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APPTA celebra sucesso da 35ª Missa do Poeta

Por Nill Júnior

A Associação de Poetas e Prosadores de Tabira (APPTA) concluiu, com êxito, mais uma edição da tradicional Missa do Poeta.

A edição de 2022 foi ainda mais especial por celebrar a 35ª edição da Missa em homenagem ao Poeta Zé Marcolino, comemorada anualmente, no terceiro final de semana de setembro na cidade de Tabira, no sertão do Pajeú pernambucano.

Além da edição especial realizada em março deste ano, a edição comemorativa mais aguardada iniciou no último dia 15 de setembro com a Noite de Autógrafos e a inclusão do Projeto Sarau das Tradições. A farta programação contou com recital de Poetas da APPTA, o lançamento do livro “Memórias de Um Motorista de Turnês”, do produtor musical Paulo André Pires e com as apresentações da Banda de Pífano Frei Damião, do Sertão Biocultural e do grande sanfoneiro Luizinho de Serra.

O dia 16 levou ao público à maior Mesa de Glosas da história da Missa. Uma plateia atenta e numerosa, composta por pessoas de várias regiões do Brasil, lotou o auditório da Escola Arnaldo Alves Cavalcanti para assistir ao improviso de 16 poetas e poetisas que representaram doze das dezessete cidades do Pajeú.

Adelmo Aguiar, Adeval Soares, Anderson Brito, Dayane Rocha, Elenilda Amaral, Francisca Araújo, Genildo Almeida, Genildo Santana, George Alves, Gislândio Araújo, Igor Alves, Lenelson Piancó, Milene Augusto, Nilson Gonçalves, Thaynnara Queiroz e Zezé Neto.

A Associação escolheu os(as) glosadores(as) por meio de sorteio e convidou o poeta Wellington Rocha para apresentar as mesas. E, como sempre faz a cada ano, trouxe uma inovação à modalidade ao permitir que o(a) vate que estivesse com a estrofe pronta pudesse levantar e fazer a declamação sem, necessariamente, obedecer a ordem da cadeira. As duas mesas de glosas também foram montadas simultaneamente e a noite agradou público e participantes que teceram altos elogios pela organização e pelo alto nível poético dos improvisos.

O terceiro dia do evento iniciou com a celebração da Missa na igreja Matriz da Cidade, tendo o Pe. Cícero como celebrante do rito religioso que reuniu fiéis, apologistas e ativistas culturais para acompanhar à Missa especial, cheia de signos da arte e da cultura nordestina.

Em seguida, em praça pública, houve a culminância da 35ª edição com os shows de Bira Marcolino, que também foi homenageado dessa edição ao lado da irmã Fátima Marcolino, ambos filhos do grande Zé Marcolino. Bira entregou uma apresentação feliz e à altura do evento.

O segundo show foi do grupo As Severinas que surpreenderam até os fãs mais antigos com um repertório inédito mesclando músicas autorais e “Marcolinadas”, além de outras regravações do autêntico forró, regadas com muita poesia. O trio Monique D’Angelo, Marília Correia e Isabelly Moreira voltaram ao palco da Missa com o mesmo profissionalismo e respeito que demostram ter à arte que fazem e orgulharam os conterrâneos pajeuzeiros.

O encerramento das festividades ficou por conta do já consagrado Petrúcio Amorim que igualmente honrou à praça cheia de gente ávida de forró, fazendo um show com seus clássicos que foram cantados em coro pelos presentes.

A Presidente da APPTA atesta o sucesso dos 35 da Missa do Poeta que, embora já encerrado, ainda repercute positivamente:  ‘“Conseguimos alcançar o nosso objetivo de entregar uma programação repleta de artistas que têm uma identidade com a obra de Marcolino. Superamos intolerância, preconceito e muitas injustiça destinados a quem faz arte independente no Brasil. Mas, como falei, superamos! Porque, afinal a força da arte é sempre maior quando se feita com seriedade e respeito. Sou muito feliz em poder contribuir com a produção cultural no Pajeú e na história da APPTA.”

Parte da programação foi transmitida e pode ser revista no canal do YouTube.

Outras Notícias

Marconi Santana é recebido por Raquel Lyra

O prefeito de Flores, Marconi Santana, foi recebido pela governadora Raquel Lyra. Na pauta, abastecimento de água dos distritos de Fátima, Sítio dos Nunes e do Bairro Pajeú das Flores na sede do município e também da reforma das escolas do Povoado do Tenório, Povoado de Santana de Almas, Escola Porfírio Xavier, no Prateado. Ainda […]

O prefeito de Flores, Marconi Santana, foi recebido pela governadora Raquel Lyra.

Na pauta, abastecimento de água dos distritos de Fátima, Sítio dos Nunes e do Bairro Pajeú das Flores na sede do município e também da reforma das escolas do Povoado do Tenório, Povoado de Santana de Almas, Escola Porfírio Xavier, no Prateado.

Ainda Desembargador Adauto Maia no distrito de Fátima e a Escola Dr. Paulo Pessoa Guerra no distrito de Sítio dos Nunes, abastecimento simplificado e construção de barragens.

“Foi uma reunião muito produtiva, com uma atenção ímpar da nossa governadora que demonstrou toda a sua atenção e interesse pelos pleitos hora apresentados”, pontuou o gestor florense.

O sete de Setembro e a sua construção como feriado nacional

Por Augusto César Acioly* A História perpassa várias dimensões da vida humana, aliás, o humano é na verdade o objeto central da História. O 7 de setembro é uma destas construções históricas, que ao longo do século XIX foi sendo estruturado tanto na perspectiva de um discurso histórico, que pretendia remontá-lo na condição do momento […]

Independence_of_Brazil_1888

Por Augusto César Acioly*

A História perpassa várias dimensões da vida humana, aliás, o humano é na verdade o objeto central da História. O 7 de setembro é uma destas construções históricas, que ao longo do século XIX foi sendo estruturado tanto na perspectiva de um discurso histórico, que pretendia remontá-lo na condição do momento de nascimento da pátria, quanto imageticamente, a partir do II reinado com a produção do célebre quadro que retrata o Grito no Ipiranga, de autoria de Pedro Américo produzido em 1888, e que serviu como a representação ideal do nascimento da Pátria.

Com relação ao quadro de Américo, toda aquela construção imagética foi construída no sentido de ativar e fortalecer os sentimentos de nacionalidade, importantes no processo de construção do Estado Nacional e que para se materializar necessita tanto de histórias quanto de imagens.

As datas são elementos importantes na ativação destes sentimentos. Neste caso, a batalha pela efetivação do 7 de setembro à condição de data Magna, possui uma História. Alguns historiadores já se debruçaram sobre a análise de como o nosso feriado nacional tornou-se comemorado. Dois autores importantes nesta discussão foram Maria de Lourdes Viana Lyra e Hendrik Kraai.

O primeiro deles, publicou no ano de 1995 artigo no qual afirmava que o processo de construção do 7 de setembro como o dia da independência do Brasil, passou a ser efetivamente comemorado somente em meados da década de 1820 tendo sido efetivamente concluída em 1830.

Tese revista pelo professor do Departamento de História da Universidade de Calgari, Canadá, em recente artigo na Revista Almanack Braziliense no ano de 2010, ele rever a perspectiva adotada pela professora Lourdes Lyra, ao mostrar que a partir de 1823-25, o 7 de setembro já era comemorado como feriado nacional, tendo sido proposto pela assembléia nacional a partir de 1823.

Um aspecto importante destas discussões é que ambas refletem como o 7 de setembro se impôs como feriado importante. A partir do Rio de Janeiro, a época corte do Império, a maneira como este feriado foi se efetivando e ao mesmo tempo dividindo importância com outras datas importantes nas províncias é ainda um estudo a ser feito.

Mesmo figurando como feriado, o 7 de setembro teve que dividir com o 12 de outubro, dia do nascimento do Imperador Pedro I, o lugar de festa nacional. Tanto      uma data quanto a outra simbolicamente, centra na figura do monarca o modelo de História que se pretendia relatar, onde o processo centrava-se no herói que tinha libertado a nação do jugo português.

Mesmo que Dom Pedro, fosse o primogênito dos Bragança e nesta condição, no caso de falecimento do seu pai automaticamente tornar-se-ia monarca português. Esta acumulação de títulos só desapareceu quando Portugal, no ano de 1825, nos tratados de reconhecimento da independência, colocava como condição a renúncia do imperador brasileiro à coroa portuguesa.

Podemos acompanhar que entre os anos de 1823-1825, o 7 de setembro e o 12 de outubro eram as duas datas que se ligavam diretamente a festa nacional, mesmo que aquela fosse sempre lembrada como a do nascimento da pátria, ela ficava em posição de importância inferior se comparada ao do nascimento do Imperador.

A efetivação do 7 de setembro dentro do panteão de comemoração nacional, como data principal materializou definitivamente a partir de 1830-1831. Com a abdicação de Dom Pedro I, respondendo de certa forma, ao processo de desconstrução da importância do monarca, pois o 12 de outubro diminuía a sua importância passando então, o 7 de setembro a desfrutar o lugar principal nas festividades da nação.

Como podemos observar a partir das discussões historiográficas e as fontes manejadas pelos historiadores que se concentraram na análise deste processo, a História é construída tendo como cimento as memórias que necessariamente não se afirmam de forma “natural”, mas muitas vezes através de disputas que passam também por posições políticas.

Augusto César Acioly é  Doutor em História pela UFPE e professor universitário

Museu de Ciências Nucleares vai a Sertânia

Exposição “Do Recife ao Sertão: popularizando a Ciência Nuclear” chega à cidade do Moxotó  O Museu de Ciências Nucleares Helen Khoury, da Universidade Federal de Pernambuco, levará a Sertânia a exposição “Do Recife ao Sertão: popularizando a Ciência Nuclear”, uma ação de divulgação científica voltada à aproximação entre universidade, escola e sociedade. A proposta é […]

Exposição “Do Recife ao Sertão: popularizando a Ciência Nuclear” chega à cidade do Moxotó 

O Museu de Ciências Nucleares Helen Khoury, da Universidade Federal de Pernambuco, levará a Sertânia a exposição “Do Recife ao Sertão: popularizando a Ciência Nuclear”, uma ação de divulgação científica voltada à aproximação entre universidade, escola e sociedade.

A proposta é apresentar a ciência nuclear de forma acessível, interativa e contextualizada, mostrando que as radiações e as tecnologias nucleares fazem parte de diversas áreas importantes para a vida cotidiana, para o desenvolvimento tecnológico e para a melhoria da qualidade de vida da população.

Durante a exposição, o público poderá ver materiais, conhecer exemplos e conversar com pesquisadores e estudantes sobre diferentes aplicações das radiações, incluindo: proteção radiológica, com orientações sobre segurança, controle de exposição e uso adequado das radiações;  irradiação de alimentos, tecnologia utilizada para conservação, redução de microrganismos e aumento da segurança alimentar

Ainda colorização de gemas, aplicação da radiação para modificação e valorização de pedras preciosas; radioterapia, utilizada no tratamento de diversos tipos de câncer; medicina nuclear, geração de energia nuclear, além de outras aplicações na indústria, no meio ambiente, na agricultura, na pesquisa científica e na preservação do patrimônio cultural.

A ação busca também combater informações equivocadas sobre o tema nuclear, mostrando que, quando utilizada com conhecimento, controle e segurança, a ciência nuclear oferece importantes benefícios para a sociedade.

Mais do que uma exposição, a atividade representa uma iniciativa de interiorização da ciência, levando conhecimento produzido na universidade pública para o sertão pernambucano e fortalecendo o diálogo com estudantes, professores e a comunidade local.

A exposição será realizada no dia 27/05, das 10h às 16h30, no Centro Acadêmico do Sertão — CAS/UFPE, em Sertânia.

Câmara de Vereadores de Afogados da Ingazeira passará por renovação significativa

A Câmara de Vereadores de Afogados da Ingazeira está prestes a passar por uma renovação substancial nas próximas eleições. Com Edson Henrique concorrendo à disputa majoritária, Zé Negão já confirmou à Rádio Pajeú que disputará uma vaga na Câmara.  Além de Edson, outros quatro vereadores – Rubinho do São João, Toinho da Ponte, Sargento Argemiro […]

A Câmara de Vereadores de Afogados da Ingazeira está prestes a passar por uma renovação substancial nas próximas eleições. Com Edson Henrique concorrendo à disputa majoritária, Zé Negão já confirmou à Rádio Pajeú que disputará uma vaga na Câmara. 

Além de Edson, outros quatro vereadores – Rubinho do São João, Toinho da Ponte, Sargento Argemiro e Erickson Torres – também decidiram não buscar a reeleição. Isso significa que 46% dos atuais legisladores não estarão no pleito, refletindo uma mudança importante no cenário político local.

A ausência de cinco dos treze atuais vereadores representa uma oportunidade para novos candidatos e novas ideias emergirem na política municipal. A decisão desses vereadores de não se candidatarem à reeleição abre espaço para uma potencial reconfiguração da composição da Câmara, trazendo novas perspectivas e possíveis mudanças nas diretrizes políticas e administrativas da cidade.

A disputa promete ser acirrada, com novos nomes e propostas entrando em cena para substituir os atuais legisladores que estão se despedindo de seus cargos.

Waldemar Borges vence disputa pela presidência da Comissão de Educação e Cultura da Alepe

O deputado estadual Waldemar Borges venceu a disputa pela presidência da Comissão de Educação e Cultura da Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe). A eleição da única comissão temática a ter bate-chapa na Casa de Joaquim Nabuco, disputada entre os deputados Waldemar Borges (PSB) e Renato Antunes (PL), aconteceu na manhã desta quinta-feira (14). Borges venceu […]

O deputado estadual Waldemar Borges venceu a disputa pela presidência da Comissão de Educação e Cultura da Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe).

A eleição da única comissão temática a ter bate-chapa na Casa de Joaquim Nabuco, disputada entre os deputados Waldemar Borges (PSB) e Renato Antunes (PL), aconteceu na manhã desta quinta-feira (14). Borges venceu a eleição por 3×2, tendo recebido, além do próprio voto, o apoio dos deputados Romero Albuquerque (União Brasil) e João Paulo (PT).

Renato Antunes teve o seu próprio voto e o de Kaio Maniçoba (PP). A vice-presidência do colegiado ficou com o deputado João Paulo, que, sem concorrentes, venceu a disputa por aclamação.

Depois de agradecer a votação, o deputado Waldemar Borges disse que a educação é um dos pilares mais relevantes dentre todas as políticas públicas.

“Assumo a comissão com um senso imenso de responsabilidade. Vamos trabalhar juntos em torno dessa pauta tão importante, numa agenda que envolva desde as questões vinculadas aos professores até as iniciativas mais vinculadas à elevação do padrão da qualidade da educação de Pernambuco”, ressaltou Waldemar ao final da eleição.