá usar só “Adevania”
Em julgamento de recurso eleitoral neste sexta-feira (23-10), a Corte do Tribunal Regional Eleitoral de Pernambuco (TRE-PE) fixou entendimento sobre nomes usados nas urnas que possam indicar a prática das chamadas candidaturas coletivas ou compartilhadas.
A posição do Pleno é que o nome constante na urna eletrônica não pode causar nenhum tipo de dúvida ao eleitor. Foi a primeira vez que o TRE de Pernambuco se manifestou, de maneira colegiada, sobre o tema.
O caso chegou à Corte a partir do recurso movido por Adevania Coelho de Alencar Carvalho, candidata a vereadora em Ouricuri pelo PSOL. Em 11 de outubro passado, o juiz da 82ª Zona Eleitoral, Carlos Eduardo das Neves Mathias, deferiu o pedido de registro de candidatura, porém determinou que, na urna eletrônica, a candidata apareça com o nome “Adevania”.
A candidata, então, recorreu da decisão porque pretendia usar, na urna eletrônica, o nome “Coletiva Elas” ou, em caso de rejeição deste pedido, a expressão “Adevania do Coletiva Elas”.
Relator do processo, o desembargador Ruy Trezena Patu Junior votou pelo provimento parcial do recurso, a fim de deferir a segunda opção de nome de urna da candidata, “Adevania do Coletiva Elas”.
O desembargador Edilson Pereira Nobre acompanhou o voto do relator. Porém, os outros cinco membros da Corte Eleitoral – desembargadores Frederico Neves (presidente), Carlos Gonçalves de Moraes (vice-presidente e corregedor), José Alberto de Barros Freitas Filho, Carlos Gil Rodrigues Filho e Rodrigo Cahu Beltrão - confirmaram a decisão do juiz de primeiro grau e votaram por negar provimento ao recurso da candidata, que terá que utilizar apenas o nome “Adevania” na urna eletrônica.
Em sua sentença, o juiz Carlos Eduardo das Neves Mathias citou o Artigo 25 da Resolução 23.609/2019 do Tribunal Superior Eleitoral (TSE): “O nome para constar da urna eletrônica terá no máximo 30 (trinta) caracteres, incluindo-se o espaço entre os nomes, podendo ser o prenome, sobrenome, cognome, nome abreviado, apelido ou nome pelo qual o candidato é mais conhecido, desde que não se estabeleça dúvida quanto a sua identidade, não atente contra o pudor e não seja ridículo ou irreverente”.
No julgamento desta sexta-feira, o presidente do TRE, desembargador Frederico Neves, mais uma vez, se disse simpático às candidaturas coletivas, porém destacou que ainda não existe previsão legal que as discipline. “Como aplicador da norma, não posso permitir o uso nas urnas de expressões que causam dúvidas seriíssimas no espírito do eleitor”, disse o desembargador.
A Prefeitura de Arcoverde, por meio da Secretaria de Finanças, dá início ao cronograma de pagamentos referente ao mês de fevereiro de 2022, para efetivos, comissionados, aposentados e pensionistas do município. Os servidores efetivos e comissionados de todas as Secretarias (exceto Educação) e da Arcotrans, terão os pagamentos liberados nesta sexta-feira (25/02). Já para a […]
A Prefeitura de Arcoverde, por meio da Secretaria de Finanças, dá início ao cronograma de pagamentos referente ao mês de fevereiro de 2022, para efetivos, comissionados, aposentados e pensionistas do município.
Os servidores efetivos e comissionados de todas as Secretarias (exceto Educação) e da Arcotrans, terão os pagamentos liberados nesta sexta-feira (25/02). Já para a Secretaria de Educação, a liberação acontece na próxima quarta-feira (02/03). E para os aposentados e pensionistas da Arcoprev, na quinta-feira (03/03).
“Com a folha de pagamentos devidamente em dia, a gestão municipal de Arcoverde colabora para com todos os seus servidores e aposentados, possibilitando mensalmente que a economia local do nosso município também fique fortalecida”, enfatiza a secretária de Finanças, Celina Vidal Cavalcanti de Lima.
O poeta Raul Seixas disse certa vez que “Um sonho que se sonha só, é só um sonho que se sonha só, mas sonho que se sonha junto é realidade.” Essa teoria aplica-se em diversos segmentos do nosso cotidiano, contribuindo, significativamente, na construção de nossas vidas. Exemplo maior podemos obter com as cidades de Hiroshima […]
O poeta Raul Seixas disse certa vez que “Um sonho que se sonha só, é só um sonho que se sonha só, mas sonho que se sonha junto é realidade.” Essa teoria aplica-se em diversos segmentos do nosso cotidiano, contribuindo, significativamente, na construção de nossas vidas.
Exemplo maior podemos obter com as cidades de Hiroshima e Nagasaki, destruídas durante a II Guerra Mundial. O envolvimento da população no processo de reconstrução foi fundamental para, num tempo recorde, as cidades se transformarem em símbolo de orgulho para os japoneses.
Aproveitando a passagem dos seus 108 anos, gostaria de externar orgulho semelhante sobre minha querida Afogados da Ingazeira. Hoje, não quero destacar seus importantes órgãos públicos, sua atuante Diocese; sua excelente classificação, segundo o IBGE, como terceiro maior IDH – Índice de Desenvolvimento Humano da região do Vale do Pajeú; mas sim, registrar um fato por demais indispensável para que todo esse progresso e desenvolvimento se tornasse realidade. Gostaria de aplaudir, com todo entusiasmo e sinceridade, a população que tem participado de maneira integral nas decisões sociais e políticas.
Esse povo, do qual faço parte com muita honra, escolheu com competência e sabedoria, nos últimos pleitos, os melhores gestores para cuidar de nossa cidade. Essa relação de entendimento entre os habitantes e os poderes constituídos tem sido por demais benéfica, pois, a justiça funciona rigorosamente dentro dos padrões que a Lei determina, o legislativo fiscaliza com responsabilidade e o executivo cumpre com transparência a execução de todas as obras, previamente debatidas com as comunidades.
Assim, como disse um antigo mestre, “Na participação, nos descobrimos como pessoas, seres de possibilidade, de desejo. E daí nasce nossa consciência cidadã, pois superamos a omissão, a indiferença e a exclusão para nos engajarmos como protagonistas na construção de um lugar bom para viver e conviver,”… e esse lugar é, sem dúvida, nossa querida Afogados da Ingazeira.
Parabéns!
Carlos Moura Gomes
Hoje quando comemoramos os 108 anos de emancipação de Afogados da Ingazeira, quero render minhas sinceras homenagens a esse povo que traz dentro de si o sentimento do amor por sua terra e a cada dia escreve em versos e com muito trabalho a sua história.
Juntamente com nossos amigos e companheiros de luta, vamos estar irmanados na luta pelo desenvolvimento e crescimento desta terra com oportunidades para todos os afogadenses. Parabéns! Que Deus ilumine a caminhada desta amada gente honesta, trabalhadora e apaixonada por sua terra.
Deputado estadual Júlio Cavalcanti (PTB)
Afogados da Ingazeira amanheceu em festa e como representante desta terra na Câmara Federal não poderia deixar de render nossas homenagens a um povo rico em tradições, uma cultura popular que pulsa nas veias e recantos desta bela terra e lugar aonde os versos se encontram como berço do Pajeú que exala o sentimento de paz, trabalho e prosperidade.
Queremos deixar nosso abraço a todo esse povo maravilhoso e que traz no peito o sentimento do mundo, do mundo de Afogados. Um abraço a todos os nossos amigos que nos acompanham na luta em prol do desenvolvimento e do progresso desta terra que aprendemos a amar e a ter por ela e sua gente o maior carinho.
Parabéns Afogados da Ingazeira! Hoje é seu dia de festa, quando aproveitamos para renovar nosso compromisso de lutar pelo futuro e o progresso desta terra.
A elite que mata por ‘diversão’ e o Estado que a premia “Eles acham que o mundo é um playground onde a dor alheia não tem custo”, desabafa o senso comum diante de uma realidade que se repete como farsa e tragédia no Brasil. O paralelo entre o martírio do líder Pataxó Galdino Jesus dos […]
A elite que mata por ‘diversão’ e o Estado que a premia
“Eles acham que o mundo é um playground onde a dor alheia não tem custo”, desabafa o senso comum diante de uma realidade que se repete como farsa e tragédia no Brasil. O paralelo entre o martírio do líder Pataxó Galdino Jesus dos Santos, incendiado em 1997, e a recente morte do cão Orelha não é apenas uma coincidência de crueldade; é o retrato de uma patologia social de classe que goza de uma impunidade hereditária e de uma desconexão absoluta com a realidade.
O “erro” que vira carreira pública
A discrepância entre o tratamento dado a jovens ricos e pobres no Judiciário ganha contornos de escárnio quando observamos os desdobramentos do caso Galdino. Enquanto a juventude periférica enfrenta o encarceramento em massa, os cinco responsáveis por queimar vivo o indígena em 1997 — após uma “reabilitação” célere e repleta de privilégios — hoje estão integrados à elite do funcionalismo público.
Longe das celas, os agressores ocupam cargos de destaque no Senado Federal, no Detran-DF e até na Polícia Rodoviária Federal, com salários que superam os R$ 15 mil. Como revela a investigação da BBC News Brasil, o Estado que eles agrediram ao violar a vida é o mesmo que hoje lhes garante estabilidade. É a prova de que, para os “filhos bons” da elite, o crime não é uma barreira, mas um “erro juvenil” absorvido por um sistema que protege os seus.
A dessensibilização e o status da barbárie
Essa blindagem começa em casa e no ambiente digital. Em entrevista à BBC, a juíza Vanessa Cavalieri, da Vara da Infância e Juventude do Rio de Janeiro, alerta para um fenômeno de “dessensibilização da violência”. Segundo a magistrada, adolescentes de classes média e alta estão sendo alimentados por comunidades digitais (como o Discord) que transformam a tortura em espetáculo e busca por status.
“Eu teria zero surpresa se se concluísse que isso não foi apenas a ação de cinco meninos isolados, mas parte de uma comunidade maior, com liderança e busca por status”, afirma Cavalieri.
O que une os agressores de ontem e de hoje é a parentalidade permissiva: famílias que não impõem limites e que, após o crime, atuam para obstruir a justiça ou minimizar a barbárie — como no caso atual, em que jovens envolvidos seguiram viagem para a Disney enquanto a vítima agonizava.
O fascismo social e a balança viciada
Sempre que a lei ameaça o asfalto, o crime vira “brincadeira” e o sadismo vira “impulso”. Essa retórica é uma ferramenta do fascismo social. Para o rico, o direito ao esquecimento e ao prestígio; para o pobre, o rigor da repressão e o descarte em celas superlotadas.
A democracia só se consolida quando o valor da vida não é medido pelo CEP ou pelo saldo bancário. Tratar esses episódios como “casos isolados” é ignorar que o sistema penal brasileiro tem lado. Enquanto o sobrenome for salvo-conduto para cargos públicos e a permissividade familiar for endossada pelo Judiciário, continuaremos sendo uma nação que incendeia seus próprios alicerces de humanidade em nome do entretenimento de uma elite cruel.
Morde
Em entrevista à Rádio Pajeú, o vice-prefeito de Afogados da Ingazeira, Daniel Valadares, subiu o tom contra a gestão de Raquel Lyra, afirmando que o governo estadual sofre de uma “paralisia de entregas” que já dura mais de três anos. Valadares foi enfático ao dizer que é impossível identificar a marca da governadora nas obras de Pernambuco, atribuindo o protagonismo das realizações ao Governo Lula. “O maior problema não são episódios pontuais, mas a falta de entregas efetivas”, disparou o vice-prefeito, evidenciando o vácuo administrativo que enfraquece a presença do Estado no interior.
Assopra
O ex-prefeito de Flores e pré-candidato a deputado estadual, Marconi Santana, saiu em defesa da governadora Raquel Lyra, minimizando as pesquisas de opinião e classificando o crescimento da gestora como “público e notório”. Para Santana, a força da governadora para a reeleição reside no volume de ações no Sertão, destacando investimentos em cozinhas comunitárias e na recuperação da malha viária como pilares de uma gestão que, segundo ele, está mudando a face do interior pernambucano.
“Janeiro amargo”
Pernambuco iniciou 2026 sob uma tempestade que nenhum marqueteiro político seria capaz de conter apenas com notas oficiais. O acúmulo de crises em órgãos estratégicos, como: Detran, SDS e EPTI, não é apenas um problema de “gestão de nomes”, mas um desgaste corrosivo que atinge o coração da narrativa de eficiência e ética que elegeu o atual governo. Em ano eleitoral, onde cada erro é multiplicado pela lupa da oposição, o Palácio do Campo das Princesas se vê diante de um labirinto político perigoso.
A erosão da autoridade
O primeiro ponto de desgaste é a quebra da confiança institucional. Quando o presidente do Detran-PE é alvo de denúncias de assédio e hostilidade, a imagem do Estado como garantidor de direitos é a primeira a cair. Para o eleitor, não se trata apenas de uma briga administrativa, mas de uma falha na escolha de quem comanda o dia a dia do cidadão. Esse tipo de escândalo humaniza a falha do governo de forma negativa, gerando uma rejeição emocional difícil de reverter.
O combustível da oposição
A crise da “Arapongagem” e o pedido de impeachment relacionado à empresa familiar da governadora são verdadeiros presentes para os adversários.
No caso da SDS, a acusação de uso da máquina pública para monitorar adversários (o secretário do Recife) alimenta o discurso de “perseguição política”.
No caso da EPTI/Logo Caruaruense, a oposição ganha a narrativa do “privilégio”, sugerindo que o rigor da lei não se aplica aos de casa.
Em uma pré-campanha, essas pautas dominam o debate, impedindo que o governo consiga vender suas entregas e obras. O governo passa a jogar na defesa, e “quem explica, já perdeu”, como diz o velho jargão político.
O erro de triagem e a pauta identitária
A rápida queda do presidente da EPTI, Yuri Coriolano, por mensagens racistas e misóginas é o golpe final na imagem de “renovação”. Em um estado de maioria negra e com forte histórico de lutas sociais, ter um alto escalão que destila preconceito, mesmo que em mensagens antigas, sinaliza uma falha grave na triagem política. O desgaste aqui é com a base progressista e com as mulheres, fatias do eleitorado que são fundamentais para qualquer vitória nas urnas.
O preço da paralisia
O governo chega a 2026 com a urgência de uma reforma interna profunda. O acúmulo de casos em um curto espaço de tempo cria uma percepção de desgoverno. Se a resposta continuar sendo apenas a troca reativa de nomes após o escândalo estourar, o desgaste será inevitável. Para quem busca a reeleição, o maior inimigo hoje não é apenas o candidato adversário, mas a sombra dessas denúncias que começam a cristalizar na mente do eleitor a imagem de uma gestão cercada por polêmicas e privilégios.
O caminho da recuperação
Para reverter o desgaste que atinge o Palácio do Campo das Princesas em 2026, o governo de Raquel Lyra não pode se limitar a notas de esclarecimento. A crise atual, que mistura assédio, espionagem e suspeitas de prevaricação, exige uma reforma de postura e de método. O tempo da política não perdoa a hesitação em ano eleitoral.
Primeiro, é urgente a implementação de um protocolo de compliance rigoroso. Não basta exonerar após o vazamento; é preciso demonstrar que a triagem para cargos de confiança agora segue critérios éticos inegociáveis. A governadora precisa “abrir a caixa-preta” das investigações no Detran e na SDS, punindo com transparência quem usou a máquina pública para fins escusos ou opressores.
Além disso, Raquel Lyra precisa resgatar a impessoalidade. O pedido de impeachment sobre a empresa familiar tocou em um nervo sensível: a percepção de privilégio. Para desfazer essa imagem, a gestão deve se antecipar aos órgãos de controle, oferecendo auditorias independentes e fortalecendo a Controladoria Geral do Estado.
Em política, o vácuo de resposta é preenchido pela narrativa da oposição. Se o governo não assumir o protagonismo da correção de rumos, chegará às urnas como refém dos próprios escândalos, transformando o que deveria ser um ano de entregas em uma longa jornada de defesa judicial.
Frase da semana
“As pessoas estão divorciadas da realidade. Elas não têm ideia de que o que aconteceu, acontece todas as noites em muitas casas do Brasil.”
Da juíza Vanessa Cavalieri, da Vara da Infância e Juventude do Rio de Janeiro em entrevista a BBC News Brasil sobre o caso do cão Orelha.
A juíza estuda, há anos, a radicalização de adolescentes.
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