Arcoverde: Cobertura do pátio da feira do São Cristóvão cai mais uma vez
Por Nill Júnior
Por Paulo Edson
Orçado em cerca de R$ 2 milhões, a construção do Pátio da Feira do São Cristóvão, na área da antiga Cagepe, por trás da Policlínica Dr. José Cavalcanti Alves, vem demonstrando ser um verdadeiro risco do que pode-se chamar de “pré-tragédia anunciada”. Em pouco mais de 60 dias, o teto do pátio caiu pela segunda vez.
Na última segunda-feira (8), uma ventania nem tão forte, foi responsável por arrancar telhas e lança-las ao chão, mais uma vez, deixando outras completamente soltas colocando em risco a vida de moradores e transeuntes. Nas fotos é possível ver o estrago no telhado do pátio e que, também, caso feirantes e consumidores já estivessem fazendo uso do local, várias pessoas poderiam ser vitimadas.
Em dezembro de 2015, aconteceu o mesmo fato sendo feito o conserto, que pelo visto não foi bem realizado. Agora, novamente, mais telhas caíram comprovando que o serviço não está correspondendo a questão de segurança da obra que estava prevista para ser entregue logo após o Carnaval.
A prefeita Madalena Britto (PSB) tinha anunciado em entrevista nas rádios locais que faria a transferência da feira logo após os festejos carnavalescos. Diante dos fatos repetitivos e que colocam em xeque a segurança da obra, os feirantes já temem que o pior possa acontecer e que ventos mais fortes façam um estrago ainda maior colocando em risco suas vidas.Eles querem garantias de segurança e laudo do corpo de bombeiros.
Nova rodada do Lacen-PE apontou novos 1.370 registros da doença e 2 mortes no Estado, totalizando 1.592 casos. No Sertão há casos confirmados em Salgueiro, Petrolina, Araripina, Exu, Quixaba, Santa Terezinha, São José do Egito e Serra Talhada. A Secretaria Estadual de Saúde divulgou mais uma rodada de resultados de exames para a Influenza. Na […]
Nova rodada do Lacen-PE apontou novos 1.370 registros da doença e 2 mortes no Estado, totalizando 1.592 casos. No Sertão há casos confirmados em Salgueiro, Petrolina, Araripina, Exu, Quixaba, Santa Terezinha, São José do Egito e Serra Talhada.
A Secretaria Estadual de Saúde divulgou mais uma rodada de resultados de exames para a Influenza. Na nova análise, foram obtidas 1.370 amostras laboratoriais positivas, sendo 1.361 para o subtipo A (H3N2) e 9 A não subtipadas.
Com isso, totalizam 1.592 casos da doença em Pernambuco desde o início deste ano, sendo 1.578 do subtipo H3N2 (1.577 por critério laboratorial e 1 por clínico-epidemiológico) e 14 casos não subtipados. As análises estão sendo realizadas no Laboratório Central de Saúde Pública (Lacen-PE).
Do total de casos registrados até agora, 118 (7,5%) apresentaram Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG). Também foram registrados mais dois óbitos. Com isso, o Estado soma cinco mortes confirmadas pela influenza A (H3N2). Os dois novos óbitos são de uma criança do sexo feminino de 1 ano e cinco meses, residente de Olinda; e um idoso do sexo masculino de 68 anos de idade, residente do Recife. Ambos tinham comorbidades: a criança tinha distúrbio do coagulação. Já o idoso era portador de doença vascular crônica.
No Sertão estão confirmados 11 casos da doença, distribuídos entre as cidades de Salgueiro (2), Petrolina (1), Araripina (1), Exu (3), Quixaba (1), Santa Terezinha (1), São José do Egito (1) e Serra Talhada (1).
TESTAGEM – A vigilância do vírus da influenza em Pernambuco segue padrões específicos estabelecidos – em nível mundial e nacional – de, prioritariamente, acompanhar as cepas decorrentes tanto de casos confirmados em pacientes com Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG); quanto de casos leves de pacientes com Síndrome Gripal (SG), atendidos em unidades de saúde sentinelas.
Essas unidades realizam o atendimento dos casos, a notificação e o encaminhamento das informações e das amostras para a unidade laboratorial, o Lacen-PE, responsável por analisar as amostras coletadas dos pacientes, sendo suficiente para o cumprimento dos objetivos de conhecimento da circulação do vírus influenza e da identificação dos agentes etiológicos, fundamentais para o desenvolvimento das atividades da vigilância.
Apesar de clinicamente semelhantes, as testagens para Covid-19 e influenza não seguem a mesma regra. Nesse cenário, e considerando a manutenção da prioridade de testagem para a Covid-19 nos pontos específicos para a realização deste tipo de coleta, é importante ressaltar que não há necessidade de investigação caso a caso dos pacientes de influenza.
A decisão da Justiça do Trabalho em Pernambuco de reduzir a indenização para a família do pequeno Miguel, que tragicamente perdeu a vida em 2020, levanta questionamentos profundos sobre o valor que se atribui à vida humana, especialmente quando se trata de uma criança preta e pobre. A redução da indenização de R$ 2 milhões […]
A decisão da Justiça do Trabalho em Pernambuco de reduzir a indenização para a família do pequeno Miguel, que tragicamente perdeu a vida em 2020, levanta questionamentos profundos sobre o valor que se atribui à vida humana, especialmente quando se trata de uma criança preta e pobre.
A redução da indenização de R$ 2 milhões para R$ 1 milhão, aprovada pela Segunda Turma do Tribunal Regional do Trabalho (TRT) da 6ª Região, é um golpe para a mãe, Mirtes Renata, e a avó, Marta Maria Santana. Esta decisão, por unanimidade, baseou-se no argumento de que o valor inicialmente estipulado foi considerado “excessivo” pelos desembargadores.
Entretanto, o que é verdadeiramente excessivo é o descaso e a negligência que levaram à morte de Miguel Otávio, um menino de apenas 5 anos de idade. No dia 2 de junho de 2020, Miguel foi deixado sozinho em um elevador, enquanto sua mãe, Mirtes, atendia a uma demanda de sua empregadora, Sari Corte Real, passear com o cachorro da família. A tragédia que se seguiu, com a queda fatal do menino do nono andar de um prédio, expõe não apenas a irresponsabilidade individual, mas também uma estrutura social que perpetua desigualdades e vulnerabilidades.
Embora saibamos que a vida não tem preço, é imperativo que a reparação oferecida seja digna e proporcional à magnitude da tragédia. O valor em dinheiro não trará Miguel de volta, mas a intenção é punir os responsáveis e oferecer um mínimo de alívio para a família enlutada.
Desde o ocorrido eu fico imaginando se tivesse sido ao contrário. Se fosse o filho dos patrões ricos que tivesse morrido em decorrência de uma negligência da mãe de Miguel? Não precisa de muita imaginação para saber que, com certeza, Mirtes estaria trancafiada em uma penitenciária feminina, mas não antes de ser execrada e talvez, até linchada pela sociedade.
A história de Miguel não é apenas uma tragédia isolada, mas um reflexo de profundas disparidades sociais e raciais que permeiam nossa sociedade. É uma lembrança dolorosa de que crianças negras e pobres estão em maior risco de serem negligenciadas e suas vidas desvalorizadas.
A Lei Miguel, aprovada em resposta a essa tragédia, é um passo importante para prevenir futuras fatalidades. No entanto, a redução da indenização para a família de Miguel envia uma mensagem preocupante de que as vidas das crianças negras e pobres podem ser desvalorizadas e suas tragédias minimizadas.
O caso de Miguel Otávio é um lembrete sombrio das profundas injustiças que persistem em nossa sociedade, onde a cor da pele e a situação econômica muitas vezes determinam o valor que se atribui à vida humana. Enquanto continuamos a lutar por justiça para Miguel e sua família, devemos nos perguntar: quanto vale verdadeiramente uma vida? E se for de um menino preto e pobre?
Serra Talhada, Solidão, Iguaracy e Flores não divulgaram dados recentes com número de casos Depois de praticamente quase um ano, o Blog do Erbi voltou a fazer o acompanhamento dos números de casos ativos de covid-19, na região do Vale do Pajeú, isso, devido ao aumento significativo de pessoas positivadas. No levantamento feito através das […]
Serra Talhada, Solidão, Iguaracy e Flores não divulgaram dados recentes com número de casos
Depois de praticamente quase um ano, o Blog do Erbi voltou a fazer o acompanhamento dos números de casos ativos de covid-19, na região do Vale do Pajeú, isso, devido ao aumento significativo de pessoas positivadas.
No levantamento feito através das redes sociais das Prefeituras das 17 cidades do Pajeú, na manhã deste sábado (03), no total 411 pessoas com o vírus ativo da covid-19.
Dessas, uma pessoa de Santa Terezinha é a única que está internada em um leito de UTI, segundo os dados divulgados por cada município.
Isso se dá porque a grande maioria da população está com a vacinação em dia ou a apenas uma dose da imunização. A preocupação das autoridades tem relação com quem está com a imunização insuficiente, com apenas uma ou duas doses.
As cidades de Carnaíba, com 136 casos, e São José do Egito com 113, são as duas únicas que tem mais de 100 ativos. Em seguida aparece Afogados da Ingazeira com 54 recomendadas para isolamento.
Itapetim tem 24 casos, seguida de Brejinho (17), Tabira (14), Santa Cruz da Baixa Verde (13) e Tuparetama, com nove ativos.
Com oito pessoas doentes aparecem Santa Terezinha, que inclusive apresenta no seu boletim que uma pessoa segue internada na UTI. Com o mesmo número, Triunfo.
Ingazeira conta com sete casos ativos, Quixaba com cinco, e Calumbi com três, fechando a lista das cidades que divulgaram boletim covid recentemente.
Na busca pelos canais oficias de Solidão, Iguaracy, Flores e Serra Talhada não foram encontrados dados recentes com número de casos de Covid-19.
Com o tema “Todo dia é dia de cidadania”, alunos de escolas públicas e particulares podem participar até 30 de setembro. Inscrição é gratuita e inteiramente pela Internet Estão abertas as inscrições para a 9ª edição do Concurso de Desenho e Redação, promovido pelo Ministério da Transparência, Fiscalização e Controladoria-Geral da União (CGU). Com o tema “Todo dia é dia de […]
Com o tema “Todo dia é dia de cidadania”, alunos de escolas públicas e particulares podem participar até 30 de setembro. Inscrição é gratuita e inteiramente pela Internet
Estão abertas as inscrições para a 9ª edição do Concurso de Desenho e Redação, promovido pelo Ministério da Transparência, Fiscalização e Controladoria-Geral da União (CGU). Com o tema “Todo dia é dia de cidadania”, a iniciativa visa despertar nos estudantes, de escolas públicas e privadas de todo o país, o interesse por assuntos relacionados ao controle social, à ética e à convivência cidadã, por meio do incentivo à reflexão e ao debate nos ambientes educacionais. A data limite para entrega dos trabalhos é 30 de setembro.
Entre as novidades desse ano está a maior facilidade para inscrição e posterior envio dos trabalhos pela Internet. Agora os procedimentos de participação são integralmente digitais, por meio de sistema eletrônico disponível no Portalzinho da Criança Cidadã. A ferramenta gera um código de inscrição, que deve ser salvo pela escola, para retomar e editar informações a qualquer momento. Dessa forma, o envio dos trabalhos pode ser feito gradualmente conforme produção pelos estudantes. Além disso, a edição atual irá premiar todos os professores orientadores dos alunos contemplados, três em cada categoria.
O concurso está divido em 14 categorias. Nas categorias de 1º ao 5º ano do ensino fundamental, os alunos poderão concorrer com trabalhos do tipo “Desenho”. Nas categorias de 6º ao 9º ano do ensino fundamental, 1º ao 3º do ensino médio, incluindo a modalidade de educação de jovens e adultos (EJA), os alunos poderão concorrer com trabalhos do tipo “Redação”. As três instituições com a melhor estratégia para debater o tema também serão premiadas na categoria “Escola-Cidadã”.
Premiação – Os alunos autores dos três melhores trabalhos em cada categoria receberão os seguintes prêmios: um tablet e um certificado de reconhecimento da CGU. Os professores orientadores dos alunos premiados receberão o mesmo prêmio, enquanto as três escolas-cidadãs vencedoras receberão um computador e um certificado. O resultado do concurso será divulgado até o dia 30 de novembro de 2017.
Como participar – Para participar, é necessário que as instituições e escolas interessadas realizem a inscrição eletrônica por meio do sistema no Portalzinho da Criança Cidadã. Lá, está disponível também o edital, os formulários de realização dos trabalhos, peças de divulgação e o Guia do Professor, documento com fundamentação teórica sobre o tema e instruções para participar do concurso. O envio dos trabalhos deverá ser realizado apenas por meio digital.
As escolas e os professores deverão desenvolver estratégias de mobilização e prática pedagógica para debater o tema com os alunos. O trabalho submetido ao concurso deve obrigatoriamente ser realizado em sala de aula; ser confeccionado no formulário padrão, preenchido com todas as informações solicitadas; abordar o tema “Todo dia é dia de cidadania”; ser realizado individualmente; ser inédito e original.
Edição passada – Na última edição, em 2016, o tema da disputa foi “Um por Todos e Todos por Um! Pela Ética e Cidadania”. A premiação contou com a mobilização de cerca de 370 mil alunos e 7 mil professores, sendo aproximadamente 8 mil trabalhos foram enviados por cerca de 2 mil escolas. Os participantes produziram desenhos e redações criativas e as escolas desenvolveram planos de ação que mobilizaram toda a comunidade.
Maciel Melo* Atirem-me um lápis. Disparem em mim, façam qualquer gesto que seja digno de minha morte. Espoletem palavras de ordem, de progresso, de educação e de vida. A nossa pólvora é feita do grafite que acende a sabedoria do povo brasileiro. Uma nação sã não foge à luta. Somos escaldados, mas não temos medo […]
Atirem-me um lápis. Disparem em mim, façam qualquer gesto que seja digno de minha morte. Espoletem palavras de ordem, de progresso, de educação e de vida.
A nossa pólvora é feita do grafite que acende a sabedoria do povo brasileiro. Uma nação sã não foge à luta. Somos escaldados, mas não temos medo de água fria, muito menos de cara feia.
Quando o educador Paulo Freire engatilhava as espirais, partindo de um ponto cego, na intenção de unificar as margens das páginas da educação no Brasil, sem distinção de cor, raça, sexo, religião e nível social, lhe alvejaram na calada da noite, e rasgaram o único método da língua portuguesa direcionado aos fracos e oprimidos.
Atirem-me, pois, um lápis. Metralhem-me com rajadas de verbos, de sílabas, exclamações, reticências… e aí, morrerei, sangrando a essência do povo de minha terra. Terra de Zumbis, de Gracilianos, de Gregórios Bezerras, de Vitorinos e Lourivais. Terra dos Joões Paraibanos, Ivanildos, Pedrosas, dos Sertões, dos Carrascais. Terra Ariânica, de Manoel Bandeira, Leandro Gomes de Barros, Patativa, Josué de Castro, Chico Sciencie e muito mais.
Atirem-me, já, um lápis.
*Maciel Melo é cantor, compositor e um Caboclo Sonhador
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