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Aprígio, a rima da memória, em Tabira

Por Nill Júnior
Aprígio Jerônimo Monteiro foi carpinteiro na construção de Brasília – Divulgação/Gaya Filmes

O Brasil cheio de brasileiros de outros lugares é o tema da série Brasil Migrante, produzido pela TV Brasil. Um dos episódios conta a história do Poeta Aprígio, nascido no Sítio Muçambê, município de Brejinho, Sertão do Pajeú.

Jovem, foi ao Rio de Janeiro, dez anos mais tarde foi à Brasília e por lá vive até hoje. Como até hoje estão na terra natal, os versos, a cabeça e o coração do sertanejo que buscou os sonhos longe de casa.

Esta história rendeu o documentário Aprígio, a rima da memória, dirigido por Neto Borges. E é esta história que o CineClube do Verso vai assistir e debater na próxima quinta-feira, dia 20 de setembro, em Tabira.

A sessão acontece na Casa da Cultura Dr. Ivo Mascena Véras, no centro da cidade, e será mediada com aula espetáculo do Poeta Patrimônio Vivo da Cultura Pernambucana, Dedé Monteiro.

O projeto é incentivado pelo Funcultura e conta com o apoio da Prefeitura de tabira, através da Secretaria Municipal de Cultura. A sessão tem início às 19h30, com participação de intérpretes de Libras e entrada grátis.

Serviço:

Sessão do CineClube do Verso

Filme: Aprígio, a rima da memória

Data: quinta-feira, 20/09/18

Hora: 19h30

Local: Casa da Cultura de Tabira

Outras Notícias

Zé Lezin em Afogados : “fazer TV não me encanta mais”

Ao final do show com casa cheia no Império, em Afogados da Ingazeira – evento que teve apoio do blog e da Rádio Pajeú – o humorista Zé Lezin revelou porque tem se ausentado da TV, desde que deixou a Record, onde participou de humorísticos como o Show do Tom. O humorista afirmou que a televisão de […]

DSC01269Ao final do show com casa cheia no Império, em Afogados da Ingazeira – evento que teve apoio do blog e da Rádio Pajeú – o humorista Zé Lezin revelou porque tem se ausentado da TV, desde que deixou a Record, onde participou de humorísticos como o Show do Tom.

O humorista afirmou que a televisão de hoje não o atrai mais. Também reclamou das horas perdidas e da dificuldade de acomodação da agenda para gravar em São Paulo.

“Não tenho mais essa ilusão com a TV, de ficar me arriscando de avião pra lá e pra cá pra gravar e ainda fazer meus shows. Prefiro estar de carro, percorrendo estas cidades e visitando meus irmãos do Nordeste”, concluiu, para ser aplaudido em seguida.

02.03.2013  ZE LEZIN 013O show durou uma hora. De reclamação do artista, só o calor que fazia no Império Show e a insistente intervenção de um espectador sem noção no meio da plateia, desconcentrando o artista. Lezin chegou a sinalizar que pediria aos seguranças para retirá-lo do espaço, o que não foi necessário. No mais, muitas gargalhadas com novas e velhas tiradas.

Quem é Zé Lezin: Nascido em Patos, na Paraíba, Nairon Barreto, o Zé Lezin, tem 55 anos.  É formado em Comunicação Social e Direito pela Universidade Federal da Paraíba. Especialista em piadas de matutos, começou a carreira de humorista em um grupo de dança folclórica na UFPB, onde recitava poesia de literatura de cordel e contava piadas entre um número e outro . Após apresentar-se em barzinhos e teatros, participou da Escolinha do Professor Raimundo a partir de 1998.

Em 2004, Nairon Barreto apresentou “A Bodega do Zé” , além de um programa matutino na Rádio Clube do Recife. No ano seguinte, lançou seu primeiro DVD, intitulado Ze Lezin Com Platéia Vip, onde conta piadas . Ainda em 2005, criou o espetáculo “O Peru do Zé Lezin” .

Em 2006, realizou, durante a Copa do Mundo, o show “Zé Lezin na Copa e na Cozinha”, com piadas e textos adaptados sobre futebol . No teatro, atuou na peça “Em Briga de Marido e Mulé Ninguém Mete”, juntamente com o ator pernambucano Jeison Wallace (Cinderela). No espetáculo, Nairon e Jeison vivem um casal que resolve discutir a relação .

Em 2008, lançou seu segundo DVD , intitulado Ze Lezin da Paraíba. O DVD foi gravado em Recife, no Teatro Guararapes . No mesmo ano, lançou os shows “O Fim da CPMF – Contribuição Para Minha Família” , “A Fuleragem de Zé Lezin” 11 e “A Volta para os que Não Foram” .

Em 2011 lançou o seu novo DVD Show A Saga de um Matuto.

Serra: Câmara aprova lei contra capacete fechado e joga “bomba” para Luciano Duque

Aprovação em segundo turno ocorreu ontem. Caberá a prefeito vetar ou sancionar. De toda sorte, nenhum cidadão poderá ser multado com base na Lei Municipal.  A  Câmara de Serra Talhada aprovou em segundo turno o Projeto de número 041/2017, do vereador André Maio (PRB), que “proíbe o uso de capacete fechado e viseira escura” na […]

Aprovação em segundo turno ocorreu ontem. Caberá a prefeito vetar ou sancionar. De toda sorte, nenhum cidadão poderá ser multado com base na Lei Municipal. 

A  Câmara de Serra Talhada aprovou em segundo turno o Projeto de número 041/2017, do vereador André Maio (PRB), que “proíbe o uso de capacete fechado e viseira escura” na área urbana da cidade. Um parecer da Comissão de Legislação, Justiça e Redação Final já indicava o óbvio,  que a lei não teria poder legal. Mas já havia sido derrubado pela Casa.

Foram favoráveis ao projeto, além do autor, Antônio de Antenor, Vera Gama,  Manoel Enfermeiro, Jaime Inácio, Zé Raimundo, Antônio Rodrigues, Agenor Melo, Paulo Melo, Ronaldo de Deja e Rosimério de Cuca.  

Foram contrários Dedinha Inácio, Sinezio Rodrigues, Pinheiro do São Miguel e Gilson Pereira. Este último voltou a alertar para a inconstitucionalidade do projeto, mas não teve jeito.   Sinézio disse que se enganou na primeira votação e acabou errando o voto. Pediu desculpas e agora foi contrário. Ele foi o relator da Comissão de Legislação e Justiça, deu parecer contra o projeto. A vereadora  Alice Conrado faltou à sessão. Nailson Gomes só  vota em caso de empate.

O DETRAN já alertou que a Resolução 203 do Contran já proíbe a fixação de películas na viseira do capacete. Durante o dia é permitido o uso de viseira fumê, mas a noite a viseira deve ser cristal; em todos os casos a viseira deve permanecer fechada enquanto houver a condução do veículo. Para o uso dos equipamentos que não possuem viseira é obrigatório o uso de óculos de proteção, que deve estar fixado no capacete para proteger os olhos.

O capacete fechado por outro lado também é regulamentado e, ao contrário, traz mais segurança para os condutores.

A Lei Estadual nº 15.053/13  proíbe o uso de capacete ou equipamentos similares que dificultem a identificação, pelo condutor ou passageiro de motocicleta, motoneta, ciclomotores ou bicicleta elétrica, em estabelecimentos públicos e privados no âmbito do Estado de Pernambuco.

Agora, o abacaxi está nas mãos do prefeito Luciano Duque que pode sancionar ou vetar o teor do projeto. Caso vete, a Câmara ainda poderá avaliar a derrubada da posição do gestor. Mas basta uma provocação do MP e certamente o Judiciário se pronunciará pela nulidade do projeto. Em resumo, um cidadão não pode ser multado ou advertido com base nessa lei municipal. Isso porque uma Lei Municipal não pode sobrepor-se à legislação federal. É o que diz a Constituição.

Serra Talhada contabiliza inúmeros acidentes com mortes por falta do equipamento de segurança ou uso inadequado. A cidade deu passo importante com a municipalização do trânsito dá passo atrás com a tentativa dos vereadores.

Fim da escala 6×1 e a liberdade de dizer sim senhor, patrão

Por Heitor Scalambrini Costa* Uma das discussões mais importantes para o mundo do trabalho na atualidade é o fim da escala de seis dias trabalhados e um de descanso (6×1). Foi a Constituição de 1988 que determinou uma jornada máxima de 8 horas diárias e 44 horas semanais. A atual escala tornou-se legal dentro desse […]

Por Heitor Scalambrini Costa*

Uma das discussões mais importantes para o mundo do trabalho na atualidade é o fim da escala de seis dias trabalhados e um de descanso (6×1). Foi a Constituição de 1988 que determinou uma jornada máxima de 8 horas diárias e 44 horas semanais. A atual escala tornou-se legal dentro desse limite, mas debates atuais na sociedade buscam no Congresso, alterar o texto constitucional para reduzir a carga horária.

O mês de abril será lembrado com mais uma data histórica para o povo trabalhador. Foi no dia 13 que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou mensagem presidencial, encaminhada em regime de urgência a Câmara dos Deputados, para na prática acabar com a escala 6×1, reduzindo o limite máximo da jornada de 44 para 40 horas semanais, mantendo as 8 horas diárias, e garantindo dois dias de descanso remunerado, proibindo qualquer redução salarial.

Depois de árdua luta, com grande pressão popular, os deputados e deputadas por ampla margem de votos, votaram favoráveis ao fim desta abusiva e desumana escala, que condena o trabalhador a ter somente um dia de descanso para usufruir com sua família, ou mesmo resolver seus problemas particulares.

O clamor da sociedade é claro. Pesquisas de opinião apontam que mais de 70% da população aprova esta mudança. A Câmara dos Deputados, se mostrou sensível (com olhos nas eleições de outubro), e por larga margem de votos aprovou no dia 27 de maio, em dois turnos, acabar com a escala 6×1. No dia seguinte foi encaminhada para o senado federal.

Desde que chegou no Senado o presidente, David Alcolumbre, deixou claro que era contrário à PEC aprovada na Câmara, justificando que o tema exigiria discussões mais “aprofundadas”, já que haveria necessidade dos senadores de avaliarem os impactos econômicos antes de aprovarem o texto que veio da Câmara. Interrompeu assim a tramitação do projeto que está parado desde o dia 28 de maio.

Paralelamente a PEC da Câmara, foi protocolada no Senado por senadores da extrema direita e do Centrão, os costumazes que sempre votam contra os trabalhadores, a PEC 12/2026 que defende o trabalho flexível.

Foi o senador bolsonarista, Rogerio Marinho que encabeçou esta PEC, que propõe negociações individuais entre patrão e empregado prevalecendo sobre acordos coletivos, o que promete acirrar ainda mais o debate. Tal proposta é claramente contrária aos interesses do trabalhador.

É importante lembrar que o senador Marinho é o coordenador da campanha presidencial do pré-candidato Flavio Bolsonaro, e que no (des)governo Temer, como deputado federal, foi o relator da Reforma Trabalhista (aprovada em 2017) que alterou mais de 100 pontos da CLT, no sentido da flexibilização, da precarização das relações trabalhistas, e da perda de poder de negociação dos sindicatos.

Nos (des)governos Temer e Bolsonaro ocorreram uma drástica fragilização na organização e no financiamento dos sindicatos. Foi adotado neste período de 2016 a 2022, várias ações que levaram a este enfraquecimento.

Inicialmente no (des)governo do golpista Temer (2016-2018), foi aprovada a reforma trabalhista (Lei no 13.467/2017) com o fim do imposto sindical obrigatório, levando a receita das entidades dos trabalhadores despencarem 90%, afetando a capacidade de custeio e mobilização. A legislação passou a permitir que acordos coletivos pudessem sobrepor a lei, descentralizando as negociações e enfraquecendo os sindicatos de base.

Já no (des)governo Bolsonaro (2019-2022) ocorreram ataques administrativos e financeiros contra os sindicatos. Por exemplo, com a edição da Medida Provisória 873/2019 (não se tornou lei pois não foi votada) que proibia o desconto da mensalidade em folha de pagamento. Foi extinto o Ministério do Trabalho, provocando o afastamento do diálogo com os trabalhadores, e o esvaziamento dos conselhos tripartite (governo-trabalhador-patrão).

As políticas implementadas neste período reduziram drasticamente o número de trabalhadores sindicalizados. Dados oficiais indicam que a taxa de sindicalização no país despencou para cerca de 9,2% (menos de 10 milhões de trabalhadores), o menor índice desde o início da série histórica do IBGE.

Existem semelhanças entre a PEC 12/2026 e a reforma trabalhista de 2017 relatada pelo bolsonarista Marinho. Em ambos casos a ênfase na flexibilização da jornada de trabalho, pode levar a existir uma escala 7×0 (sete dias trabalhados, sem nenhum descanso), prevalecendo os contratos individuais entre empregado e empregador, que definiriam regras e horários que se adequem as necessidades operacionais da empresa.

Neste caso os salários e benefícios como FGTS, férias, 13º salário e licença maternidade, serão calculados de forma proporcional à carga horária cumprida. A definição do horário e da quantidade de horas trabalhadas ocorrerão preferencialmente por acordos individuais. O que sem dúvida vai privilegiar a desigualdade na negociação, do mais forte (patrão) para impor condições ao mais fraco (trabalhador). Nesta proposta dos “inimigos do povo” a ampliação da jornada de trabalho pode chegar a 52 horas semanais.

Diante das PEC’s apresentadas pelo governo e pelos bolsonaristas do senado, tirem suas próprias conclusões, de quem são os reais inimigos do povo.

A pressão agora é sobre o principal inimigo do povo, David Alcolumbre, que deve ser intensificada, pois sua posição, apoiada por mais de 36 senadores que assinaram a PEC 12/2026, é claramente contra os interesses da classe trabalhadora.

A situação só mudará quando o povo se levantar e dizer basta. Também o poder do voto nas eleições próximas é a força da sociedade que exige a mudança. Depende de nós, os eleitores, votar em parlamentares comprometidos com o povo. Asim teremos um Congresso Nacional “amigo do povo”.

* Professor associado aposentado da Universidade Federal de Pernambuco, graduado em Física pela Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP/SP), mestrado em Ciências e Tecnologias Nucleares na Universidade Federal de Pernambuco (DEN/UFPE) e doutorado em Energética, na Universidade de Marselha/Aix – Centro de Estudos de Cadarache/Comissariado de   Energia Atômica (CEA)-França.

Arcoverde recebe 1ª Jornada Odontológica do Sertão

O campus da Universidade de Pernambuco (UPE), em Arcoverde, deu início, nesta terça-feira (22), no Hotel Cruzeiro, a 1ª Jornada Odontológica do Sertão de Pernambuco (JOSPE), do curso de Odontologia. Ela faz parte do calendário da Semana Universitária da UPE, que está acontecendo em todo estado. Na abertura estiveram presentes a presidente do evento Tereza […]

thumbnail_abertura-1-jornada2O campus da Universidade de Pernambuco (UPE), em Arcoverde, deu início, nesta terça-feira (22), no Hotel Cruzeiro, a 1ª Jornada Odontológica do Sertão de Pernambuco (JOSPE), do curso de Odontologia.

Ela faz parte do calendário da Semana Universitária da UPE, que está acontecendo em todo estado.

Na abertura estiveram presentes a presidente do evento Tereza Correia, a secretária municipal de Saúde, Andréia Britto, o coordenador do Curso de Odontologia, Humberto Vidal; o Diretor Multicampi da UPE Henrique, a gerente da VI Geres, Renata Remígio; o Decano em Odontologia, professor Zeudo Vidal e outras autoridades da região.

Com o apoio da prefeitura de Arcoverde, o objetivo é possibilitar o compartilhamento de conhecimentos no âmbito técnico-científico entre estudantes, professores, profissionais e gestores da área de saúde, além de apresentar para a população a contribuição da UPE em benefício da saúde bucal, em especial, do agreste e sertão pernambucano.

A 1ª Jornada destaca nesta tarde, às 16h30, a roda de conversa com a temática: Integração, ensino-serviço e comunidade. O assunto terá como mediadora a professora doutora e representante do Reitor da UPE, Arine Lyra. “Será um momento de ouvir as experiências de todos e debater as perspectivas para um futuro de integração ainda mais consistente entre os estudantes, preceptores e gestores da área na saúde pública.” enfatizou o vice-presidente do evento Paulo Reis.

Quase cinco mil municípios estão com risco de suspensão do FPM

Os Municípios que ainda não transmitiram os dados sobre receitas e despesas com Ações e Serviços Públicos de Saúde (ASPS), por meio do Sistema de Informação sobre Orçamentos Públicos em Saúde (Siops) terão mais 30 dias para fazê-lo. Isso porque o Ministério da Saúde notificou a todos os que ainda não cumpriram a obrigação para […]

Os Municípios que ainda não transmitiram os dados sobre receitas e despesas com Ações e Serviços Públicos de Saúde (ASPS), por meio do Sistema de Informação sobre Orçamentos Públicos em Saúde (Siops) terão mais 30 dias para fazê-lo. Isso porque o Ministério da Saúde notificou a todos os que ainda não cumpriram a obrigação para que o fizessem até o dia 2 de março. 

Até o momento, 4.971 Municípios não fizeram a transmissão das informações. Os Entes locais têm relatado dificuldades em cumprir com o prazo legal na transmissão do relatório em razão de problemas no próprio Siops. 

A transmissão de dados corresponde ao 6º bimestre de 2023, que representa o último bimestre do ano passado, conforme estabelecido pela Lei Complementar 141/2012. A Confederação Nacional de Municípios (CNM) alerta que aqueles que não enviarem os dados dentro do prazo estabelecido vão estar sujeitos à suspensão das transferências constitucionais, como o Fundo de Participação dos Municípios (FPM), e voluntárias. 

Além disso, o não cumprimento do percentual mínimo poderá sofrer condicionamento destas transferências constitucionais, previstas nos artigos 12,13 e 16 do Decreto 7.827/2012.

O Siops é o sistema de registro de receitas totais e despesas públicas em saúde de todos os Entes federados. É o único sistema de informação do Brasil com informações orçamentárias públicas de saúde. É por meio dos dados preenchidos no sistema que é possível monitorar o cumprimento da aplicação mínima de recursos em ASPS por parte dos Entes. Sendo assim, o preenchimento do Siops é obrigatório. As informações são da Agência CNM de Notícias.