Notícias

O sete de Setembro e a sua construção como feriado nacional

Por Nill Júnior

Independence_of_Brazil_1888

Por Augusto César Acioly*

A História perpassa várias dimensões da vida humana, aliás, o humano é na verdade o objeto central da História. O 7 de setembro é uma destas construções históricas, que ao longo do século XIX foi sendo estruturado tanto na perspectiva de um discurso histórico, que pretendia remontá-lo na condição do momento de nascimento da pátria, quanto imageticamente, a partir do II reinado com a produção do célebre quadro que retrata o Grito no Ipiranga, de autoria de Pedro Américo produzido em 1888, e que serviu como a representação ideal do nascimento da Pátria.

Com relação ao quadro de Américo, toda aquela construção imagética foi construída no sentido de ativar e fortalecer os sentimentos de nacionalidade, importantes no processo de construção do Estado Nacional e que para se materializar necessita tanto de histórias quanto de imagens.

As datas são elementos importantes na ativação destes sentimentos. Neste caso, a batalha pela efetivação do 7 de setembro à condição de data Magna, possui uma História. Alguns historiadores já se debruçaram sobre a análise de como o nosso feriado nacional tornou-se comemorado. Dois autores importantes nesta discussão foram Maria de Lourdes Viana Lyra e Hendrik Kraai.

O primeiro deles, publicou no ano de 1995 artigo no qual afirmava que o processo de construção do 7 de setembro como o dia da independência do Brasil, passou a ser efetivamente comemorado somente em meados da década de 1820 tendo sido efetivamente concluída em 1830.

Tese revista pelo professor do Departamento de História da Universidade de Calgari, Canadá, em recente artigo na Revista Almanack Braziliense no ano de 2010, ele rever a perspectiva adotada pela professora Lourdes Lyra, ao mostrar que a partir de 1823-25, o 7 de setembro já era comemorado como feriado nacional, tendo sido proposto pela assembléia nacional a partir de 1823.

Um aspecto importante destas discussões é que ambas refletem como o 7 de setembro se impôs como feriado importante. A partir do Rio de Janeiro, a época corte do Império, a maneira como este feriado foi se efetivando e ao mesmo tempo dividindo importância com outras datas importantes nas províncias é ainda um estudo a ser feito.

Mesmo figurando como feriado, o 7 de setembro teve que dividir com o 12 de outubro, dia do nascimento do Imperador Pedro I, o lugar de festa nacional. Tanto      uma data quanto a outra simbolicamente, centra na figura do monarca o modelo de História que se pretendia relatar, onde o processo centrava-se no herói que tinha libertado a nação do jugo português.

Mesmo que Dom Pedro, fosse o primogênito dos Bragança e nesta condição, no caso de falecimento do seu pai automaticamente tornar-se-ia monarca português. Esta acumulação de títulos só desapareceu quando Portugal, no ano de 1825, nos tratados de reconhecimento da independência, colocava como condição a renúncia do imperador brasileiro à coroa portuguesa.

Podemos acompanhar que entre os anos de 1823-1825, o 7 de setembro e o 12 de outubro eram as duas datas que se ligavam diretamente a festa nacional, mesmo que aquela fosse sempre lembrada como a do nascimento da pátria, ela ficava em posição de importância inferior se comparada ao do nascimento do Imperador.

A efetivação do 7 de setembro dentro do panteão de comemoração nacional, como data principal materializou definitivamente a partir de 1830-1831. Com a abdicação de Dom Pedro I, respondendo de certa forma, ao processo de desconstrução da importância do monarca, pois o 12 de outubro diminuía a sua importância passando então, o 7 de setembro a desfrutar o lugar principal nas festividades da nação.

Como podemos observar a partir das discussões historiográficas e as fontes manejadas pelos historiadores que se concentraram na análise deste processo, a História é construída tendo como cimento as memórias que necessariamente não se afirmam de forma “natural”, mas muitas vezes através de disputas que passam também por posições políticas.

Augusto César Acioly é  Doutor em História pela UFPE e professor universitário

Outras Notícias

Lava Jato driblou lei para ter acesso a dados da Receita, mostram mensagens

Força-tarefa buscou informações sem requisição formal com o atual chefe do Coaf, Roberto Leonel Procuradores da Operação Lava Jato contornaram limites legais para obter informalmente dados sigilosos da Receita Federal em diferentes ocasiões nos últimos anos, segundo mensagens obtidas pelo The Intercept Brasil e analisadas pela Folha e pelo site. Os diálogos indicam que integrantes […]

Força-tarefa buscou informações sem requisição formal com o atual chefe do Coaf, Roberto Leonel

Procuradores da Operação Lava Jato contornaram limites legais para obter informalmente dados sigilosos da Receita Federal em diferentes ocasiões nos últimos anos, segundo mensagens obtidas pelo The Intercept Brasil e analisadas pela Folha e pelo site.

Os diálogos indicam que integrantes da força-tarefa do caso em Curitiba buscaram informações da Receita sem requisição formal e sem que a Justiça tivesse autorizado a quebra do sigilo fiscal das pessoas que queriam investigar. Leia a íntegra da reportagem no UOL.

Raquel Lyra enaltece riqueza cultural do Estado

A governadora Raquel Lyra prestigiou, neste domingo (11), a folia de Momo de Vitória de Santo Antão, na Zona da Mata Norte do Estado. Acompanhada da vice-governadora Priscila Krause, do prefeito da cidade, Paulo Roberto, de secretários estaduais e deputados, a chefe do Executivo cumprimentou os foliões e visitou o Camarote da Acessibilidade. Na Terra […]

A governadora Raquel Lyra prestigiou, neste domingo (11), a folia de Momo de Vitória de Santo Antão, na Zona da Mata Norte do Estado. Acompanhada da vice-governadora Priscila Krause, do prefeito da cidade, Paulo Roberto, de secretários estaduais e deputados, a chefe do Executivo cumprimentou os foliões e visitou o Camarote da Acessibilidade. Na Terra das Tabocas, o ponto alto da folia é o Encontro dos Bichos, quando blocos saem em desfiles com carros alegóricos, representados figurativamente por animais, e arrastam a população pelas ruas do município.

“A riqueza cultural do nosso povo é extraordinária, e é isso que nos diferencia de qualquer outro lugar do mundo. Ela é revelada, sobretudo, durante o nosso carnaval. Desde setembro do ano passado que o nosso time vem trabalhando junto com as prefeituras para garantir que a festa seja feita com tranquilidade, da melhor forma possível, com segurança para todos os que vêm para cá e também garantindo a economia girando, com emprego e renda para nossa gente”, destacou Raquel Lyra.

Neste ano, a festa em Vitória de Santo Antão presta homenagens ao Clube de Fados Taboquinhas e ao Clube Misto Urso Branco, que celebram 100 anos de história, além dos carnavalescos Toinho do Atelier, Carlos Freire, Lula Damião e Edvaldo Melo (Ratinho), que faleceram recentemente.

Ao lado da governadora durante todo o percurso, o prefeito de Vitória de Santo Antão enalteceu o amor do pernambucano pelas suas raízes. “O pernambucano é apaixonado pelo seu Estado. Nós precisamos ter esse sentimento de pertencimento para mostrar os grandes valores que a gente tem. Hoje nós tivemos o prazer de receber a governadora e a vice-governadora, que têm raízes vitorienses, na nossa linda festa”, ressaltou Paulo Roberto.

Também presente na comitiva, a deputada federal Iza Arruda exaltou a festividade no município. “O melhor carnaval do Brasil está em Pernambuco. E Vitória de Santo Antão traz as raízes das alegorias, o que é muito cultural. Temos os Fados, Taboquinhas, Girafa, são tantos blocos e alegrias e é por isso que todos precisam conhecer a nossa festa”, finalizou a parlamentar. 

O deputado estadual Joaquim Lira e o vice-prefeito do município, Edmo Neves, também estiveram presentes na festividade.

Diplomados eleitos de Flores

Por André Luis Na última quinta-feira (17), a Justiça Eleitoral diplomou os eleitos no pleito de 2020 do município de Flores. Por conta da pandemia provocada pelo novo coronavírus, a cerimônia de diplomação aconteceu de forma virtual. O ato aconteceu às 10h, através da plataforma Zoom. Foram diplomados além do prefeito reeleito, Marconi Santana e […]

Por André Luis

Na última quinta-feira (17), a Justiça Eleitoral diplomou os eleitos no pleito de 2020 do município de Flores.

Por conta da pandemia provocada pelo novo coronavírus, a cerimônia de diplomação aconteceu de forma virtual. O ato aconteceu às 10h, através da plataforma Zoom.

Foram diplomados além do prefeito reeleito, Marconi Santana e o vice-prefeito, Cicero Moizes, ambos do PSB, os vereadores: Jeane Lucas (PSB), Vaninho da Lotação (PSB), Pablo de Guilherme (MDB), Alberto Ribeiro (PSB), Luiz Heleno (PSB), Nildo da Sprint (PSB), Adeilton Patriota (PT), Nezinho de Fátima (PT), Nando do Saco (MDB), Diassis de Fátima (PSB) e Joselito Gemeo do Gesso (PSB).

Agricultor morre após sofrer choque em cerca em Serra Talhada

Fios de alta tensão de um poste caíram por cima da cerca, segundo a polícia. Do G1 Um agricultor de idade não informada morreu na madrugada desta sexta-feira (19) após sofrer um choque ao encostar em uma cerca em Serra Talhada, no Sertão de Pernambuco. De acordo com a Polícia Civil, fios de alta tensão […]

Imagem ilustrativa

Fios de alta tensão de um poste caíram por cima da cerca, segundo a polícia.

Do G1

Um agricultor de idade não informada morreu na madrugada desta sexta-feira (19) após sofrer um choque ao encostar em uma cerca em Serra Talhada, no Sertão de Pernambuco. De acordo com a Polícia Civil, fios de alta tensão de um poste caíram em cima da cerca.

Ainda segundo a polícia, as faíscas dos fios provocaram um pequeno incêndio em uma plantação. O homem acordou com o barulho e tentou passar pela cerca para avisar ao vizinho do fogo que havia atingido a propriedade, conforme informou a Polícia Civil.

O agricultor morreu no local e o corpo dele foi encaminhado para o Hospital Regional Professor Agamenon Magalhães (Hospam), em Serra Talhada.

Afogadense está entre desaparecidos na tragédia de Petrópolis

Uma família do bairro São Sebastião vive o mesmo drama das famílias de desaparecidos após o temporal que se abateu sobre a cidade serrana de Petrópolis, Rio de Janeiro. Lindinalva Leite, de 88 anos, foi soterrada após a casa em que estava desabar com  a força das águas. Ela morava na cidade com  duas filhas. […]

Uma família do bairro São Sebastião vive o mesmo drama das famílias de desaparecidos após o temporal que se abateu sobre a cidade serrana de Petrópolis, Rio de Janeiro.

Lindinalva Leite, de 88 anos, foi soterrada após a casa em que estava desabar com  a força das águas. Ela morava na cidade com  duas filhas. Os familiares já não acreditam que ela esteja viva e lutam para localizar o corpo.

“Ela está soterrada ainda. Uma vizinha foi soterrada do lado dela. Uma filha morava com ela e outras a uns quatrocentos metros”, disse ao programa Manhã Total, da Rádio Pajeú o filho Rosivaldo Ramos da Silveira.

O número de mortos em Petrópolis após a tempestade de terça (15) chegou a 104 até as 6h51desta quinta-feira (17) – ao menos 8 vítimas são crianças. Segundo a Secretaria Estadual de Defesa Civil, 24 pessoas foram resgatadas com vida.

O Corpo de Bombeiros ainda não sabe o número de desaparecidos, mas o cadastro do Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ), atualizado na manhã desta quinta, indica que ao menos 42 pessoas são procuradas. Cerca de 500 bombeiros trabalham nas buscas aos desaparecidos.

Na manhã desta quinta, foram publicadas duas medidas no Diário Oficial do Rio de Janeiro para ajudar o município. O pagamento do IPVA e do ICMS foram prorrogados para o segundo semestre e a Alerj vai repassar R$ 30 milhões para a prefeitura de Petrópolis.