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Anvisa muda regras, e uso emergencial da Sputnik V pode ser facilitado

Por André Luis

A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) anunciou hoje algumas mudanças no guia para uso emergencial de vacinas contra a covid-19, o que facilita a aprovação de novos imunizantes no país. A atualização mais importante é o fim da exigência de que haja estudos de fase 3 sendo feitos no Brasil para que a agência conceda a autorização emergencial. A reportagem é Anaís Motta do UOL – com Estadão Conteúdo.

Agora, as regras determinam que as vacinas devem “preferencialmente possuir um dossiê de desenvolvimento clínico de medicamento (DDCM) anuído pela Anvisa e o ensaio clínico de fase 3, pelo menos, em andamento e em condução no Brasil”. A mudança está justamente na inclusão da palavra “preferencialmente”.

A decisão acontece no momento em que a Anvisa é pressionada para liberar a Sputnik V, vacina desenvolvida pelo Instituto Gamaleya, da Rússia. Com a mudança, a autorização para uso emergencial do imunizante pode ser agilizada. Também pode facilitar a entrada de outras vacinas. O laboratório indiano Bharat Biotech, por exemplo, já mostrou interesse em trazer a Covaxin ao setor público e privado brasileiro.

Enquanto acontecia a coletiva da Anvisa, o Ministério da Saúde anunciou que vai se reunir na sexta-feira (5) com representantes do Gamaleya e do laboratório Bharat Biotech para negociar a compra de 30 milhões de doses da Sputnik V e da Covaxin. A expectativa da pasta é receber parte das vacinas ainda em fevereiro.

Condições para uso emergencial

A flexibilização, porém, é acompanhada de algumas condições. Os pedidos para uso emergencial de vacinas sem estudos de fase 3 conduzidos no Brasil devem necessariamente apresentar:

acompanhamento dos participantes para avaliação de eficácia e segurança do estudo pivotal por pelo menos 1 ano; garantia de acesso aos dados gerados em sua totalidade; demonstração de que estudos pré-clínicos e clínicos foram conduzidos de acordo com as diretrizes nacionais e internacionais.

As empresas responsáveis pelo pedido também devem se comprometer a concluir o desenvolvimento da vacina em todos os aspectos, apresentando e discutindo os resultados com a Anvisa, além de posteriormente solicitar seu registro sanitário definitivo.

O prazo de análise para vacinas sem estudo de fase 3 desenvolvido no Brasil é maior, de até 30 dias. Para as que têm, é de até dez dias.

“Nosso trabalho não é burocrático, é técnico”, explicou Gustavo Mendes, gerente-geral de Medicamentos e Produtos Biológicos da Anvisa, durante coletiva.

Nós, como agência reguladora, precisamos dar segurança para vocês de que esse líquido que vai ser injetado é uma vacina, não tem impurezas, é segura, é eficaz e tem qualidade. Essa tranquilidade, essa segurança, é o nosso objetivo.”

Gustavo Mendes, gerente-geral de Medicamentos e Produtos Biológicos da Anvisa

Novas possibilidades

Apenas as vacinas CoronaVac e AstraZeneca/Oxford, ambas dependentes de insumos vindos da China, estão aprovadas para uso emergencial no Brasil. Com a flexibilização nas regras, o Brasil abre portas para a Sputnik V, que já está sendo aplicada em países vizinhos, como Argentina, Paraguai, Bolívia e Venezuela.

A União Química, parceira brasileira do Instituto Gamaleya, afirma que pode receber 10 milhões de doses prontas da vacina até março, além de entregar 150 milhões em 2021, somando a produção que seria feita no Brasil. 

A Sputnik V tem eficácia de 91,6% contra casos sintomáticos da covid-19. Os dados, avaliados por pesquisadores independentes, foram publicados ontem na revista científica The Lancet. Questionada durante coletiva, a diretora Meiruze Freitas afirmou que a divulgação dos resultados do estudo não influenciou na flexibilização das regras por parte da Anvisa.

“Por que a decisão [de atualizar o guia] foi [feita] agora? Não tem nada a ver com a publicação da Lancet. Diria que foi uma coincidência, até porque o processo já vem sendo discutido há mais tempo”, disse, em resposta à pergunta de uma jornalista.

Outras Notícias

André Janones é internado em UTI com arritmia cardíaca em São Paulo

O deputado federal André Janones (Rede-MG) foi internado na madrugada desta segunda-feira (19) na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Vila Nova Star, em São Paulo, após apresentar arritmia cardíaca e falta de ar. Segundo a reportagem, Janones deu entrada no hospital por volta das 2h. Até a publicação das informações, o Vila Nova […]

O deputado federal André Janones (Rede-MG) foi internado na madrugada desta segunda-feira (19) na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Vila Nova Star, em São Paulo, após apresentar arritmia cardíaca e falta de ar.

Segundo a reportagem, Janones deu entrada no hospital por volta das 2h. Até a publicação das informações, o Vila Nova Star ainda não havia divulgado boletim médico sobre o estado de saúde do parlamentar.

Horas antes da internação, o deputado acompanhou o debate entre Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL), realizado na noite deste domingo (18) pela Band.

Pouco antes de ser hospitalizado, Janones também publicou nas redes sociais um vídeo com sua avaliação sobre o confronto entre os dois candidatos à Presidência.

O deputado coordena o canal “Exército do Lula”, criado para apoiar a campanha pela reeleição do presidente. Segundo a Agência Brasil, o canal reúne atualmente 5,4 milhões de seguidores.

Até o momento, não foram divulgadas informações médicas adicionais sobre a evolução do quadro de Janones.

Fonte: Agência Brasil
Foto: Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados

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João Campos critica postura de Flávio no debate da Band e elogia desempenho de Lula

O ex-prefeito do Recife e presidente nacional do PSB, João Campos, divulgou um vídeo comentando o primeiro debate do segundo turno entre Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL), realizado neste domingo (18) pela Band. Aliado do presidente, Campos fez críticas à atuação do candidato do PL e elogiou a participação de Lula. Na avaliação de […]

O ex-prefeito do Recife e presidente nacional do PSB, João Campos, divulgou um vídeo comentando o primeiro debate do segundo turno entre Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL), realizado neste domingo (18) pela Band. Aliado do presidente, Campos fez críticas à atuação do candidato do PL e elogiou a participação de Lula.

Na avaliação de João Campos, Flávio adotou uma postura agressiva e provocativa durante o confronto e deixou de aprofundar temas que, segundo ele, deveriam ter sido discutidos pelos candidatos à Presidência.

“É impressionante como o candidato Flávio Bolsonaro conseguiu transformar o debate num circo. A forma debochada, agressiva, provocativa, primeiro mostra uma falta de compromisso com o povo brasileiro e com o nosso país”, afirmou.

Campos também elogiou a atuação de Lula. Segundo o presidente do PSB, o petista “se manteve altivo” e direcionou suas falas para temas relacionados ao futuro do país e às realizações de seus governos.

Ao longo do vídeo, o ex-prefeito também retomou assuntos levantados por Lula durante o debate. Entre eles, mencionou a discussão sobre licença-maternidade, o debate sobre a jornada 6×1 e o desafio feito pelo presidente para que os dois candidatos autorizem a abertura de seus sigilos.

“Flávio, não corre mais não, abre o sigilo. O presidente lançou o desafio. Tá aí, abre o sigilo”, declarou.

Campos fez ainda outras críticas a Flávio, incluindo referências a episódios mencionados durante a campanha e o debate. As declarações representam a avaliação política do dirigente do PSB e aliado de Lula sobre o desempenho dos presidenciáveis.

O encontro realizado pela Band neste domingo foi o primeiro confronto direto entre Lula e Flávio Bolsonaro na campanha do segundo turno. Os dois candidatos trocaram acusações e questionamentos sobre diferentes temas ao longo do programa.

Clique no link abaixo e confira, em nosso Instagram, o vídeo com a avaliação de João Campos sobre o debate.

Vídeo: Reprodução

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TSE dá 24 horas para Meta comprovar tratamento igual a Lula e Flávio; multa pode chegar a R$ 1 milhão por dia

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) deu à Meta prazo de 24 horas para demonstrar que está adotando medidas capazes de garantir tratamento igualitário às campanhas de Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) em suas plataformas. A determinação foi feita nesta segunda-feira (19), a menos de uma semana do segundo turno. A nova determinação ocorre depois […]

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) deu à Meta prazo de 24 horas para demonstrar que está adotando medidas capazes de garantir tratamento igualitário às campanhas de Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) em suas plataformas. A determinação foi feita nesta segunda-feira (19), a menos de uma semana do segundo turno.

A nova determinação ocorre depois de o TSE concluir que a empresa, responsável por Facebook, Instagram e WhatsApp, não comprovou o cumprimento da maior parte das medidas anteriormente impostas pela Justiça Eleitoral.

Caso a Meta não apresente as comprovações exigidas dentro do novo prazo, a multa diária poderá chegar a R$ 1 milhão.

Na quinta-feira (15), a Justiça Eleitoral já havia determinado que a empresa aplicasse as mesmas regras às duas candidaturas até o segundo turno. Entre as medidas, estava a proibição de reduzir de maneira desigual o alcance das publicações, as recomendações e os resultados de busca relacionados às campanhas.

A decisão também determinou que a ferramenta de inteligência artificial da empresa não oferecesse tratamento favorecido a nenhum dos candidatos. Na ocasião, havia sido fixada multa diária de R$ 500 mil em caso de descumprimento.

Segundo a nova decisão, os prazos de parte dessas determinações já haviam terminado sem que a Meta apresentasse elementos considerados suficientes para demonstrar o cumprimento das ordens.

“A persistência do descumprimento, a poucos dias do segundo turno, evidencia a insuficiência da multa fixada”, registra a decisão citada pela AFP.

A discussão chegou à Justiça Eleitoral depois que a campanha de Lula acusou a Meta de interferência na disputa eleitoral e de restringir conteúdos do presidente no Instagram e no WhatsApp. O PT também alegou existir uma “seletividade algorítmica” envolvendo a inteligência artificial integrada ao WhatsApp.

A Meta nega ter favorecido qualquer candidatura. A empresa reconheceu falhas, entre elas a desativação equivocada de anúncios da campanha de Lula, mas afirmou que os episódios decorreram de problemas técnicos e não atingiram exclusivamente o Brasil.

Na semana passada, representantes da empresa também participaram de reunião com o TSE para discutir medidas relacionadas à desinformação e ao funcionamento das plataformas durante a reta final das eleições. O tribunal destacou, na ocasião, a necessidade de garantir “paridade de armas” entre as duas campanhas.

Fonte: Diario de Pernambuco
Foto: TSE/Divulgação

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Quem ganhou o debate? Uma análise do encontro Lula X Flávio Bolsonaro na Band

No meu comentário das 12h desta segunda-feira (19), direto de Campina Grande (PB), analiso o debate transmitido pela Band entre os candidatos Lula e Flávio Bolsonaro. Destaco que a avaliação geral é de que o debate teve um nível muito aquém do esperado, fruto da estratégia adotada pelos candidatos: Além dos embates diretos, apontei que […]

No meu comentário das 12h desta segunda-feira (19), direto de Campina Grande (PB), analiso o debate transmitido pela Band entre os candidatos Lula e Flávio Bolsonaro.

Destaco que a avaliação geral é de que o debate teve um nível muito aquém do esperado, fruto da estratégia adotada pelos candidatos:

Além dos embates diretos, apontei que a Band errou ao liberar plateia com claques para os candidatos, reunindo figurantes da “lacração” das redes sociais como Pablo Marçal, Lucas Pavanato, Nikolas Ferreira e André Janones, o que tumultuou o ambiente.

Também avaliei a condução do debate: elogiei a postura firme da mediadora Adriana Araújo, que precisou tomar as rédeas da situação, enquanto critiquei a atuação do mediador Eduardo Oinegue.

Clique no link abaixo e confira o meu comentário completo sobre o debate.

Justiça proíbe Salgueiro Atlético Clube de usar Estádio Cornélio de Barros após problemas estruturais

O Ministério Público de Pernambuco (MPPE) obteve decisão judicial que impede o Salgueiro Atlético Clube de vender ingressos, realizar partidas, treinos ou qualquer outro evento esportivo no Estádio Municipal Cornélio de Barros Muniz, em Salgueiro, no Sertão de Pernambuco. A medida atende a pedido da 2ª Promotoria de Justiça do município. A ação foi apresentada […]

O Ministério Público de Pernambuco (MPPE) obteve decisão judicial que impede o Salgueiro Atlético Clube de vender ingressos, realizar partidas, treinos ou qualquer outro evento esportivo no Estádio Municipal Cornélio de Barros Muniz, em Salgueiro, no Sertão de Pernambuco. A medida atende a pedido da 2ª Promotoria de Justiça do município.

A ação foi apresentada após o MPPE identificar problemas estruturais que, segundo o órgão, comprometem as condições de utilização do estádio. O processo tramita sob o número 0003762-11.2026.8.17.3220.

De acordo com o promotor de Justiça Otávio Machado, uma vistoria realizada no dia 10 de setembro identificou rachaduras nas arquibancadas, comprometimento da estabilidade do muro sul, um buraco em área de circulação e instalações elétricas expostas.

“Após vistoria realizada no dia 10 de setembro, ficou evidente a inviabilidade do uso do Cornélio de Barros pela presença de rachaduras em arquibancadas, comprometimento da estabilidade do muro sul, buraco em área de circulação e instalações elétricas expostas”, afirmou o promotor.

Segundo o MPPE, o estádio, localizado em Salgueiro, também foi reprovado no laudo de segurança da Polícia Militar, não possui atestado de vistoria do Corpo de Bombeiros e recebeu avaliação sanitária desfavorável.

Com a decisão, o Salgueiro Atlético Clube fica impedido de comercializar ingressos e de promover partidas, treinamentos ou outros eventos esportivos no Cornélio de Barros.

Foto: Reprodução

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