Assalto a transportadora de valores termina em tiroteio no Recife
Por Nill Júnior
G1PE
Um assalto a uma transportadora de valores, na Zona Oeste do Recife, acabou em tiroteio, na madrugada desta terça-feira (21). De acordo com a polícia, cerca de 30 bandidos fortemente armados participaram da ação criminosa. Houve explosões e três policiais militares ficaram feridos. Ninguém foi preso.
Ruas foram fechadas e carros foram incendiados. Um caminhão também ficou destruído. Segundo a polícia, os ladrões conseguiram levar o dinheiro do cofre da empresa.
O Hospital da Restauração (HR), no Derby, na área central da capital, recebeu três policiais militares feridos. Um levou um tiro no braço e o outro, na perna. O terceiro foi atingido de raspão na orelha. Todos passam bem.
Por volta das 3h20, moradores do bairro da Estância começaram a ouvir muitos tiros. Houve relatos de fumaça em importantes avenidas da área. Grampos de metal foram colocados nas vias do entorno da transportadora de valores. Houve relatos de tiros nos bairros do Caçote e Jiquiá, na mesma área.
De acordo com o comandante da PM, coronel Vanildo Maranhão, os bandidos, tinham como alvo principal uma empresa de transporte de valores. Para entrar no cofre, eles explodiram o muro de uma loja de conveniência, que fica no terreno ao lado. “Eles conseguiram entrar no cofre e levaram o dinheiro”, contou.
O primeiro ataque aconteceu quando os bandidos furaram uma blitz do Batalhão de Trânsito, na Avenida Recife, uma das principais da Zona Oeste. Houve um confronto no local. “Eles estavam com caminhões para furar o bloqueio”, declarou o coronel.
Em seguida, os bandidos fizeram o cerco ao alvo principal. “De acordo com os policiais que atuaram na ocorrência, os ladrões tinham sotaque do Sul e Sudeste do país”, observou.
Funcionários do Supermercado Makro, localizado na Avenida Recife, relataram que os bandidos efetuaram disparos na frente do estabelecimento. Mercadorias foram atingidas. Com medo e para se protegerem, os trabalhadores da limpeza se jogaram no chão. Os criminosos estavam no caminhão-baú usado para furar a blitz do Batalhão de Trânsito.
Depois das investidas criminosas, a PM mobilizou cerca de 138 homens de vários batalhões. Um helicóptero foi usado para tentar localizar os suspeitos.
O governo Jair Bolsonaro desviou R$ 52 milhões previstos para campanhas com peças informativas sobre o combate ao coronavírus para fazer propaganda institucional de ações do Executivo. A reportagem é de Constança Rezende e Raquel Lopes/Folhapress. Os recursos foram alocados pela medida provisória 942, de abril de 2020. A MP abriu créditos extraordinários para enfrentamento da […]
O governo Jair Bolsonaro desviou R$ 52 milhões previstos para campanhas com peças informativas sobre o combate ao coronavírus para fazer propaganda institucional de ações do Executivo. A reportagem é de Constança Rezende e Raquel Lopes/Folhapress.
Os recursos foram alocados pela medida provisória 942, de abril de 2020. A MP abriu créditos extraordinários para enfrentamento da pandemia dentro do chamado Orçamento de guerra, uma modalidade criada para atender despesas urgentes e imprevisíveis. O mecanismo é permitido em três situações: guerra, comoção interna ou calamidade, como é o caso da crise sanitária causada pela Covid.
Pela justificativa da MP, o dinheiro reservado à Secom (Secretaria Especial de Comunicação Social) tinha “o objetivo de informar à população e minimizar os impactos decorrentes da proliferação da doença”, mas peças publicitárias entregues à CPI mostram que o dinheiro bancou a divulgação de feitos que rendem dividendos políticos ao presidente, sem referências a medidas preventivas contra a Covid.
O desvio é constado com base em cruzamento de dados enviados pela Secom ao jornal Folha de S.Paulo, por meio da LAI (Lei de Acesso à Informação), e à CPI da Covid no Senado, além de requerimentos de informação entregues à Câmara.
Vídeos de 15 a 30 segundos, áudios e informativos foram veiculados em TV aberta e fechada, rádio, internet e mídia exterior para enaltecer a liberação de recursos para pagamento de salários em micro e pequenas empresas e repasses a estados e municípios.
“O cuidado com o Brasil e com os brasileiros continua. Liberação de R$ 100 bilhões em crédito para micro e pequenas empresas”, diz uma das campanhas.
Os informes também trataram de ações relacionadas ao Bolsa Família, ao auxílio emergencial, à suspensão de pagamento da conta de luz e aos saques do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço). As medidas são do Ministério da Economia.
Há ainda vídeos sobre compra de equipamentos, medicamentos e EPIs (equipamentos de proteção individual), usados por profissionais na linha de frentes. Trata-se, portanto, de realizações do Ministério da Saúde.
“A pandemia do novo coronavírus desafia governos em todo o mundo. No Brasil, nós, do governo federal, trabalhamos para enfrentar o seu avanço e cuidar da saúde da população. Investimos R$ 16 bilhões na compra de respiradores, ventiladores pulmonares, equipamentos de segurança e medicação”, diz uma peça.
O crédito destinado ao órgão então vinculado à Presidência da República -hoje atrelado ao Ministério de Comunicações- seria executado de acordo com a justificativa da MP.
Para realizar as campanhas, a Secom precisou do apoio dos Ministérios da Cidadania e da Saúde, o que prejudicou ações destinadas de fato à saúde pública.
Em requerimento de informação enviado pelo órgão ao deputado Elias Vaz (PSB-GO), a Secom explicou que foi necessária a realização de quatro dos chamados TEDs (termos de execução descentralizada).
Pelo instrumento, o órgão repassou dinheiro às pastas para pagamento de campanhas de divulgação das ações do governo. No entanto, Cidadania e Saúde perderam margem de gastos com publicidade de seu próprio interesse.
A Secom afirmou, em nota, que as campanhas abrangem diversas áreas impactadas pela pandemia.
Já a Saúde, também em nota, disse que as peças contêm orientações de saúde, medidas de prevenção “e outros temas de balanço do governo federal”. Procurado, o Ministério da Cidadania não respondeu.
Como os dois ministérios mantinham contratos ativos com a agência Calia, responsável pela publicidade da Secom, os TEDs foram executados. Dois deles foram pela Cidadania, nos valores de R$ 6 milhões e R$ 5,3 milhões, e dois pela Saúde, de R$ 35 milhões e R$ 6,5 milhões.
“Percebendo o cenário da pandemia de coronavírus e identificando a necessidade de informar a sociedade sobre as ações do governo federal para minimizar os efeitos da crise provocada pelo coronavírus, [a agência] apresentou proposta de campanha publicitária de iniciativa própria”, escreveu, no dia 13 de abril do ano passado, o então secretário especial de Comunicação Social adjunto, Samy Liberman, ao Ministério da Saúde, em ofício obtido pela Folha de S.Paulo.
A Secom, segundo ele, considerou a proposta adequada e conveniente, “no entendimento de que cabe ao governo federal manter a população informada acerca das ações governamentais que estão sendo implementadas em virtude das consequências que a pandemia trouxe à realidade de todos”.
À época a Secom era comandada por Fabio Wajngarten, que foi ouvido pela CPI da Covid no mês passado. Um ofício encaminhado à comissão mostra que as campanhas só foram publicadas no canal do YouTube da Saúde em 30 de abril deste ano, três dias depois da instalação da comissão.
Em resposta a outro pedido de TED de Liberman, no dia 3 de julho de 2020, o então secretário executivo do Ministério da Saúde, Élcio Franco, alertou que a execução da proposta impactaria o limite contratual para outras campanhas da pasta que seriam realizadas no segundo semestre.
Como exemplo, ele citou ações referentes a estímulo de atividades físicas, aleitamento materno, obesidade infantil, atualização da caderneta de vacinação, pólio, HPV e outras doenças sexualmente transmissíveis, combate da dengue, doação de órgão e dia mundial contra a Aids.
Questionado pela reportagem, o ministério disse que as campanhas Brasil em Movimento, de atividade física, e DST Sífilis Mulheres não foram realizadas no período. Em nota, porém, a pasta disse que o tema contra sífilis para mulheres foi abordado na Campanha de Prevenção às Infecções Sexualmente Transmissíveis, no começo de 2020, período anterior à manifestação de Franco.
Já sobre a campanha Brasil em Movimento, disse que “está em fase de desenvolvimento pela Secretaria de Atenção Primária à Saúde (SAPS) da pasta”.
Outro lado
O Ministério da Saúde afirmou que as campanhas publicitárias realizadas por meios dos TEDs (termos de execução descentralizada) foram pagas com recursos da Secom (Secretaria Especial de Comunicação Social).
“Os vídeos das campanhas publicitárias do governo federal são disponibilizados na plataforma YouTube, prioritariamente nos perfis do órgão responsável pelo assunto, depois de encerrado o período regular de veiculação/divulgação estabelecido na estratégia de cada ação”, afirmou.
A pasta também defendeu que as peças traziam orientações de saúde, medidas de prevenção “e outros temas de balanço do governo federal”. “Por oportuno, esclarecemos que as ações publicitárias realizadas pela Secom no contexto do enfrentamento da pandemia são complementares e se somam aos esforços do Ministério da Saúde”, disse o órgão.
“As ações executadas abordam aspectos transversais que contemplam outras áreas impactadas pela pandemia, a exemplo da econômica, sem prejuízo das ações publicitárias específicas essencialmente de utilidade pública desenvolvidas pelo Ministério da Saúde, órgão ao qual compete a gestão do assunto”.
Em nota, a Secom (Secretaria Especial de Comunicação Social) afirmou que as campanhas relativas ao enfrentamento da pandemia, prevenção e vacinação contra a Covid-19 desenvolvidas pelo órgão “são complementares aos esforços do Ministério da Saúde, a quem compete executar campanhas exclusivamente de utilidade pública”.
O órgão também afirmou que as campanhas desenvolvidas pela Secom “abrangem diversas áreas impactadas pela pandemia e informam sobre as medidas adotadas no âmbito do Executivo Federal para mitigar seus efeitos e reduzir os impactos na vida das pessoas”.
De acordo com a Secom, as ações incluem “beneficiários de programas sociais, trabalhadores, empresas e entre outras categorias, considerando o contexto no qual foram realizadas”.
“Nesse sentido, as campanhas desenvolvidas pela Secom com recursos do crédito extraordinário da MP 942 cumprem estritamente os objetivos de informar à população e minimizar os impactos decorrentes da proliferação da doença, uma vez que dão publicidade para as ações e serviços disponíveis para as parcelas da população mais afetadas pela crise sanitária e reforçam as orientações aos cidadãos no combate da pandemia”, afirmou a Secom.
Segundo o órgão, além do conteúdo específico, “as ações contemplam também orientações à população no combate da pandemia. Não há, portanto, que se falar em desvio de objetivos”.
Audiência acontece nesta quarta-feira (21), às 10h na Câmara de Vereadores Por André Luis Nesta quarta-feira (21), a Administração da cidade Calumbi estará realizando a anual Audiência Pública do Orçamento Participativo. O evento acontecerá nas dependências da Câmara de Vereadores, às 10h e é esperada a participação da sociedade civil e de todos os setores. […]
Audiência acontece nesta quarta-feira (21), às 10h na Câmara de Vereadores
Por André Luis
Nesta quarta-feira (21), a Administração da cidade Calumbi estará realizando a anual Audiência Pública do Orçamento Participativo. O evento acontecerá nas dependências da Câmara de Vereadores, às 10h e é esperada a participação da sociedade civil e de todos os setores.
A Audiência Pública do Orçamento Participativo é um evento que tem como objetivo discutir e definir as metas e ações que serão incluídas nas leis orçamentárias do ano seguinte. A população é convidada a participar e dar sua opinião sobre as prioridades para o município.
A Prefeitura de Afogados da Ingazeira, por intermédio da Defesa Civil Municipal, convoca todos os apontadores responsáveis pelas cisternas que recebem água da operação carro-pipa, coordenada pelo Exército, para comparecerem a uma reunião na secretaria de agricultura de Afogados, nesta sexta-feira, 18 de julho, às 9h. O objetivo da reunião é realizar a atualização cadastral […]
A Prefeitura de Afogados da Ingazeira, por intermédio da Defesa Civil Municipal, convoca todos os apontadores responsáveis pelas cisternas que recebem água da operação carro-pipa, coordenada pelo Exército, para comparecerem a uma reunião na secretaria de agricultura de Afogados, nesta sexta-feira, 18 de julho, às 9h.
O objetivo da reunião é realizar a atualização cadastral das famílias beneficiadas pela operação carro-pipa no município, atendendo a uma exigência do Ministério da integração e desenvolvimento regional.
Segundo o coordenador da defesa civil de Afogados, Carlos Neves, a participação na reunião é extremamente importante pois o não comparecimento ou a não atualização dos cadastros pode implicar no desligamento do programa.
As orientações e medidas de apoio para a atualização cadastral foram discutidas nesta quarta (16), em uma reunião envolvendo representantes da defesa civil de Afogados da Ingazeira e da defesa civil do governo de Pernambuco.
A Secretaria de Defesa Social (SDS) divulgou, na manhã desta segunda-feira, uma nota informando que o concurso para soldado da Polícia Militar do Estado de Pernambuco não foi cancelado. No documento, a pasta desmente um material que estaria sendo divulgado como sendo uma nota oficial da Iape e Cinupe, mas que seria falsa. Pelas redes […]
A Secretaria de Defesa Social (SDS) divulgou, na manhã desta segunda-feira, uma nota informando que o concurso para soldado da Polícia Militar do Estado de Pernambuco não foi cancelado. No documento, a pasta desmente um material que estaria sendo divulgado como sendo uma nota oficial da Iape e Cinupe, mas que seria falsa.
Pelas redes sociais, candidatos estariam organizando uma manifestação para pedir a anulação da prova, realizada no domingo passado. Eles denunciam fraude, desorganização e questões fora do conteúdo previsto no edital do certame.
Ao todo, 123.048 candidatos inscreveram-se para o concurso público e disputam 1,5 mil vagas oferecidas para a função de soldado, com salário inicial é de R$ 2.319,88 mais os benefícios previstos em lei do regime estatutário. Antes de assumir a função, os aprovados ainda serão submetidos ao curso de formação e habilitação de praças – com bolsa-auxílio de R$ 970,42.
Ontem, uma operação coordenada pelo Grupo de Operações Especiais da Polícia Civil prendeu 13 pessoas acusadas de tentarem fraudar o concurso da PM. A polícia, que descartou a participação de qualquer pessoa envolvida na organização do certame, destacou que todos foram presos em flagrante, antes de terem acesso ao gabarito que seria passado através de pontos eletrônicos.
Deflagrada há pouco mais de um mês, na delegacia do Cordeiro, a operação Ponto Eletrônico acompanhou as atividades do homem apontado como o articulador da fraude. O trabalho de inteligência conduzido com o apoio da Polícia Militar descobriu detalhes do esquema, que contava com equipamentos de transmissão de dados sem fio de alta tecnologia. A identidade do líder do grupo e dos demais envolvidos, assim como detalhes como o valor pago para o acesso ao gabarito, serão divulgados em coletiva marcada para esta segunda-feira.
De acordo com o diretor de Polícia Especializada, o delegado Joselito Kehrle Amaral, a operação conseguiu evitar que houvesse qualquer tipo prejuízo ao concurso. “O objetivo era resguardar a segurança do concurso, evitando a fraude. E conseguimos isso com a prisão do líder antes que ele pudesse passar o gabarito. Por isso, entendemos que a operação teve 100% de êxito”, pontuou, explicando que todos os identificados durante as investigações foram presos neste domingo. “Mas é claro que o inquérito segue e se houver mais pessoas beneficiadas, as prisões serão solicitadas. No momento, todos os que foram monitorados, foram presos”, acrescentou. (DP)
Um dos principais nomes da Igreja Católica no Estado, graças à sua atuação na Terra da Misericórdia, o Padre Adilson Simões foi o convidado do Independente Podcast, da Independente FM, com apresentação de Dárcio Rabelo. Chamado a avaliar o trabalho do Padre Júlio Lancelotti, disse respeitar a sua atuação social, mas o criticou. “Não é […]
Um dos principais nomes da Igreja Católica no Estado, graças à sua atuação na Terra da Misericórdia, o Padre Adilson Simões foi o convidado do Independente Podcast, da Independente FM, com apresentação de Dárcio Rabelo.
Chamado a avaliar o trabalho do Padre Júlio Lancelotti, disse respeitar a sua atuação social, mas o criticou. “Não é assistente social”.
Ainda que, pelo que ele disse, sem fazer referência a quais são as falas, deveria ser punido ou afastado da igreja, falando em “ideologias”.
Ainda condenou a prisão do General Augusto Heleno.
O general foi condenado pela trama golpista. Moraes determinou o uso de tornozeleira eletrônica e prisão domiciliar.
O ex-ministro do GSI foi condenado por integrar o “núcleo crucial” de uma organização criminosa, liderada pelo ex-presidente Bolsonaro, que buscou promover um golpe de Estado para mantê-lo no poder, apesar da derrota nas urnas. Heleno foi sentenciado a cumprir 21 anos de pena.
Sem citar seu nome, Padre Adilson disse tratar-se de um “homem honrado”, fazendo referência à sua atuação na missão humanitária no Haiti.
Padre Adilson Simões também criticou o Supremo, o Ministro Alexandre de Moraes e disse que algumas pessoas foram presas injustamente pelos atos golpistas de 8 de janeiro.
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