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Ao responder pergunta sobre Sandrinho, Totonho diz que votar em “poste” nunca deu certo

Por Nill Júnior

O ex-prefeito de Afogados da Ingazeira Totonho Valadares (MDB) comparou indiretamente o apoio ao vice-prefeito Alessandro Palmeira com situações em que lideranças políticas recorreram a “postes” em processos eleitorais recentes. Foi quando perguntado a respeito da máxima de que para alguns, a eleição só tem graça se houver um embate entre ele e Alessandro Palmeira apoiado por José Patriota. A entrevista foi ao ar no Debate das Dez, na Rádio Pajeú 99,3 FM.

“Se você tivesse dizendo que a eleição seria Totonho e Patriota aí até que eu iria dizer que a coisa tinha mais sentido. Agora, eu não vou começar a discutir a politica nem discutir a qualificação de Sandrinho nem a minha. O povo está aí pra olhar o que é que é mais importante para Afogados, se é Sandrinho ou Totonho. Não vou entrar nesse jogo e nem vou disputar eleição com Patriota”.

Totonho disse sobre o prefeito esperar que ele tenha a disposição de usar o mesmo critério que ele usou em duas eleições. “Espero que Patriota tenha a atitude que eu tive, de esperar que o povo diga quem é o candidato para ele poder apoiar. Isso é o que eu  espero. Se fizer isso tá tudo bom. Nós fazemos parte de um grupo político”.

Disse ainda não ter consolidado na Frente Popular sequer sua candidatura, quanto mais ter definido o nome do candidato a vice. “Sou só um pré candidato a disputar dentro da Frente Popular. No frigir dos ovos quem vai escolher é o povo”. E soltou: “Não adianta, eu já disse isso aqui mil vezes. Os exemplos de eleger poste nesse país tá muito claro: Dilma, João da Costa,  prefeito do Recife, Haddad, que foi eleito prefeito de São Paulo, foi pra reeleição e teve 16%. A coisa deve ser analisada no devido tempo”. Acrescentou que “quando chegar a hora, o povo vai saber quem quer”. E fechou que o povo vai escolher, e que não necessariamente será com ele, mas com que, a população quiser que vá. Ouça:

 

 

Totonho falou sobre a pauta traçada com a Codevasf para projeto de limpeza da calha do Rio Pajeú, afirmou estar lutando sobre a conclusão do processo de  saneamento global de Afogados da Ingazeira e do Sistema Viário do município. Disse ainda não achar que há “pai” no projeto do Curso de Engenharia para o IFPE, defendendo o corpo técnico e gestor do Instituto, acrescentando que lutará para que haja sua estruturação e permanência. Ele diz estar discutindo esses temas com o Senador Fernando Bezerra Coelho.

Outras Notícias

Raquel participa da entrega do Vanete Almeida em Serra Talhada, diz blog

Do Blog do Júnior Campos A entrega das 902 casas do Residencial Vanete Almeida, marcada para o próximo dia 16 de janeiro, em Serra Talhada, vai muito além de um ato administrativo.  O evento, que contará com a presença confirmada da governadora Raquel Lyra (PSD), deve se transformar no primeiro grande momento da pré-corrida eleitoral […]

Do Blog do Júnior Campos

A entrega das 902 casas do Residencial Vanete Almeida, marcada para o próximo dia 16 de janeiro, em Serra Talhada, vai muito além de um ato administrativo. 

O evento, que contará com a presença confirmada da governadora Raquel Lyra (PSD), deve se transformar no primeiro grande momento da pré-corrida eleitoral de 2026 no Sertão do Pajeú, reunindo os principais agentes da política local e estadual.

O Portal Júnior Campos apurou, junto à Casa Civil, que a governadora estará presente na cerimônia de entrega do conjunto habitacional. A confirmação oficial reforça o peso político do evento, que reunirá adversários históricos e aliados em campos opostos.

Por que os recifenses se acostumaram com o feio?

Por Inácio Feitosa* Uma reflexão íntima sobre Recife, sua paisagem urbana e nosso comportamento coletivo Eu amo Recife. Amo sua história, seus rios, suas pontes, seu mar, sua cultura vibrante e sua identidade única. Mas amar uma cidade também é ter coragem de olhar para ela com honestidade. E há algo que me inquieta profundamente: […]

Por Inácio Feitosa*

Uma reflexão íntima sobre Recife, sua paisagem urbana e nosso comportamento coletivo

Eu amo Recife. Amo sua história, seus rios, suas pontes, seu mar, sua cultura vibrante e sua identidade única. Mas amar uma cidade também é ter coragem de olhar para ela com honestidade. E há algo que me inquieta profundamente: nós nos acostumamos a conviver com o feio. E pior – deixamos de perceber o quanto isso diz mais sobre nós do que sobre o concreto que nos cerca.

Recife não nasceu feia. Tornou-se, lentamente, ao longo de décadas, uma cidade marcada por degradações visíveis que foram sendo naturalizadas até perderem a capacidade de causar incômodo. A paisagem urbana passou a refletir descuidos acumulados, mas também uma perigosa acomodação social.

Sempre me chama atenção a entrada da cidade pelo encontro da BR-101 com a BR-232. Um emaranhado de viadutos sem paisagismo, concreto cru, sujeira e abandono. Ali começa o primeiro retrato de uma capital que deveria acolher com beleza e organização. O mesmo ocorre no caminho para o aeroporto pelo bairro de Afogados: desordem visual, comércio irregular espalhado, calçadas deterioradas. É como se a cidade pedisse desculpas antes mesmo de receber quem chega.

No Recife Antigo, área que deveria ser um santuário urbano, convivemos há anos com fios pendurados, postes saturados, poluição visual que esconde o valor do patrimônio histórico. A promessa recente de embutir essa fiação revela o quanto demoramos para reagir. Enquanto isso, pichações cobrem muros, prédios e monumentos sem distinção, apagando memórias e ferindo a estética da cidade.

Quando caminho pelo Centro – Boa Vista, Santo Antônio, São José – vejo prédios abandonados, fachadas em ruínas e imóveis que contam histórias esquecidas. Sob viadutos espalhados pela cidade, acumulam-se sujeira e espaços mortos. Sempre penso no quanto esses locais poderiam ser transformados em equipamentos culturais. Sonho com bibliotecas urbanas nesses vazios – as Viadutotecas – como forma de devolver dignidade a áreas que hoje simbolizam abandono.

Outro cenário que me incomoda é o entorno do Hospital das Clínicas da UFPE, tomado por barracas desordenadas que escondem a arquitetura institucional atrás de improvisos. E não consigo ignorar a presença constante dos flanelinhas dominando ruas e pontos turísticos, constrangendo o cidadão e naturalizando uma forma velada de extorsão urbana. Praças transformadas em lava-jatos improvisados completam esse retrato de descaso cotidiano.

Nada disso é novo. Esses problemas existem há décadas. Eles sobreviveram porque foram tolerados por governos sucessivos, mas também porque nós, recifenses, aprendemos a aceitá-los sem resistência. E é aqui que minha crítica se volta para dentro. O feio não está apenas na arquitetura; está no comportamento social. Está no lixo jogado na rua, na indiferença diante das pichações, na aceitação passiva da desordem e no silêncio coletivo que permite que o provisório vire permanente.

Muitos dirão que sou pessimista. Dirão que Recife tem a Rua do Bom Jesus, uma das mais bonitas do mundo. E é verdade. Mas sempre me pergunto: quando foi a última vez que a visitamos com olhar atento? Quantos prédios degradados estão ali pedindo cuidado? Quantas vezes tentamos estacionar sem sermos constrangidos?

E há ainda o antigo prédio do Grupo Nassau, de João Santos, no Marco Zero. A troca brutal da fachada original por vidro foi um golpe violento na paisagem histórica. O que era belo tornou-se um corpo estranho no coração simbólico da cidade. Nunca vi um movimento firme para exigir a recomposição arquitetônica daquele imóvel no centro mais emblemático de Recife.

Eu continuo acreditando na beleza da minha cidade. Mas amar Recife é não aceitar o feio como destino. É desejar sempre mais cuidado, mais respeito ao patrimônio, mais ordem urbana e mais consciência cidadã.

Porque uma cidade só permanece bonita quando seu povo se recusa a se acomodar diante da própria degradação. Quando o feio deixa de incomodar, ele se instala não apenas nos muros e nas ruas, mas também dentro de nós.

*Advogado, recifense e escritor

Proibido pela justiça uso da imagem de Eduardo Campos

A imagem do ex-governador e candidato à Presidência da República Eduardo Campos (PSB) é alvo de disputa na Justiça Eleitoral. Na manhã desta quarta-feira (20), o desembargador do Tribunal Regional Eleitoral (TRE-PE) Alexandre Hermes Renato acatou o pedido da família do socialista, morto num acidente de avião na última quarta-feira (13), para que outros candidatos […]

Eduardo Campos - Foto Aluisio MoreiraSEI-749572

A imagem do ex-governador e candidato à Presidência da República Eduardo Campos (PSB) é alvo de disputa na Justiça Eleitoral. Na manhã desta quarta-feira (20), o desembargador do Tribunal Regional Eleitoral (TRE-PE) Alexandre Hermes Renato acatou o pedido da família do socialista, morto num acidente de avião na última quarta-feira (13), para que outros candidatos que não são da Frente Popular utilizem a imagem do político.

Nesta quarta-feira (20), por exemplo, o guia do candidato e senador licenciado Armando Monteiro Neto (PTB), adversário da Frente Popular, dedicou boa parte do tempo em homenagem ao ex-governador. O trabalhista utilizou imagens de Campos com Armando e o candidato ao Senado e deputado federal João Paulo (PT) na época em que eram aliados. A proibição, no entanto, não pôde ser decretada a tempo da exibição do material de hoje.

“Num momento que todos compartilhamos essa perda, a inspiração para dar continuidade a obra de Eduardo é uma missão que não estava prevista dessa maneira. Sua ausência representa mais um desafio. Esta, certamente, será a melhor forma de reverenciar o homem, o líder de um grande governo”, afirmou Armando nesta quarta-feira (20) em sua propaganda eleitoral.

A batalha jurídica começou ainda em vida. Antes de falecer, o próprio Eduardo Campos entrou com uma ação no TRE-PE pedindo que sua imagem não fosse utilizada em outros palanques. A estratégia era que apenas o ex-secretário da Fazenda e candidato ao governo de Pernambuco Paulo Câmara, também do PSB, tivesse a “exclusividade” da associação ao padrinho político. Na última segunda-feira (18), o desembargador eleitoral José Ivo de Paula Guimarães, rejeitou o pedido de exclusividade pedido pela família de Eduardo Campos.

A assessoria jurídica de Armando Monteiro Neto (PTB), que foi eleito senador com apoio de Eduardo Campos em 2010, declarou que vai entrar com recurso ainda hoje contra a decisão desta quarta-feira (20). O advogado Walber Agra chegou a nomear a proibição como “censura prévia” em Pernambuco.

Fortes chuvas e pane elétrica afetam novamente Adutora do Pajeú

A Companhia Pernambucana de Saneamento (COMPESA) comunica a população em geral que às 19h do dia 30 de Março, o sistema da Adutora do Pajeú está parado devido à falta de energia na Estação Elevatória 03 Floresta, ocasionado por fortes chuvas na região. Com isso, estão paralisadas as cidades de Serra Talhada, Flores, Carnaíba, Quixaba, Afogados […]

A Companhia Pernambucana de Saneamento (COMPESA) comunica a população em geral que às 19h do dia 30 de Março, o sistema da Adutora do Pajeú está parado devido à falta de energia na Estação Elevatória 03 Floresta, ocasionado por fortes chuvas na região.

Com isso, estão paralisadas as cidades de Serra Talhada, Flores, Carnaíba, Quixaba, Afogados da Ingazeira, Tabira, Solidão, Tuparetama, Iguaracy, Ingazeira e os Distritos de Jabitaca e Borborema, além de redução de vazão em São José do Egito.

“Por tal motivo ficará com o abastecimento suspenso com previsão de retorno para o final do dia de hoje. Assim que o problema for resolvido volta a comunicar através dos meios de comunicação. A Compesa lamenta o ocorrido e pede desculpas aos seus clientes”. A nota é assinada por Eduardo José de Brito, Coordenador de Produção – GNR Alto Pajeú.

Santa Terezinha: Couro de Zuca Preto assume como presidente interino da Câmara de Vereadores

O vereador Antônio Edinaldo da Silva, conhecido por Couro de Zuca Preto tomou posse na manhã desta quarta-feira (24), como Presidente Interino da Câmara de Vereadores de Santa Terezinha. Houve um consenso entre os vereadores conduzido pelo vereador Júnior de Branco, em reunião na tarde de terça-feira (23). A princípio, houve uma divergência quanto a […]

O vereador Antônio Edinaldo da Silva, conhecido por Couro de Zuca Preto tomou posse na manhã desta quarta-feira (24), como Presidente Interino da Câmara de Vereadores de Santa Terezinha. Houve um consenso entre os vereadores conduzido pelo vereador Júnior de Branco, em reunião na tarde de terça-feira (23).

A princípio, houve uma divergência quanto a interpretação do Regimento Interno da Casa, quanto a vacância provisória da Mesa Diretora, composta pelo presidente, primeiro e segundo secretários e presidência interina conforme artigo 17 do Regimento Interno (RI). Também teve dois entendimentos, um deles que apontava o vereador titular mais velho “Charles Lustosa” como presidente e outro que apontava o mais idoso entre todos os pares, “Couro de Zuza Preto”, mesmo vereador suplente, como presidente interino.

Os pares entraram no consenso sobre o regulamento e optaram por Couro de Zuca Preto em harmonia e unanimidade dos presentes.

Já na manhã desta quarta-feira, na sede da Câmara, o vereador Junior de Branco leu o termo de posse e declarou Couro de Zuca Preto presidente interino. No primeiro pronunciamento, o presidente interino falou pouco, dizendo que sua primeira prioridade era a posse, em segundo, priorizar o pagamento dos servidores da casa, inclusive os vereadores.

O presidente interino deverá marcar a posse dos suplentes Geilson Arts, Ana Paula e Liedja Lustosa para a primeira sessão ordinária do ano, depois do recesso de fim e começo de ano.

O vereador Charles Lustosa protocolou um requerimento de afastamento temporário por trinta (30) trinta dias dos trabalhos legislativos para tratamento de saúde. 

“É do conhecimento de todos os pares que desde o princípio das tratativas deste processo sucessório da mesa que nunca foi de minha vontade estar presidente dessa casa, como publicação de matéria na imprensa. Sempre prezei pela harmonia e a paz entre os colegas desde minha chegada em 2021. Não posso dizer o mesmo, porque a história e os fatos estão aí para que todos possam ver a minha trajetória ilibada, em relação aos fatos narrados na última sexta-feira ocorrido nesta casa de leis”, disse Charles Lustosa ao Blog do Pereira.

E com relação a troca de chaves, o parlamentar esclareceu: “Com relação às trocas das chaves, não foi a minha pessoa que realizou a troca, foi o colega vereador Carlinhos Policial e em ato contínuo o colega Carlinho fez registro de ocorrência policial para se resguardar de possível invasão ao prédio público, desejo paz, saúde e união ao legislativo e sucesso ao colega Couro em sua nova missão.”, concluiu Charles. As informações são do Blog do Pereira.